28 julho 2005

Marco Aurélio

Meu filho foi, definitivamente, a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. Minha gravidez foi um passeio entre enjôos e azias, mas nada tirava a felicidade de estar grávida. Os melhores momentos foram os ultrassons. Nesses dias, nada me irritava, ria pras paredes.

Desde o início, Marco mostrou a que veio, um menino pra lá de inquieto (mexia muito, o tempo todo!!!) e já tinha personalidade. Para poder dormir, tinha de adequar minha posição às vontades dele. Caso contrário, recebia uma sessão de pontapés. Era ótimo!!!

Além de ter sido uma grávida muito feliz, fui bastante paparicada. No trabalho todos regulavam o que eu comia, o que eu bebia, não me deixavam carregar peso. Na faculdade, tinha gente que, em vez de assistir às aulas, alisava a minha imensa barriga. Coçavam a minha barriga só para ver o menino mexer. Quando tinha de ministrar algum seminário ou expor algum trabalho, ninguém olhava pra mim, só pra minha barriga. E o carismático menino não deixava por menos, parecia que sabia que estavam olhando pra ele e não parava quieto! Depois me pediam o resumo da explicação, por não conseguirem parar de olhar para a minha barriga.

Sempre tive medo de agulhas, hospitais, cirurgias, médicos, etc. Fiz todos os exames de sangue, tomei as três doses de anti-tetânica sem fazer o alarde habitual. Quem me conhece sabe, só muiiiiiiiiiito amor pra me fazer passar por essa maratona toda.

Então, nasceu em 11 de outubro de 1999, aquele meninão de 4 quilos e 52,5 cm. Eu olhava pra ele, olhava pra minha barriga e dizia: "Por que você não saiu antes??? Devia estar muiiiiiiiiiiiiiito apertado aqui dentro!!! Como você conseguiu???" Lembro que no final da gravidez andava feito uma pata e não conseguia fechar as pernas ao me sentar. Ele realmente era muito grande.

No berçário, o mocinho conquistou todas as enfermeiras. Minha médica dizia que ele não parava no berço, todas queriam segurá-lo.

Dormir não é um verbo que o Marco conjugue bem. Ele não dorme, o sono o nocauteia. Ele desmaia. Depois que (finalmente) entrega-se a Morfeu, nada o acorda!!!! Se acordado, o humor é igualzinho ao da mãe!!!

Aprendeu a andar com 9 meses. Aos 2 anos falava de tudo, com aqueles errinhos fofos de criança. A primeira palavra que falou foi "gol". Sim, "gol"! Nada de "papai", "mamãe".

Sempre foi muito carinhoso. Adoro deitar no colo dele. Ele adora mexer no meu cabelo. Beijos, abraços. Assistir a desenhos agarrados. Dizer e ouvir, do nada, "sabia que eu te amo?"! Dar e levar broncas.

Marco Aurélio foi a pessoa que mais me ensinou nessa vida. É lindo ver como ele se preocupa com o bem estar das pessoas. O quanto ele repudia brigas, discussões. E o tanto que ele se esforça em promover a união de todos. É tímido com quem não conhece. Mesmo calado, escondendo-se atrás de mim, ele conquista a estima de quem quer que seja. Ele tem uma energia boa, muito boa.

Um dos maiores elogios que ouvi veio de um primo que não é dos mais chegados em criança. Fomos passar uns dias na casa dele em Uberlândia e, numa de nossas conversas, ele solta: "seu filho é muito legal, não é chatinho, não é mimadinho, é muito legal, gosto dele".

Não, ele não é nenhum santo, tem seus momentos de mima (eu também tenho os meus: "Filho, mamãe tá de mima!!!" Ele vem, me abraça e me põe pra deitar no colo dele. Aí, dá-lhe cafuné!!!).
Tem horas que eu acho que sou extremamente rígida e, por vezes, exagerada em minhas broncas. Mas, como acontece com todos os que eu amo muito, temos a relação de olhares. Ele sabe quando eu percebo que exagerei. Ele vê nos meus olhos a minha sensação de tristeza, de culpa até. Vem, me dá um beijo e começa a conversar sobre vários assuntos. É o nosso "fiz café".

Noutros momentos, ele nota que eu estou triste (mesmo que eu esteja gargalhando, ele nota!!! Incrível isso... Niguém mais repara, só ele). Nessas horas, ele não diz nada, só chega perto e faz questão que eu fique do lado dele (parece me vigiar, pra ver até onde a tristeza vai). E fica ali, me vigiando, me distraindo, me fazendo ver que aquela tristeza vai passar. O olhar dele me diz isso, do mesmo jeito que o meu olhar me entrega. Se pudesse traduzir o diálogo dos olhares seria algo assim:
- Mãe, tô vendo que você está disfarçando a sua tristeza. Vem cá.
- Tô nada filho, não tá vendo que eu tô rindo???
- Mãe, você não me engana. Vem cá ou eu grudo em você.
- Tá bom, tô indo.

Ele fala. Como fala!!! (não sei a quem puxou!!!). E fala sobre tudo, pergunta sobre tudo.

Claro que brigamos, principalmente por conta dos desenhos (justo na hora de "As terríveis aventuras de Billy e Mandy"!!!!). Já notei que faz de pirraça (também não sei a quem puxou!!!), porque depois começa a rir como quem diz "te peguei!!!". Ele é fantástico.

Como eu o amo!!! É um amor diferente, é leve!!! Não tem posse. Ele é meu filho, mas é também meu amigo, às vezes meu pai, às vezes meu irmão. É diplomata que ele só. Bagre ensaboado perto dele é fichinha (também não sei a quem puxou!!!). Consegue a proeza de não ser egoísta. Divide tudo!!! Dos brinquedos ao amor.

Eu tenho uma peculiaridade. Quando é amor, eu amo a pessoa, independente de ser minha mãe, meu filho. Amo o Marco Aurélio não por ser meu filho, mas pelo Marco. E sou grata por ser a mãe dele. Grata mesmo!!! Desde a primeira vez que eu soube que ele viria, que eu o senti, que eu o vi, notei que ele seria uma pessoa maravilhosa, muito maravilhosa. E, como é bom poder falar isso, esse sonho ele não me frustrou. Ele é maravilhoso!!!

Há pais que sonham em ter um filho que se torne médico, diplomata, advogado, etc. A única coisa que eu sempre quis foi ter um filho que fosse uma excelente pessoa. Isso eu já sei que tenho. O que ele pretende ter por profissão é escolha dele, só dele. E, naquilo que ele escolher, ele contará com o meu apoio. Nunca vou me afastar. Ele pode até passar algum tempo longe dos meus olhos (quando alguém o "seqüestra", a madrinha é um bom exemplo), mas nunca longe de mim, pois o meu amor o acompanhará sempre. Aliás, não é isso que é o amor??? Longe ou perto, sempre se sabe a quem se ama e quem nos ama. Amo o Marco e sei que ele me ama.

Até a próxima!!!

Ps.: Antes que morram de saudade, aviso que ficarei uns diazinhos sem postar, pois estou indo hoje para São Paulo. Volto segunda-feira.
Ps2: Há duas coisas que agradeço na vida, ser filha de D. Dolores e mãe de Marco Aurélio. Da mesma forma que a minha mãe, se Deus me desse a chance de escolher meu filho, jamais teria escolhido melhor!!!

27 julho 2005

Poesiazinha...

Totalmente sem assunto e com uma preguiça lascada, vou encher lingüiça com estilo:

"O Amor Bate na Aorta

Cantiga de amor sem eira
nem beira,
vira o mundo de cabeça
para baixo,
suspende a saia das mulheres,
tira os óculos dos homens,
o amor, seja como for,
é o amor.

Meu bem, não chores,
hoje tem filme de Carlito.

O amor bate na porta
o amor bate na aorta,
fui abrir e me constipei.
Cardíaco e melancólico,
o amor ronca na horta
entre pés de laranjeira
entre uvas meio verdes
e desejos já maduros.

Entre uvas meio verdes,
meu amor, não te atormentes.
Certos ácidos adoçam
a boca murcha dos velhos
e quando os dentes não mordem
e quando os braços não prendem
o amor faz uma cócega
o amor desenha uma curva
propõe uma geometria.

Amor é bicho instruído.

Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que corre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem,
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã.

Daqui estou vendo o amor
irritado, desapontado,
mas também vejo outras coisas:
vejo beijos que se beijam
ouço mãos que se conversam
e que viajam sem mapa.
Vejo muitas outras coisas
que não ouso compreender..."

Até a próxima!!!

26 julho 2005

E a preguiça me assola...

Caramba, que preguiça descomunal!!! Preguiça de pensar, preguiça de escrever, preguiça de tudo!!! Acho que estou aproveitando meus momentos de vagal porque segunda-feira começam as aulas (ah, já vou faltar o primeiro dia de aula por um bom motivo: é o último dia de férias do meu filho e vou curtir muiiiiiiiiiiiiiiito com ele).

Falando em preguiça (principalmente de pensar), o depoimento da mulher do Marcus Valério (o carequinha - não, não é o palhaço Carequinha, é o palhaço do PT mesmo) foi mais um assassinato à Língua Portuguesa e com uma agravante: houve diversas citações a autores consagrados... o sarau foi de Cícero a Tolstoi (passando por Érico Veríssimo. Teve um senador que leu um trecho de Ana Terra - um dos livros de O tempo e o vento). Agora, concordância que é bom, já viu, né???

Pois é, o carequinha tomou o cano!!! Mas, teve um deputado que cometeu a inteligência de lembrar à esposa do carequinha que, por ela ser casada em regime de comunhão parcial de bens e por não ter assinado os contratos em que seu marido figura como avalista, ela pode pedir, na justiça, a declaração de nulidade do aval. Então, se algum dia você vir algum garage sale do PT, não se assuste.

E para não deixar os carecas tristes com as ações do careca mais famoso do momento (e encher lingüiça - uai, eu avisei que estou com preguiça), aí vai:

"NÓS, OS CARECAS - 1942

Autoria de Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti

Nós, nós os carecas
Com as mulheres somos maiorais
Pois na hora do aperto
É dos carecas que elas gostam mais

Não precisa ter vergonha
Pode tirar seu chapéu
Pra que cabelo? Pra que seu Queiroz?
Agora a coisa está pra nós, nós nós..."

Ah, antes do "até a próxima" gostaria de comentar a declaração de Tony Blair(gh!) de que ele imagina a dor dos familiares do brasileiro assassinado pela Scotland Yard. Não, senhor Blair(gh!), o senhor não chega perto de imaginar o que os pais da vítima estão sentindo, afinal, não é todo o dia que um filho é assassinado com 7 tiros na cabeça por uma polícia considerada top de linha.

Falando nisso, o que é ser top de linha??? Acertar sistematicamente e, quando errar, errar feio??? Sim, porque deixar Ronald Biggs fugir para o Brasil e não conseguir a extradição foi um erro feio; subestimar terroristas (principalmente depois de 11 de setembro) e achar que eles não teriam a audácia de macular a terra de Queen Elizabeth, deixando, assim, de preparar os cidadãos, foi mais feio ainda; matar um inocente só porque ele pensava poder usar casaco no verão foi podre!!! Mais podre ainda é dizer algo semelhante a "Desculpe-nos a família, mas a polícia estava obedecendo ordens". (Salvo melhor juízo, não foi exatamente o que disseram os asseclas de Hitler no Tribunal de Nuremberg?)

Outra dúvida pertinente: Onde estão a Anistia Internacional e os demais órgãos de direitos humanos??? Se alguém os encontrar, por favor, avise-os de que há uma família em Gonzaga/MG precisando de seus (des)serviços.

Agora sim, até a próxima!!!

23 julho 2005

Bridget Jones 2.

Bonzinho o filme... não tão bom quanto o primeiro, mas ainda assim legal.
A história de sempre: garota destrambelhada ama sujeito certinho, que tem medo de compromisso.

O filme em si é legal, mas a trilha sonora é bárbara. Tem de tudo um pouco (sabe aquela música que você não ouve há anos??? Ela está na trilha). No final, quando o certinho finalmente se decide, vem uma música que eu adoro e se adequa perfeitamente ao momento. Ei-la:

"Everylasting love

Hearts gone astray
Keeping up when they go
I went away
Just when you needed me so
You won't regret
I'll come back begging you
Don't you forget
Welcome love we once knew
Yeah
Open up your eyes
Then you'll realize
Here I said was my
Everlasting love
Need you by my side
Come to be my bride
You'll never be denied
Everlasting love
From the very start
Open up your heart
Feel the love you've got
Everlasting love
This love will last forever
This love will last forever
Hearts gone astray
Keeping her when they go
I went away
Just when you needed me so
You won't regret
I'll come back begging you
Don't you forget
Welcome love we once knew
Yeah...
When love's river flows
No one really knows
'Til someone's there to show the
Way to lasting love
Like the sun it shines
Endlessly it shines
You always will be mine
Eternal love
Whatever love went wrong
Ours would still be strong
We'd have our own
Everlasting love
This love will last forever
This love will last forever
Open up your eyes
Then you'll realize
Here I said was my
Everlasting love
Need you by my side
Come and be my pride
Never be denied
Everlasting love
From the very start
Open up your heart
Feel the love you've got
Everlasting love"

Até a próxima!!!

22 julho 2005

A tia chata e a cozinheira maluca

A tia chata.

A tia chata de Português está de volta!!! Perguntinha retórica: sentiram saudade???

Vamos a mais uma aulinha: se tem uma coisa que me tira do sério é ver alguns brasileiros que juram ter raízes dentro ou fora do país proclamarem, um tanto orgulhosos e enternecidos: "Ah, eu tenho descendente indígena". Uai, teve filho numa aldeia indígena??? Sim, pois esta é a única forma de o fulaninho ou a fulaninha ter descendência indígena. Euzinha tenho ASCENDÊNCIA italiana e espanhola, meus bisavós paternos eram italianos e os maternos, espanhóis (sentiu como é o sangue aqui, né??? Queeeeeeeeeeeeeeeeente!!!). Já a minha (fofa, linda, maravilhosa, estupenda) descendência é brasileira. Sendo mais específica, brasiliense.

Então, vamos resumir a aulinha: se você quer dizer que seus avós, bisavós, tataravós ou tatatatatatatatatatatatatatatataravós são de outro país, lugar, etc., diga eu tenho ASCENDÊNCIA (p. ex.: "eu tenho ascendência marciana. Meus avós foram jogados da nave, quando o co-piloto apertou, por engano, o botão ejetor em vez da descarga. Ou terá sido o contrário???). Se você for incapaz de decorar palavras com mais de três sílabas ou fizer uso freqüente da linguagem jornalística, limite-se a pronunciar "meus avós (bisavós, tataravós, etc.) eram poloneses (italianos, venuzianos, plutonianos, zionianos, etc.)" e não passe atestado de ignorância.

Agora, se você foi fazer um tour em Paris, conheceu aqueeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeele francês (ou inglês, ou italiano, ou qualquer outro fulano) e resolveu selar seu amor ou dar andamento a sua produção independente com um filho nascido naquele país, você pode dizer com gosto: "eu tenho descendência francesa!". Essa regrinha vale também se a sua neta (ou bisneta ou tataraneta) teve seu (bis- ou tatara-) netinho em outro canto.

A cozinheira maluca.

Andrea e cozinha são antônimos perfeitos!!! Mas, quando bate a fome, eu enfrento (corajosamente) esse território ardiloso. Só que, como toda boa aquariana, receitinhas básicas não são o meu forte. O último prato inventado (depois do estrondoso sucesso: macarrão com molho do que tem na geladeira) é o miojo ao molho de requeijão e vinho do porto (sim, você leu VINHO DO PORTO).

Antes que a heresia miojo&vinho do porto cause-lhe um AVC, infarto ou algo do gênero, lembre-se: eu estava morta de fome, não gosto de miojo e não gosto de vinho do porto. Assim, resolvi unir o inútil miojo ao desagradável vinho do porto, adicionei requeijão (daqueles de copo reaproveitável) e.... ficou uma delícia!!! (Minhas lombriguinhas ficaram satisfeitas.)

Até a próxima!!!

21 julho 2005

Júlia Lopes de Almeida

Apesar da imensa preguiça que me assola, não pude deixar de postar sobre o momento pra lá de magnífico que a TV Cultura me trouxe dias atrás. Estava zapeando e vi a introdução sobre Júlia Lopes de Almeida, uma escritora nascida no Rio de Janeiro em 1862. Até aí, nada de anormal, mas eis que surge ninguém mais, ninguém menos, que Beatriz Segall para ler um dos contos da autora. O conto em si já é ótimo, mas o tom empregado pela atriz deu um plus.

Quando pequena, ninguém nunca me contou ou leu histórias para dormir (também não me compravam livros, deve ser por isso que li inúmeras vezes "Os contos de Grimm", adquirido em prol do meu irmão - coisa de colégio, e "Os Contos de Andersen" - emprestado.). Mas, como a vida é sábia, tive Beatriz Segall lendo "O sino de ouro". Além de uma história magnífica, Beatriz apresentou-me uma autora fantástica (pena que deve ser um tanto complicado adquirir as obras de Júlia, pois ela não consta no tal "cânone literário"). Só que nada me impede de tentar (lá vou eu percorrer, novamente, os sebos do Rio de Janeiro, assim que for possível).

Até a próxima!!!

Ps.: Em tempo, "A pequena sereia" foi modificada pelos estúdios Disney quando da elaboração do desenho. Digamos que a moçoila não fica com o príncipe, não há "e eles viveram felizes para sempre". Sim, os irmãos Andersen tinham um que de sádicos!!!

Ps2: Aí vai "O Sino de Ouro"

“O sino de ouro

(Júlia Lopes de Almeida)


Maria Matilde tinha um sonho
Fazer construir rente a Baía de São Marcos
Na sua linda cidade de São Luiz do Maranhão
Uma torre muito alta, muito alta...
Encimada por um enorme sino de ouro
Com os nomes de todos os estados do Brasil
Formada com pedras preciosas...
Quando o sino badalasse revoariam na atmosfera
Duas sonoridades acompanhada pelo ritmo das ondas
Quando os astros o iluminassem
Rutilaria no espaço esplendidamente,
Mas a velha louca parecida não ter um vintém de seu
Morava num casebre em ruínas...
Vestia-se de trapos imundos
Comia só raízes e ervas do mato
E bebia água nas conchas das mãos encarquilhadas e ossudas
Ninguém sabia, mas seu colchão já estava tão cheio de moedas
Que lhe magoava o corpo miserável
A ponto de ela preferir estender-se no chão duro
Sobre uma esteira esgarçada
Lá tinha sua idéia fixa e para realizá-la seria preciso uma fortuna
A sua torre, cravejada de pedras preciosas, maravilharia o mundo inteiro...

Em casa ou na rua, a visionária falava só gesticulando
E movendo no ar os dedos nodosos de unhas grandes...
As crianças fugiam atropeladamente ao ver-lhe de longe
AHHHHHHHHI (grito das crianças) O busto esguio!!!
E os adultos, afastavam-se daquela imundície e ela passava sem ver ninguém, resmungando
“Quando o sino de ouro fizer, BABALAUMMM
BABALAAÔ
BABALAAMMMMM
Todo mundo dirá que é o coração do Brasil que está batendo
Que lindo é
E como bate bem”
E ela ria-se
Ao repetir pelas ruas sossegada
“O coração do Brasil está parado
Eu quero fazê-lo palpitar com força
Assim: BABALAAUMMM
BABALAAUMMM, BABALAAUMMM
TANNNTAMMMM”


Numa noite de chuvas e de relâmpagos
Maria Matilde chegou encharcada e tremendo com frio da febre à sua choça...
Mas, logo ao entrar, esbarrou com uma pobre rapariga da vizinhança, que se ajoelhou chorando aos seus pés...
Qual não foi o seu espanto, se ninguém a procurava nunca!
Uns tinham medo da tua morada de louca
Supunham-na outros bruxa, feiticeira ou o diabo em pessoa.
Ela parou no umbral estarrecida e a outra exclamou de mãos postas: “Maria Matilde, tem dó de mim, minha madrasta, aquela má mulher, expulsou-me de casa e a meus irmãozinhos que foram mendigar por essas ruas, quase nus. É por isso que eu choro...
Dá-me um filtro Maria Matilde, para abrandar o coração da minha madrasta. E fazei com que meu pai abra sua porta aos filhos pequeninos...que são inocente e estão passando fome, sofrendo frio, com medo do escuro, por essas praias. Se for preciso meu sangue, para salvar os anjinhos, toma-o, abram a minhas veias e aqui tens o meu corpo.”

A moça desnudava-se, oferecendo os pulsos e o colo suplicentemente.
Maria Matilde, de olhos arregalados, dobrou-se toda sobre a linda cabeça da moça, dizendo:
- Ei, darás a vida para teus irmãos?
- Darei a Vida!
- Jura?
- Juro! Dizem que és feiticeira! Mas o que tu és é surda! Mata-me, Maria Matilde, Se for preciso a minha morte para salvar os anjinhos...


A velha considerou a rapariga com espanto e depois correu rapidamente ao catre, sumiu as mãos trigueiras nos rasgões da enxerga e tirou punhados de moedas, vertiginosamente e trouxe para o regaço da moça estupefata.

“Teus irmãos estão nus? Vá comprar agasalhos para eles...

Tem fome?... Dá-lhes pão muito pão.

Toma! toma, toma, toma!!!”

Perdendo a paciência.

“Vá para junto deles boa irmã. Vá com Deus.”
A moça aparava as moedas inesperadas, num delírio de felicidade.
A velha deu-lhe tudo, TUDO. E depois, empurrou-a, violentamente pela porta afora, fechou-se por dentro e desatou a chorar.


E agora, como haveria ela de comprar o seu Sino de Ouro. E construir sua torre, cravejada de pedras preciosas, teria de recomeçar pelo primeiro vintém?

Ah, mas as costas doía-lhe tanto! A cabeça estalava-lhe. Era febre.

Maria Matilde debateu-se toda a santa noite, com os lábios secos, os olhos em fogo, as roupas ainda alagada da chuva, unida aos membros doloridos e o que a fazia tremer eram aquelas cobrinhas de gelo, que andavam a passear pela sua espinha.

Ah, mas ao menos nesta noite, ela poderia dormir sobre o teu colchão... pela madrugada serenou, e rompia a manhã gloriosa, quando ela ouviu a voz dulcíssima de um anjo, que lhe dizia: “Construíste esta noite a tua torre e por ela, subirás ao céu...”
Maria Matilde correu ansiosa para a praia. Aconchegou aos rins um molambo de saia e aos ombros o farrapo de um xale. A cidade dormia ainda, só os passarinhos se despertavam cantando.

No lar do mar azul, o sol nascente espalhava colunas de ouro tão largas e tão longas, que ninguém poderia calcular as dimensões.

Nuvens de ametista, de ouro e de rubi se engrinaldavam no horizonte. Era a pedraria do Sino de Ouro que reluzia. Sumindo nela os olhos felizes e fascinados, Maria Matilde sacudia os longos braços magros a gritar vitoriosa: BABALAAUMMMM, BABALAAUMMMM
BABALAAUMMMM BABALAAUMMMM, TATMMMM DADAMMMM DADAMMMM....DADAUMMM


E quando a miragem do Sol se desfez, já a louca tinha subido pela torre de ouro até ao céu.”

Musiquinha para alegras os ouvidinhos...

Musiquinha para alegrar os olhinhos, ouvidinhos e encher lingüicinha (sem tempo para escrever: texto pra revisar e balada pra curtir. Ah, eu mereço, né???).

Can't Take My Eyes Off Of You


You're just too good to be true
can't take my eyes off of you
you'd be like heaven to touch
I wanna hold you so much
at long last love has arrived
and I thank God I'm alive
you're just too good to be true
can't take my eyes off of you

Pardon the way that I stare
there's nothing else to compare
the sight of you leaves me weak
there are no words left to speak
but if you feel like I feel
please let me know that it's real
you're just too good to be true
can't take my eyes off of you

I need you baby, if it's quite alright
I need you baby to warm the lonely nights
I love you baby, trust in me when I say okay
oh pretty baby, don't let me down, I pray
oh pretty baby, now that I've found you, stay
and let me love you, oh baby, let me love you, oh baby...

You're just too good to be true
can't take my eyes off of you
you'd be like heaven to touch
I wanna hold you so much
at long last love has arrived
and I thank god I'm alive
you're just too good to be true
can't take my eyes off of you

19 julho 2005

Banda larga???? Onde????

Hoje foi um dia maravilhoso!!! Tentei entrar na internet o dia inteirinho e, apesar de ter banda larga com acesso ilimitado, vejam só, a Brasil Telecom resolveu que o acesso não é tão ilimitado assim. O bonito foi gritar com o atendente para explicar que restrição de acesso, por qualquer motivo, representa quebra de contrato (acho que ele seria capaz de ficar surdo, mas, definitivamente, não tinha neurônio o suficiente para entender o significado de "ilimitado")

Ainda sobre o gentil atendente. Tem coisa mais insuportável que ser obrigada a ouvir "vamos estar tentando resolver". Vai estar tentando resolver o que??? Vai me pagar pelos trabalhos que perderei o prazo de entrega por conta da incompetência deles??? (o fofinho do atendente disse que não). Gostaria imensamente de saber qual o conceito que a Brasil Telecom tem (bem como seus surpreendentes atendentes) de palavrinhas e expressões tais como: "ilimitado" e "banda larga", porque, sem a menor sombra de dúvida difere do meu.

Desculpem o mau humor, mas não há como ser diferente

Até a próxima!!!

Ps.: Hoje devo ter feito alguém feliz, nem que seja do meu fã-clube. Já o ... do atendente também não deve estar tão feliz assim.

18 julho 2005

Meu momento "the winner is.... Andrea!!!"

Post simples, rápido e fácil: eu passei no vestibular pra Direito!!!! Então, dá licença:

EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!! EU PASSEI!!!

Negócio é o seguinte: sempre quis fazer Direito, mas quando passei no vestibular do UNICEUB, não rolou a matrícula. Este semestre, resolvi tentar uma vaga como aluna graduada, quando me deparei com o vestibular digital da AEUDF (acho que agora virou UNIDF). Fui meio descrente, pois não pego em livros de 2º grau há uns 12 anos e ia concorrer com quem tava saindo do forno. Bem, acho que vou ter que tirar a poeira do meu certificado de conclusão do segundo grau!!!

Pra quem me ama, valeu a força, mesmo que vocês não estivessem a par de minha intenção. Sei que vocês vão vibrar, assim como eu estou vibrando agora. Pra quem me detesta, digam NÃO à auto-flagelação, pensem que vou ter que pagar uma fortuna pra UDF.

Até a próxima!!!

Ps: Coincidência ou não, da outra vez que passei e não fiz a matrícula, o dia (da matrícula) era 18 de julho. A história se repete. (O aniversário é da minha prima, mas, mais uma vez, o presentão é meu!!! Sei que ela tá vibrando também)
Ps2: Quem quiser conferir, o site é www.aeudf.br, sou a única Andrea da lista (ah, clique em vestibular digital - lado esquerdo da tela).

17 julho 2005

Família...

Outro post imenso. Não, não vou falar dos problemas familiares a que me referi no post anterior.

Minha mãe é a pessoa mais fantástica que já conheci em minha vida. Não há um dia em que eu não vire pra Deus e diga "Olha, valeu mesmo, se eu tivesse a chance de escolher alguém pra ser minha mãe, não poderia ter escolhido melhor que Você". Amo D. Dolores não porque ela é a mãe da Andrea, mas pela pessoa que ela é. Se não fosse minha mãe, eu a faria me adotar!!!

O coração de D. Dolores é gigantesco!!! Nunca conheci uma pessoa que pudesse guardar tanto amor ao próximo. Se a minha infância e adolescência foram difíceis, a dela foi muito pior (bota pior nisso). Minha mãe vem de uma época em que surras freqüentes eram sinal de rigidez. No entanto, ela nunca encostou um dedo em mim nem no meu irmão (e nós não fomos fáceis!!!). Seu jeito de educar foi peculiar (e, óbvio, tento imitá-la).

Um exemplo: eu e o André brigávamos todo santo dia (com direito a folga nos feriados e finais de semana). E tinha hora marcada!!! Começava lá pelas 5h da tarde e terminava 5h30. Meu irmão insistia em "treinar" seus golpes de judô em mim. Era uma pancadaria!!! (Ok, confesso: eu apelava para as panelas, cabos de vassoura, etc...). Quando não respeitávamos a folga e brigávamos na frente da minha mãe, ela nos sentava em separado no sofá, pegava o cinto, e dá-lhe cintada no sofá (daqueles de napa, imagine o barulho). Não ousávamos falar!!! Chorava muito, porque, como o cinto não batia em mim, jurava que ele estava apanhando sozinho (ele também chorava pela mesma coisa. Descobrimos isso - que chorávamos um pelo outro - depois de minha mãe contar a verdade sobre o sofá - pobre sofá!). Pode parecer estranho, mas isso aumentou a nossa união (minha e do André).

Como disse, o amor da minha mãe não se limita a um ou a dois, vai além, alcança todos. Ela tem vários sobrinhos e todos são, para ela, filhos. Não há distinção entre mim e o André, o Elias, a Raquel, a Adriana, a Aline, a Ester, a Rebecca, o Gabriel, o Eraldo, a Eliene, o Erivaldo, a Agnes. Meus primos não são apenas primos, são meus irmãos. Fomos criados assim, sem distinção.

Sabe o "ir além das aparências"? Foi D. Dolores que me ensinou. Nunca a vi destratando quem quer que seja. Onde quer que ela vá, as pessoas demonstram o quanto gostam dela. O legal é que isso respinga em mim :oD.

Não sou boa em chorar, tenho uma imensa dificuldade em conjugar esse verbo (acho que já disse isso), mas a minha mãe tem o dom de me fazer chorar. Explico: sabe aquelas pessoas que pouco dizem "eu te amo", mas com o olhar dizem tudo??? Minha mãe é assim. O amor que ela tem por mim é tão grande que basta olhar para aqueles imensos olhos verdes pra ver. Conhecemo-nos muito bem, não precisamos falar se estamos legais ou não, basta nos olharmos. Para se ter uma relação onde palavras são desnecessárias, é preciso ter uma enorme intimidade e muito amor.

Um fato: não chorei quando o Marco nasceu. Estava tão estressada na sala de cirurgia e tão revoltada por não poder segurá-lo (fiz cesárea, e, neste caso, nossos braços ficam presos) que só queria me livrar daquelas amarras, socar a enfermeira que me amarrou. Mas eis que vou para o quarto e vejo minha mãe (a mesma que dizia só querer saber de tudo depois do parto, pra não ficar nervosa). Não aguentei, chorei pra caramba, e ela também. Aquele olhar me tirou todo o estresse, toda a revolta, e me trouxe de volta a emoção de ter tido um filho. Depois fiquei sabendo que ela não resistiu, soube do dia e hora do parto e, antes de ir me ver, foi pedir a Deus para que desse tudo certo.

Apenas uma coisa me indignava nela. Ela sempre me conta quando alguém a sacaneia (dependendo da pessoa, antes de ela me falar, pede-me pra prometer não revidar por ela. Sempre aceito...), mas não faz nada!!! Toda vez, eu pergunto: "e aí, o que você fez" e sempre ouço "uai, nada! Deixa pra lá". E lá ia eu ficar revoltada por ela não ter revidado. Mas, como a vida é sábia, cá estou eu fazendo exatamente a mesma coisa. Agora, experimenta mexer num dos dodóis dela (ou seja, a família inteira)...

Falando em dodóis de D. Dolores, não posso deixar de citar D. Tereza (minha avó). Minha avó é sem palavras, sem comentários. Era, quando viva, uma de minhas melhores amigas, minha confidente e meu puxão de orelhas 24h por dia. Tínhamos brigas ferrenhas!!! O orgulho durava 5 minutos (aquele tempinho em que os bicões afloram), tempo o suficiente pra dizer, no tom mais duro que conseguíamos, "fiz café". Nunca pedimos desculpas uma a outra, nosso pedido de desculpas e o "olha, a gente brigou, mas eu continuo te amando do mesmo jeito" era o tal "fiz café". Sinto uma falta imensa de D. Tereza. Só a fiz chorar uma vez (de saudade, diga-se de passagem).

Minha avó não mimava seus netos como algumas avós mimam. Recebíamos severas broncas de D. Tereza. Os mimos de minha avó eram seus quitutes. Sempre fazia o prato e a sobremesa favoritos de seus netos. Como morávamos (eu, ela, minha mãe e meu irmão) na mesma casa, dá pra imaginar a quantidade de vezes que comi nhoque, sopa "levanta defunto", com direito a suco de maracujá e pudim de leite. Não virei uma baleia por milagre.

Ela, assim como minha mãe (a exceção de minha mãe era D. Tereza), não é muito de beijar, abraçar, etc. Eu, como era a neta mais grudenta (e pirracenta) sentava no colo dela (isso com 19, 20 anos) e promovia o ataque de beijos. Minha mãe não resistia e me acompanhava (ela era muito carinhosa com D. Tereza). Era divertido vê-la querer se levantar do sofá e não conseguir. Sempre caíamos na risada.

Quando minha avó morreu, fiz questão de vesti-la, mesmo estando grávida de cinco meses. Era meu "tchau, vó, até qualquer dia". Mas o bom é que, tempos depois, sonhei com D. Tereza. Um sonho engraçado. Estava indo pra casa (no caso, a casa dela) e a vi no portão. Pensei, "ué, a minha avó morreu, mas o que ela está fazendo ali???", continuei andando em sua direção (só não corri, porque estava com uma barriga imensa), ela notou e veio ao meu encontro para dizer "olha, você pode continuar me mandando beijos, viu?" e sumiu. Depois desse dia, sempre mando beijos para ela.

André. Meu irmão é uma pessoa fenomenal, maravilhosa. Nunca conheci ninguém que tenha o poder de refazer a vida, de se reconstruir, de se superar. Ele é incrível!!! Sabe um cara que todo mundo achava que ia ser um nada na vida??? Amei ver o André fazendo essas pessoas quebrarem a cara e isso é "culpa" de D. Dolores, ela nunca deixou de acreditar nos filhos e apoiá-los no que fosse preciso.

Quando éramos pequenos, sempre achei que ele me detestava. Não era verdade, ele nunca me detestou. Minha intuição me dizia "olha, ele te ama, só você que não enxerga" e eu não acreditava (minha relação com minha intuição é um pouco conturbada, mas isso é história para outro post). Mas um dia, acho que um dos dias que mais precisei de alguém, o André estava lá, mais presente até que D. Dolores.

Explico: era janeiro de 1986, tinha viajado com o meu tio Zezé e sua família para o casamento de uma prima em Mato Grosso. Na volta da viagem, sofremos um acidente de carro que matou a família do meu tio (tia Lena, Adriana, Aline e dois sobrinhos - por parte da esposa - Luciano e Cristiano). Ainda internada, meu irmão foi me visitar e ficou o tempo inteiro comigo. Teve o tato de não me contar das mortes (eu ainda não sabia). Minha mãe, coitada, teve de se desdobrar naquele hospital, pois eu, meu tio e a Raquel estávamos em quartos diferentes e todos nós fazíamos questão da presença dela. O André não, ele foi rapidamente visitar minha prima e meu tio e depois "se instalou" no meu quarto. Ele mal conseguia disfarçar o desespero de quase ter perdido a irmã, eu, para não constrangê-lo, fingi que não vi. O alívio dele ao me ver somente com o braço engessado foi tocante.

Meu pai. Amo meu pai, apesar de não concordar com determinadas escolhas que ele fez na vida. Respeito suas opções, mas não concordo. Sempre fui a "coisinha tão bonitinha do pai" (até enchi o saco do tanto que ouvir essa música). Era o orgulho dele. Dançamos muito ao som de Balão Mágico. Jogamos muita bola dentro de casa. Ele me ensinou a gostar de Abba. Hoje os papéis se inverteram, sou eu quem dá broncas nele (extensivo à família inteira) e o "deixo de castigo", por assim dizer. Nunca duvidei do seu amor por mim, nunca mesmo! Sei que ele me ama e sei que eu o amo muito e só saber isso me basta. Como diria a minha avó Santa (mãe de meu pai): eu sou a pessoa que ele mais ama no mundo (bem, pra uma mulher de 92 anos ter dito isso do nada, não deve ser mentira.).

Adriana. Adriana não foi só a minha prima, foi minha irmã. Foi (e é) a pessoa que eu mais amei na vida (calma!!! Amo muiiiiiiiiiito minha mãe e meu filho), apesar de passarmos poucos anos juntas (morreu no acidente que eu mencionei, tinha 11 anos). Era linda em todos os aspectos. Muito semelhante a minha mãe, seu amor era imenso, e também tínhamos aquela relação de olhares. Nesses quase 20 anos longe dela, nunca a esqueci. Sua ausência foi sentida por todos na família. No princípio me revoltava, mas depois agradeci a Deus por ter sido tão importante pra ela nesses 11 anos que passou por aqui. Éramos um grude só. Acho que da família inteira, eu tive o privilégio de ser sua melhor amiga. Não sei explicar, mas eu e a Adriana éramos uma só, mesmo sendo bastante diferentes. Sua vida me ensinou a doçura, sua morte me ensinou que o amor é eterno.

Tia Terezinha. Minha mãe 2. Tia Terezinha é uma pessoa que contraria a aparência. Parece frágil, mas é muito forte (igual a minha mãe). Criou praticamente sozinha 4 das criaturas mais gente boa do planeta (Elias, Eraldo, Erivaldo e Eliene). Mesmo morando em Uberlândia, ela continua se preocupando comigo. Só a vi perder as estribeiras uma vez na vida (ela estava coberta de razão, frise-se). A única coisa que eu sei que ela não gosta em mim, mas eu não consigo deixar de fazer, é quando dou bronca nos meninos (crianças de 18 a 25 anos). Tia, brigo (e brigava) com os meninos porque os amo muito. Eles são um pouco meus irmãos e muito meus filhos.

Tio Zezé. Esse é o único tio com quem um dia tive uma séria discussão (troque o "fiz café" por "dormiu bem?"). Meu tio é uma pessoa que intimida com o olhar, todos os sobrinhos eram anjinhos perto dele. Eu, pelo menos, tinha medo dele. Era bastante severo. Esse medo todo durou até que o meu sangue misturado (espanhol e italiano) ferveu. Brigamos feio, eu na defesa de alguém e ele no papel de acusador. Pequeno detalhe: dentro da casa dele. Depois daqueles famosos 5 minutos de bicão (durou um pouco mais, porque morávamos em casas afastadas. O bicão durou até a primeira visita dele), o medo se transformou em respeito mútuo. Adoro meu tio e meus primos. Se tem alguém na face da Terra que sabe fazer filhos bonitos é ele.

Chega de escrever por hoje...

Até a próxima

Ps.: Dri, onde quer que você esteja, feliz aniversário (dia 18/07). Te amo, viu?
Ps2.: Yeah, quase chorei escrevendo este post, mas não foi dessa vez.

16 julho 2005

Estranha no ninho...

Vamos viajar ao meu passado??? (post longo, muito longo)

Em vários momentos da minha vida, senti-me como se tivesse nascido no mundo errado. Enquanto, na infância, as garotas queriam brincar de boneca, de casinha, eu queria brincar de correr, de pique bandeira, de pular o muro da casa da Jô pra roubar frutas (Carla, se você ler isso, lembre-se que nunca disse que vocês não compartilhavam dessas gostosuras, mas a aventura de pular o muro quando vocês iam para a chácara era indescritível). Na adolescência, não conseguia achar a menor graça nos belos garotos que tanto faziam a alegria das meninas. No colégio sempre fui a pária (sabe aquela garota que não tem turma??? E, pior, não se interessava em ingressar em nenhuma delas por achá-las inúteis e fúteis???). Sempre fui considerada a chata, o estorvo, a "ai, credo, lá vem a Andrea".

Mas (como já disse, toda história tem um "mas") no segundo grau encontrei algumas meninas que queriam ver algo além do cara gato, além do senso comum. De cara, ficamos amigas (amizade que dura até hoje) e éramos as odiadas da turma (lembra: frentão x fundão??? Éramos do fundão). Essa raiva toda se devia ao fato de sempre nos darmos bem nas provas e de sermos as únicas contestadoras da turma (eu era o bode expiatório, pois também era muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito atrevida. Não levava desaforo pra casa de ninguém: professor, colega de turma, bedel, etc. Por duas vezes, cheguei às vias de fato - oi, Djalma e Antair, sem ressentimentos, ok?) . A máxima "ame-as ou deixe-as" aplicava-se a nós com uma pequena diferença: "ame-as ou as odeie". Diversos professores realmente gostavam da gente, pois notaram que éramos os seres mais pensantes de suas turmas. Todos no colégio, do bedel ao diretor, sabiam quem eram Guaíra, Andrea, Jaqueline e Dayane (desnecessário dizer que, mesmo não precisando de nota para passar, nossos nomes figuravam em todos os conselhos de classe).

Outro fato: era muito feia!!! (mas feia mesmo!!!). O preconceito contra pessoas feias é idêntico a qualquer outro. As pessoas te evitam de uma maneira desconcertante, parece que a feiúra é contagiosa. (Certa vez, quando fui a um tarólogo e disse a ele que eu era muito feia na infância e na adolescência, ouvi uma sonora gargalhada. Ele riu tanto que fiquei sem graça. Pensou que eu estivesse mentindo!!! Acho que devo ter melhorado no quesito aparência.)

Esses e vários outros fatores nada agradáveis, em especial os tais "problemas familiares", tornaram-me a Andrea que sou hoje. E, sabe-se lá porque, existem pessoas que realmente gostam de mim, consideram-me de um modo que nem eu alcanço. Deve ser a tal da superestimação.

Isso é um pouco confuso pra minha cabeça, pois a mudança foi quase um passe de mágica, não houve um processo de adaptação. De uma hora para a outra, virei uma pessoa tão interessante ao ponto de outras quererem ser minhas amigas, fazerem parte da minha vida. Não estava (estou) acostumada com isso.

Ah, continuo fazendo parte do "ame-a ou a odeie". Aos que me amam, sinceramente, não sei o que vocês viram em mim. Aos que me odeiam, sinto muito, não consigo odiá-los (não dá, não consigo ter ódio de ninguém. Não, não sou Madre Teresa, é apenas uma questão de praticidade. Ódio dispende muita energia e, como sou preguiçosa, minha energia tem de ser devidamente canalizada, não posso me dar ao luxo de jogá-la fora).

O curioso disso tudo é que chega a ser divertido ver os ataques do outro lado da força. Já soube de gente que afirmou "em palco que ela pisa, eu não piso". Não entendia o motivo da minha, por assim dizer, passividade. Não fiz nada!!! Mas não fiz pelo tempo que iria desperdiçar praticando qualquer ato ou tendo qualquer tipo de pensamento (e por preguiça também). Até que um dia li uma frase numa revista que se encaixou perfeitamente ao meu perfil: "É preciso administrar o desprezo com parcimônia, devido ao grande número de necessitados" (troque a palavra 'desprezo' por 'pena'). É isso, tenho pena de quem cultiva o ódio, o rancor, o desejo de vingança, contra quem quer que seja, pois é puro desperdício. (O divertido da história e ver a desilusão dos meus "fãs" de plantão. Eles têm verdadeira síncope ao ver que eu não me importo.)

Outra coisa que as pessoas do meu passado me ensinaram foi a não fazer parte de joguinhos e complôs (serviço público tem muiiiiiiiiiiiiiiiiiito disso). Já vi gente dando rasteira em pessoas que, minutos antes, beijavam, abraçavam e juravam amor eterno. (Ei, eu também já passei por isso!!!) Há ainda os que se acham os tais, juram que têm sex appeal, e usam todo o seu charme (se é que vocês me entendem) para melhorar a sua vida profissional. Sou da opinião de quem não tem competência, não se estabelece. O fulano que deu a rasteira pode até se dar bem e ser, efetivamente, um bom profissional, mas o seu nome será sempre ligado à rasteira (idem para o que fez "hora-extra"). Resultado: sou considerada uma profissional competente e confiável (atestado de uma ex-chefe desconfiadíssima). O único detalhe (dela) é que sou muito "meninona" (ela quase caiu para trás quando disse que ia fazer 30). O "meninona" é porque faço piada de tudo e estou sempre rindo (muito por conta do meu nervosismo. Não choro, não entro em crise existencial, entro em crise de riso. Além de não aliar meus trajes, geralmente jeans, a minha competência. Sim, porque tem gente que acha que um terninho, um tailler são providos de neurônios extras. Pensam que suas belas roupas e acessórios vão torná-las inteligentes.)

Esse título de "meninona" é outra coisa que me garantiu risos. Toda vez (sem exceção) que alguém me contrata, tem um choque na hora da entrevista. É visível aquela expressão de "onde é que eu fui amarrar a minha égua". Antes que desistam, eu proponho um período de experiência: se gostar do serviço, ganho o contrato; caso contrário, não precisa nem pagar. Em todas as vezes (sem exceção) fui contratada. Igualmente engraçado foi ver a expressão das pessoas que falaram comigo por telefone e depois tiveram algum tipo de encontro profissional. Alguns não se continham e verbalizavam "Eu tinha uma outra idéia de você".

Esses aspectos que gosto em mim foram feitos a custa de muita desilusão, muita solidão. Como mecanismo de defesa à feiúra, desenvolvi o riso, a simpatia, a confiabilidade e (por que não) a inteligência. Era feia, mas também era divertida, amiga, culta (até certo ponto) e sabia ser discreta.

Os efeitos colaterais foram: não consigo (mesmo) me achar bonita, no máximo consigo chegar a simpática, e aquele ditado "se é bonito, é burro e chato". Não gosto de ser paquerada por cara bonito (eles pensam que estão lhe fazendo um favor!!! Não conseguem ir além do espelho.).

Outro mecanismo de defesa foi o de não tratar as pessoas feito lixo por conta de aparência. Meu "divisor de águas" chama-se caráter. Não importa se está vestindo Gucci, Armani ou Dolce & Gabanna, sempre analiso o caráter do(a) sujeito(a). Costumo ser muito tolerante, mas também tenho meus limites.

Eu sei que tenho bastantes coisas a melhorar, mas estou feliz comigo mesma e devo agradecer a todos que um dia me fizeram algum mal, me proporcionaram algum tipo de sofrimento, em decorrência de coisas ridículas (aparência, se encaixar ou não na turma, etc.). Meu sincero obrigada a todos vocês. E, óbvio, tenho de ser grata àquelas pessoas que foram além de minha feiúra e de minha reputação ("ela é gás nobre, não se mistura") e, mesmo que não façam parte de minha vida atual, serão sempre importantes para mim.

Ah, num mundo onde ter = ser, continuo me achando uma estranha no ninho.

Pronto, a viagem acabou!!!

Até a próxima!!!

15 julho 2005

Alguém conseguiu explicar!!!

Complementando os últimos posts (em especial o último), consegui num sebo um livro de Clarice Lispector que teve êxito em traduzir o que me passa pela cabeça (não, ainda não é o "Como matar baratas", ainda não consegui achar o poema, mas não esqueci a dívida):

"Declaração de Amor

Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo.

Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la - como gostava de estar montada num caválo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.

Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua já feita. Todos nós que escrevemos, estamos fazendo do
túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida.

Essas dificuldades, nós as temos. Mas não falei do encatamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.

Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diri: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida"

Acho que agora consegui esclarecer porque me dói ler despautérios como: licensa, pretencioso, inoscente e por aí vai.

(Ok, há alguns erros de português cometidos no texto acima, mas prefiro culpar o revisor que a nobre autora. )

Até a próxima!!!

14 julho 2005

Ainda sobre jornalistas...

Antes de mais nada, este post será bem grandinho.

Exite um poema do Carlos Drummond de Andrade do qual um pedacinho servir-me-á de mote para introduzir o assunto:

"Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. Estão paralisados, não há desespero, há calma e frescura na superfície inata. Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário. Convive com teus poemas, antes de escrevê-los. Tem paciência, se obscuros. Calma se te provocam. Espera que cada um se realize e consuma com seu poder de palavra e seu poder de silêncio. Não forces o poema a desprender-se do limbo. Não colhas no colhas no chão o poema que se perdeu. Não adules o poema. Aceita-o como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada no espaço.

Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres: Trouxeste a chave?"

Antes de iniciar o assunto, troque a palavra "poema" por "texto", "matéria" ou "artigo"

Pois bem, como disse em algum post, há jornalistas e jornalistas. Não falarei aqui daqueles profissionais que respeitam tanto a palavra, a forma de seus artigos, aliando-a a um conteúdo louvável. Infelizmente, farei menção àqueles fulaninhos que, sabe-se lá como, adquiriram um diploma, que poderia muito bem substituir o papel higiênico.

Após trabalhar algum tempo revisando textos de uma certa assessoria de imprensa, tive de conviver com flagrantes assassinatos à Língua Portuguesa. Numa ocasião, ao corrigir uma matéria muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiita da mal escrita, fui obrigada a ouvir que, na linguagem jornalística, é proibido o uso da mesóclise (ex. dir-se-ia, sentar-me-ei, etc.). Estava ao telefone (pedi para que meu ouvinte esperasse, mas, infortunadamente, não tapei o bocal, meu pobre interlocutor teve de ouvir tamanho impropério). Quando escutei tamanha heresia, retruquei "Deve ser por isso que os jornalistas são burros". (Desnecessário dizer que fiquei sem a tréplica.).

Como burrice não vem só, há três dias, um outro jornalista me veio com uma frase para uma faixa (daquelas que são exibidas na rua). No afã de ajudá-lo, notei que faltava um "a" craseado na oração "Agradecemos ao fulano e ciclana pela instalação de x serviço", e expus minha observação ao Sr. Coisa. Não satisfeito com comentário ridículo de é uma licença poética ele afirmou que na tal linguagem jornalística não se usa crase. Dessa vez, faltaram-me as palavras, mas confesso: tive ganas de apresentar meu joelho à bolsa escrotal do indivíduo. Hoje, perguntaria ao Sr. Coisa, onde é que ele viu poesia numa frasesinha tão básica.

(Em tempo: Há um segundo modo de escrever a tal frase, mas, por motivos óbvios, não tive vontade de explicar.)

Tomando apenas o início e o final do poema, conclui-se ser pré-requisito para ostentar o título de jornalista invadir (se possível armado de amplos erros crassos) o reino das palavras. Assim sendo, a chave é dispensável (ora, se vão arrombar a Língua Portuguesa, pra que chave?).

Tal invasão se dá por um motivo que esses orgulhosos profissionais não admitem: eles não sabem usar a norma culta da Língua. E norma culta, ao contrário do que professam alguns ignorantes, não causa discriminação lingüística, ela serve sim para unir os falantes do idioma (no caso, da Língua Portuguesa).

Isso é facilmente verificado num país imenso como o Brasil, em que há vários dialetos (sim, nós também temos dialetos!!!). Utilizando-se o padrão culto, um jornal de circulação nacional será entendido tanto pelo gaúcho quanto pelo amazonense, ao passo que o uso exclusivo do dialeto sul grandense prejudicaria a compreensão do cidadão nortista. Por esse mesmo motivo, foi determinado que os atos governamentais fossem escritos no referido padrão.

Sempre fui da opinião de que admitir a ignorância em certos assuntos, faz com que se busque aprendê-lo. Mas o que fazer quando os tais "formadores de opinião" juram pelo que há de mais sagrado que SABEM a Língua Portuguesa (aí incluída a norma culta), mas insistem em exterminá-la? Se soubessem realmente, tentariam unir linguagem jornalísticas (e suas proibições absurdas) ao padrão culto e, certamente, usariam a crase obrigatória (há casos em que ela é facultativa). Não teríamos de ler diria-se, sentaria-me, fariam-se ou outros atentados do gênero. Não vou comentar o uso indevido da vírgula para não acanhar nossos nobres profissionais do ramo de prostituição lingüística (ops! nobres jornalistas).

Concordo que escrever usando-se o padrão culto não é tarefa fácil a priori. Construir um texto decente leva tempo (não é à toa que Graciliano Ramos, que também foi jornalista, guardava seus manuscritos por muito tempo, a fim de revisá-los constantemente até que saíssem perfeitos). Insistindo em escrever corretamente, por assim dizer, acabaria por se tornar um hábito e, conseqüentemente, as próximas matérias seriam menos sofríveis de se escrever (e ler!).

Entretanto, texto puramente formal não leva o leitor a lugar algum. Há a necessidade premente de conteúdo. Continuo sendo da tese de que vidência é requisito de cigana e não de jornalista, mas, para ser um bom profissional, basta uma coisinha muito simples: fugir do óbvio. Falar o que todos estão carecas (inclusive Marcus Valério) de saber é uma bobagem sem tamanho, é preciso dizer aquilo que poucos tiveram a capacidade de ver, de averiguar. Olhar o óbvio por outro prisma. Poucos fazem isso. (Volto a citar o exemplo do Janer Cristaldo, que tem o condão de analisar os fatos sob outro ângulo . Seus textos podem até comentar o último escândalo, mas ainda assim são surpreendentes, pois levam o leitor a ver um lado da história que não foi explorado. É um jornalista que não assassina a Língua e consegue passar (muito bem) o recado.)

Chega por hoje. Até a próxima!!!



12 julho 2005

Coisas que te fazem flutuar II...

Depois de chegar à constatação de que, decididamente, eu estou um caco (passei duas semanas trabalhando na tal reestruturação, perdendo noites de sono pra entregar no prazo - isso porque eu pedi as contas!!!), e após uma estonteante aula de véu duplo (pra quem não sabe, "estonteante" no sentido literal da palavra, porque ô aulinha que exige giro), aqui estou eu para mais um post!!!

Este texto é uma homenagenzinha a três pessoas que, com atitudes muito simples, me ajudaram muito numa época complicada da minha vida (não me lembro de ter me sentido tão triste). Mas, como diz a música "já passou, agora já passou, mas foi tão triste que eu não quero nem lembrar", não vou comentar o que me deixou tão down, pretendo somente relatar algumas das coisas que me puxaram pra cima.

As situações aconteceram num contexto nada a ver com as ações dessas pessoas (mal comparando: sabe quando todos estão discutindo o sentido da vida e alguém diz "Nossa, que sapato bonito"? Foi mais ou menos assim.)

1) Érika - a Érika é uma estagiária que trabalha onde trabalhei, só que, como éramos de andares diferentes, raramente nos víamos. Eis que encontro a garota numa de minhas idas ao banheiro, naqueles dias em que não se quer sair da cama (tamanha a deprê), e, após os ois, tudo bem, Érika me segura pelos ombros e diz olhando bem no fundo dos meus olhos "Vem cá, ser tão bonita e legal assim não dói não?". Se ela soubesse o taaaaaaaaaaaaaaaaaanto que essa frasesinha, essa atitude, me fez bem... (Não sou muito de chorar, aliás tenho uma imensa dificuldade em conjugar esse verbo. Na hora, confesso, tive de me segurar, pois estava me sentindo a última das mortais - até uma ameba estava em melhores condições que eu).

2) Elinho - Elinho é meu melhor amigo, uma pessoa fantástica, de cuja amizade tenho o prazer de compartilhar há 15 anos. Há uns 14 anos, ele me pediu em namoro e eu recusei por motivos que não vêm ao caso. Nossa amizade em vez de minguar, solidificou-se (e muito). Pois bem, estava eu chorando minhas pitangas em seus enormes ombros, quando ele me diz na lata: "Se eu pudesse voltar no ínicio da nossa amizade com toda a experiência que eu tenho hoje, eu te pediria novamente em namoro". Acho que não preciso comentar a valia de seu gesto.

Refazendo a opinião acima: tem um ditadozinho que diz "o tempo mostra quem é quem". Hum... acho que não preciso dizer mais nada, né?

3) Lívia - Lívia foi a melhor coisa que a dança do ventre me trouxe. Apesar de nos tratarmos com apelidos carinhosos como bitch e susscrota, é muito bom, nem sei expressar o quanto, ser sua amiga. Sábado passado, estávamos conversando no carro, e eu contando sei lá o que (provavelmente algum de meus lindos foras. Sou especialista em dar foras, cometer gafes) . Ela me interrompe pra dizer "Nossa, como você é bonita". Ao contrário das outras vezes, das outras situações, eu não estava imensamente triste. Assim, pude dar a minha sonora gargalhada e perguntar se ela estava louca, cega ou o que. E não é que a garota reiterou as palavras!!!

Eu, apesar de minhas reservas a mim mesma (não me acho bonita, não me acho inteligentíssima, não me acho nada fora do comum. Isso!!! Sou comum, de beleza comum, de inteligência comum), acreditei no que disseram, pois foram insights e não uma coisa premeditada. Além de terem sido ditas completamente fora de contexto.

Érika, Elinho e Livits, muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito obrigada por essas coisinhas aparentemente simples, mas que me fizeram enorme bem. Podem estar certos, eu nunca vou esquecer. Beijos, muitos beijos a vocês.

Até a próxima!!!
Xiiiiiiiiiiiiiiiii... antes de ler o post abaixo LEIA O TÍTULO!!!!!!

Mas vou tentar explicar um tantim melhor:

1) Roberto Jefferson não é o paladino da justiça, mas os desinformados de hoje juram que sim (no Porão do Rock, realizado em Brasília, uma das atrações tratou de colocar os jovens a par da verdadeira história de RJ. Sim, tem gente que acredita piamente nas boas intenções do parlamentar)
2) Sinceramente ainda não vi o Collor tripudiar uma vezinha sequer
3) Arnaldo Jabor anda melhorando sim, não está mais falando tanta besteira. Tá certo, ainda tem muita coisa a melhorar para chegar a um Paulo Francis (perdão, Paulo!!!), que tinha a inata capacidade do sarcasmo e ironia (tire o pejorativismo de "sarcasmo" e "ironia") ou até mesmo para antever alguns fatos. Mas nunca é demais lembrar que ser previdente é pré-requisito para cigana, não para jornalista. A não ser, claro, que as fontes sejam quentes, aí até dá pra tentar antecipar algo.

Por enquanto é só. Não estou conseguindo concatenar idéias (afinal dormir às 5 da matina pra finalizar um trabalho - corrigir a lambança numa reestruturação de órgão sem aumento de despesa, pra variar nada a ver com Português e tudo a ver com Economia :oS - não dá pra concatenar nada!!!).

10 julho 2005

Alguns pequenos e irônicos milagres do mar de lama...

Ironizando Pollyanna (aquela garotinha dos livros Pollyanna Menina e Pollyanna Moça, que inventou o jogo do contente - algo mais ou menos parecido com "receitinhas para tirar algo bom de uma situação ruim"), consegui detectar alguns pequenos milagres no tão propalado "mar de lama":

1 - Roberto Jefferson virou o paladino da justiça, da moral e dos bons costumes

2 - Fernando Afonso Collor de Melo não está tripudiando (para quem não se lembra, os atuais denunciados foram os algozes mais ferrenhos no impeachment)

3 - Alguns jornalistas, que antes não falavam coisa com coisa, usavam descaradamente o embromation e ainda assim eram endeusados, estão trocando suas pseudo-críticas por textos (e/ou discursos) pertinentes. Bom exemplo é o Arnaldo Jabor. (Não, este milagre ainda não foi capaz de atingir Diogo Mainardi. A mediocridade dele está se mostrando intransponível.)

Aproveitando a deixa, sempre fui severa em relação ao Arnaldo Jabor. Nos tempos de Jornal da Globo, era impressionante ver o tempo que esse telejornal perdia com os comentários ridículos, totalmente desprovidos da mais elementar informação (o citado jornalista parecia mais um lunático que não se preocupava em averiguar, ainda que superficialmente, a veracidade dos fatos. Pra não ser de todo injusta, houve apenas uma vez que ele "deu uma bola dentro": ao dizer que o julgamento de Sadam Russein era um engodo, uma farsa engendrada por George Bush). Entretanto, atualmente, estou tendo de dar o braço a torcer, o fulaninho anda acertando o tom! (Mais uma vez, convém repetir, Arnaldo Jabor podia ser péssimo, mas Diogo Mainardi era - e continua sendo - infinitamente pior.)

Até a próxima!!!

06 julho 2005

Coisinhas engraçadas do depoimento de Marcus Valério

Deputado: "O senhor já ouviu falar em transferência eletrônica?"
Marcus Valério: "Sim, Deputado"
Deputado: "É porque o senhor só fala em saque e retirada."

(...)
MV: "Não, eu não sei, eu não entendo"
D.: "O senhor entende de Direito?"
MV: "Não"
D: "E mesmo assim o senhor conseguiu se associar a um escritório de advocacia. Meus parabéns!"

Coisas que te fazem flutuar...

Apesar de o título ser bastante sugestivo, eu não vou tecer comentários sobre rosas (não gosto de receber flores... elas murcham!!! Fora a trabalheira que dá arranjar vaso pra acondicionar as pobrezinhas. Dêem-me livros!!!), bombons (dieta!!!), jantar a luz de velas (também não gosto e, segundo minha mãe, se alguém me levar a um jantar de velas, do jeito que sou desastrada, o local correrá sério risco de incêndio com a minha presença). Chega de me detonar e vamos ao que interessa...

Sabe quando você está cheia de problemas, ou triste, ou qualquer coisa que o valha e você se dedica a algo que lhe tira desse círculo vicioso, nem que seja por instantes??? É dessas coisas flutuantes que eu vou falar (pelo menos daquelas que se aplicam a mim).

Sou um tipo estranho de pessoa. Logo que surge um problema ou acontece alguma coisa que insiste em me deixar triste, geralmente, eu afundo a cabeça no trabalho e, estranhamente, adoro quando o trabalho é complicado e, por isso, vai exigir bastante dos meus neurônios. Houve momentos em que agradeci a Deus por ter sobrado algum abacaxi para eu descascar. Esses eram meus melhores trabalhos, conseguia achar solução do nada, tirar leite de pedra. Mas (o "mas" dessa história é bom) eu notei que me relegava apenas aos papéis de profissional e de mãe (deste eu nunca descuidei). Ora, eu não sou só assessora para assuntos diversos (é uma assessoria sem especificidade, passou da porta, a gente resolve!!!) e mãe do Marco Aurélio (lindo, maravilhoso, gostoso, fofo, inteligente, bem educado, esperto, carinhoso, brincalhão... coruja, eu??? Imagina!!!), também sou a Andrea, aquela garota (mentalmente, ainda não saí da adolescência) brincalhona, com muito senso de humor, simpática, que adora ler, pensar, falar, escrever, etc...

Assim, resolvi voltar fazer coisas das quais sempre gostei. Comecei com este blog, que se revelou uma grata surpresa ao me presentear com uma amiga gente boníííííííííííííssima (alô, Luciene, esta é você), além de soltar alguns dos meus bichinhos interiores (só os menos ferozes... os outros soltarei aos poucos), falar um pouco de mim. Depois, resolvi encarar a dança do ventre e deixar as picuinhas e coisinhas chatinhas (o diminutivo é puro eufemismo) de lado.

É impressionante o resultado benéfico disso tudo!!! Quando eu danço, tudo some!!! Ficamos apenas eu e a dança. Nesse mundinho não cabem os problemas, não sei explicar direito. A impressão que eu tenho é que até os problemas conhecem os seus limites, eles não entram na minha dança. Respeitam, inclusive, as aulas.

Já escrever é um tantim mais complicado. Creio que seja porque sempre usei e abusei da escrita para desabafar, pra descontar no papel tudo o que me afligia. Isso sem contar as entrelinhas, que dizem muito mais que as linhas propriamente ditas. A verdade é que, apesar de gostar muito de escrever, tenho medo de fazê-lo, pois fica um pouco da gente, da nossa alma, em cada texto. E quem souber ler o que se escreve, mesmo que não nos conheça, acaba tendo acesso a nossa intimidade.

Escrever blogs, diários ou qualquer outra coisa em que se fale de si, exponham-se situações acontecidas no cotidiano, mas que lhe marcaram e se quer dividi-las, é difícil, extremamente difícil, posto que nos expomos deveras, devido ao simples registro. Falar é fácil, pois não há entrelinhas. No registro não, as entrelinhas (pedacinhos de nós mesmos) estão lá pra quem souber ler, por mais engraçado, sarcástico ou irônico que seja o texto. Meu cuidado é não me expor, mas sempre saio frustrada, pois sempre há um toque pessoal em cada linha, ainda quando eu tento não passá-lo.

Em outros tempos, simplesmente deixaria a escrita de lado, mas hoje eu quero aprender a escrever de modo que eu logre êxito em expor apenas aquilo o que eu desejo. Eu posso até não conseguir, mas não me custa tentar.

Chega de escrever, começaram "As terríveis aventuras de Billy e Mandy".

Até a próxima!!!

03 julho 2005

Mais um mico!!!

E mais uma vez paguei aquele mico homééééééééééééérico no cinema ao dar aquela sonora gargalhada numa cena, teoricamente, tristinha... (a primeira vez que fiz algo do gênero foi no filme "O Senhor dos Anéis - O retorno do rei", ri muiiiiiiiiiito quando o rei Théoden morreu. Calma, não sou uma sádica, apenas me lembrei de uma piada justamente naquela cena). Pra piorar ainda mais a situação, desta vez foi num filme infantil.

Estava eu, feliz e contente, assistindo a "Madagascar", quando numa seqüência em que os bichos de zoológico se deparam com os perigos da selva (seqüência que tinha What a wonderful world como trilha sonora). Num dado momento, eles conseguem salvar um singelo patinho dos sobreditos perigos e, gentilmente, o colocam num rio. Os salvadores olham enternecidos para seu pupilo quando surge um jacaré de dentro d'água e devora o pobre patinho. Sim, caros leitores, foi nessa cena que eu ri sozinha num cinema lotado de lindas criancinhas (meu filho, inclusive).

Em minha defesa, tenho três aspectos que tornaram a trágica cena em comédia:
1 - A trilha ainda era What a wonderful world;
2 - O jacaré, ao sair da água para devorar o patinho, fez pose de golfinho; e
3 - As expressões dos salvadores pré e pós jacaré.

Não bastasse o fato de ter sido a única pessoa a ter rido, ainda levei uma severa bronca do meu filho "Não tem nada graça" (detalhe: o cinema inteiro também ouviu o carão).

Como se isso tudo não fosse o suficiente, cada vez que eu lembro da cena, vem o riso... Quando conseguir lembrar da cena sem que haja qualquer reação, voltarei a escrever. Por enquanto não consigo fazer outra coisa a não ser rir!!!

Até a próxima!!!

02 julho 2005

Professoras de dança do ventre.

Depois de passar um bom tempo observando algumas professoras de dança do ventre e sendo aluna de várias (como aluna regular e de workshops pelo Brasil), pude constatar as várias espécies de professoras nessa profusa fauna da DV.


As professoras de verdade: são aquelas raras criaturas que realmente se preocupam em ver suas alunas crescerem e se esmeram em dar o melhor de si nas aulas.

Narciso de saias: são as moçoilas que explicam o movimento olhando as alunas somente pelo espelho (qdo olham). Raramente se sabe qual a cor dos olhos dessa professora.

"Meninas, cheguei": sabe aquelas que falam e fazem de tudo numa aula e reservam 5 min. para a dança? São essas...

"Gosto de dança, mas AMO quem me bajule": até que ensinam, mas as alunas preferidas são aquelas que pagam pau. Adoram ser notadas, mas se fazem de humildes. Ganha quem puxar mais o saco. Ah, tb têm o hábito de dar "piti" em classe... ("pooooooooooooooorra, já falei q. o passo é assim, merrrrrrrrrrrrrrda!!!"). Têm com suas alunas um acordo tácito de exclusividade, quem as deixa terá amaldiçoada até a célula do micróbio do dedinho mindinho do pé. Pode-se cogitar abandonar a dv, mas NUNCA se pode abandoná-las (essas professoras têm sérios problemas em aceitar a rejeição).

"Acabei de fazer o básico, mas não espalhem": se souberem algo além de shimie, batidas, oitos e camelos, será um milagre!!!

"Hitler não morreu": conseguem fazer da sala de aula um verdadeiro campo de concentração. Os ensaios se assemelham aos paredões de fuzilamento. São exigentes não porque querem o progresso de suas alunas, mas porque desejam ardentemente que saia tudo perfeito para que seu nome seja reconhecido. São primas-irmãs das que adoram puxa-saquismo.

"Lacraia tb não morreu": juram que dançam dv, entretanto...

Frankestein: uma mistura dos 6 últimos tipos de professora.

Se você é aluna regular de professoras assim (exceto as do primeiro tipo), não hesite, procure outra!!! Por experiência própria, posso dizer que não vale a pena se estressar, é pagar pra ter uma gastrite. Ah, convém frisar que algumas, em especial as que adooooooooooram uma bajulaçãozinha e as adeptas de Hitler, também têm o hábito de queimar o filme das desertoras. Mas não se assuste, garanto que vale pagar pra ver.

Até a próxima!!!

Ps.: Bolei o texto em resposta a um post da comunidade Yalla!!!. Na minha opinião, uma das melhores comunidades de DV do orkut.

Essa eu não podia deixar passar...

Continuo sem saco pra escrever, mas não para ler... De todas as críticas e notícias que ando lendo e vendo sobre o governo, achei uma excelente no site do "eu hein" (www.euhein.com.br). O interessante das críticas feitas com humor é que elas são econômicas nas palavras e riquíssimas nas entrelinhas. Deixemos de lenga-lenga e passemos ao texto:

“Roberto Jefferson é o mais novo cara-pintada do Brasil!

E Roberto Jefferson, quem diria, virou cara-pintada. O deputado apareceu na CPI com o olho roxo. De tanto defender o Collor, ficou também com aquilo roxo! Ele disse que alguma coisa caiu em cima dele. Foi o José Dirceu. O Zé Dirceu caiu. O José Dirceu começou a carreira como fundador do PT e terminou como afundador do PT!

O Lula disse que brasileiro só gosta de investigação dura nos outros. Tá certo: eu não quero saber de dura em mim. A senadora Heloísa Helena levou a afilhada para uma aula de educação sexual. A menina passou um tempão só vendo sacanagem no Congresso. Onde é que nós vamos parar?

O governo já morreu, só falta o Valério. Digo, o Velório. Diante da gravidade da crise, o presidente Lula reconheceu ontem à Dilma: "Companheira Dilma, a coisa tá Roussef". Já reparou como esse Marcos Valério é a cara do Tio Funéreo, da família Adams? Tio Valério, o fantasma que assusta o PT! O Roberto Jefferson disse que tá todo mundo careca de saber que o Valério distribuía o mensalão. Inclusive ele.

A secretária Fernanda Karina foi sondada pela playboy. Já tem gente dizendo que ela vai mostrar o tamanho do rombo! Ui, essa foi mais pesada do que o Roberto Jefferson antes da lipo. E já começaram a espalhar em Brasília os cartazes de desaparecidos com as fotos do José de Alencar e do Severino Cavalcanti. (...)"


Coitado do tio Funéreo!!!

Até a próxima!!!

Ps.: Quem também anda fazendo críticas pra lá de excelentes é o Janer Cristaldo (cristaldo.blogspot.com). Gostei muito do "Solidários na estupidez". Vale a pena conferir.

01 julho 2005

Como estou sem saco pra escrever, resolvi postar piadinha alheia.
Até a próxima!!!

Numa pequena cidade do interior, uma mulher entra na
farmácia e pede ao farmaceutico:
- Por favor, quero comprar arsenico.
- Arsenico? Mas por que a senhora quer comprar arsenico?
- Matar meu marido!!
- Matar seu marido ?? Desculpe-me, mas não posso vender.
- A mulher abre a bolsa e tira uma fotografia do marido,
transando com a mulher do farmaceutico.
- Ah bom..... a senhora não me disse que tinha receita!