25 dezembro 2005

Silêncio

Como dediquei o mês de dezembro à preguiça (bem, isso quando a UDF deixou, né?) e no intuito de curtir o mês que me resta de férias à extração de mofo e teias de aranha (yeah, tatu também sai da toca), vou passar um booooooooooooooom tempo silenciosa. Ou seja, nada de post, nada de e-mail, nada de internet. Mas muita meditação transcedental (vulgo: dormir), leituras (alguns livrinhos na fila*) e metamorfose (voltarei aos meus 6 anos pra curtir as férias com meu filho).

Para que a saudade não seja imensa, este post promete ser longo, muito longo. Contarei diversas historinhas em que serão relembrados alguns "causos" em que o silêncio, subitamente, se fez presente. Cada uma delas representaram verdadeiras lições para mim.

(Como boa tentativa frustrada de escritora, gostaria de agradecer imensamente às pessoas que fizeram parte das historietas abaixo e, claro, a meus leitores. Sem esquecer, contudo, das neuroses que me fizeram montar um blog. Catarse, de vez em sempre, é bom!!!).

Lição nº 1: "Nunca pegue o bonde andando"

Meu tio adora contar histórias, mas as explica em seus mínimos detalhes. Nessas ocasiões, eu ouço somente as últimas palavras. Ontem não foi diferente:
- blá-blá-blá, tatuagem**
- Eu fiz uma tatuagem!!! Ficou linda!!!

(Silêncio na mesa)

** traduzindo blá-blá-blá: "Mas é um absurdo! A professora da Ester tinha uma tatuagem!!! Professora não pode ter tatuagem" (Em tempo, sou licenciada em Letras. Ou seja, sou professora de Português!!!)

Lição nº 2: "Professores, cuidado ao quererem tirar onda com seus alunos."

Eu, adolescente típica, no terceiro ano do segundo grau, resolvo deitar a cabeça na carteira e apenas ouvir as aulas. A fala do meu professor era idêntica à do Romário. Lá pelas tantas, eu não entendi uma explicação. Levantei minha cabeça, e pedi para que ele repetisse a explicação:
- Não vou explicar nada, você estava dormindo!
- Professor, antes de mais nada, eu não estava dormindo, estava de cabeça baixa. Segundo, eu ouço com meus ouvidos e não com meus olhos. Terceiro, o problema aqui não é de prestar ou não atenção, mas de dicção.

(Silêncio na sala de aula)

Lição nº 3: "Quem fala o que quer..."

Dia de prova na faculdade de Direito. Detectei uma questão objetiva passível de nulidade por haver duas respostas possíveis.
- Professor, a questão 5 tem um probleminha...
- O problema deve ser porque você não sabe a matéria.
- (alterando um tiquiiiiiiiiiiiiiiiiiinho a voz) A matéria eu sei, professor, tanto sei que vi que esta questão tem duas respostas. O senhor quer que eu diga quais são e justifique???

(Silêncio na sala de aula)

Ah, resultado: todo mundo que marcou uma das alternativas que apontei, ganhou ponto nessa questão.

Lição nº 4: "Respostas cretinas para perguntas imbecis"

Um carro lotado. Eu e mais 2 pessoas no porta mala. Depois de um longo trajeto, chegamos ao nosso destino. Eis que uma "patty" resolve me perguntar:
- Ah, você veio aí atrás?
- Não, eu vim correndo.

(Silêncio no estacionamento)

Lição nº 5: "Tem pai que não conhece a filha que tem"

Depois de anos tentando ter meu lugarzinho ao sol e diante de uma proibição do meu pai, pergunto:
- Ué, por que o André (André é meu irmão) pode e eu não.
- Porque ele é homem
- Se eu virar sapatão resolve???

(Silêncio na sala)

Lição nº 6: "Sim, meu filho tem mãe!"

Todo colégio tem aquele menininho fofo que se acha o fortão da turma. Numa reunião com a assistente da diretora, resolvo preveni-la:
- Ele nunca bateu no meu filho, mas se bater, não serei tão educada ao vir cobrar satisfações.
- Ah, mas o Marco Aurélio também não é nenhum santo (todas as professoras, diretoras e outras "oras" dizem isso, achando que todas as mães desconhecem os filhos que têm).
- Sim, concordo. O Marco não é nenhum santo, mas eu sei EXATAMENTE do que ele é ou não capaz de fazer. Mas a senhora não tem a menor idéia do que EU sou capaz.

(Silêncio na sala da diretora)

Resultado: o menino nunca se engraçou com meu filho.

Lição nº 7: "Cantadas baratas? Melhor não praticá-las"

- Hum, esse seu batom deve ser uma delícia!!! Tem gosto de que?
- Não sei, quer provar?
- C-L-A-R-O
Tiro o batom do bolso e o estendo ao meu "cantador de quinta"
- Tá aqui ó. Pode provar à vontade.

(Silêncio na festa)

Lição nº 8: "Paulo Coelho não é literatura"

Numa discussão, num chat, lá pelos idos de 1998, resolvo defender a tese de que Paulo Coelho não é literatura. Eis que uma fulana dispara:
- É, você é uma adolescentezinha revoltada!
- Não, adolescentezinhas revoltadas lêem Paulo Coelho, eu não!

(Silêncio no chat)

Lição nº 9: "Não se valha do cargo quando não tiver bons argumentos"

Há chefes e chefes. Tive um que não sabia o que se passava na seção. Assim, uns trabalhavam e outros ficavam admirando a paisagem. Certa vez, meu alienado chefe resolve me passar o serviço de uma dessas admiradoras (eu era da turma que "carregava o piano").
- Sinto muito, mas não vou fazer.
- Você não pode se negar, EU SOU SEU CHEFE.
- Olha, eu não estava lá quando você aceitou o cargo. Continuo sentindo muito.

(Silêncio na sala do chefe)

Resultado: Não fiz o trabalho, não fui advertida, mas ele ficou um bom tempo sem falar comigo. Ah, o serviço não foi feito.

Lição nº 10: "Nunca use palavras das quais você não sabe o significado"

Ainda no meu antigo setor. A admiradora de paisagem resolve me tirar a chance de uma boa discussão:
- Andrea, eu não vou nem discutir com você
- Não, minha cara, eu é que não vou discutir com você. Será um conversa inócua, pois você não entenderá metade do que eu disser, pois a discussão será em torno de algo chamado "responsabilidade". Como você não tem a mínima noção do que vem a ser "responsabilidade", realmente fica complicado levar essa conversa adiante.

(Silêncio na sala)

Lição nº 11: "A caridade é algo realmente notável"

Depois de servir de confidente a uma amiga, pois seu recente namoro já ia pro brejo (mas ela insistia em levá-lo adiante), conheço a figura. Céus, um cara pra lá de tosco!!! Como a garota era realmente minha amiga, perguntei:
- Fala a verdade, você tá fazendo caridade, né?

(Silêncio...)

Resultado: ela terminou com o sujeito.

Lição nº 12: "Sinceridade nunca é demais"

Conversando com meu novo amigo (o que me levou para almoçar no restaurante natureba), caímos no assunto "leitura":
- Andrea, o que você gosta de ler?
- Ah, eu leio de tudo, exceto Paulo Coelho e auto-ajuda. Paulo Coelho porque já li e vi que não presta, e auto-ajuda porque me lembra a máxima "faça por ti que te atrapalharei"
- Er... eu escrevo livros de auto-ajuda...

(Fiquei em silêncio)

Depois de ler essas lições, deve estar passando pela sua cabeça "Credo, como ela é grossa!". Não, não sou grossa. Muitas dessas situações renderam boas risadas (como a nº 11, por exemplo. A própria menina caiu em si e disparou a rir). Noutras, defendi-me de ataques (lições que envolvem professores, chefes, etc.), pois, ao meu ver, respeito é via de mão dupla: se quiser ser respeitado, respeite!

Antes da despedida, uma advertência. Se por acaso, algum dia na sua vida, vc assistir ao DVD "Harem" de Sarah Brightman, lembre-se: aquilo que as dançarinas do palco executam NÃO É DANÇA DO VENTRE.


Até a próxima!!!


* livros que estão na fila de espera: Gens Gothorum (não lembro qual é o autor) e D'ONÓFRIO, Salvatore. PEQUENA ENCICLOPÉDIA DA CULTURA OCIDENTAL. Ed. Campus: 2005.








23 dezembro 2005

Jingle bell!

"Jingle bell, jingle bell, acabou o papeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeel." E se for papel de presente em loja então, ESQUEÇA!!! Ninguém tá a fim de embrulhar nada. Em lojas de brinquedo, cruzes: crianças decepcionadas, pais estressados, gritaria, berreiro, um circo!!! Uma notinha boa: por incrível que pareça, os vendedores até que estavam educadinhos, um primor!!! Até por vendedora "cuti-cuti" fui atendida (vendedora "cuti-cuti": sabe aquela moçoila que se torna sua amiga de infância assim que descobre o seu nome? Serve também aquela que exclama, naqueeeeeeeeeeela empolgação, "liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinda", quando te vê vestida com aquela calça listrada de azul e branco, blusinha xadrez, vermelho com roxo-hematoma e sandália dourada).

Melhor que vendedora "cuti-cuti" é vendedora de feira. Aqui em Brasília tem feira aos montes. Tem desde as animadíssimas que fazem "a" propaganda ("vamos lá, moça, aqui tem de tudo". Ah, isso quando eles não te chamam de "tia") até aquela fulana escondida bem no cantinho que, ao ser questionada sobre qualquer coisa, faz aquela cara de "putz (pra não dizer coisa pior), mais um freguês".

Bom mesmo é quando você entra na loja, sabendo exatamente o que vai comprar, e tem de tentar ser educadíssima com a mocinha que jura que você plantou uma árvore de libra esterlina ("ah, essa calça fica de arrasar com a blusinha que você comprou!"). Já passaram em frente às lojas de perfume??? Tem sempre uma pessoa a postos pra borrifar algo, que ela jura ser perfume, numa papeleta e enfiar no seu bolso. (Acredite, houve uma época em que o alvo do borrifo era o transeunte).

E para finalizar: a maquiagem! É de dar inveja a Picasso!!! Cada coisa!!! Sombra azul (com direito à lente de contato da mesma cor, jurando que enganam), gliter (muito gliter. É tanto gliter que se fizerem biquinho à beira mar, é capaz de serem confundidas com um farol!), 10000000000 camadas de rímel... É tanta maquiagem, é tanto exagero, que, ao final do dia, viram máscaras. Demaquilante nenhum encara aquilo ali, tem de ser na britadeira mesmo!!!

Por enquanto é só, pessoal!!!

Até a próxima!!!

Ps.: Ao(À) meu(minha) amiguinho(a) anônimo(a), que anda sumido(a). Fiz uma pesquisa de nomes esquisitos na internet e encontrei este site, este e este breve artigo. Um abraço.

22 dezembro 2005

Prevendo minha velhice e naturebismo

"Memória" e "Andrea" são termos antônimos, e antônimos perfeitos. Há quem diga que eu tenho memória seletiva, mas não sei se é bem o caso. Consigo lembrar-me com detalhes de coisas que se passaram há tempos, só que, por favor, não me perguntem o que almoçei ontem.

Assistindo a uma propaganda na TV, vi-me na protagonista. Não me recordo qual a intenção do comercial, mas a história é basicamente esta: (vou tomar a liberdade de me colocar no lugar da velhinha)

Noite de Natal. Revelação do amigo oculto. Eis que declara minha neta:
- Minha amiga oculta é uma pessoa maravilhosa, vaidosa... Minha amiga oculta é a vovó.
Levanto-me e pronuncio:
- Minha amiga oculta é a Andrea... Ué, cadê a Andrea
Meu filho, compadecido de minha situação, cochicha no meu ouvido:
- Mamãe, a Andrea é a senhora!!!

Além desse tipo de situação, certamente aproveitarei minha senilidade como desculpa para tudo o que for considerado normal para a minha idade. Vou estragar todos os meus netos. E terei diagnóstico tardio de Mal de Alzheimer (ninguém vai conseguir desassociar "perda de memória" de "Andrea". Já imagino a cena da revelação: "Mas, doutor, minha mãe foi sempre assim!!!". E lá irei eu para mais uma bateria de exames).

Mudando de assunto. Hoje fui almoçar com um amigo num restaurante natureba. Esse meu amigo é uma pessoa extremamente simpática, inteligente, gente boa mesmo. E, segundo diagnóstico de um colega dele, é dislexico (fala sobre um monte de assuntos ao mesmo tempo). Enfim, conversamos muito, sobre um montão de coisas: futebol (incrível, ele não gosta de futebol!!!), religião, família, viagens, mudanças, música...

Ah, sim, a comida! Fui achando que ia ter que almoçar duas vezes, pois iria detestar os quitutes preparados pelos vegetarianos xiitas (no restaurante não havia nenhum tipo de carne, nem peixe, sem café, sem refrigerante. Na verdade, achei que tanta coisa natural iria fazer mal ao meu estômago.). Pois bem, quebrei a cara! Comi desde a saladinha básica (yeah, couve com gosto de couve é ouuuuuuuuuuuutra coisa) e o arroz integral (muito bom!) ao arremedo de quibe de tofu preparado com uma farinha esquisita (não identifiquei a procedência do ingrediente). E o melhor: não precisei comer novamente. Finalizamos o almoço com um chá de hortelã, adoçado com açúcar mascavo.

Se algum dia optar por ser natureba, acho que não terei grandes problemas, pois até que a comida estava saborosa. Sim, é muito diferente. Comemos, comemos, comemos e não nos sentimos pesados. Ele comentou que esse tipo de alimentação aumenta a nossa energia. Essa afirmação me fez pender em continuar sendo adepta do junkie food, pois se comendo besteira eu já dou aqueeeeeeeeeeela dor de cabeça, imagine com energia extra!

Por enquanto é só.

Até a próxima!

21 dezembro 2005

Mulher sofre...

Desde nova, decidi que salões de beleza não eram bem o tipo de ambiente que me atraía. Ia (e continuo indo) por pura necessidade. O que eu puder fazer em casa, eu faço (manicure, pedicure, etc...). Pois bem, aí é que reside o lado "argh" da coisa: depilação. Para completar o cenário, tenho alergia a gilete. Ou seja, eu mesma me depilo com cera quente.

Todas as moçoilas que depilam com cera sabe: antes de se transformar na Jane, parecemo-nos com a Chita!!! (o pêlo tem de estar num tamanho bom para evitar o uso de pinças. Falando em pinças, veio-me à mente outros objetos de tortura tipicamente femininos: alicates de unha, ceras para depilação, curvex, sapato salto agulha e bico fino, pernas de pau travestidos em sapatos plataforma, etc... E pensar que a machaiada reclama da gilete e do terno!!!).

Não bastasse nossa singela comparação à macaca mais famosa do cinema, quem se depila também tem de ter algo de contorcionista. Depilar as axilas, ok; depilar a parte frontal das pernas (no meu caso, abaixo dos joelhos), ok. Agora depilar a parte de trás das pernas e a virilha (em especial a parte mais perto do "sorriso" do bumbum), é um exercício e tanto!!! Sabe aquele(a) artista de circo que entra numa caixa mínima??? É quase isso.

Além da depilação, também faço minhas unhas. Honestamente, estava cansada daquelas manicures que mais se assemelham aos carrascos medievais. O "tiro de misericórdia" nesses carrascos aconteceu depois de eu ter ido a um salão. Dava pra notar que alguns bifinhos foram sumariamente extraídos de minhas mãos e de meus pés, mas, ao entrar no chuveiro, percebi que, dos meus 20 dedinhos, apenas 5 escaparam ilesos. O trauma foi tamanho que, apesar de ter encontrado um salão onde as manicures não lesam os dedinhos, só faço as unhas lá quando realmente não há como fazê-las em casa.

Escovar cabelos!!! Há, há, há!!! Todas as vezes que escovei o cabelo na vida (e foram poucas), choveu assim que pus os pés para fora do salão!!! Sem brincadeira, nenhum meteorologista é mais preciso que o meu cabelo. Basta dizer (ou pensar) "hum, vou escová-los" para o céu limpinho começar a exibir suas carregadas nuvens.

Bem, depois de ler isso, caro leitor, faça um favor às mulheres: elogiem muiiiiiiiiiiiiiiiiito, quando a virem de cabelo lisinho e brilhante, quando perceberem que Chita deu adeus à vida, e quando as unhas (delas, claro) estiverem sem cutícula e pintadinhas; principalmente se elas fizerem isso tudo em casa e sozinhas!!!!

Até a próxima!!!

Notas de ontem.

Ontem tinha tudo pra ser um diazinho como outro qualquer. Mas (sempre o "mas" na história) algo me deixou possessa (se tivesse postado ontem, ia sair um baita palavrão). Explico, uma pessoinha lá da minha dileta e maravilhosa faculdade errou a minha nota!!! Numa matéria cuja média inicialmente noticiada era de 9,25, passou para 8,8!!! Até encontrar onde a fulana errou foi um custo (agravado pela minha sincera vontade de esganá-la). O "erro" dela foi me tirar 0,8 de uma de minhas médias de avaliação.

Adendo: Na UDF a avaliação é dividida em duas partes, cada qual englobando trabalhos, provas, etc. Minha primeira média foi 8,5, a segunda foi 9,8 (que o professor arredondou para 10,0). Assim, desprezando-se o arrendodamento, que culminou na média final de 9,25 (minha menor média no histórico), o correto seria 9,15. Só que a sujeita resolveu me tirar 0,8 da segunda média e, na maior cara de pau da história, minha média final ficou 8,8!!!

Se vou entrar com recurso??? Mas é ÓBVIO que sim!!!

Mudando de assunto. Ontem, finalmente, resolvi tirar a teia de aranha e sair. E, por um milagre da natureza, bebi!!! Quem me conhece sabe que não bebo, mas ontem enfiei o pé na jaca!!! Bebi de cachaça (2 doses) a um coquetel muito bom, feito com Fragelico, Amarula, sorvete de creme e creme de leite (com direito a cobertura de chocolate). Como sou fraquíssima para bebidas, tratei de forrar o estômago (de caldo de feijão a escondidinho - purê de mandioca, queijo e carne seca desfiada). Deu certíssimo!!! Não fiquei trêbada e não me deu ressaca!!!

Coisinhas que descobri sobre mim mesma sob efeito do álcool:
1) ao contrário de outras pessoas, meus problemas não se afogam no copo, eles potencializam;
2) dá um soooooooooooooooooono (mas deste eu já sabia);
3) pelo amor de Santa Carochinha do Pau Oco, se um dia me vir bebendo, por favor, não me dê brechas para responder a perguntas não muito convencionais: o fora é certo e certeiro!!! (eu costumo ser assim no estado normal, só que neste caso, eu procuro fugir das perguntas).

Ah, se esses pretensos testes de QI via internet forem verdadeiros, esta que vos fala é considerada superdotada. (Como diria minha mãe, a falta do que fazer nos faz praticar cada coisa.). Tá a fim de testar o seu??? Clique aqui.

Por enquanto é só, pessoal.

Até a próxima!!!

19 dezembro 2005

Buscas e acharás...

Certamente, quem disse isso não estava pensando em buscar livros decentes para os filhos.

Tenho um filho de 6 anos e ele adora que eu leia histórias. Como já me cansei dos contos de fada que todos conhecem (Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve, etc...), resolvi tentar achar algo que se adequasse à idade dele (livros com muitas gravuras e historinhas breves e interessantes). Fui à Livraria Siciliano. Tirando os livros toscos (aqueles que tratam as crianças feito idiotas) e os evangélicos, dá pra reduzir sua busca a 10% (margem otimista) do estoque da livraria. Desses 10%, tentei achar alguns que se adequassem à faixa etária do meu filho (aí, vc terá 0,5% do total - margem, mais uma vez, otimista). Resultado: acabei comprando 3, sendo que um são as fábulas de Esopo (ainda é melhor que as historinhas da carochinha).

Já um tanto quanto decepcionada, fui consultar os preços. Caramba!!! Fazer seu filho gostar de ler (coisa que preste, claro) custa caro!!! Esse é um dos motivos que me deixam revoltada quando dizem que o povo não gosta de ler. Ué, se o livro é caro à beça, ninguém tem que gostar mesmo não!!! Livros são ótimos, ensinam muito, aumentam a sua cultura, o seu conhecimento, auxiliam no desenvolvimento do raciocínio, da imaginação, mas não enchem barriga (a não ser a do autor, dos editores e, no caso dos livros infantis, dos ilustradores). Um livrinho merreca da Dad Squarisi, sobre os deuses da mitologia greco-romana, custava R$ 20,00!!! Por R$ 71,80, consegue-se comprar a Ilíada e a Odisséia, transcritas para a linguagem infantil por Ruth Rocha (só não comprei, porque, além de a grana estar curtíssima, o livro está além da faixa etária do Marco. Mas, já os coloquei na minha listinha de compras). Moral da história: por menos de R$ 30,00, não se compra nada decente (em termos literários) para os filhos. (Se é assim com os meninos, imagine com os adultos!!! Somos e continuaremos sendo por um booooooooooooooooom tempo um país de burros!!!).

Falando em leitura, fiz as pazes com Fustel de Coulanges. A cidade antiga é realmente muiiiiiiiiiiiiiito interessante (trata da origem dos direitos civis e políticos. Ao contrário do que se pensa, eles advêm do culto aos mortos. Muito bom, recomendo), mas a edicão* que estou lendo é uma droga. Letras pra lá de miúdas, notas de rodapé microscópicas, sem contar a falta de capricho da editora (cada capítulo tem entrelinhas diferentes, impressão terrível, palavras com letras mal-impressas, etc...). Por isso, deixei o livro de lado por algumas semanas (mas livro bom, chama o leitor. Você pode passar anos enrolando, mas o livro está lá, tentando você a voltar a lê-lo. E esse sacana me desafiou!!!). O jeito é continuar lendo, e, após, consultar o oftalmologista pra ver se a miopia não voltou.

Ah, façamos justiça aos pocket books, os preços são atrativos, mas a edição é horrível (aqui, enche-se a barriga do oftalmologista)!!! Assim que foram lançados, os títulos pareciam ter sido selecionados. Todavia, agora tem até livro de receitas no formato pocket! Mas ainda não virou bandalheira. Já os livros com conteúdo de merda, mas com uma edição razoável, saem por menos de R$ 25,00. (É por essas e por outras que o PC da literatura entrou na ABL!!!)

Até a próxima!!!

* COULANGES, Fustel de. A CIDADE ANTIGA. Ed. Hemus: 2002.

17 dezembro 2005

Variedades familiares...

Já me acharam. Não ia passar o Natal em canto nenhum, ia ficar quietinha no meu cantinho. Bem, "ia", não vou mais. Recebi uma "intimação" pra passar a data em família (família = mais crianças que adultos. Meu tio, como bom católico apostólico romano, levou muito a sério a missão do "crescei e multiplicai-vos"). Vai ser um Natal lindo!!! Crianças correndo, gritando, brincando, berrando, rabanada no chão, rabanada pisada. Um Natal como há muito tempo eu não tenho: bagunçado. (Ah, quem sempre lidera a bagunça sou eu. Meu tio não consegue mais me dar broncas, não funcionam mesmo!).

Falando em crianças, descobri que a família vai aumentar. Minha prima vai me dar um novo sobrinho (ou sobrinha)!!! Por que é meu(minha) sobrinho(a), se é filho de minha prima??? Bem, apesar de o Direito considerar minha prima como minha parenta em 4º grau, meu coração a considera minha irmãzona (apesar de ela conseguir a proeza de ser menor que eu!!!).

Variações sobre o mesmo tema. Finalmente apresentei minha mãe à tatoo. A primeira reação dela foi normal (ela pensou que fosse de hena). Quando avisada de que era permanente, murmurou algo como "falta do que fazer". Mas, pela carinha dela, acho que gostou. Antes que perguntem, ainda não tive a chance de mostrá-la ao meu pai. Creio que, neste caso, vou ouvir um beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeelo sermão.

Como as duas pessoas mais importantes da minha vida já deram o seu aval (minha mãe e meu filho. Ah, ele achou o máximo!!! Disse que era linda e perguntou se podia fazer uma também. Resposta: NÃO! - pelo menos por enquanto, né), posso apresentá-la aos meus diletos leitores:


Gostaram do meu dragãozinho??? Apesar de mulheres adorarem fadinhas, borboletinhas e outras "inhas", optei por um dragãozinho. (Em tempo, os créditos da foto: Marco Aurélio!!! Meu filho é um excelente fotógrafo.).

Sempre quis fazer uma tatoo, mas queria fugir da rotina. A princípio (+- 6 anos atrás), pensei em fazer uma tribal. Mais recentemente (+- 3 anos atrás), optei por um dragão. Vendo o catálogo do Wilson, encontrei (melhor, a Lívia encontrou) um modelo que aliava tribal e dragão e adorei. Como o Wilson é um tremendo de um artista, a tatoo ficou infinitamente melhor que o modelo (pra dizer a verdade, ficou muito diferente e eu ADOREI!!!). O bom é que fica no cócix, ou seja, só mostro se quiser.

Até a próxima!!!

Ps.: E não é que aprendi a fazer links (vide post abaixo) e a postar fotos??? Ainda tenho salvação neste mundinho virtual.
Ps 2.: Aprendi sozinha!!! Meus cabelinhos douradinhos não exterminaram meus neurônios!!!

16 dezembro 2005

Inteligência assusta...

Antes de mais nada, post longo, porém instigante.

Sim, caros leitores, é uma verdade!!! A inteligência assusta.

Já estava pensando em escrever um post sobre isso, mas, navegando pelo orkut, achei bárbaro este tópico:

"Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estréia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velhor parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado de seu primeiro desempenho naquela assembléia de vedetes políticas. O velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse, em tom paternal: "Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável! Deveria ter começado um pouco mais na sombra. Deveria ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta". Ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho sábio pôde dar a seu pupilo que se iniciava numa carreira difícil. Isso, na Inglaterra. Imaginem aqui, no Brasil.

Não é demais lembrar a famosa trova de Ruy Barbosa: "Há tantos burros mandando em homens de inteligência que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma Ciência". A maior parte das pessoas encasteladas em posições políticas é medíocre e tem um indisfarsável medo da inteligência. Temos de admitir que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados na conquista das posições. Sabem ocupar os espaços vazios deixados pelos talentosos displicentes que não revelam o apetite do poder. Mas é preciso considerar que esses medíocres ladinos, oportunistas e ambiciosos têm o hábito de salvaguardar suas posições conquistadas com verdadeiras muralhas de granito por onde talentosos não conseguem passar. Em todas as áreas encontramos dessas fortalezas estabelecidas, as panelinhas do arrivismo, inexpugnáveis às legiões dos lúcidos. Dentro desse raciocínio, que poderia ser uma extensão do "Elogio da Loucura", de Erasmo de Roterdan, somos forçados a admitir que uma pessoa precisa fingir-se de burra, caso queira vencer na vida."

Como minha colega de comunidade deu um excelente exemplo, resta-me, tão somente, fazer uma parca análise do mito de Atena ou Minerva, como queiram (esse era o mote de minhas idéias, mas já que a moça deu-nos o brilhante exemplo acima, tomei a liberdade de transcrever seu texto para complementar o post).

Segundo noticia a mitologia greco-romana, Minerva era a deusa da sabedoria, da inteligência, a quem muitos deuses, heróis e homens recorriam para resolver seus conflitos. É sabido que todos os deuses nasceram de forma curiosa (partos eram coisas raras entre os moradores do Olimpo). Entretanto, nenhum nascimento era doloroso ou complicado. Nenhum representava transtorno a seus pais. Com a deusa da inteligência, a coisa deu-se de modo diverso. Segundo reza a lenda, Júpiter (ou Zeus) foi acometido de um intensa dor de cabeça. Solicitou a Vulcano que partisse sua cabeça. Ao rachar o crânio de Júpiter, eis que nasce Minerva.

Fazendo uma parca análise do nascimento de Minerva, podemos observar que, antes mesmo de surgir no Olimpo, a deusa causou intensa dor no deus dos deuses. Do mesmo modo, a mera aparência, atualmente, causa constrangimento aos inteligentes. São julgados simplesmente por parecerem inteligentes.

Pior a coisa fica quando a aparência da pessoa é de alguém tido por normal ou até mesmo burra. Quando a inteligência se revela, seus outrora companheiros afastam-se. Quanto mais inteligente se é, mais sozinho se fica. Pessoas medíocres não vêem n'alguém inteligente a oportunidade de aprenderem um pouco mais, e sim o temor de se verem subjugados.

Tem-se o funesto costume de se alijar os inteligentes e aclamar os medíocres. Estes, em hipótese alguma, representarão uma ameaça a quem quer que seja; já aqueles... Para legitimar a aclamação, são cobradas atitudes que, erroneamente, dariam um quê de sabedoria aos pobres de espírito. Convencionalmente chamamos essas legitimações de "diplomas". Valoriza-se mais o papel que a capacidade. Assim, existem "mestres" e "doutores" que às vezes sabem menos que graduandos ou mesmo estudantes de segundo grau.

Não satisfeitos, nosso país perpetua uma educação pífia. Retrato disso foi a obra de Salvatore D'Onófrio. Em vista do pouco ou nulo conhecimento dos alunos que lhe chegavam na UNESP, ele se viu obrigado a escrever uma espécie de enciclopédia básica para tentar suprir as deficiências culturais de seus discentes.

Triste não? Mas é verdade.

Assim, caros leitores acometidos dessa "doença", façam como o velho parlamentar sugeriu a Churchill, finjam ser medianos (ou até mesmo burros) e mostrem aos poucos (e a poucos) que sua capacidade vai muito além daquilo que você representa diuturnamente a seus companheiros. Só assim não se ofende os medíocres.

Até a próxima!!!

Ps.: Cultura é algo diverso de inteligência. Todavia, para alguém que pretende ostentar um diploma, é necessário o mínimo de conhecimento cultural. Aliás, arrisco dizer que todos deveriam conhecer sua cultura, pois, para alguns sociólogos a cultura é que molda o homem (mas é sempre interessante e cômodo acharmos que nós é que moldamos a cultura, não é mesmo???).

15 dezembro 2005

Só pode ser um dom!

Dizem que elegância vem de berço. Eu prefiro acreditar que é um dom. Há pessoas extremamente elegantes que não tiveram nenhuma educação para tal, mas devido ao dom são elegantíssimas!!! É um dom mesmo, chega a ser instintivo!!!

Seu contrário, o ridículo, também é um dom (na falta de palavra melhor, vai "dom" mesmo). Sério, pra ser infinitamente ridículo precisa-se desse dom. Não adianta fazer força pra parecer elegante nem pra parecer ridículo. Ou você é ou você não é!

Quer coisa mais ridícula que recados indiretos? Sabe aquele(a) sujeito(a) que quer te atingir de algum jeito, mas não tem coragem o suficiente pra dizer isso na sua cara? São os tais! Não, eles(as) não falam nada pra você, mandam seus recadinhos pelos amigos em comum ou deixam essas mensagens nos lugares em que ele(a) sabe que você vai olhar. Tem coisa mais tosca que isso???

Respondeu "não"??? Levante as mãos e agradeça aos céus, pois o(a) ridículo(a) está só no início de sua empreitada.

Se a criatura for colega de trabalho, vai querer mostrar pra todo mundo que é melhor que você (normalmente, são aquelas figuras espalhafatosas, que juram fazer e acontecer e, na hora do "vamos ver" só sai bofeira!!! Trabalho mal feito, mal elaborado. Enfim, uma bela porcaria que a criatura vende como se fosse o ouro de Midas). Há também aqueles que não fazem absolutamente nada, além de puxar o saco do chefe, espalhar a fofoca e tentar manter a pose de "eu sou necessário(a)". Existem outros que roubam um projeto seu e na hora de pô-lo em prática ainda tem a cara-de-pau de pedir a sua ajuda!!!

Agora se o alien for algo relacionado ao "pessoal", prepare-se, pois o desfile do ridículo está só começando. Como "pessoal" entenda-se: ex. Ex-tudo: ex-amigo, ex-namorado, ex-apaixonado, ex-marido, basta ser "ex" pra ser ridículo (concordo que há as raras exceções, mas estas só servem pra confirmar a regra). Nos pontos em comum, todos esses ex vão querer te mostrar por A + B que estão hiper-ultra-super-bem. Agora as diferenças:

a) ex-amigo/colega/conhecido - se é esse tipo de ex, acredite, a inveja é o seu carro-chefe. Certamente virou ex porque morria de inveja de você, apesar de, quando amigo, colega, etc., criticar absolutamente TUDO o que você fazia, vestia, falava. As críticas eram meras manifestações da inveja, porque, em verdade, ele(a) queria ser igualzinho a você, mas não conseguiu. São incapazes de serem elas mesmas. Devem ser tão desinteressantes que nem elas mesmas se suportam. Ah, atentando para o caso patológico: mentem compulsivamente. Dizem que têm um emprego fenomenal, que são formadas num curso que dá status, que são aclamadas, que são isso, que são aquilo. Na verdade não são nada! Em tempo, vão tentar mostrar de todos os modos que estão bem.

A coisa fica boa mesmo quando vocês já não dividem nada (casos em que você muda de emprego, muda de curso, etc.). É incrível a insistência em mostrar que eles(as) ainda são melhores que você, que estão crescendo, progredindo!!! Acredite, não passa de balela!

b) ex-namorado/marido (e o que mais se encaixar aqui) - como já disse, prepare-se para receber todos os recadinhos possíveis, desde o "ah, ele(a) tá ótimo" até o "você não sabia, ele(a) tá namorando" . O pior é que todas as mensagens chegam a você. Ou porque você não contém a curiosidade, ou porque os(as) amiguinhos(as) da criatura (ou a própria criatura) insistem em te manter informadíssimo(a).

Adendo: tô cansada de usar os parênteses para diferir gêneros... daqui pra frente vou falar como mulher, adote mentalmente os parênteses.

Outra arma muito utilizada é o desfile do show de horrores: sabe aquela fulana breeeeeeeeeeeeeega, feia pra cacete, e de inteligência limitadíssima (pra não dizer "burra feito uma porta")??? Começa por elas. Tem desde a mulher barbada até a fulaninha de nome esquisito (se o pai tentasse registrar hoje, seria preso. Normalmente, elas têm consciência de sua ridícula graça - yeah, o ridículo delas consta até no nome - e adotam apelidos estratégicos. Assim, uma Luidivalda vira Lu, uma Privaliuda vira Pri e por aí vai). E TODAS, absolutamente TODAS, acham que são a última coca-cola gelada do deserto (pior, elas não se acham. Elas têm certeza!!!). Quando eles dão uma melhorada no desfile (se é que dão), as mancebas não têm 1/10 da sua inteligência, capacidade, etc. Boas mesmos são as desavisadas da velha agenda (ou lista de e-mail antiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiga). Lembra-se daquela fulaninha que você detestava??? Ela é a primeira!!!

Agora eu vou fazer uma apologia aos ridículos. Ora, não existem diversos manuais de etiqueta ou "como ser elegante"??? Acho que os ridículos também têm todo o direito de escreverem seus manuais!!! Ser ridículo é um dom!!! E um dom deve ser compartilhado!!! Não se intimidem, escrevam seus livros, seus manuais, mostrem às editoras, divulguem!!! Caso faltem sugestões de títulos, sintam-se livres para escolher algum destes:

I - para os ex-amigos, colegas, etc.
1) Como mostrar àquela amiga que você é o que há!
2) Anatomia de uma língua ferina
3) Como convencer de que você é o que não é
4) Quem tem medo da fofoca?

II - para os ex-namorados, maridos e o que mais se encaixar aqui.
1) Mocréia não é peixe
2) Selecionando a fila com a ajuda da agenda (ou da lista de e-mails)
3) Como conviver com conversas superficiais
4) Encarando a mulher barbada
5) Aulas de interpretação: como fazer cara de paisagem ao ouvir
5.1) "nós vai, a gente fomos e outras pérolas do gênero" - módulo iniciante (a mocréia é realmente burra)
5.2) "Grande Sertão: Veredas é um clássico??? Puxa, achei que fosse peso pra papel" - módulo iniciante B (ela já sabe pelo menos o título)
5.3) "Claro que gosto de ler! Tenho toda a coleção do Paulo Coelho e leio Júlia, Bianca, Sabrina desde a adolescência" - (em caso de insistência) - módulo Mobral (ela já sabe ler)
5.4) Muito prazer, meu nome é Luidivalda - módulo intermediário (ela conseguiu falar o nome sem gaguejar ou perguntar pra mãe)

Ué, estão esperando o módulo avançado??? Como são esperançosos meus leitores!!!

Às vítimas dos ex-amigos e às espectadoras do desfile de horrores. Mantenham a elegância.

Até a próxima!!!

14 dezembro 2005

Linguagem

Quando estudava Letras, disseram-me o óbvio: a função primordial da Língua é a comunicação. Ou seja, num diálogo, numa conversação ou n'algo que o valha, tanto o interlocutor quanto o emissor devem compreender a mensagem passada.

Todavia, o tal óbvio fez-me "descobrir a América", pois a língua e, por conseqüência, a linguagem, vem sendo utilizada para "botar banca". É comum observar pessoas usando (muitas vezes erroneamente) termos rebuscados, no intuito de exibir sua prentensa "cultura". Se eu uso termos rebuscados, construções complicadas? Claro!!! Uso-os sem medo num trabalho acadêmico. Fora disso, não, não uso.

Afunilando ainda mais o assunto, aliemos Direito e esse exibicionismo. Creio que todos sabem que, nos processos em que determinada pessoa figura como réu, ELA tem o direito de saber do que está sendo acusada. Por que frisei "ela"? Simples, porque a maioria dos acusados não tem a menor idéia de suas acusações, devido ao exibicionismo lingüístico de advogados, juízes, etc. Todos eles sabem do que se trata a acusação, menos a quem mais interessa: o acusado. Seu advogado "traduz" o que vem escrito na notificação, na intimação, na sentença, etc., pois o emissor de qualquer desses documentos acha bonito "falar difícil". (diga-se de passagem, às vezes nem o "tradutor" sabe direito do que se trata a acusação. Mas você realmente acha que ele vai admitir isso???)

Há até uma piadinha sobre o tema:

"Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constata haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproxima-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, diz-lhe:

-Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo o valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndido da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência que o vulgo denomina nada.

E o ladrão, confuso, diz:

- Doutor, eu levo ou deixo os patos?"

Até a próxima!!!

11 dezembro 2005

Tem certas coisas que nunca mudam.

Há entre alguns filósofos a teoria da essência. Muda-se tudo, menos a essência. Arrisco colocar nestas coisas "imutáveis" o amor.

Assim como a essência, passe o tempo que for, o amor não muda e não morre. Ele pode até permanecer ali, quietinho, no cantinho dele, por pura impossibilidade de se dar vazão de se liberar esse amor. Podemos jurar que ele morreu, mas (tsc, tsc, tsc) amor que é amor nunca morre. Ele não se faz presente para que possamos viver. É por isso que se diz que o amor é generoso. O amor também é forte, mais forte até que a dor. E, pode parecer piegas, mas é imortal sim. Nada, nem mesmo a morte acaba com o amor. Seguimos amando sempre e para sempre.

Os amores, a princípio, obedecem certas espécies: amor de amigo, amor de irmão, amor de mãe, amor de filho, amor de mulher... Em todos eles, permanece a essência de amor (sim, o amor também tem a sua essência). Mudam os tempos, inventam-se novas tecnologias, modificam-se os cenários, mas o amor está lá (sempre está, ou você nunca se pegou pensando: "ah, fulano(a) adoraria ver isso, comer isso, estar aqui..."). O amor sempre está aqui, aí ou acolá, porque o carregamos conosco e, junto dele, a pessoa amada nos acompanha aonde quer que vamos, em todos os nossos atos, em todas as nossas escolhas, por mais pessoais que sejam.

O amor impede que nos esqueçamos de quem amamos, por isso é difícil esquecer um grande amor (ia colocar "impossível", mas vá que tenha alguém aí que jure conseguir matar um amor). Na impossibilidade de se assassinar algo mais forte e que vai além da gente, acabamos por canalizar esse amor em outras áreas e atividades. Acho que são dessas canalizações que se descobre o que há de melhor em todos os campos do conhecimento. Sim, o amor também move o conhecimento!!!

Fico espantada quando confundem amor e paixão. Ambos são maravilhosos, um dura pouco comparado ao outro. Paixão pode durar bastante, mas eterno mesmo só o amor. ("que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure" não é amor, é paixão). Pode-se enganar-se com uma grande paixão, mas nunca com um amor.

Procuramos a pessoa a quem amamos em tudo a nossa volta: "nossa, ele(a) se parece tanto com fulano(a)", "conheço alguém que tem exatamente essa mania", "isso é a cara de fulano(a)". Todas as lembranças nos remetem a esse amor. Neste momento, tentamos até sufocar o sentimento, e o amor, generosamente, recolhe-se (não, não é mérito seu).

Eu tenho meus amores sim, amores de anos, amores de véspera (são aqueles que vocês sabiam que viriam. Mesmo sem conhecer a pessoa amada, já a conheciam. Confuso, mas é assim mesmo). Amores felizes e tristes.

A tristeza não vem do amor, mas da impossibilidade de vê-lo relizado da maneira que eu gostaria que fosse. Em resumo, a tristeza não vem do meu amor, nunca veio. Veio de mim e de minhas impossibilidades. Achamos que temos as rédeas de nossas vidas em nossas mãos, mas nem sempre é assim. Se não temos das nossas, que dirá das dos outros?

Não, nunca perdi um amor. Posso não tê-los próximos a mim, mas sempre tenho (e terei) meu amor por eles comigo. O amor independe da proximidade física de outrem. O amor está lá, sempre estará, mesmo que a pessoa não esteja.

Se alguém, algum dia, disser "perdi um grande amor", pode apostar de olhos fechados: ou não era amor, ou ele(a) confunde amor com os desdobramentos deste (tocar, ver o sorriso e sorrir pra quem se ama, ouvir e dizer "eu te amo", etc.).

Não, meu amor, eu não perdi você, nem você me perdeu. Estamos, apenas, temporariamente distantes. E mesmo que você não me possa ler, eu sei que você sabe o quanto eu te amo.

Até a próxima!!!

04 dezembro 2005

Eita, como eu deixo notícias incompletas!!!

E lá vou eu para uns Ps fora do tempo:

Ps: meu "momento dããããããã" não foi resolvido. Não consegui pegar a nota da minha última prova de Antropologia. Se estou me coçando de curiosidade pra saber a média??? Imagina... (alguém sabe um remedinho bom pra urticária???).

Ps 2: Como vocês puderam ler no post abaixo, o público foi salvo da "fúria do bastão chutado". Mas hoje, na condição de "assistente", fui ajudar as meninas da coreografia: posicionei seus bastões (no lugar certinho, claro!). Nenhum bastão (ou espectador) foi ferido na operação.

Agora sim, até a próxima!!!

Endorfina é o que há!!!

Como eu estava com saudades da minha endorfina!!! Era só adrenalina o tempo todo, mas hoje ela deu o ar da graça. Chegou com tudo e tomara que fique por um boooooooooooooooooom tempo.

Hoje eu estava correndo o sério risco de dançar, mas a tatoo não deixou. Assim, fiquei de platéia e assistente (dei uma mãozinha pra galera da festa. Adoro fazer isso, não consigo ficar quieta). Quando não estava correndo, ficava sentadinha, assistindo ao show. Não era bem "sentadinha", ficava aplaudindo, gritando, dando uma força para as bailarinas.

Eis que a banda começa a tocar um folclore e convida os presentes a dançar um dabke. Entrei na roda meio sem jeito, mas depois fui me soltando. Peguei o passo rapidinho. Só que, óbvio, não ficou só nisso. Nos intervalos, eles tocavam a velha e boa música árabe para quem não fazia parte do show.

Fiquei preocupada com a tatoo (ainda não tá 100%). Como tinha coberto a bichinha com gaze, resolvi arriscar. Aí não parei mais. Dancei muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito. Acho que eu era a mais animada da festa.

Tava tão bom, mas tão bom, que o "bis" da banda se prolongou.

Dancei, fumei arguile (ou shisha ou narguile, como queiram), me diverti horrores, como há muito não me divertia. Dancei até não poder mais. Dancei com a bota, descalça. Dancei dabke, dança do ventre, rock, samba, tudo!!!

Na volta, o Rogério (quase esganei o Rogério hoje. A "noiva" levou horas pra ficar pronta) ficou caçando músicas no rádio. Ah, fechou com chave de ouro!!! Dançamos (eu, ele e Livits) dentro do carro mesmo. Beatles, anos 80, eletrônica. Quem passou ao lado do carro, podia jurar que tínhamos tomado todas. Não bebemos, estávamos apenas muito felizes.

Eu estava precisando desesperadamente de uma felicidade assim. Uma felicidade que não me fosse dada por outros e sim por mim mesma. Sempre amei dançar e a dança do ventre já me salvou (várias vezes) de afundar em franca depressão. Amo dança do ventre, e hoje ela me mostrou o quanto me ama também.

Variando sobre o mesmo tema. Como é diferente dançar num espetáculo (você no palco e a platéia nas cadeiras) e dançar no meio do público ou não ser um dos destaques da festa. Aqui, a dança é mais solta, mais alegre. No meio das pessoas, danço como eu penso que devo dançar: curtindo a música, os que me assistem e passando para essa platéia a minha alegria. Mesmo quando dancei pro "elitão", eu aproveitei (mesmo tendo que dançar para aquelas sujeitinhas com cara de bunda. Hoje foi tão bom, que nem isso teve.). Agora, quando é no palco, a coisa muda de figura: fico tensa, agastada, não me solto, nem lembro a bailarina que eu sou. A dança não flui, não é proveitosa. Mas, bailarina que é bailarina tem que encarar palco.

Hoje eu fui feliz por completo e não pela metade. Não sei se a endorfina vai durar tanto tempo assim, mas, mesmo assim, eu descobri que posso ser feliz (pela metade ou não!), porque EU DANÇO! (e estudo, claro!).

Até a próxima!!!

Ps.: A tatoo sobreviveu (ainda bem!!! Estou fugindo do retoque. Só vou ter certeza de que obtive êxito na fuga na segunda-feira.).

02 dezembro 2005

A preguiça às vezes é uma m***

Estou pensando seriamente em fazer um mestrado em Direito antes mesmo de me formar. Explico: por já possuir uma graduação, eu posso fazer um mestrado antes de pôr minhas lindas mãozinhas no diploma de Direito.

O motivo??? Alguns professores fazem comentários nas provas. Praticamente houve uma unanimidade, seja nos comentários, seja pessoalmente: eu escrevo bem (ok, concordo que devem haver opiniões contrárias). Das seis matérias que peguei, um professor leu a minha prova em sala de aula como modelo de resposta exemplar (e eu não estava presente, pode?), outra sugeriu que eu escrevesse artigos para publicação, uma praticamente me intimou a fazer parte de um grupo de pesquisa da faculdade e outra (com a cara mais indignada) disse não saber o que eu estava fazendo na graduação, pois deveria tentar um mestrado. (Ah, em tempo, eu sou o tipo de aluna-porre. Contesto, dou opinião contrária, tiro todas as minhas dúvidas - por mais idiotas que sejam.) Só que... putz, como eu sou preguiçosa!!!

Além da preguiça, ainda tem o fato de "pensar" não ser necessariamente sinônimo de um bom emprego. Penso porque gosto de ter opiniões, de pesquisar, de aprender... Se inteligência fosse sinônimo de emprego certo e rentável, uma boa parte do pessoal que eu conheço não estaria desempregado ou dando murro em ponta de faca.

Sim, eu desejo (como todos) ter um excelente trabalho e trabalhar naquilo que eu gosto. Adoro Direito, mais até do que gosto de Letras. Tenho facilidade em entender, em argumentar e, claro, em escrever. Não sei se preciso de mais um papel pra provar isso. Prefiro, sinceramente, um bom contrato de experiência (do tipo: trabalho por um mês, se gostar bem; se não, nem precisa me pagar. Meu último emprego foi nesse esquema.).

Tá, mestrado é um caso a se pensar...

Mudando (muiiiiiito) de assunto:

Eu fiz a minha tão pensada tatoo!!! Tá linda (e dolorida!!!). Sinceramente, não sei como tive coragem, é picada que não acaba mais. Tá certo que eu fiz com anestesia, mas ainda assim, tomei um monte de picada para o tatuador aplicar a anestesia. Mas valeu a pena. Ficou lindaaaaaaaaaa!!! Agora resta ver as reações (minha família é daquelas conservadoras, sabe? Sem contar que eu fui a primeira a me "atrever" a tamanho acinte).

Ah, (finalmente) o Tu leu o post "Revendo conceitos". E adorou!!! O bom foi que ele leu na minha frente. Foi ótimo ver as reações e sentir que ele realmente gostou.

Bem, voltando à preguiça, vou ficando por aqui. Tenho de tentar recuperar o sono perdido (há dias não durmo direito. Nem Dramin tá fazendo mais efeito).

Até a próxima!!!

01 dezembro 2005

Não tava a fim, mas...

Realmente não tava a fim de dançar, mas dancei!!!
A princípio não ia, cheguei a avisar minha ausência à Sandrão, só que a Sandrão é a Sandrão, né. Acabaram vindo me buscar. Aí foi aquela correria: procura véus, maquiagem no carro, etc.

Pra variar, a Lei de Murphy se manifestou: primeiro faltou um véu (solucionado), depois esperamos um tempããããããããããooooo no camarim (que na verdade era a enfermaria do clube). Não bastasse isso tudo, logo na primeira música, o cd resolve pular carnaval. Mas, no fim, deu tudo certo.

Dançamos duas músicas no palco e uma no meio do povo. Não era bem "povo", era a elite. Estavam lá vários políticos e pessoas do primeiro escalão. Eu não vi ninguém (isso sempre acontece quando danço: não vejo absolutamente ninguém).

A dança no meio do "elitão" foi ótima!!! Tinham duas mulheres animadíssimas, acabei tendo o meu dia de celebridade quando elas me pararam pra tirar fotos. Consegui tirar umas três ou quatro pra dançar. Foi ótimo!!!

Agora uma curiosidade: todo show tem sempre aquelas figurinhas (normalmente mulheres) mal resolvidas que ficam com uma cara de bunda!!! Sim, havia algumas dessas espécies lá. Não posso falar muito dos homens, pois normalmente olho para as mulheres (para evitar que alguma lunática pense que eu estou dando em cima do "maravilhoso" matcho dela). Aliás, só dancei para um grupo de homens lá: os namorados das minha companheiras de palco. Eles respeitam por saberem o que se passa no meio da dança. Elas não se importam por serem tão bailarinas (e respeitosas) quanto eu.

Agora deixa eu ir dormir. Tenho aula (de dança, claro) amanhã cedinho.

Até a próxima!!!