30 novembro 2005

Não tô a fim...

Hoje vai rolar dança lá no Clube do Exército. É para um grupo fechado, parece q. vai ter uma solenidade e, com isso, dança!!! Mas, putz, eu não tô nem um pouquinho a fim de dançar :o(. Tá certo que é só uma coreografia, mas mesmo assim, não tô no espírito. Quem sabe, chegando lá, meu ânimo se altere um pouco.

Falando em dança, também vou dançar no sábado e ia dançar no domingo. A do domingo eu tava muiiiiiiiiiito a fim de ir, só que vai rolar um show (de dança, pra variar) que eu quero muito ver. Acabei optando por ser platéia, o que me deixou meio triste, porque eu me senti hiper-honrada com o convite da Dalilah. Assim, a avaliação foi mais racional que emocional. Afinal, o show que vou assistir será o último da Ádya e, se Deus quiser, vou ter outras oportunidades de fazer parte de um espetáculo da Dalilah.

O show de sábado ainda é uma incógnita. Explico: amanhã vou fazer a minha tão pensada tatuagem. Se a roupa incomodar, vou ter que abrir mão de dançar. (Calma, moças do Zahra, se não for bailarina, serei platéia.)

Aproveitando a deixa. Yeah, eu vou ter uma tatoo!!! Já escolhi o modelo, o local, tudo!!! Como será num ponto estratégico, a roupa pode vir a incomodar. Qual a tatoo??? Ahá, isso é um segredo que será revelado para poucos. Pra falar a verdade, só 5 pessoas sabem qual será a tatoo.

Ontem fui visitar e conhecer o tatuador. Tinha um moço lá, fazendo um dragão no braço. Fiquei com pena, pois doía muiiiiiiiiito. Não sei como eu não perdi a coragem e a vontade. (Se bem que, de hoje para amanhã, ainda resta tempo mais que o suficiente pra isso. Mas acho difícil eu desistir.) É esperar para ver, melhor, para saber se fiz ou não, porque ver mesmo, ninguém verá, a não ser que eu queira.

Por hoje é só.

Até a próxima!!!

Ps.: Mais um mico!!! Uma sessão de lerdeza. Na quarta passada, a professora de Antropologia colocou no quadro a data em que daria o resultado do semestre. A lerda aqui jurava que seria hoje, mas o Tu lembrou-me ontem que hoje seria feriado. Em resumo: não tenho a menor idéia da minha média na matéria :oS. Vou ver se consigo remediar meu "momento dããããã" na sexta-feira.

28 novembro 2005

Os mortos falam.

Se você duvida, leia A cidade antiga de Fustel de Coulanges.

Bairrismos interessantes...

Todo mundo fala, esbraveja, reclama do tal bairrismo, mas ontem vi o quanto o bairrismo é divertido.

Fui assistir à Mary Help, personagem de Cláudio Falcão, na peça Noite tipo feliz. Mary Help (ou Maria do Socorro, como a mãe insiste em chamá-la) é a típica adolescente de Brasília. Entre um vocábulo e outro, ela consegue socar o tipo. Ela é filha de Berenice, uma tentativa frustrada de emergente. Berenice é mineira e adora umas incursões em inglês em suas falas. Ambas contam com os préstimos da empregada (putz, esqueci o nome da empregada), cuja principal característica é trocar "j" pelo "r" (foneticamente) e seu absurdo neologismo (Guimarães Rosa deve dar voltas no túmulo!!!). A empregada solta pérolas: "ramo de rã" (vamos de vã), "sirirriço" (serviço), e por aí vai.

Início do bairrismo: o local da apresentação - Teatro (despencando) da Escola Classe da 308 Sul. Não entendeu nada??? Como, se eu disse praticamente o endereço completo??? Em Brasília todos entendem!!!

Bairrismo 2 (B2) - Compras de final de ano na Feira do Paraguai. Todo mundo faz compras na Feira do Paraguai, desde a socialite mais destacada (aqui temos várias) à babá da filha da empregada. Lá pelas tantas, Berenice solta: "o tempo q. perdi no engarrafamento, dava pra ir e voltar 10 vezes da Feira do Rolo". Bem, pelo nome, dá pra entender o que é a Feira do Rolo.

B3 - Ceia com pequi! Colocar pequi em tuuuuuuuuuuuuuudo o que tiver na ceia, do arroz à "farofa a ser tubada no toba do peru".

B4 - Tirar a uruca na cachoeira da Água Mineral.

B5 - Ir pra Salvador (essa foi numa outra peça de Mary Help). Todo brasiliense tem uma verdadeira tara em passar férias, carnaval, reveillon, feriado prolongado em Salvador. Bem, eu não sou o que se pode chamar de "brasiliense que se preze". Salvador não me atrai em nada! Entre Pirenópolis, Caldas Novas (outros roteiros dos brasilienses) e Salvador, fico com os primeiros. (Não vou dizer "sorry, soteropolitanos" porque eles tb não devem sentir a menor falta da turistita aqui).

Há inúmeras outras expressões bairristicas brasilienses. Uma das mais divertidas e que rendeu consulta popular foi a separação entre Sudoeste e Octogonal, do Cruzeiro. Cruzeiro é o típico bairro popular. Foi "fundado" não sei quando por cariocas. Em nada lembra a ostentação dos moradores da Octogonal (composta de 7 condomínios fechados e uma escola) e dos emergentes que habitam o Sudoeste.

A celeuma se deu quando estes descobriram que o tal "bairro" que deviam colocar em suas correspondências não era "Octogonal" ou "Sudoeste" e sim "Cruzeiro". Nossa dileta Câmara Legislativa resolveu pôr fim ao perrengue e consultou os reclamantes para darem um nome ao novo bairro. Até agora não houve qualquer mudança, continuamos "Cruzeiro".

Ah, o Cruzeiro é dividido em Novo e Velho; e o Sudoeste, em Sudoeste e Sudoeste Econômico (é C-L-A-R-O que o pessoal do Sudoeste Econômico, quando perguntados onde moram, dizem apenas "Sudoeste"). À boca-pequena dizem que o Sudoeste Econômico, na verdade, é o Cruzeiro Novíssimo, apenas um par de ruas separam um do outro. É interessante ver a expressão de ira dos moradores do Novíssimo...

Falando em "morar" nos primórdios de Brasília, fornecer o endereço era divulgar também onde se trabalhava e qual o escalão. Exemplo: "moro na 302 Sul" era o mesmo que dizer "sou alto funcionário do Banco do Brasil".

Brasília começou sem cultura, ou melhor, com a mistura de várias culturas. Hoje, os nascidos aqui fizeram Brasília ter a sua própria identidade. Lembramos um pouco de cada cidade e de nenhuma ao mesmo tempo. Músicas compostas por alguns que viveram aqui tem conotação diferente da do resto do país ("Faroeste Caboclo", p. ex.). Duvida??? Pegue a letra da música Dezesseis e veja se você decifra CASEB: "Quando marcou um super pega no fim de semana/Não vai ser no CASEB/Nem no Lago Norte, nem na UnB" (qualquer dúvida, consulte um brasiliense).

Confuso??? Q. nada!!! Eu sou uma mistura de Brasília com Minas Gerais (nascida aqui e criada por mineiros do interior). Na minha casa sempre há o tal cafezinho, o bolo de fubá, pão de queijo, etc. Qdo visito amigos, o cardápio muda!!! Como feijoada na casa de um, vatapá na de outro, arroz de carreteiro...

Ah, em tempo! Nosso bairrismo não se resume a piadas no estilo "Brasília só tem ladrão". Sim, temos ladrões, mas aos que vocês se referem são temporários por aqui. Vêm (graças aos votantes dos outros Estados), mas (graças a Deus!) voltam para suas cidades de origem.

Até a próxima!!!

26 novembro 2005

Revendo conceitos.

Como diria Raul Seixas: "eu prefiro ser essa metamorfose ambulante". Nesta minha segunda incursão no mundo acadêmico apresentou uma excelente oportunidade de eu fazer uma metamorfose em meus conceitos.

Observando os pré-adultos, aqueles indivíduos que saíram da puberdade, mas ainda não entraram na vida adulta (não, não se trata daquele(a) idiota que tem quase a idade de Matuzalém, mas conserva o comportamento de uma criança de 4 anos), tinha a impressão, uma quase certeza, de que eram uns desatualizados, alienados, decerebrados. Duas pessoinhas maravilhosas me fizeram engolir as palavras: Lilica e Tu.

Quando, pela primeira vez, ouvi a Lilica se manifestar em sala de aula, logo pensei "Putz, essa garota deve achar que sabe tudo". No decorrer do semestre, ela mostrou que realmente sabe tudo!!! É incrível ver o tanto que ela sabe, a maneira como ela defende seus pontos de vista, sua responsabilidade. É uma predestinada! Não foi à toa que lhe propus sociedade: assim que nos formarmos, montaremos um escritório e, em vez de disputarmos nota, disputaremos sentenças.

Aliás, até essa disputa é interessante. Em nada lembra aquela competição besta, acirrada que mais separa que une. Disputamos décimos!!! Mas sabemos que podemos contar uma com a outra. Somos unidas, apesar de termos cursado apenas uma matéria juntas.

O Tu é o típico adolescente (pelo menos na aparência). Nada no mundo (nem o Katrina) consegue a proeza de tirar aquele indefectível boné de sua cabeça. À primeira vista, podia jurar que ele ainda estava a alguns anos da maioridade. De "colegas de sala", tornamo-nos verdadeiros amigos.

Sempre gostei do Tu, mas não éramos íntimos, não dividíamos experiências, não nos aconselhávamos; éramos dois colegas mesmo, nossas parcerias se limitavam à sala de aula e às brincadeiras. Isso durou até o dia em que ele pediu para conversar comigo sobre um sério problema pelo qual estava passando. Saí da sala e ele desabafou. Falou tudo o que o estava atormentando na ocasião. Eu fiquei pasmada!!! Sentia um misto de tristeza (por vê-lo tão triste), de alegria (por ele ter confiado em mim, mesmo com uma pancada de gente do qual era mais próximo) e de "vamos agir" (para ajudá-lo a sair daquela situação). Hoje tricotamos sobre tudo (sabe aquela pessoa para quem você pode contar de tudo? Esse é o Tu.).

Além de ser o Tu (isso pra mim já diz muito. Amo esse menino!), é extremamente inteligente, divertidíssimo, companheiro... (se for colocar metade das qualidades dele aqui, este post não acaba mais). Nunca vi um pré-adulto saber tanto sobre História quanto ele. Sem contar que é um cavalheiro nato! Muitíssimo educado, perspicaz, atencioso. É fantástico!!! (Calma, galera, o moço aí já tem dona!!! Uma felizarda e tanto!!! Ele é simplesmente apaixonado por ela!!!). Nem preciso falar que ele também é sócio, né?

Ah, a idade dos dois??? 18 anos!!! Isso mesmo: D-E-Z-O-I-T-O anos!!!

Não, não é um constrangimento rever meus conceitos. Sempre que aparece alguma oportunidade, reflito sobre minhas idéias, e esta foi daquelas que podemos chamar de "oportunidade de ouro". Ainda bem que a estou aproveitando!!!

Até a próxima.

24 novembro 2005

Ainda atualizando...

Dando um tempinho de Locke, Montesquieu, Rousseau, Tocqueville, Stuart Mill e cia., resolvi continuar a atualização deste bloguitcho (yeah, amanhã é prova de Ciência Política).

Ainda sobre o show O Harém:

Estava toda feliz e contente nos ensaios, quando ouço Your Song (versão hollywoodiana daquele filme que eu acabei de esquecer o nome). Desnecessário dizer que travei na hora né? Putz, tinha de ser logo essa música? Não tinha outra não? A travação durou até a hora em que eu vi a coreografia no show. Que coisa linda!!! Uma das melhores que já vi. Aricelma e suas moças mandaram muiiiiiiiiiiiito bem. A música, por si só, já é emocionante (apesar de ser na versãozinha mais chatinha que gravaram a música), mas a coreografia foi deslumbrante.

Outra que arrebentou (pra variar, claro) foi a Aditi. Ela e as meninas arrasaram!!! (Não é à toa que sempre tenho a Aditi como referencial, além de ser uma bailarina estupenda, uma professora maravilhosa, é uma pessoa fantástica. Tinha de ser, né? Aquarianos são todos assim). Foi um mix muito bem dosado de práticas circenses e dança do ventre. Originalíssimo e de bom gosto!!!

Mudando de assunto:

O semestre está acabando e as férias estão chegando (graças a Deus!!!). Amanhã é a última prova, mas é a mais lascada de todas. A professora é simplesmente "a" professora. Além de realmente sacar (e muito) a matéria, é exigente pra caramba. É quase uma questão de honra me dar bem na matéria dela.

Aliás, neste semestre, dei muita sorte: só peguei professores bons. Só teve um que, definitivamente, dava-me ganas de enforcá-lo!!!

Nunca vi um sujeito mudar tanto de opinião e de atitude. Entendia (salvo um tropeço que não vem ao caso) do conteúdo da disciplina, mas apreciava ser grosso. Ia bem*, até o dia em que resolveu mostrar sua "educação" comigo. Só que ele não sabia que eu tenho um probleminha: respondo na hora, na lata e na mesma intensidade. É, esse "probleminha" se revelou. E, como no final, tudo dá certo, já voltamos às boas maneiras.

Ah, deixa eu ir dormir!!!

Até a próxima!!!

Ah, sim, o asterísco: "Ia bem" - início do semestre, eu era a aluninha dos olhos dele (calma, galera, relacionamente puramente cerebral.); "até que" - do nada ele resolveu testar minha (inexistente) fleugma; "no final, tudo dá certo" - digamos que ele apreciou bastante a minha prova (prova mesmo: aquele pedaço de papel com questões objetivas e discursivas).

22 novembro 2005

Só atualizando.

Domingo foi dia de show e, claro, de micos!!!

Depois de muito ensaio, de muito suor, ralação, etc., finalmente "O Harém" estreou. O show foi lindo e não podia ser diferente: o clima nos bastidores estava fantástico. Todas estávamos nervosas, mas imensamente felizes!!!

Dancei duas coreografias: uma com o véu duplo e outra com bastão duplo. Com os véus, tudo ok, mas com os bastões...

Coreografias com bastão ou com bengala, às vezes dão uns probleminhas, pois os instrumentos criam asas e voam para a platéia. Mas, como até nos micos as aquarianas têm de ser diferentes, o meu foi inaugural na dança do ventre. Explicando: nos ensaios, o posicionamento dos bastões era quase na beira do palco, só que esquecemos de avisar isso à assistente. Assim, ela diligentemente colocou os bastões quase no meio do palco. Começada a música, entramos lindas, maravilhosas e graciosas e, como tais, não olhamos para o chão. Ah, não deu outra, chutei um dos bastões para a platéia!!! O bom é que eu estava tão feliz de estar ali, que nem liguei, não "saí do salto", superei o imprevisto. O auge mesmo foi o final da nossa apresentação, o que teve de gente gritando "arrasou", "linda", etc, não tava no gibi (dançarina que se preze sabe muito bem que os imprevistos, por mais esdrúxulos que sejam, devem ser superados. Palco foi feito para a bailarina brilhar e não se digladiar com véus, bastões, taças, espadas, candelabros e/ou outras bailarinas).

Nos bastidores a história foi outra: ri muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito!!! As meninas se revezavam: umas diziam sentir muito e outras me davam os parabéns por não perder a pose. Eu, sinceramente, não senti nada, a não ser a topada do meu dedão do pé bem na ponta do bastão.

Aproveitando o post, quero agradecer aos que foram ao espetáculo, em especial aos meus amigos de faculdade. Gente, do palco não dá pra ver ninguém (iluminação, nervosismo e bastões voadores ou corredores turvam a visão), mas fiquei imensamente feliz em saber que vocês foram me pretigiar.

Falando em faculdade: as provas (graças a Deus!!!) estão acabando. Ou seja, final desta semana volto a ser gente. Quem quiser saber as médias, mande-me um e-mail.

Por enquanto é só.

Até a próxima!!!

Ps.: Ao(À) espectador(a) agraciado(a) com uma bastonada, meus sinceros agradecimentos por não ter partido o bastão ao meio. Aliás, se o tivesse partido, teria cometido uma tremenda injustiça, pois eu chutei o bastão de uma colega de coreografia.

11 novembro 2005

Eu fui um mau exemplo...

"HAHAHAHAHA! XD Minha primona fofa!! *-*Eu lembro quando passamos a morar todos juntos na casa da vovó! XDGente... mas como foi bagunçado!XD Essa moça conseguia fikar bem mau-humorada!XDmas tb, uma adolescente no meio de 4 pirrálhos e uma empregada que só sabia gritar tinha que dar nakilo! XDMas daí fomos crescendo, e deu p/ ver que minha primona no era só a adolescente dorminhoca e estressada que eu pensava ser!XD ainda mais pq eu tb virei uma!XD Mas quando ela vem aki é muito Funy²!! Todas as vezes que vejo uma placa anunciando um show dos Sambonitos por aki eu me lembro dela! XDAAAAAH!!! *abraça*Amo essa moça!! *-*"

O texto acima é um testimonial da minha prima liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinda Eliene. Eu bem sabia que aqueles anos de bronca nos meninos ainda me renderiam algum tipo de vingança. E ela mandou muito bem, descreveu-me direitinho... Não bastasse tamanha perfeição, vi que fui um mau exemplo, ela só se lembra de mim dormindo e estressada. Bem, resta me explicar.

Nossas mães separaram-se de nossos respectivos pais na mesma época. Até aí, tudo bem. Mas eis que minha tia teve a brilhante idéia de convidar minha mãe para morarmos todos juntos na casa de minha avó. Imagine uma casa com 10 habitantes... (ah, detalhe: a casa tinha 3 quartos, 1 - isso mesmo - UM banheiro, e o indefectível puxadinho, que, carinhosamente, chamávamos de "barraco").

Meus 4 priminhos fofos (a priminha do testimonial inclusa) eram os seres mais barulhentos que Nosso Senhor pôs na Terra. Além de serem movidos a energia do ar, não paravam um segundo. Eu, transvertida em irmã mais velha, tinha de separar as brigas (que eram inúmeras), obrigar a minha prima a comer, explicar pra empregada que o título de "estressada da casa" era meu e ninguém tascava (ah, sim, na época eu fazia o segundo grau)...

Mais eis que um dia, minha tia resolve se mudar. A casa se transformou. Silêncio total. Como prima-irmã-mãezona, ia visitá-los sempre (minhas coxas agradecem, pois era um bom pedaço andando ou de bicicleta). Sentia falta do barulho, da bagunça, de tudo. A primeira visita foi naquela angústia "puxa, será que eles também sentem a minha falta?". A dúvida era pertinente, creia-me. Qual não foi a grata surpresa em ver o tanto que eles também sentiam minha falta!!! Toda vez que ia para dormir, era uma festa!!!

Não satisfeita com Brasília, minha tia resolve mudar para Uberaba e, depois, para Uberlândia. Demorei um pouco para voltar a vê-los. Fiquei pasmada em ver o tanto que cresceram, o quanto mudaram e o quanto eles ainda gostavam de mim, mesmo eu sendo a prima-chata.

Até hoje, torro a paciência dos coitados!!! Mas é bom ver que tudo, absolutamente tudo, valeu a pena. Temos saudades e boas lembranças do tempo que moramos juntos. Vou dividir uma só com você, leitor:

Certa vez, fui buscar a Eliene na creche. Além dela, tive de trazer uma vizinha que também estudava lá. O trajeto era meio longo (20 minutos). E a tal da vizinha tinha uma matraca!!! Não bastasse aquela vozinha irritante, ainda se achou no direito de ficar contando vantagem em cima da minha prima. Vim caladinha o trajeto inteirinho (se falasse alguma coisa, a mãe da garota iria me processar). Cheguei em casa azul de raiva. Ao ver minha tia e minha mãe, não resisti, falei horrores da vizinha, o mais leve foi "chata" e disse que se tivesse de voltar à creche, a tal garotinha certamente ficaria por lá, não a traria por nada nesse mundo. Não precisei voltar à creche tão cedo!!! (acho que temiam pela saúde da garota). (Ah, detalhe, a fulaninha tinha aproximadamente 6 anos. Eu tinha 16!!! Mas até hoje sou assim, descobri isso numa dessas férias. História para outro post).

Até a próxima!

Ps.: A coisa do "Sambonitos" é porque ela sabe o tanto que eu adoro pagode-de-grupos-gemedores.
Ps2.: Não, minha avó não enlouqueceu. Chegou bem perto, mas soube manter a sanidade. Só não me pergunte como.

10 novembro 2005

E depois de Schopenhauer...

Mark Twain!!! No sugestivo livro Dicas úteis para uma vida fútil - um manual para a maldita raça humana. Leitura muito interessante. Mark Twain prima pelo cinismo. E, como se sabe, para se conseguir tamanho refinamento em matéria de cinismo, sarcasmo e ironia é preciso muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiita inteligência.

Há passagens hilárias no livro, como no texto Sugestões para conter as inundações locais, no qual ele narra a difícil travessia de uma carroça pela rua onde morava, num de seus infindáveis reparos: "Pouco depois, estavam desesperados e enredados no meio das obras de nivelamento da rua e melhoria nas instalações de gás que vêm sendo realizadas desde o início da Era Cristã". Lá pelas tantas, a então carroça vê-se transformada num barco em franco afundamento: "Nesse ponto, o cavalo de estibordo começou a sumir e na mesma hora o sr. Simon Oglethorpe puxou as rédeas para outro rumo e o animal seguiu viagem rumo à China".

Só para dar água na boca, aí vão mais algumas citações:

"Recompensa de duzentos e cinco dólares - No grande jogo de beisebol realizado na terça-feira, enquanto eu me ocupava em dar vivas, um menino pegou um guarda-chuva inglês, de seda marrom, de minha propriedade, e esqueceu de devolvê-lo. Gratificarei com cinco dólares quem entregar o guarda-chuva em boas condições na minha residência, na Aveniada Farmington. Não quero o menino (em nenhum estado ativo), mas pagarei duzentos dólares pelos restos dele."

"Às Autoridades Municipais. Senhores: por que é preciso renovar e ampliar a calçada na Avenida Farmington a oeste da Rua Forest? E por que fazer uma calçada de dezoito metros até a ponte? Garanto aos senhores que até agora o trânsito intenso de pedestres não tornou necessária uma calçada larga lá. Tal necessidade deixou de ser premente, pois uma das crianças que costumava passar lá a caminho da escola está doente e a outra, mudou-se."

"Deixe seu cachorro do lado de fora. Entra no céu quem merece. Se fosse por mérito, você ficaria de fora e o cachorro entraria." (in Sugestões para pessoas prestes a entrarem no céu. Texto escrito pouco antes da morte de Mark Twain).

"Suponho que os estrangeiros não apreciam a nossa comida mais do que nós a deles. Não é de estranhar, pois o paladar se forma, não se nasce com ele. Posso elogiar o meu cardápio até não agüentar mais, porém o escocês balançaria a cabeça e perguntaria: - Cadê a lingüiça de sangue de porco? - E os nativos das Ilhas Fiji perguntariam: - Cadê o missionário?"

Detalhe ainda não cheguei na metade do livro.

Por enquanto é só!!!

Até a próxima.

07 novembro 2005

Variedades...

Post sem assunto específico, apenas algumas observações sobre vários assuntos...

Queridos santistas, o que foi aquilo??? Três torcidas (Santos, Fluminense e Internacional) querendo desesperadamente a vitória de vocês e pimba! 7 x 1!!! Bem, pelo menos tenho que agradecer por tirarem do Fluminense (e de um outro time aí) a maior goleada do campeonato.

Ainda sobre futebol. Um botafoguense foi morto, a golpes de foice, por flamenguistas. Até aí já era trágico por si só. Não satisfeito em noticiar a tragédia, um âncora do Globo Esporte me sai com a seguinte declaração: "Cenas da Idade Média em pleno século XXI". Ah tá, então quer dizer que se a vítima tivesse sido assassinada com um tiro tava tudo certo???

Mudando de assunto. Angariei mais um novo fã (fãs de Andrea = sujeitos(as) que preferem beijar o capeta a terem de me encontrar. Mesmo que o capeta seja uma mistura de cão chupando manga do avesso e Frankstein). O segundo em menos de quatro meses (minha média era de um por ano). E por que? Porque me fez uma pergunta e recebeu uma resposta honesta. Assim, surge-me a dúvida: se não tá a fim de saber a verdade, a minha real opinião, pra que pergunta?

Mudando de assunto de novo. Assisti aos Irmãos Grimm e A Lenda do Zorro.

Irmãos Grimm é um saco! A melhor atriz (se eu fosse da Academia, certamente a indicaria para o Oscar de melhor atriz coadjuvante) é uma sapa (sim, pela perfomance da bichinha, ela não merece ser chamada de rã e sim de sapa). Em apenas duas aparições, põe Matt Damon e o outro ator lá no chinelo. Que interpretação! Que expressão! Fantástica, fantástica... (Em tempo, era uma sapa feita por animação).

(Adendo: Algumas séries brasileiras estão concorrendo ao Emmy. São séries boas, merecedoras da indicação. Mas nada justifica a ausência do Boi Bandido como um dos representantes tupiniquins. Uma injustiça colossal!!! O Boi era mais expressivo que os protagonistas da finada novela. Um show de interpretação!!!)

A Lenda do Zorro é o melhor estilo "sessão da tarde" com algumas tiradinhas pretensiosamente cômicas. Mas engraçado mesmo foi ver a chapinha que fizeram no Antonio Banderas. O sujeito já é charmoso, mas, assim como o repórter global, o cabeleireiro não ficou feliz e tascou chapinha nas madeixas do ator. Melanie Grifith e Pedro Almodóvar estão inconsoláveis!!!

Outra coisa sobre A Lenda... Habilidades em esgrima e ginástica artística são sexualmente transmissíveis. Já suspeitava disso em ver as peripécias de Catherine Zeta-Jones no primeiro filme (para quem não se lembra, ela era filha do Zorro original). Ao ver a rebeldia do pequeno Joaquin (neto do Zorro original e filho do sucessor) e sua inacreditável exibição no educandário, confimei minha teoria.

Desenhos. Além dos filminhos, também vi A Noiva Cadáver e Robôs. Ambos são ótimos! Em A Noiva Cadáver a morta era bem mais interessante que a viva (ô raio de mulher mais morta essa viva!!! Perdão, mas não resisti ao infame trocadilho). O ponto alto de Robôs foi a sátira que fizeram de Britney Spears (antes de virar aquele barril, claro!).

Por enquanto é só.

Até a próxima

04 novembro 2005

Algo estranho acontece nas faculdades de Direito do Distrito Federal.

Nos últimos anos, vem se observando o pífio rendimento dos Bacharéis em Direito no exame da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB. Circulam na internet alguns e-mails dedicados a mostrar o quanto os pretensos advogados escrevem mal. Termos como “derrepente”, “impaquitante” e outras ofensas à Língua Portuguesa são o prato do dia.

Com a enorme reprovação, surgem os cursinhos “salvadores da pátria”. O aluno, além dos cinco anos cursados, resolve estudar mais um semestre, na desesperada tentativa de se ver aprovado no referido exame, após o qual ostentará orgulhosamente a tão sonhada carteirinha da OAB.

Todavia, o alarde da fatídica notícia traz outra questão: as faculdades, em especial as particulares, vêm mudando gradativamente o currículo do curso de Direito. Reduzem as matérias dedicadas à doutrina, à formação do pensamento, para dar lugar ao estudo dos Códigos, Leis e demais normas em vigor. Ou seja, não se pensa mais o Direito, apenas se decora (ou memoriza-se, como gostam os eufemistas) o Direito.

As faculdades tentam desesperadamente fazer com que seus alunos passem na prova e, por tabela, alcem seus nomes no meio acadêmico como “a instituição que teve a maior porcentagem de formados aprovados no exame da Ordem”. O aluno fica feliz, a faculdade contentíssima, mas... (sempre existe um “mas” na história).

Daqui uns anos, se você perguntar a um advogado qual o artigo que fala do “excesso de legítima defesa”, por exemplo, ouvirá toda a redação do artigo, parágrafo, inciso e/ou alínea, bem como a numeração e/ou ordenação destes no Código Penal. Entretanto, não ouse questionar-lhe sobre o porquê da existência desse dispositivo legal. Muito menos em como se chegou a ele.

O assunto é grave, gravíssimo, aliás! E só quem perde com essa nova modalidade de ensino (o decoreba voltado para o exame da OAB) é a população. Suas contendas serão resolvidas tal qual consta na lei, nem mais, nem menos. Suas queixas não serão pensadas e sim adequadas àquilo que está nas normas. E quando ela não estiver ou não puder ser enquadrada?

É mister lembrar que, até a elaboração de uma lei, requer análise e estudo. Logo, para se compreender a ordenação, é necessário pensar nas intenções dos legisladores e, quiçá, prever como será a aplicação, como o juiz irá adotá-la ao caso concreto. Entretanto, nenhum regramento, por melhor que seja abarca a totalidade de situações que ocorrem ou podem vir a ocorrer.

A fim de dar um lustro na imagem, alguns advogados gostam de propalar termos em latim, como se isso fosse garantia de sabedoria, de conhecimento. Mais uma vez não cometa a ousadia de perguntar-lhes o significado, não o significado literal (este eles saberão), mas o que isso necessariamente indica.

O resultado é claro: não se formam mais juristas, doutrinadores, pensadores. As faculdades, agora, estão preocupadas em formar decoradores. Advogados, com a influência que tiveram Rui Barbosa, Clóvis Bevilácqua, Evandro Lins e Silva, e outros, são espécimes em extinção. Filosofia do Direito, Direito Romano, Hermenêutica Jurídica, História do Direito serão vistos apenas em livros amarelados pelo tempo de publicação. Pensar o Direito tornar-se-á “letra morta”, assim como o latim clássico que os pseudo-advogados insistem em proferir.

02 novembro 2005

Musiquinha para encher lingüicinha...

Aí vai uma bela musiquinha para encher lingüicinha. Essa é das antigas. Não tão antiga, é verdade, mas lembro-me de ouvi-la bastante quando tinha meus 14, 15 anos. Até hoje gosto dela.

Enjoy it!

"KISSING A FOOL

You are far
When I could have been your star
You listened to people
Who scared you to death, and from my heart
Strange that you were strong enough
To even make a start
But you'll never find
Peace of mind
Til you listen to your heart

People
You can never change the way they feel
Better let them do just what they will
For they will
If you let them
Steal your heart from you

People
Will always make a lover feel a fool
But you knew I loved you
We could have shown them all
We should have seen love through

Fooled me with the tears in your eyes
Covered me with kisses and lies
So goodbye
But please don't take my heart

You are far
I'm never gonna be your star
I'll pick up the pieces
And mend my heart
Maybe I'll be strong enough
I don't know where to start
But I'll never find
Peace of mind
While I listen to my heart

People
You can never change the way they feel
Better let them do just what they will
For they will
If you let them
Steal your heart

And people
Will always make a lover feel a fool
But you knew
I loved you
We could have shown them all

But remember this
Every other kiss
That you ever give
Long as we both live
When you need the hand of another man
One you really can surrender with
I will wait for you
Like I always do
There's something there
That can't compare with any other

You are far
When I could have been your star
You listened to people
Who scared you to death, and from my heart
Strange that I was wrong enough
To think you'd love me too
I guess you were kissing a fool
You must have been kissing a fool"

Gostou da musiquinha??? Ela está nos álbuns "Father Figure" e "Ladies & Gentlemen - Best Of George Michael" (o curioso é que eu não tenho nenhum deles. Taí uma boa dica para presente).

Até a próxima.