21 dezembro 2007

Emendando o post anterior

Não se trata de uma emenda propriamente dita... é que deixei o comentário sobre "amar eternamente" e, aproveitando a insônia, vou ver até onde consigo analisar... e se é que consigo!!!

Mulher que é mulher já passou por crise existencial causada por TPM (quem disser que nunca passou ou é monja ou é psicopata!!!). Hum... para tornar o post mais inteligível para os homens, esses momentos nos fazem questionar absolutamente tudo que parece tão certo, seja sobre nós, sobre o mundo, sobre as pessoas... enfim, Sócrates, convivendo com uma mulher nesse estado, desistiria da Filosofia; Platão, daria outro rumo ao "Banquete".

Pois bem, tempos desses, tive uma dessas crises, e fiquei me questionando sobre a minha capacidade de amar, se poderia amar alguém para o resto de minha existência. Como toda boa mulher (temos uma forte tendência à megalomania filosofal), passei a indagar sobre a existência do amor eterno. Nesse estado, desabafo com Deus, passo todas as minhas dúvidas Ele. Às vezes Ele responde depois, às vezes, na hora. Como acho que Ele já devia estar entediado com minhas inúmeras perguntas, tive a resposta imediatamente.

Em tempo, não incluí meu filho nessa crise, porque amor de mãe é muito além dos outros tipos de amor.

Sim, o amor eterno existe. Uma pessoa pode amar outra mesmo que não a veja nunca mais, mesmo que a tenha visto por alguns segundos. Neste último caso, ama-se mais à expectativa que se faz da pessoa que a pessoa em si.

Quando disse que ir além da superfície não é pra qualquer um, só fiz constar uma verdade. Conhecer alguém a fundo é extremamente arriscado!!! E é justamente esse tipo de conhecimento que nos faz amar uma pessoa pelo resto de nossas vidas. Não somos mais só nós mesmos, somos nós e a outra pessoa.

Aonde quer que se vá, levamos aquela pessoa conosco. Visitamos lugares, conhecemos pessoas, comemos uma comida diferente... e isso tudo pensando "ei, fulano(a) iria adorar isso aqui", "nossa, ele(a) certamente riria dessa piada", "ele(a) acharia tão enfadonho esse assunto!". E não temos a menor sombra de dúvida quando pensamos nessas frases, há a certeza (e normalmente seria do jeitinho que pensamos). Já não se ama a expectativa, pois realmente sabemos quem o outro é.

Hum... deixa ver se consigo explicar melhor... Sabe aquela frase "você pode estar cercado de gente, e se sentir só"??? É a mesma coisa... você pode estar no lugar mais exótico, diferente de tudo o que você já viu, pode estar com pessoas que a outra não conhece (ou sequer vá conhecer), mas ela está ali contigo.

Conheço uma pessoa assim. Há décadas perdeu a esposa, mas, como a vida continua, casou-se novamente, teve novos filhos, mas a primeira esposa está no coração dele. Ele a leva a todos os lugares que vai, pensa nela todos os dias e, de uns tempos pra cá, sente-se livre pra falar dela, relembrar momentos, revivê-la!!!

Isso parece triste. Parece que ele vive de passado. Só que não é assim!!! De forma alguma!!! Ele realmente a ama e não vai amar mais ninguém. E isso não o torna amargo, pesado, etc... ele também ama o fato de se ver capaz de amar dessa maneira.

Dizem que ninguém é insubstituível. Tenho minhas dúvidas... um lugar que se conquista não está mais disponível, é da pessoa a quem você deu (e não cedeu). Você pode até tentar colocar alguém naquele lugar, mas, até nesse caso, vale a lei da física "dois corpos não ocupam, ao mesmo tempo, o mesmo lugar no espaço". Pode-se dizer que o amor é incorpóreo, mas ele tem a capacidade de ser tão intenso que chega a ser palpável. Ainda pode-se argumentar "ah, mas os corpos não ocupam ao mesmo tempo o mesmo espaço", só que o amor não conhece o tempo, se conhecesse, poderíamos apagar deliberadamente outras pessoas de nossas vidas. Quando apagamos, não amávamos realmente. Amados são insubstituíveis.

Você pode até tentar levar a vida como se aquela pessoa não tivesse essa importância toda. A maioria faz isso, não se sinta mal se também o fizer, mas prepare-se para o dia em que isso tudo fugir ao seu controle (e, pode ter certeza, um dia foge).

Outros, sabendo do perigo que correm, preferem outro tipo de automentira. Namoram, noivam e casam com alguém que lhes dará segurança. Preferem a segurança ao amor. Também não se deve censurar isso. Muitos também são adeptos dessa prática. Até que um dia eles acordam, olham para o lado e descobrem que segurança não é amor. Alguns continuam acomodados à vidinha que construíram, só que perceber que não há mais o brilho no olhar (na verdade, nunca tiveram), torna-se incômodo. Aí valerá tudo em nome da aparência. Muitas das vezes, disfarçam esplendorosamente, ao ponto de o suposto ser amado sequer perceber a mudança. (Isso sim é triste!!!)

Outro ponto importante é a lembrança. Não só a lembrança da pessoa, mas de acontecimentos pelos quais passaram juntos. Essas recordações parecem trazer de volta o instante revivido, com todas as emoções, as sensações. Podemos sentir gostos, cheiros, rir do mesmo modo que rimos, sentir a mesma raiva... mas, seja lá o que for que se rememore, há a mesma intensidade, a mesma vontade, a mesma pessoa.

Ai... o sono chegou!!! Também pudera, mais de 2 da matina!!!

Não consigo analisar mais nada... mas tentando resumir, vou adicionar pedaços de uma música. Não ponho a música toda, pois não concordo com algumas partes. (O curioso é que já tinha finalizado o post e o estou editando, pois lembrei-me agora da música e vi partes que eu praticamente repeti no post. Detalhe, eu adoooooooooooro essa música, mesmo não concordando com seu inteiro teor... igualzinho ao amor!!!):

"Since you been gone I can do whatever I want
I can see whomever I choose

I can eat my dinner in a fancy restaurant
(...)
But nothing compares

Nothing compares to you
(...)
I could put my arms around every boy I see
but they'd only remind me of you

(...)
Because nothing compares
Nothing compares to you"


Agora fui mesmo!!!

20 dezembro 2007

Balanço 2007

... logo eu, que detesto qualquer coisa relacionada a Contabilidade, fazendo um balanço... Só quero ver no que isso vai dar...

Como já disse num desses posts passados, o ano de 2006 foi o famoso ano iluminado (no tal post usei o "Ano do Schweitzfudüe"). Sim, apesar de tudo o que eu penei em 2006, posso dizer que aprendi para caramba. Tá certo que não foram coisas boas ou felizes de se constatar, mas me serviram e servirão muito. Antes de tudo, aprendi que nem sempre aquela pessoa que você sabe o nome há anos é sua amiga, muito pelo contrário!!! Percebi que existem seres que conseguem a proeza de te sacanear nas entrelinhas. Notei que passar por um período de luto é muito bom, pois te ajuda a fechar um capítulo pra poder iniciar um novo, em que tudo é realmente novo. Vi que esse papo de "um amor se cura com outro" é um mito perigosíssimo, pois pode-se buscar no amor atual justamente o que se tinha no antigo (por isso o período de luto é realmente necessário - ou não, como diria Caetano).

Enfim, entrei 2007 só o rascunho (a capa do Batman, como costumo dizer), mas com meu filho no colo e uma coisa na cabeça: este ano seria muito, mas muito diferente de 2006. Só um detalhe me desnorteava, não sabia como fazer para que essa mudança acontecesse de fato. Então, mais uma vez, deixei tudo na mão de Deus e decidi que, pelo menos o meu caminho eu ia trilhar. Ah, sem contar em mudar o foco.

O caminho que havia me imposto se resumia a filho-família-estudo-amigos. Caso surgisse alguma coisa nova, ia analisar tudo muito bem antes de deixar que trilhasse comigo, fosse o que fosse: amigos novos, trabalho, etc.

Assim foi o dia 1º de janeiro de 2007...

Dia 14 de janeiro de 2006, depois de alguns fatos horrorosos que não vêm ao caso, fiz uma coisa que não se deve fazer. Pus um ponto final numa fase da minha vida sem sequer parar pra pensar. É preciso ter o cúmulo do auge da impulsividade pra chegar perto do que eu fiz. Mas eis que, em 14 de janeiro de 2007, outra impulsividade minha, baseada no medo, levou-me a outro caminho. Segue a historinha.

Na tal data fatídica, tinha uma prova do TSE. Fi-la no Maristão. Depois da tal prova, resolvi "subir para o eixo" (como costumamos dizer aqui em Brasília). Como era um domingo, a "subida" não estava muito cheia, e eu ia ficando apavorada com a idéia de ser assaltada (já tentaram me assaltar 2 vezes). Na altura da 216 sul, deparo-me com a seguinte placa: "risco de ser assaltado". Aquilo que era medo, transformou-se em pavor. Fui caminhando e vejo um rapaz com a prova do TSE na mão. Na hora aquilo me soou como "o risco desse aí te assaltar é zero, ele parece que também está subindo pro eixo, e você terá companhia até a parada - o que reduz ainda mais o risco de assalto". Ah, não me fiz de rogada e perguntei "Oi, como você foi na prova?". Dito e feito!!! Ele estava subindo o eixo, tive companhia não só até a parada do Mc Donalds, mas até a parada da casa do meu tio, pois pegamos o mesmo ônibus.

Dentro do ônibus, o moço me passa a prova dele e diz "anota o seu telefone aí". Depois de olhar pra ele com aquele ar de "hein???", resolvi dar o número do meu telefone. Ele ligou, mandou recado, fez bom uso do número... e eu, nada... Nada até abril!!! Em abril, ele resolve arriscar de novo e, como eu já estava mais 2007 que 2006, também resolvi arriscar. Se deu certo??? Está dando!!!

Balanço nº 1: Deus é um sujeito mais divertido do que eu pensava, pois, um ano depois de um dia terrível, resolve colocar uma placa apavorante no meu caminho, para que eu saísse do meu mundinho e partilhesse do mundo de outrem.

Para evitar de quebrar a cara, resolvi colocar todos os meus "espanta-homens" à prova (ressalte-se que eles deram super certo em 2006!!!). Vamos a eles:

1 - a idade. Todos, sem exceção, que chegaram com algum interesse em 2006 eram mais novos. Já estava pensando em montar "A Creche da Tia Déia" (ia ganhar um dinheirão). Só que, como não estava lá muito disposta a entrar noutro relacionamento (ainda estava no importante - e doloroso - período de luto), perguntava a idade do mancebo e dizia a minha, seguida de algum comentário como "nossa, quando você nasceu, eu já sabia ler, escrever, somar, dividir, multiplicar e ir ao banheiro sozinha!!!". Como, normalmente, esse "espanta" se assemelhava ao "tiro de partida" dos 100m rasos das Olimpíadas, usei sem parcimônia. E ele falhou... não me dei por vencida!!! Usei praticamente todos os comentários impertinentes, aplicáveis ao caso: "eu adorava assistir ao Spectroman. Você conhece??? É porque eu acho que não é da sua época", "nossa, na minha época, não era assim não"... e por aí vai... E falhava, falhava...

2 - compromisso. Logo depois do primeiro beijo, questionei "isso quer dizer que agora você é meu namorado???". Esperando qualquer tipo de evasiva, ouvi um sonoro "sim". Não deu nem pra discutir, né???

3 - Meu filho. Atualmente, como os homens não parecem querer ter compromisso com mulher solteira sem filhos, imagine com mulher, cujo estado civil tá mais pra "indefinido" que pra qualquer outro e com filho??? Ah, detalhe, meu filho mora com o pai (às vezes, amar é saber abrir mão), e isso deixa todo mundo chocado. Antes mesmo de começar a namorar, deixei bem claro que tenho um filho e da imensa importância que ele tem na minha vida (essa foi um pouco mais complicada, porque é difícil mensurar a importância do Marco na minha vida). Assim, no segundo dia de namoro, levei meu filho pra casa dele (do namorado). Essa falha foi fenomenal, porque ambos ficaram jogando video game e eu fique de lado. Marco até tentou me ajudar, dizendo (e repetindo) "ela é só minha", mas nem isso adiantou

4 - casamento - basta mencionar essa palavrinha, que o sobrevivente pedirá baixa do pelotão. É quase instantâneo. O resultado é mais visível quando não se come pelas beiradas e se vai direto ao assunto. Fui direto ao assunto: "olha, eu não gosto muito de namorar por namorar não, minha intenção é me casar. Casamento é muito bom e eu pretendo repetir a dose, só que agora quero o 'até que a morte os separe'. Pensando bem, não quero isso não, quero que vá além da morte, que vá pela eternidade. E nada de 'que seja infinito enquanto dure', isso é coisa de galinha ou de quem quer desculpa pra bater o recorde de casamentos". Ouço um "eu também estou querendo isso"

Aí, relaxei, soltei as travas e fui curtindo um dia de cada vez...

Balanço nº 2: Acho que Sun Tzu deve ter dito algo a respeito, mas vale repetir: se funcionou uma vez (e no meu caso, funcionou diveeeeeeeeeeeeeeeeeeersas vezes), não quer dizer que vai funcionar de novo.

Outra coisa que me deixa apavorada é conhecer família de namorado. Tenho um trauma absurdo de sogras. Minha última sogra é... sem comentários. Fui conhecer minha nova sogra e meu novo sogro na festa do Dia das Mães da Igreja Sagrado Coração de Jesus (curiosamente, na igreja onde fiz minha primeira comunhão, ao lado do colégio onde passei toda minha infância).

Balanço nº 3: Como é bom poder fazer da família do seu namorado sua própria família. É fantástico ser tratada como filha, sentir-se bem vinda. Minha família sempre fez isso, mas nunca tinha tido tratamento igual na família alheia.

Mas antes disso tudo, antes de namorado, antes de nova família, antes de tudo isso, eu havia mudado (ou pelo menos entrado em franco processo de mudança). Nunca gostei muito do papel de vítima, de mocinha indefesa; sempre fui adepta da máxima do sutiã "meta os peitos". Só que em 2006 eu não estava mais me reconhecendo, estava sem chão. De uma hora pra outra me vi sem minha casa, meu marido e, principalmente, meu filho. As únicas coisas certas eram o meu amor pelo meu filho e a minha faculdade. Saí da solidez pra areia movediça. E não conseguir sair, estabelecer novos rumos, e contando com a sacanagem declarada ou com a sacanagem das entrelinhas. Não foi fácil!!!

Mas Deus nunca abandona os seus!!!

Reencontrei minha família e, o mais importante, reencontrei-me na minha família. Fiz uma "árvore genealógica a la Andrea" e vi que venho de uma ascendência de mulheres fortes, sábias (minha avó era muito admirada pela sabedoria de vida). Tenho a honra de dizer que minha avó era uma guerreira, uma mulher criada sem mãe, mas por uma irmã mais velha que, até por ignorância, a maltratava. Tenho uma mãe que toda vez que eu tenho que dizer o quanto eu a admiro, o quanto eu sou grata por ser filha dessa mulher, me vêm lágrimas aos olhos. Tenho uma prima que só viveu 11 anos, mas sua marca nesse mundo foi tão forte que ninguém da família a esquece. Tenho um irmão que superou obstáculos que muitos certamente considerariam intransponíveis. Tenho uma tia que é mais minha mãe que minha tia, cuja força, o caráter são inabaláveis. Tenho um tio que tem uma fé incrível em Deus. Tenho primos que são irmãos, cúmplices, que sabem dizer a coisa certa e, o melhor, verdadeira!!! E cada um deles me mostrava o meu valor. Tiveram a curiosa tarefa de apresentar-me à Andrea, aquela fulana que eu já não conhecia mais, de quem já não lembrava mais. Saber de cada um deles como eles viam essa estranha, fez-me gostar dela, sentir falta dela e, cereja do bolo (!!!), voltar a ser ela. O namoro só veio coroar essa visão.

Aliás, sempre tive muita curiosidade em saber como realmente as pessoas (as VIP's, claro) me viam. 2006 me proporcionou isso, pois chegava a ser surreal ver meus amados falando de mim pra mim como se estivessem falando de alguém que foi fazer um intercâmbio num país distante. No meu caso, o intercâmbio foi dentro de mim mesma. O mais engraçado é que, quando pergunto ao meu namorado o que foi que ele viu em mim (sempre perguntei isso, pois realmente nunca vejo nada de tão interessante em mim que possa despertar algo), ele responde "Vi você!!!". É tão bom quando as pessoas realmente te enxergam e não apenas te olham!!! Ir além do olhar não é para todos. Deixar a superfície e ir mais a fundo não é tarefa simples. Talvez por isso, alguns amam determinadas pessoas o resto de suas vidas, mesmo que suas vidas tenham mudado... mas isso é assunto pra um outro post!!!

Balanço geral de 2007: Não planejar nada; afinal, nada do que você planeja acontece exatamente do jeito que você quer, na maior parte das vezes elas são melhores e inesperadas!!!

Fui!!!

13 dezembro 2007

Um pouco sobre tudo e muito sobre nada

...e, pra variar, sem idéias do que escrever. Então vamos falar sobre uma série de bobagens e coisas não tão bobagescas assim.

1 - Comprei (na promoção, claro) o box de DVD's de Hilda Furacão. Adorei a minissérie!!! Tudo normal até a hora em que me deparo com Mário Lago. Nossa, fiquei pra lá de emocionada!!! Sou fã fanática desse sujeito (apesar de agora ele estar encantando os anjos com sua doçura, cultura e imensa inteligência).

Todo mundo critica a música Amélia, de autoria dele, mas ninguém tece qualquer comentário negativo sobre ele, Mário Lago. Eu não tenho absolutamente nada contra Amélia, a música trata de uma comparação entre uma mulher extremamente vaidosa com uma que não se importava com vaidade e outros luxos. Ah, sim, a parte do e achava bonito não ter o que comer é bastante atual (as anoréxicas que o digam!!!)

2 - Nas minhas viagens a Uberlândia, eis que sou apresentada ao trash do trash: Gunther!!! O sujeito é tão trash, mas tão trash, que corre o risco de virar cult!!! Aí estão alguns dos motivos que o tornarão o mais novo cult do momento:
a) os títulos são pra lá de sofríveis (Tutti frutti summer love, Tweeny Weeny String Bikini, Ding Dong Song, e por aí vai...)
b) as letras das músicas se afundam no ridículo.
c) o próprio Gunther tenta ser o novo irresistível do pedaço (sabe aquele fulano que chega achando que está abafando, que todas as mulheres estão doidas para dar pra ele, e, na verdade, elas apenas estão se perguntando de onde saiu aquilo??? Eis Gunther!!!)
d) Cereja do bolo (!!!): as duas tentativas frustradas de modelo da Hustler. As Gunther's girls tentam fazer caras e bocas no meio dos mosquitos!!! O irrisório orçamento liberado para fazer os vídeo-clips não foi suficiente para contratar uma boa dedetizadora ou mesmo comprar um daqueles repelentes.

Enfim, quando assistirem aos vídeos, lembrem-se de verem todos os detalhes que ultrapassam a linha do bom senso. Se o humor estiver em dia, garante boas risadas.


3 - Advogados são uma das classes mais avacalhadas de que se tem notícia (só perdem para os políticos). Há momentos em que tenho uma certa pena, como quando li a pérola "sabe por que as cobras não picam os advogados? Ética profissional", mas há horas em que não há como discordar.
Um bom exemplo foi a atuação da Defensoria Pública do DF no caso Maria Cláudia Del'Isola. O assassino confesso (em respeito à família, não vou inserir o nome daquele fulano no mesmo parágrafo em que digitei o nome da moça) estava sendo julgado por homicídio qualificado por 3 razões: motivo torpe, mediante dissimulação e meio cruel. Pois bem, entre os exemplos de "meio cruel", figura a asfixia. Até aí, nada fora da cartilha. Só que, para descaracterizar uma das qualificadoras e, por tabela, tentar reduzir a pena, o Defensor Público me sai com a seguinte pérola: o assassino só deu uma pancada com a pá!!! Além dessa, ele disse que Maria Cláudia teve a chance de se defender antes de ser amarrada pelo assassino.
Deixa ver se entendi tudo direitinho: então quer dizer que uma pessoa com estatura de mediana a baixa pode ser considerada apta a se defender de um brutamontes??? asfixiar (que, magicamente, deixou de ser meio cruel), estuprar, etc. pode, desde que só se dê um golpe de pá??? Ah tá... vou processar a faculdade, que tá me ensinando tudo errado!!!
Em tempo, o prêmio Mãe Dinah (lembram dela?) vai para a co-autora, que, apesar de não ter participado em momento algum do crime, intuiu onde estaria o celular da vítima.

Já deu, né???

Fui!!!

05 dezembro 2007

E a ciência finalmente me consola!!!

Depois de uma temporada estudando feito louca, enfim férias da faculdade!!! Mas como toda boa nerd, continuo estudando... Tô viciada em livros de Direito!!! Não acho mais nenhum outro livro interessante e vejo Direito em tudo!!! Bem, se isso não for um indício de que serei uma boa advogada, certamente será um carimbo no passaporte para o manicômio... (mas isso vai depender de um processo de interdição, o problema é quem poderá ser o legitimado ativo da ação). Ah, chega de Direito (pelo menos no blog).

Mudando de assunto...

Ontem a ciência (finalmente) me deu uma excelente notícia!!! Seguinte: japoneses (des)ocupados fizeram um teste de memória entre humanos e chimpanzés... a macacada levou a melhor, e levou de lavada!!! A explicação científica para o placar "macacos 1.000 x humanos 0" foi a de que os homens perderam parte da memória ao desenvolverem outras habilidades. Ou seja, os estudiosos asiáticos encontraram uma justificativa perfeita para algo que eu tentava há anos: minha completa falta de memória.

Resumo da ópera, posso até não ter a memória de um chimpanzé (depois do teste, os elefantes perderam o primeiro lugar no ranking), mas certamente essa deficiência se deve ao amplo desenvolvimento de outras habilidades... agora só me falta lembrar quais são!!!


Fui!!!

14 novembro 2007

Musiquinha...

Letrinha de uma música triste, mas com uma letra bem interessante... e o melhor (a cereja do bolo!!!), tem uma mensagem otimista no final: "E essa abstinência uma hora vai passar... "

Ah, a música é intepretada pela Pitty.


"Te vejo errando e isso não é pecado,
exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
perdido num mundo que não dá pra entrar

Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar, ao menos mande notícias
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos,
eu estava aqui o tempo todo, só você não viu

E não adianta nem me procurar em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo,só você não viu.

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem,
dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido

Depois você me vê vermelha e acha graça,
mas eu não ficaria bem na sua estante
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu...

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu.

Só por hoje não quero mais te ver,
só por hoje não vou tomar a minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar..."

13 novembro 2007

Atualizaçõezinhas

Não, não é um post gigante (pelo menos a princípio). São só algumas atualizaçõeszinhas que não podiam deixar de ser feitas, devido à felicidade que me causaram...

Felicidade 1:
Ontem, pra variar, puseram-me naquele tipo de situação "hein???". Uma amiguinha minha, Luiza, devidamente importada do círculo de amigos do meu filho, resolveu que queria plantar bananeira na parede, mas, como ela estava com medo, fui convidada a ajudá-la.

Como não consigo ficar sem dar palpite e querendo incentivar a menina a perder o medo e descobrir o quanto é legal aprender coisas novas, achei de dar umas "aulinhas" de como é que se planta bananeira na parede. Resultado: a garota perdeu o medo e plantou bananeira a tarde toda.

Hoje, assim que pisei no colégio do meu filho, só ouvi aqueeeeeele grito "Andreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeea, olha só" (não, lá ninguém me chama de tia ou coloca "senhora" ou "dona" diante do meu nome. Sou a Andrea e pronto) ... e dá-lhe bananeira.

Ainda extasiada de minha façanha, no melhor estilo "ajude as pessoas a crescerem", percebo um senhor um tanto quanto orgulhoso, mas também preocupado... era o avô da Luíza. E a cada "olha aqui", "olha de novo", "é a última, tá?", "só mais uma", via que ele, apesar de não sair de perto da neta, vibrava com cada façanha dela.

Felicidade 2:
Estava eu, no ônibus, indo para a faculdade. Até aí, tudo normal. Aproveitando meu tempo pra estudar (ainda normal). Resolvi fechar o livro e fiquei observando um homem que vinha para descer na próxima parada. Quando liguei o nome à pessoa, me veio uma felicidade tão grande de tê-lo visto que, quando se sentou ao meu lado, dei-lhe um abraço tão carinhoso, tão honesto, tão longo, daqueles de se perder nos braços da pessoa, daqueles que eu não dava há tempos. Foi tão inesperado e tão sincero, que conseguiu desanuviar uma nuvenzinha que pairava em minha cabeça por conta de um sonho muito ruim e alegrou (e muito) o meu dia.

Não, não era o meu namorado, mas alguém de quem gosto muito, por quem tenho um carinho enorme (só não digo o nome dele, por não ter tido permissão). Mas, se um dia ele ler esse trechinho deste post, ficará sabendo da alegria que me trouxe.

Felicidade sempre:
Minhas aprontações com o Marco no colégio dele estão ficando cada dia mais gostosas. Começamos a estabelecer tacitamente algumas condutas dignas de garotos da pré-escola!!! Essa é a parte leve do meu dia, a parte que me dá combustível pra continuar o dia, pra continuar a semana, pra continuar a vida!!! Meu filho é simplesmente maravilhoso!!!

Comentário pertinente:
Uma de minhas melhores amigas, a sem-vergonha da Lilica, (finalmente) leu o meu blog!!! Em vez de elogiar ou mesmo ficar com a cara roxa de vergonha por tê-lo lido pela primeira vez dois anos e meio depois, comentou tão-somente "nossa, você ainda tá falando da novela!!!". Ah, isso dois dias depois da novela ter acabado e um dia depois da reprise (pequeno detalhe - é redundante, mas uso assim mesmo -: a pessoinha estava DE CARONA,para o Valparaíso, no carro do meu namorado. Estão vendo como sou boazinha??? Não tive coragem - apesar da vontade - de deixá-la às margens da rodovia!!! E olha q. ela merecia!!!).

Não contente com o primeiro malfadado comentário. A mocinha chega esta semana e diz "atualiza aquele seu blog, ainda tá na novela!!!". Outro detalhezinho: a criatura é minha amiga de faculdade; logo, sabe bem a correria que tá aquilo lá no final deste semestre, e ainda assim, vem falar da p%$#@* da novela!!! Tsc, tsc, tsc... e pra emendar tudo, eu ainda amo essa fulana!!!

É só!!!

29 setembro 2007

Fim do mistério que abalou o Brasil...

... quem matou Taís foi o Olavo!!!

Mas o mais interessante foram duas cenas nada fictícias que ocorreram no último capítulo:

Cena 1: Daniel diz a Olavo que a polícia está vindo. Pois bem, Olavo teve tempo de confessar todos os crimes (com todos os detalhes sórdidos), de ser baleado pelo "irmão" e de assassinar o "irmão"... e nada de a polícia chegar.

(Teria sido interessante se os autores tivessem se preocupado em inserir mais uma hora de novela, mostrando a dura tentativa dos mocinhos de serem atendidos pelo 190.)

Cena 2: Bebel, finalmente, achou o seu lugar!!! Foi ao Congresso Nacional, mais especificamente ao Senado, e se sentiu em casa!!! (e podia ser diferente???) . Ah, nada contra as prostitutas, ok???

E é só!!!

Ps: sentindo falta de posts longos??? Semana de provas e chefe que descobriu que eu tenho cérebro me fizeram ter pouquíssimo tempo para postar.

26 setembro 2007

Por que não me tornei professora?

Todo mundo bate (denotativa e conotativamente falando) em professor. Sou licienciada em Letras, mas optei por não dar aulas, por não ser adepta do masoquismo. Afinal, aluno bate em professor, pai de aluno bate em professor, tia de aluno bate em professor e, agora, a nova modalidade magistrado bate em professor.

É (literalmente) de doer!!!

Se bem que no caso deste professor japonês, sua atuação sádico-educadora está dando resultados (é, porque se fosse brasileiro, apanhava!):

"Cadeiraço - Um professor japonês que jogou uma cadeira nos alunos foi aclamado como "superprofessor" pelo comitê de educação local - embora tenha sido repreendido diversas vezes por usar punições corporais. O mestre, 52 de idade, trabalha em Kyoto (Japão) e ganha prêmios todos os anos desde 2005, apesar de seu histórico de agressões em sala de aula. O detalhe é que seus métodos de ensino têm melhorado a performance dos alunos. Ele foi punido três vezes entre 1997 e 2001, incluindo a vez em que jogou uma cadeira no time de vôlei que estava treinando. Foi apontado como um modelo por causa de sua "notável conquista na liderança do time de voleibol", segundo documentos oficiais. O professor, que não foi identificado pela agência de notícias, está agora de licença médica. "

Se os pais não fazem...

Seria cômico se não fosse trágico 2

Dando continuidade à recém-inaugurada seção "seria cômico se não fosse trágico", eis que Suzanne Von Richtoffen, um ser cândido, puro, belo, que, por uma tremenda injustiça, não foi canonizada ainda em vida, resolve dar o ar da (des)graça na justiça: leia aqui

Sobre a canonização: pelo que se lê da reportagem, bem que as demais detentas quiseram colaborar com a canonização da moçoila, encomendando-a para São Pedro (não, o diabo não mudou de nome)

Sobre a saúde mental da pseudo-santa: só pra ver se eu continuo entendendo tudo bem direitinho, quer dizer que dar uma de doida varrida pro Fantástico pode (para relembrar o episódio, leia isto)??? Assim sendo, onde é mesmo que está a sanidade mental da moça??? (ao responderem este questionamento, sejam polidos, ok???).

Comentariozinho impertinente: toda santa tem o altar que merece, o dela fica na casa de detenção... o problema é que quem ajoelha é ela!!!

Outro comentariozinho: os fiéis da santa (leia-se "advogados") precisam de uma noção básica do que vem a ser uma cadeia, pois eu nunca vi uma rebelião controlada (se controlou, é porque a rebelião acabou).

Até mais!!!

Ps.: se não fosse a colaboração de um quase anônimo (omito o nome por não ter tido autorização para divulgá-lo), este post não seria possível.

25 setembro 2007

Seria cômico se não fosse trágico...

Muito interessante a chamada para a matéria veiculada no site do Conjur: "Chamar irmãos Cravinhos de delinqüentes não ofende" (leia mais aqui)... resta perguntar a quem não ofende: aos irmãos ou aos delinqüentes.

Falando sério agora, dá pra acreditar que os irmãos Cravinhos resolveram processar uma revista, alegando dano moral, por terem sido chamados de delinqüentes??? Eles queriam que se referissem a eles como??? Ah tá, deixa ver se entendi bem direitinho, pode chamar de assassinos, monstros, etc, mas delinqüente não!!!

É de lascar, viu.

Até mais!

06 setembro 2007

Tiradas discentes

Falando em lerdeza na faculdade, lembrei de algumas tiradas em sala de aula:

(Professor explicando o princípio da divisibilidade no processo penal)
- (...) por exemplo 5 pessoas cometeram um crime, assim, a ação teria de ser proposta contra os 5 suspeitos ao mesmo tempo (princípio da indivisibilidade). Mas, havendo necessidade nas investigações, faz-se a denúncia contra uns, geralmente os autores de crime de rápida prescrição, e se continua a investigação contra outros, para, saber, por exemplo, quem financia o tráfico
- Uai, o Belo!!!
(não, o Belo não vai poder me processar porque ele foi condenado por esse crime)

(aula de Processo Civil II, não sei como, chegou-se a uma tartaruga)
- (...) mas eles são muito lentos, parecem tartarugas
(e eu, associando tartaruga a Barrichelo, resolvo pensar alto)
- É, bem que o Rubinho poderia ser garoto-propaganda do projeto Tamar

(ainda na aula de Processo Civil II, em que o professor fala segundo a norma culta)
- O que seria o recurso adesivo?
- é quando uma parte pensa que a outra não vai recorrer, a outra recorre, e a parte que ficou pensando vai na onda.
(não sei por que, mas não consigo falar de acordo com a norma culta nessa aula)

... e pra finalizar, uma tiradinha mórbida e infame de um docente:

(aula sobre participação em suicídio)
- É, mas tem um shopping aqui que é bem conhecido pela quantidade de suicídios ocorridos por lá (uma explicaçãozinha, as pessoas se jogam dos parapeitos, marquises, etc.). A quantidade é tamanha que já estão pensando no slogan "dê um pulinho no shopping"

Inté!!! (já em ritmo mineirês!!!)

Lerdeza, teu nome é Andrea...

Hoje está sendo um dia especial para a minha lerdeza, é simplesmente impressionante como ela está "saidinha" (vai ver é a alegria da véspera do feriado, da viagem pra Uberlândia, da felicidade de saber que vou matar saudade dos primos que eu amo de paixão, e por ir com duas pessoas maravilhosas: meu filho e meu namorado - só faltou a minha mãe. Tá, mas teve gente que disse ser estresse... vai saber...)

Logo cedo, mais precisamente às 8h da matina, entro feliz e faceira na sala de aula. Até aí, tudo normal... bem, quase tudo. Primeiro não encontrei minha galera ("ué, será que o povo resolveu antecipar o feriado?"), segundo umas pessoas começam a conversar comigo como se me conhecessem há muito tempo ("nossa, preciso me entrosar mais com as pessoas das minhas turmas, porque não tô reconhecendo ninguém")... passados uns 5 minutos, pergunto para um aluno:

- Ei, aqui vai ter aula do que?
- Direito Penal III
(hum, pelo menos tô na sala certa)

Mais 5 minutos depois:

- Er... e quem é o professor que vem dar aula aqui?
- Daniel blá-blá-blá
(ops, I did it again!!! Mas... qual é mesmo a primeira aula de hoje??? - 10 minutos depois descubro qual era a aula: Processo Penal I).

Chegando na minha real sala, fiquei tão feliz em ver o meu pessoal que, mal entrando, falei:
- Gente, vocês nem imaginam o que acabou de me acontecer!!!
Como ninguém respondeu e estavam todos com uma cara muiiiiiiiiiiiito séria, resolvi virar para o quadro... estava escrito algo como "prato do dia: teste surpresa" (além de me ver noutra situação esdrúxula, notei que não sou a única sarcástica na sala). Pedi desculpas ao professor e falei que ia terminar de contar o episódo. Depois da narração, a risada foi geral (inclusive do professor, com direito àquela cara de "putz, como ela consegue?").

Por terem sido dois furos em menos de 20 minutos, achei que estivesse imune o resto do dia. Tsc, tsc, tsc... ledo engano. Chego no trabalho e vejo que a sala ao lado está com as luzes apagadas. Não me contendo de felicidade, pergunto a um colega "ué, nossos amiguinhos que sempre falam com a gente (eles não falam com ninguém) não vieram hoje não?". Meu colega começou a agir de modo estranho, não sabia se tomava a água ou se apontava pra sala. Antes que a ficha caísse, eis que a luz da sala se acende... sem comentários...

Depois disso tudo, resolvi que vou passar o dia bem quietinha...

Até!

28 agosto 2007

Escandalizando de novo

É só um comentariozinho: a brincadeira da corda (que descobri chamar-se "chicotinho queimado") deu resultado!!! Hoje as crianças me convidam para brincar.

Ah, e sim, consegui jogar bola... como goleira.

Não tá entendendo??? Então leia este post

Inté!!!

Ps: não comprei os lenços umedecidos... tive que, mais uma vez, contar com a boa e velha pia do banheiro (e protagonizar novamente a tal cena grotesca)

Nerdices, gafes e o "detecta-vagabundas"

E como toda boa nerd tô estudando horrores neste semestre... mas tem uma explicação: semestre passado eu não mantive minhas boas notas devido, unica e exclusivamente, à vadiagem que me assolou.

Hum... acho que estou tentando arrumar uma desculpa esfarrapadíssima para justificar minha longa ausência. Tá, já desisti!!!

Bem, só complementando, neste semestre sou outra pessoa. Voltei ao velho e bom habitus nerds.

Como tô sem assunto, vou encher lingüiça até encontrar um.

Comprei um livrinho, cujo título me chamou a atenção: Gafe não é pecado. Bem, para uma pessoa que, como eu, é PHD em gafes, escorregadelas e outras coisinhas do gênero, só o título é uma alívio. Sério mesmo, é bom acordar todos os dias e recitar "gafe não é pecado". O melhor de tudo é que o livrinho custou só R$ 2,00!!!

Falando em gafes, cometi uma de lascar há umas 3 semanas. Depois de 12 anos sem ver um amigo, marcamos um almoço (que durou a tarde inteira) pra pôr as fofocas em dia. Ele me contou que chegou a se casar, também se separou, e descobriu uma série de más atitudes de sua ex. Lá pelas tantas pergunto:

- E como ela está agora???
- Ah, ela se casou novamente
- Putz, então ela arrumou outro otário???

(silêncio eloqüente)

Juro que só fui ver o tamanho da gafe quando pronunciei a última sílaba... aí já era tarde e é o tipo da situação que qualquer emenda que se faça sairá pior que o soneto.

Ah, outra gafe linda (se é que existem gafes lindas). Fui à festa-da-amiga-de-um-amigo. Uma amiga minha tomou todas e mais algumas e, ato contínuo, fui dar apoio moral enquanto a moça fazia uma visita ao sanitário. Eis que surge uma "famosa quem" no banheiro feminino e se depara com a cena. Sem a menor cerimônia pergunto:

- Você por acaso teria um chiclete???
- Tenho sim, vou buscar

(5 minutos depois, ela volta com o chiclete. Agradeço e o entrego à minha amiga)
(2 horas depois, descubro que a "famosa quem" era a dona da festa)
(Agora façam uma pausa e tentem imaginar minha expressão de "ops, I did it again" quando fui cumprimentar a "famosa quem" pelo aniversário)

Nessa festa, essa foi apenas umazinha das 4 cometidas!!! Mais um pouco, eu bato o recorde (recorde em termos de quantidade, pois em questão de número de gafes por minuto, acho que consegui bater. De qualidade, tenho ABSOLUTA certeza que bati).

Nem tudo, é claro, estava perdido...

Digo que Deus conhece bem as suas criaturas e as presenteia com o que elas precisam. Como sou extremamente lerda, fui agraciada com o "detecta-vagabundas". Funciona assim, se alguma fulanóide está a fim de testar o poder de sedução com o meu namorado, o alarme do "detecta" dispara. É incrível, não falha nunca, mesmo quando a "fofésima" merece o Oscar!!! Consigo detectar uma moçoila dessas a quilômetros de distância.

Pois bem, assim que conheci uma amiga do meu namorado, o detecta disparou. Um belo dia, contei a ele que não ia lá muito com a cara da garota (falei numa boa, sem estresse nem nada do gênero). Eis que a fulanóide resolve dançar com meu namorado na festa. Até aí, tudo bem. Mas a moça não sabia conjugar muito bem o verbo dançar, mas conjugava perfeitamente o "esfregar-se" (pelo visto, era perfeito em todos os tempos e modos). Foi realmente deprimente.

Agora a cereja do bolo: o detecta tem múltiplas funções, além de localizar a "indivídua", mostra qual a intenção da "coisa" em agir daquela maneira. E, para variar, ele (o dispositivo que Ele me deu de presente) funcionou com perfeição. Explico: a intenção da "fofa" era apenas me irritar. Fracassou com louvor!!! Não estressei, não movi palha!!! Sequer fui irônica!!! (Um milagre!!! Um milagre!!! não fui irônica!!! Pensando bem, pode não ser um milagre e sim um sinal do apocalipse...)

Acho que estou numa fase muito zen da minha vida. Quando ensaio um estressezinho, analiso se vai valer a pena o esforço despendido. No caso da moça-sem-adjetivação, vi que não valia a pena. Além de ter quebrado a cara, ela caiu no conceito, não só do meu namorado, mas de todos os presentes na festa. E eu saí de lady!!! (Definitivamente é um sinal dos tempos!!!).

Ah, ainda não achei assunto... fica pra próxima então!!!

16 maio 2007

Escandalizando (pra variar)

E hoje eu não resisti, escandalizei...

Seguinte: todos os dias vou ao colégio do meu filho. É um colégio tradicional, com direito a mamães empoadas (exceto, claro, essa que vos fala), parecem ladys, mulheres comportadíssimas e acima de qualquer suspeita.

As crianças... bem, crianças são elas mesmas em qualquer lugar; assim sempre têm as brincadeiras antes de entrar para a aula, a correria desabalada, essas coisas lindas da infância.

Pois bem, Deus esqueceu de me tirar da infância e me fez gostar de crianças tardiamente (embora elas sempre tenham gostado de mim). (Um adendo para maiores explicações: até meus 18 anos fugia de crianças, não gostava muito de ficar perto delas, pois sempre fui muito desajeitada e achava que mais hora menos hora iria machucar alguma delas. Mas parecia que tinha ímã para elas, que sempre davam um jeitinho de ficarem perto de mim.) Então, eis que paquerava há dias a famosa brincadeira "pular corda", aquela em que uma menina fica no centro girando a corda enquanto as outras pulam. Hoje foi o dia!!! Não resisti, tirei o salto e comecei a brincar: ora era eu quem girava a corda, ora estava na turma do pulo. Quando meu filho chegou, não se fez de rogado, foi logo se enturmando e entrando na brincadeira.

Algumas pequeninas coisas que percebi: as crianças ADORARAM ter uma criançona lá pulando com elas (estatisticamente falando, quando brincavam só elas, tinham, no máximo, 5 crianças; hoje, o número de puladores triplicou - e olha que a corda era pequena!!!), as mães pareciam incrédulas e meu filho achou o máximo!!! Mas a cereja do bolo foi uma cena que ninguém viu: eu lavando os pés na pia do banheiro... foi simplesmente hilário!!! (Calma, deixei tudo limpinho e sequinho depois.)

Acho boas essas minhas loucuras, essas minhas insanidades. Dizem os entendidos que nosso caráter se forma na infância, concordo com eles. Na minha infância, adorava quando minha mãe dava o ar da graça para brincar com a gente na rua (queimada, pique-bandeira, etc.), lembro que me sentia uma mini-rainha (o mini perdura; o rainha, não sei). Gosto de saber que estou proporcionando boas lembranças ao meu filho, que um dia ele vai poder dizer que a mãe pulava corda com os amigos dele, que jogava bola, futebol de botão, enfim, que aproveitava a infância dele com ele. Mas, graças a Deus, ele não vai poder dizer que a louca da mãe dele lavou os pés na pia do banheiro (acho que vou comprar um pacote de lenços umedecidos, porque há tempos também ando paquerando o jogo de futebol dos meninos).

E isso é tudo, pessoal!!!

Ah, só pra tentar finalizar com alguma "moral da história" grandiosa: amo crianças, por conta de suas principais virtudes - a espontaneidade e a sinceridade. Nunca vi criança falsa, nunca vi criança armando por debaixo dos panos. Embora eu freqüentemente quebre a cara, Ele sabe a criança que pôs no mundo e me ajuda a seguir em frente.

Tentando mais uma vez finalizar a conversa: falando nEle, Ele me aprontou uma muito boa!!! Como achava que Ele não ia me dar um namorado, resolvi fazer uma brincadeirinha. Uma bela noite, nas nossas conversas, disse que já que Ele não ia mesmo me dar um namorado tão cedo, que o próximo tivesse as seguintes características: (não dá pra pôr a lista aqui, pois fiquei uma semana inteira listando os requisitos do pretendente). E não é que Ele atendeu mesmo??? Mas essa história é para um outro post. Vamos ver como será o andar da carruagem (por enquanto, posso afirmar que a carruagem vai bem, obrigada, do jeito que Ele quis). Brigadão, Pai!!!

Agora é só mesmo!!!

Fui!!!

05 março 2007

Mau humor...

Mau humor é dose!!! Mas tem um remedinho muito bom para isso: sarcasmo!!! O problema é que ele não pode ser usado por qualquer um, somente pessoas inteligentes têm o privilégio de tê-lo sempre à mão. E para não atormentar meus leitores com meu belíssimo mau humor, vou presenteá-los com algumas citações retiradas do livro "O melhor do mau humor", de Ruy Castro:

"O bebê de Rosemary seria um ótimo comercial de anticoncepcionais. Se Rosemary tomasse pílulas, não teria todos aqueles aborrecimentos" - Roman Polansky - permito-me estender o comentário a Dois filhos de Francisco

"(Quando lhe disseram que sua arqui-rival, a escritora Clare Boothe Luce, era muito gentil com seus inferiores): E onde ela os encontra?" - Dorothy Parker - melhor não citar nomes, todo(a) idiota agora sabe o que são danos morais (só não peçam para eles(as) explicarem, ok?).

"Há escritores que escrevem literatura. Outros só conseguem escrever escrita" - Raymond Chandler - acredite, tem gente que só consegue falar bobagens também. Ah, ainda há aqueles "iluminados" que se utilizam de textos como os descritos no post anterior

"Dizem que escrever é um processo torturante para Sarney. Sem dúvida, mas quem grita de dor é a língua portuguesa" - Paulo Francis - imagine o que ele teria dito se tivesse conhecido Paulo Coelho

"Se quiser ficar rico escrevendo, escreva o tipo de coisa que é lida por pessoas que movem os lábios ao ler" - Don Marquis - será que é por esse mesmo motivo que as pessoas gostam de provérbios e músicas ridículas?

"Deus, em Sua infinita misericórdia, manda de vez em quando um missionário gordinho para alimentar canibais pobres e subnutridos" - Oscar Wilde - bem que Ele poderia mandar alguns construidores de castelos com pedras alheias... não, Ele não é tão perverso assim

"A única maneira de uma mulher regenerar um homem é entediá-lo de tal forma que ele perca todo o gosto pela vida" - Oscar Wilde - algumas têm franco sucesso!!! Ainda bem que sou um fracasso!!!

"O homem é um animal racional que sempre perde a cabeça quando chamado a agir pelos ditames da razão" - Oscar Wilde - então deve ser por isso que há tantas cagadas por aí!

"Invejo a burrice, porque é eterna" - Nelson Rodrigues - precisa de comentário?

Ah, chega!!!

27 fevereiro 2007

Comentários a alguns provérbios e músicas esdrúxulos!

Sempre adorei ditos populares, provérbios, etc. Alguns são realmente bons, como, por exemplo, “O silêncio é de ouro e a palavra é de prata”, é uma maneira educada de dizer “É melhor ser um tolo calado que abrir a boca e não deixar dúvida alguma” ou então "Se quisesse dizer, já teria dito". É... mas há aqueles... bem, vamos a eles:

1) “Vingança é um prato que se come frio” – depois da invenção do microondas, não tem frasesinha mais desatualizada que essa. Tá certo que há pratos frios maravilhosos, mas ainda não vi nenhum chamado “vingança”.

2) “Deus dê vida longa aos meus inimigos, para que assistam de pé à minha vitória” – sinceramente, para quem tem um metro e meio de altura, prefiro que assistam sentados.

3) Mário Quintana que me perdoe, mas o texto a ele atribuído (“O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.”) é completamente sem sentido. Se têm borboletas no jardim, é porque elas eram lagartas. Se eram lagartas, D-E-T-O-N-A-R-A-M as flores!!!

4) “Quando um diplomata diz sim, quer dizer talvez; quando diz talvez, quer dizer não; e quando diz não, não é diplomata” – duas conclusões: lá se vão minhas esperanças de entrar para o Instituto Rio Branco e diplomatas dão novo significado aos vocábulos.

5) e a campeã!!!! “Pedras? Guardo todas. Um dia construirei meu castelo” – de todos, esse é o mais ridículo!!! Quer coisa mais estapafúrdia que construir um castelo com material de segunda? O que aconteceu com a boa e velha loja de material de construção??? Sinceramente, quem é adepto dessa frase deveria MORAR no castelo que erguirá, quem sabe ele não desaba e deixa o mundo livre de mais um inútil! (eita, fui muito má agora!). Ah, e o arquiteto e/ou engenheiro que assinarem o projeto deverão ser banidos do CREA (ou premiados, em caso de desabamento).

Ocorreu-me agora que, não bastassem provérbios ridículos, há ainda as músicas mais que ridículas (pelo menos o provérbio tem a vantagem de ser curtinho e de não ser tocado em rádios). Alguns (maus) exemplos:

1) “Quando Deus te desenhou, Ele tava namorando” – e depois de ouvir essa música, até o Nordeste tá debaixo d’água. Creio que são as lágrimas de tristeza do Senhor ao ver Seu Santo nome usado em vão. Se o autor for católico, certamente deve ser excomungado!!! E, numa boa, namorar em local onde tem argila, deve ser extremamente desconfortável!!!

2) “Eu sou surfista do lago Paranoá” – lago Paranoá: lago artificial construído em Brasília, sabe-se lá com que intenção. Ah, detalhe importante: NÃO TEM ONDA!!! Seria interessante ver o autor dessa “letra” surfando por lá. Vai que dá sorte e é atropelado por alguma lancha!!! (sorte nossa, diga-se).

3) “Gnomos ensinam a amar, gnomos nos fazem viver. Eu vi gnomos.. ha ha ha ha ha haaaaaaa. Eu vi duendes” – Achei que o que nos fazia viver era o bom funcionamento do organismo, mas o Tihuana pensa diferente. É, e depois querem que acreditemos que eles não fumam canabis!!! Pra fazer uma letra dessa, não devem fumar mesmo não, devem injetar!!!

4) “Um anjo do céu te trouxe pra mim” – então foge que certamente deve ser Lúcifer!!!

5) “Cê parece um anjo/Só que não tem asas iaiá/Oh meu Deus/Quando asas tiver/Passe lá em casa” – se alguém, algum dia, cantar essa música pra você, siga meu conselho: vá IMEDIATAMENTE a uma delegacia e denuncie a ameaça!!! Se se deseja que você tenha asas, é porque certamente não lhe querem vivo!!!

6) aproveitando o trecho acima, diga que pretendem dar seu corpo de alimento aos peixes: “E ao sair /Pras estrelas eu vou te levar (pelo menos desejam que você vá para o céu. Assassino bom esse, né?)/Com a ajuda da brisa do mar/Te mostrar onde ir (provavelmente para o além)”

7) declaração sobre o reagge (como alguns dos transcritos acima) – retirado daqui: “o reagge foi feito para sentir, não para ouvir” – bem, acho que é para os ouvintes não perceberem a bobagem que está sendo “cantada”

Mas, a melhor de todas, foi a de Carla Perez (ainda sobre o reagge): “Eu já reguei todas as flores”. Acho que ela deveria ser agraciada com um assento na ABL!

Depois dessa, é melhor me despedir!

Até mais!!!

25 janeiro 2007

"Querido diário"

Depois de alguns séculos, fui ao teatro (fui sob protestos do meu filho, pois estávamos no meio de um campeonato de futebol de botão em que Argentina e Brasil empatavam em 1 x 1. Um doce pra quem adivinhar quem era a Argentina... o que a gente não faz por um filho, não é mesmo???). Assisti à peça “Renato Russo”, um monólogo brilhantemente interpretado por Bruce Gomlevsky (apesar do nome, o sujeito me pareceu bem brasileiro). Ah, está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil aqui em Brasília. Vale realmente a pena ir.

Como já dá pra desconfiar, a peça trata da vida de Renato Russo, um dos ícones da minha geração. Mas o legal não é falar da peça em si, e sim do que deu graça ao espetáculo. Por exemplo, o gelo seco estava na promoção e o teatro não se fez de rogado, usou e abusou do artifício. Não sei bem qual foi a intenção, mas parecia uma sauna de tanto vapor. Ou a garota que estava ao meu lado e, na hora em que todos acompanhavam as músicas com palmas, a menina se mostrou uma completa inimiga do ritmo, batia entre as palmas de 99,99999999% do público (tive de me segurar muito para não rir. Acho que atraio esse tipo de gente).

Falando em rir, por incrível que pareça, me comportei como uma lady. Não ri fora de hora em momento algum (a peça não permitia acessos). Consegui heroicamente resistir até mesmo quando notei uma certa ironia. Mostraram o problema do Renato Russo com o álcool (segundo a peça, ele era fã do etilismo. Leia bem, digitei etilismo e não elitismo). E, lá pelas tantas, apresentam o (des)amor da vida dele sob a alcunha (não sei se o nome era real) de Scotch. Quer coisa mais irônica (com um toque de humor negro) um alcoólatra amar um sujeito com nome de bebida, drinque ou sei lá o que??? (Não sou adepta da birita, por isso não sei se se refere a bebida ou drinque.)

Teve uma parte não muito cômica nisso tudo... uma “iluminadinha” de uns 2,00m de altura achou de sentar bem na minha frente (tá bem, os lugares eram marcados... mas puxa!!! Acho que também atraio esse tipo de gente). Passei a peça inteira me contorcendo para poder enxergar o ator!!! Falando sério, acho um absurdo não terem aquelas almofadas para “adultos-miniatura” em cinemas, teatros e em qualquer outro local em que possa haver um gigante em nossa frente. Se bem que com meus 1,56m, qualquer um com mais de 1,70 pode ser considerado um gigante.

Mudando de assunto...

Outra coisa que dou uma tremeeeeeeeeeeeeeeeeenda sorte é com vizinhos. Tive um que ouvia reaggae. Meu atual vizinho só escuta sertanejo!!! O que ambos têm em comum??? Só têm um CD!!! Para meu ex-vizinho, dei um CD do Renato Russo (tá, podem rir da coincidência). Mas meu atual vizinho consegue a proeza de, além de ter um único CD, escutar somente uma música!!! Ah, faço questão absoluta de postá-la aqui, caro leitor, para que você também sofra comigo. Encare isso como um pedaço do bilhete para o paraíso (“no pain, no gain”):

“Quando eu digo que deixei de te amar
É porque eu te amo
Quando eu digo que não quero mais você
É porque eu te quero
Eu tenho medo de te dar meu coração
E confessar que eu estou em tuas mãos
Mas não posso imaginar o que vai ser de mim
Se eu te perder um dia
Eu me afasto e me defendo de você
Mas depois me entrego
Faço tipo, falo coisas que eu não sou
Mas depois eu nego
Mas a verdade é que sou louco por você
E tenho medo de pensar em te perder
Eu preciso aceitar que não dá mais
Pra separar as nossas vidas

E nessa loucura de dizer que não te quero
Vou negando as aparências,
Disfarçando as evidências
Mas pra que viver fingindo
Se eu não posso enganar meu coração
Eu sei que te amo.
Chega de mentiras,
De negar o meu desejo
Eu te quero mais que tudo,
eu preciso do seu beijo
Eu entrego a minha vida
Pra você fazer o que quiser de mim
Só quero ouvir você dizer que sim
Diz que é verdade que tem saudade
Que ainda você pensa muito em mim
Diz que é verdade que tem saudade
Que ainda você quer viver pra mim”

A letra até que dá pro gasto, chega a ser boazinha. Mas em se tratando de música sertaneja, até poema de Camões perde o encanto. E olhem a história da música: um sujeito ama determinada pessoa (em tempos modernos, é melhor não especificar o sexo do ser amado), mas luta contra isso o tempo todo. Até que, lá pelas tantas, ele resolve admitir. O problema é que eu tenho a sensação que essa admissão só ocorre quando ele está sozinho e de luz apagada que era pra ninguém saber (aí, o “guerreiro” resolveu nos contemplar com essa pérola de música!!! Seria muito melhor que ele tivesse assumido e se declarado para a outra pessoa. Meus ouvidos iriam agradecer com júbilo!!!). Hum... acho que vou bater um papinho com meu vizinho e ver se ele está passando por situação semelhante... vai que ele resolve dar uma de compositor e escrever outra "pérola".

Obrigada por sofrerem comigo!!!

19 janeiro 2007

Para me lembrar em 2007:

"Baby, baby,
Não vale a pena esperar
Oh, não!!!
Tire isso da cabeça
Ponha o resto no lugar"
(Ovelha negra)

02 janeiro 2007

Ói nóis aqui traveiz!!!

Antes de mais nada: post longo, meus caros.

E o ano mal começou e eu já pratiquei minha primeira gafe!!!

Gafe é algo a ser praticado, estudado... requer anos de muito "ops, I did it again" (não, não sou Britney Spears!!!) pra se chegar a um patamar de "gafear" e sair por cima!!! Um exemplozinho que sempre gosto de destacar: certa feita, consegui a proeza de derrubar um copo com água, em cima da minha chefe, em plena reunião de trabalho; para não sair tão mal (se é que isso era possível), disparei "calma, dizem que dá sorte alguém de fora quebrar um copo em nossa casa". Bem, além de molhada, ela certamente deve ter pensado "putz, que ser eu resolvi contratar!!!". A boa nova é que ainda trabalhamos um bom tempo juntas depois dessa (e eu nunca mais derrubei outro copo em cima dela).

Mas a gafe que inaugurou 2007 foi, pra variar, com meu tio (o mesmo da gafe do ano atrasado sobre a tatuagem). Esse meu tio é católico-apostólico-romano-pra-lá-de-praticante. Enfim, o ano novo foi na casa dele e, como de costume, retornamos para o almoço. Mas eis que, minha mãe tem a brilhante idéia de ir à missa (na mesma paróquia freqüentada por meu tio). Chegando na igreja, só encontramos minhas primas (meu tio tinha ido à missa mais cedo).

Apesar de ser espírita (acho que meu tio ainda não se deu conta disso), gosto, quando vou a missas, da homilia (o famoso "sermão" que vem após a leitura do Evangelho). E realmente estava empolgada para ver o que o padre iria explanar nessa ocasião. Ah... que decepção!!! Como sabemos, dia 1º de janeiro é o dia dedicado à paz. Pois bem, eu não sei como, mas o padre conseguiu a proeza de falar sobre dogmas (com direito à explicação do significado), Maria e descambar para a política!!! Sim, caros leitores, p-o-l-í-t-i-c-a!!! E, mais uma vez, a crise nos aeroportos encontrou sua morada. Não bastasse isso, soubemos que a estrada que liga Brasília a Cuiabá tem mais buracos que estrada (se alguém na missa estava pensando em passar uns dias em Cuiabá, deve ter mudado de idéia). Lembro-me de ficar pensando "como foi mesmo que ele chegou até aí??? O que tem a ver Maria, dogmas com aeroporto, estrada???". Não sei de onde ele tirou, mas sei que conseguiu unir paz com política ao dizer que a tal crise e a buraqueira eram um sinal de desrespeito, desrespeito este que impedia o alcance da paz. Um sermão bastante propício para um dia dedicado à paz (sem esquecer, é claro, que foi uma injeção de ânimo para todos os fiéis que sonhavam em passar as férias em outra cidade, principalmente Cuiabá).

Acabada a missa, fomos à casa de meu tio. Falando sobre a missa, minha mãe resolveu contar sobre o lado político do padre. E eu lá, só ouvindo. Lá pelas tantas, resolvo abrir minha enorme boca e soltar a pérola "nossa, a oratória daquele padre é muito ruim"... pequeno detalhe, meu tio e a esposa dele gostam (e muito) das pregações do pároco (soube disso assim que fechei minha imensa boquinha). Meu tio, em defesa do sermonista, "ah, Andrea, mas o português dele pode não ser tão bom, mas o que ele fala todo mundo entende". Pensam que eu me dei conta e calei minha boquinha??? Não!!! A gafe inaugural do ano tem de ser simplesmente gafosésima!!! Respondi "não, tio, não é o português (que realmente é muito ruim - ui!), é que ele é muito superficial!!! Não aprofundou em nada!!!". A essa altura do campeonato, até minha mãe já tinha se dado conta de que era para eu calar a minha boca!!! (e eu ainda não). Diz ela "ah, Andrea, mas não dá pra se aprofundar muito porque a missa só dura uma hora" (creia, minha boa gente, aquele sermão parece ter durado um dia inteiro). Como meus neurônios ainda estavam anestesiados pela alegria extenuante de 2006 ter ficado para trás, ainda não tinha me dado conta da sutileza do "shhhhhhhhh!!!": "mãe, dá pra aprofundar qualquer conversa em 10 minutos!!!". Pelos olhares recebidos e aquele "confortável" silêncio que os segue, achei de tentar contornar a situação (eu e minhas emendas), e atalhei "é, vai ver ele não estava num dia muito feliz então".

Só aí meus neurônios voltaram a si e me mandaram a seguinte mensagem "ops, I did it again!"

Agora, falando sério, o sujeito dispõe de 10 minutos (ou mais) e não consegue aprofundar um assunto??? Passa superficialmente, caindo na vala comum (pelo menos eu acho), não trazendo nenhuma novidade??? Cadê a criatividade??? Onde está a presença de espírito para sair da mesmice e dar um novo ângulo para a questão??? Ele perdeu a chance de fazer as pessoas pensarem de outra maneira!!! Tá, eu tô reclamando do padre, mas parece que essa postura dele se espalha!!! É muito (muito MESMO) difícil achar alguém para conversar sobre assuntos vários, ou mesmo sobre tópicos comuns, mas que a posição, a opinião do interlocutor te surpreenda, faça você parar e ver "ei, eu não vi a coisa por esse lado!!!".

90% (sendo otimista, ok?) das pessoas se contentam com a superficialidade (e o pior é que se contentam com uma superficialidade em absolutamente tudo!!!). São gentes que têm amizades superficiais, relacionamentos superficiais, idéias superficiais... e o pior, contentam-se com isso!!!

O parágrafo acima acaba de me fazer pagar a língua. Dia desses disse a um amigo "você é um eterno insatisfeito". Ele concordou de bom grado. Bem, pelo que disse acima, sou uma eterna insatisfeita porque não quero a aparência, não quero a superfície, quero ir além, quero a profundidade de tudo aquilo a que eu me proponha a fazer, com todos os ônus e bônus decorrentes disso. O problema é que tá difícil achar alguém que compartilhe disso. Como diria Machado "ao vencedor, as batatas" (e eu quero o purê!!). Se a vida é curta, por que querer o pouco???

Alguém pode dizer "mas é uma ambição desmedida!!!". É uma ambição sim, concordo. A vantagem é que é uma ambição que, em vez de prejudicar alguém, pode fazer dois ou mais crescerem, melhorarem (dependendo é claro do interlocutor e, óbvio, de si mesmo). Desmedida??? Pode até ser, pois as pessoas não estão nem um pouco dispostas a irem a fundo em absolutamente nada. Chegam em determinado ponto e acham que por aí já está bom. Armam-se de todas as maneiras para não sofrerem (não condeno ninguém por isso. Há ocasiões em que eu também me armo. É raríssimo alguém conseguir me desarmar.). Mas pára pra pensar, os amores memoráveis, os trabalhos inesquecíveis, as amizades fecundas, TODOS ficaram para a história (seja a sua ou da humanidade) justamente porque foram aprofundados, encontraram as portas abertas ou abriram-nas!!! Fechamos permanentemente nossas portas e achamos que somos os vencedores!!! Tsc, tsc, tsc... fazemos tal qual o padre: perdemos a grande chance de pensar diferente, de ver diferente, de viver diferente e de permitir que o interlocutor possa se diferenciar entre os 6 bilhões que habitam este mundo... e permanecemos com a superficialidade (com ares de campeões, é verdade, mas ainda superficiais).

Não estou dizendo que o mergulho será em águas mansas e pacíficas. Pode até ser. A verdade é que a primeira alga que nos atinge, a primeira água-viva que nos queima, nos fazem voltar para a segurança da superfície. E lá no fundo (aquele que você deixou de ir) tem uma relíquia te esperando, uma paisagem fantástica ou até mesmo Netuno!!!

Se há mares que não se permitem navegar??? Claro que há!!! Sem essa permissão eles deixam de ter o convívio não só dos mergulhadores, mas de outras criaturas interessantes que habitam os mares menos revoltados. A esses, a superficialidade!!!

E antes que este post se transforme num aquário (ou num oceano), termino por aqui.

Até mais!!!

Ps.: Tá vendo como dá pra se aprofundar nem que seja um pouquinho??? Sem perder o fio da meada, este post saiu da gafe e chegou a uma idéia sobre o comportamento humano diante do famoso "contentar-se com pouco". Enfim, provei minha tese de que se pode aprofundar num assunto em 10 minutos.