21 dezembro 2007

Emendando o post anterior

Não se trata de uma emenda propriamente dita... é que deixei o comentário sobre "amar eternamente" e, aproveitando a insônia, vou ver até onde consigo analisar... e se é que consigo!!!

Mulher que é mulher já passou por crise existencial causada por TPM (quem disser que nunca passou ou é monja ou é psicopata!!!). Hum... para tornar o post mais inteligível para os homens, esses momentos nos fazem questionar absolutamente tudo que parece tão certo, seja sobre nós, sobre o mundo, sobre as pessoas... enfim, Sócrates, convivendo com uma mulher nesse estado, desistiria da Filosofia; Platão, daria outro rumo ao "Banquete".

Pois bem, tempos desses, tive uma dessas crises, e fiquei me questionando sobre a minha capacidade de amar, se poderia amar alguém para o resto de minha existência. Como toda boa mulher (temos uma forte tendência à megalomania filosofal), passei a indagar sobre a existência do amor eterno. Nesse estado, desabafo com Deus, passo todas as minhas dúvidas Ele. Às vezes Ele responde depois, às vezes, na hora. Como acho que Ele já devia estar entediado com minhas inúmeras perguntas, tive a resposta imediatamente.

Em tempo, não incluí meu filho nessa crise, porque amor de mãe é muito além dos outros tipos de amor.

Sim, o amor eterno existe. Uma pessoa pode amar outra mesmo que não a veja nunca mais, mesmo que a tenha visto por alguns segundos. Neste último caso, ama-se mais à expectativa que se faz da pessoa que a pessoa em si.

Quando disse que ir além da superfície não é pra qualquer um, só fiz constar uma verdade. Conhecer alguém a fundo é extremamente arriscado!!! E é justamente esse tipo de conhecimento que nos faz amar uma pessoa pelo resto de nossas vidas. Não somos mais só nós mesmos, somos nós e a outra pessoa.

Aonde quer que se vá, levamos aquela pessoa conosco. Visitamos lugares, conhecemos pessoas, comemos uma comida diferente... e isso tudo pensando "ei, fulano(a) iria adorar isso aqui", "nossa, ele(a) certamente riria dessa piada", "ele(a) acharia tão enfadonho esse assunto!". E não temos a menor sombra de dúvida quando pensamos nessas frases, há a certeza (e normalmente seria do jeitinho que pensamos). Já não se ama a expectativa, pois realmente sabemos quem o outro é.

Hum... deixa ver se consigo explicar melhor... Sabe aquela frase "você pode estar cercado de gente, e se sentir só"??? É a mesma coisa... você pode estar no lugar mais exótico, diferente de tudo o que você já viu, pode estar com pessoas que a outra não conhece (ou sequer vá conhecer), mas ela está ali contigo.

Conheço uma pessoa assim. Há décadas perdeu a esposa, mas, como a vida continua, casou-se novamente, teve novos filhos, mas a primeira esposa está no coração dele. Ele a leva a todos os lugares que vai, pensa nela todos os dias e, de uns tempos pra cá, sente-se livre pra falar dela, relembrar momentos, revivê-la!!!

Isso parece triste. Parece que ele vive de passado. Só que não é assim!!! De forma alguma!!! Ele realmente a ama e não vai amar mais ninguém. E isso não o torna amargo, pesado, etc... ele também ama o fato de se ver capaz de amar dessa maneira.

Dizem que ninguém é insubstituível. Tenho minhas dúvidas... um lugar que se conquista não está mais disponível, é da pessoa a quem você deu (e não cedeu). Você pode até tentar colocar alguém naquele lugar, mas, até nesse caso, vale a lei da física "dois corpos não ocupam, ao mesmo tempo, o mesmo lugar no espaço". Pode-se dizer que o amor é incorpóreo, mas ele tem a capacidade de ser tão intenso que chega a ser palpável. Ainda pode-se argumentar "ah, mas os corpos não ocupam ao mesmo tempo o mesmo espaço", só que o amor não conhece o tempo, se conhecesse, poderíamos apagar deliberadamente outras pessoas de nossas vidas. Quando apagamos, não amávamos realmente. Amados são insubstituíveis.

Você pode até tentar levar a vida como se aquela pessoa não tivesse essa importância toda. A maioria faz isso, não se sinta mal se também o fizer, mas prepare-se para o dia em que isso tudo fugir ao seu controle (e, pode ter certeza, um dia foge).

Outros, sabendo do perigo que correm, preferem outro tipo de automentira. Namoram, noivam e casam com alguém que lhes dará segurança. Preferem a segurança ao amor. Também não se deve censurar isso. Muitos também são adeptos dessa prática. Até que um dia eles acordam, olham para o lado e descobrem que segurança não é amor. Alguns continuam acomodados à vidinha que construíram, só que perceber que não há mais o brilho no olhar (na verdade, nunca tiveram), torna-se incômodo. Aí valerá tudo em nome da aparência. Muitas das vezes, disfarçam esplendorosamente, ao ponto de o suposto ser amado sequer perceber a mudança. (Isso sim é triste!!!)

Outro ponto importante é a lembrança. Não só a lembrança da pessoa, mas de acontecimentos pelos quais passaram juntos. Essas recordações parecem trazer de volta o instante revivido, com todas as emoções, as sensações. Podemos sentir gostos, cheiros, rir do mesmo modo que rimos, sentir a mesma raiva... mas, seja lá o que for que se rememore, há a mesma intensidade, a mesma vontade, a mesma pessoa.

Ai... o sono chegou!!! Também pudera, mais de 2 da matina!!!

Não consigo analisar mais nada... mas tentando resumir, vou adicionar pedaços de uma música. Não ponho a música toda, pois não concordo com algumas partes. (O curioso é que já tinha finalizado o post e o estou editando, pois lembrei-me agora da música e vi partes que eu praticamente repeti no post. Detalhe, eu adoooooooooooro essa música, mesmo não concordando com seu inteiro teor... igualzinho ao amor!!!):

"Since you been gone I can do whatever I want
I can see whomever I choose

I can eat my dinner in a fancy restaurant
(...)
But nothing compares

Nothing compares to you
(...)
I could put my arms around every boy I see
but they'd only remind me of you

(...)
Because nothing compares
Nothing compares to you"


Agora fui mesmo!!!

20 dezembro 2007

Balanço 2007

... logo eu, que detesto qualquer coisa relacionada a Contabilidade, fazendo um balanço... Só quero ver no que isso vai dar...

Como já disse num desses posts passados, o ano de 2006 foi o famoso ano iluminado (no tal post usei o "Ano do Schweitzfudüe"). Sim, apesar de tudo o que eu penei em 2006, posso dizer que aprendi para caramba. Tá certo que não foram coisas boas ou felizes de se constatar, mas me serviram e servirão muito. Antes de tudo, aprendi que nem sempre aquela pessoa que você sabe o nome há anos é sua amiga, muito pelo contrário!!! Percebi que existem seres que conseguem a proeza de te sacanear nas entrelinhas. Notei que passar por um período de luto é muito bom, pois te ajuda a fechar um capítulo pra poder iniciar um novo, em que tudo é realmente novo. Vi que esse papo de "um amor se cura com outro" é um mito perigosíssimo, pois pode-se buscar no amor atual justamente o que se tinha no antigo (por isso o período de luto é realmente necessário - ou não, como diria Caetano).

Enfim, entrei 2007 só o rascunho (a capa do Batman, como costumo dizer), mas com meu filho no colo e uma coisa na cabeça: este ano seria muito, mas muito diferente de 2006. Só um detalhe me desnorteava, não sabia como fazer para que essa mudança acontecesse de fato. Então, mais uma vez, deixei tudo na mão de Deus e decidi que, pelo menos o meu caminho eu ia trilhar. Ah, sem contar em mudar o foco.

O caminho que havia me imposto se resumia a filho-família-estudo-amigos. Caso surgisse alguma coisa nova, ia analisar tudo muito bem antes de deixar que trilhasse comigo, fosse o que fosse: amigos novos, trabalho, etc.

Assim foi o dia 1º de janeiro de 2007...

Dia 14 de janeiro de 2006, depois de alguns fatos horrorosos que não vêm ao caso, fiz uma coisa que não se deve fazer. Pus um ponto final numa fase da minha vida sem sequer parar pra pensar. É preciso ter o cúmulo do auge da impulsividade pra chegar perto do que eu fiz. Mas eis que, em 14 de janeiro de 2007, outra impulsividade minha, baseada no medo, levou-me a outro caminho. Segue a historinha.

Na tal data fatídica, tinha uma prova do TSE. Fi-la no Maristão. Depois da tal prova, resolvi "subir para o eixo" (como costumamos dizer aqui em Brasília). Como era um domingo, a "subida" não estava muito cheia, e eu ia ficando apavorada com a idéia de ser assaltada (já tentaram me assaltar 2 vezes). Na altura da 216 sul, deparo-me com a seguinte placa: "risco de ser assaltado". Aquilo que era medo, transformou-se em pavor. Fui caminhando e vejo um rapaz com a prova do TSE na mão. Na hora aquilo me soou como "o risco desse aí te assaltar é zero, ele parece que também está subindo pro eixo, e você terá companhia até a parada - o que reduz ainda mais o risco de assalto". Ah, não me fiz de rogada e perguntei "Oi, como você foi na prova?". Dito e feito!!! Ele estava subindo o eixo, tive companhia não só até a parada do Mc Donalds, mas até a parada da casa do meu tio, pois pegamos o mesmo ônibus.

Dentro do ônibus, o moço me passa a prova dele e diz "anota o seu telefone aí". Depois de olhar pra ele com aquele ar de "hein???", resolvi dar o número do meu telefone. Ele ligou, mandou recado, fez bom uso do número... e eu, nada... Nada até abril!!! Em abril, ele resolve arriscar de novo e, como eu já estava mais 2007 que 2006, também resolvi arriscar. Se deu certo??? Está dando!!!

Balanço nº 1: Deus é um sujeito mais divertido do que eu pensava, pois, um ano depois de um dia terrível, resolve colocar uma placa apavorante no meu caminho, para que eu saísse do meu mundinho e partilhesse do mundo de outrem.

Para evitar de quebrar a cara, resolvi colocar todos os meus "espanta-homens" à prova (ressalte-se que eles deram super certo em 2006!!!). Vamos a eles:

1 - a idade. Todos, sem exceção, que chegaram com algum interesse em 2006 eram mais novos. Já estava pensando em montar "A Creche da Tia Déia" (ia ganhar um dinheirão). Só que, como não estava lá muito disposta a entrar noutro relacionamento (ainda estava no importante - e doloroso - período de luto), perguntava a idade do mancebo e dizia a minha, seguida de algum comentário como "nossa, quando você nasceu, eu já sabia ler, escrever, somar, dividir, multiplicar e ir ao banheiro sozinha!!!". Como, normalmente, esse "espanta" se assemelhava ao "tiro de partida" dos 100m rasos das Olimpíadas, usei sem parcimônia. E ele falhou... não me dei por vencida!!! Usei praticamente todos os comentários impertinentes, aplicáveis ao caso: "eu adorava assistir ao Spectroman. Você conhece??? É porque eu acho que não é da sua época", "nossa, na minha época, não era assim não"... e por aí vai... E falhava, falhava...

2 - compromisso. Logo depois do primeiro beijo, questionei "isso quer dizer que agora você é meu namorado???". Esperando qualquer tipo de evasiva, ouvi um sonoro "sim". Não deu nem pra discutir, né???

3 - Meu filho. Atualmente, como os homens não parecem querer ter compromisso com mulher solteira sem filhos, imagine com mulher, cujo estado civil tá mais pra "indefinido" que pra qualquer outro e com filho??? Ah, detalhe, meu filho mora com o pai (às vezes, amar é saber abrir mão), e isso deixa todo mundo chocado. Antes mesmo de começar a namorar, deixei bem claro que tenho um filho e da imensa importância que ele tem na minha vida (essa foi um pouco mais complicada, porque é difícil mensurar a importância do Marco na minha vida). Assim, no segundo dia de namoro, levei meu filho pra casa dele (do namorado). Essa falha foi fenomenal, porque ambos ficaram jogando video game e eu fique de lado. Marco até tentou me ajudar, dizendo (e repetindo) "ela é só minha", mas nem isso adiantou

4 - casamento - basta mencionar essa palavrinha, que o sobrevivente pedirá baixa do pelotão. É quase instantâneo. O resultado é mais visível quando não se come pelas beiradas e se vai direto ao assunto. Fui direto ao assunto: "olha, eu não gosto muito de namorar por namorar não, minha intenção é me casar. Casamento é muito bom e eu pretendo repetir a dose, só que agora quero o 'até que a morte os separe'. Pensando bem, não quero isso não, quero que vá além da morte, que vá pela eternidade. E nada de 'que seja infinito enquanto dure', isso é coisa de galinha ou de quem quer desculpa pra bater o recorde de casamentos". Ouço um "eu também estou querendo isso"

Aí, relaxei, soltei as travas e fui curtindo um dia de cada vez...

Balanço nº 2: Acho que Sun Tzu deve ter dito algo a respeito, mas vale repetir: se funcionou uma vez (e no meu caso, funcionou diveeeeeeeeeeeeeeeeeeersas vezes), não quer dizer que vai funcionar de novo.

Outra coisa que me deixa apavorada é conhecer família de namorado. Tenho um trauma absurdo de sogras. Minha última sogra é... sem comentários. Fui conhecer minha nova sogra e meu novo sogro na festa do Dia das Mães da Igreja Sagrado Coração de Jesus (curiosamente, na igreja onde fiz minha primeira comunhão, ao lado do colégio onde passei toda minha infância).

Balanço nº 3: Como é bom poder fazer da família do seu namorado sua própria família. É fantástico ser tratada como filha, sentir-se bem vinda. Minha família sempre fez isso, mas nunca tinha tido tratamento igual na família alheia.

Mas antes disso tudo, antes de namorado, antes de nova família, antes de tudo isso, eu havia mudado (ou pelo menos entrado em franco processo de mudança). Nunca gostei muito do papel de vítima, de mocinha indefesa; sempre fui adepta da máxima do sutiã "meta os peitos". Só que em 2006 eu não estava mais me reconhecendo, estava sem chão. De uma hora pra outra me vi sem minha casa, meu marido e, principalmente, meu filho. As únicas coisas certas eram o meu amor pelo meu filho e a minha faculdade. Saí da solidez pra areia movediça. E não conseguir sair, estabelecer novos rumos, e contando com a sacanagem declarada ou com a sacanagem das entrelinhas. Não foi fácil!!!

Mas Deus nunca abandona os seus!!!

Reencontrei minha família e, o mais importante, reencontrei-me na minha família. Fiz uma "árvore genealógica a la Andrea" e vi que venho de uma ascendência de mulheres fortes, sábias (minha avó era muito admirada pela sabedoria de vida). Tenho a honra de dizer que minha avó era uma guerreira, uma mulher criada sem mãe, mas por uma irmã mais velha que, até por ignorância, a maltratava. Tenho uma mãe que toda vez que eu tenho que dizer o quanto eu a admiro, o quanto eu sou grata por ser filha dessa mulher, me vêm lágrimas aos olhos. Tenho uma prima que só viveu 11 anos, mas sua marca nesse mundo foi tão forte que ninguém da família a esquece. Tenho um irmão que superou obstáculos que muitos certamente considerariam intransponíveis. Tenho uma tia que é mais minha mãe que minha tia, cuja força, o caráter são inabaláveis. Tenho um tio que tem uma fé incrível em Deus. Tenho primos que são irmãos, cúmplices, que sabem dizer a coisa certa e, o melhor, verdadeira!!! E cada um deles me mostrava o meu valor. Tiveram a curiosa tarefa de apresentar-me à Andrea, aquela fulana que eu já não conhecia mais, de quem já não lembrava mais. Saber de cada um deles como eles viam essa estranha, fez-me gostar dela, sentir falta dela e, cereja do bolo (!!!), voltar a ser ela. O namoro só veio coroar essa visão.

Aliás, sempre tive muita curiosidade em saber como realmente as pessoas (as VIP's, claro) me viam. 2006 me proporcionou isso, pois chegava a ser surreal ver meus amados falando de mim pra mim como se estivessem falando de alguém que foi fazer um intercâmbio num país distante. No meu caso, o intercâmbio foi dentro de mim mesma. O mais engraçado é que, quando pergunto ao meu namorado o que foi que ele viu em mim (sempre perguntei isso, pois realmente nunca vejo nada de tão interessante em mim que possa despertar algo), ele responde "Vi você!!!". É tão bom quando as pessoas realmente te enxergam e não apenas te olham!!! Ir além do olhar não é para todos. Deixar a superfície e ir mais a fundo não é tarefa simples. Talvez por isso, alguns amam determinadas pessoas o resto de suas vidas, mesmo que suas vidas tenham mudado... mas isso é assunto pra um outro post!!!

Balanço geral de 2007: Não planejar nada; afinal, nada do que você planeja acontece exatamente do jeito que você quer, na maior parte das vezes elas são melhores e inesperadas!!!

Fui!!!

13 dezembro 2007

Um pouco sobre tudo e muito sobre nada

...e, pra variar, sem idéias do que escrever. Então vamos falar sobre uma série de bobagens e coisas não tão bobagescas assim.

1 - Comprei (na promoção, claro) o box de DVD's de Hilda Furacão. Adorei a minissérie!!! Tudo normal até a hora em que me deparo com Mário Lago. Nossa, fiquei pra lá de emocionada!!! Sou fã fanática desse sujeito (apesar de agora ele estar encantando os anjos com sua doçura, cultura e imensa inteligência).

Todo mundo critica a música Amélia, de autoria dele, mas ninguém tece qualquer comentário negativo sobre ele, Mário Lago. Eu não tenho absolutamente nada contra Amélia, a música trata de uma comparação entre uma mulher extremamente vaidosa com uma que não se importava com vaidade e outros luxos. Ah, sim, a parte do e achava bonito não ter o que comer é bastante atual (as anoréxicas que o digam!!!)

2 - Nas minhas viagens a Uberlândia, eis que sou apresentada ao trash do trash: Gunther!!! O sujeito é tão trash, mas tão trash, que corre o risco de virar cult!!! Aí estão alguns dos motivos que o tornarão o mais novo cult do momento:
a) os títulos são pra lá de sofríveis (Tutti frutti summer love, Tweeny Weeny String Bikini, Ding Dong Song, e por aí vai...)
b) as letras das músicas se afundam no ridículo.
c) o próprio Gunther tenta ser o novo irresistível do pedaço (sabe aquele fulano que chega achando que está abafando, que todas as mulheres estão doidas para dar pra ele, e, na verdade, elas apenas estão se perguntando de onde saiu aquilo??? Eis Gunther!!!)
d) Cereja do bolo (!!!): as duas tentativas frustradas de modelo da Hustler. As Gunther's girls tentam fazer caras e bocas no meio dos mosquitos!!! O irrisório orçamento liberado para fazer os vídeo-clips não foi suficiente para contratar uma boa dedetizadora ou mesmo comprar um daqueles repelentes.

Enfim, quando assistirem aos vídeos, lembrem-se de verem todos os detalhes que ultrapassam a linha do bom senso. Se o humor estiver em dia, garante boas risadas.


3 - Advogados são uma das classes mais avacalhadas de que se tem notícia (só perdem para os políticos). Há momentos em que tenho uma certa pena, como quando li a pérola "sabe por que as cobras não picam os advogados? Ética profissional", mas há horas em que não há como discordar.
Um bom exemplo foi a atuação da Defensoria Pública do DF no caso Maria Cláudia Del'Isola. O assassino confesso (em respeito à família, não vou inserir o nome daquele fulano no mesmo parágrafo em que digitei o nome da moça) estava sendo julgado por homicídio qualificado por 3 razões: motivo torpe, mediante dissimulação e meio cruel. Pois bem, entre os exemplos de "meio cruel", figura a asfixia. Até aí, nada fora da cartilha. Só que, para descaracterizar uma das qualificadoras e, por tabela, tentar reduzir a pena, o Defensor Público me sai com a seguinte pérola: o assassino só deu uma pancada com a pá!!! Além dessa, ele disse que Maria Cláudia teve a chance de se defender antes de ser amarrada pelo assassino.
Deixa ver se entendi tudo direitinho: então quer dizer que uma pessoa com estatura de mediana a baixa pode ser considerada apta a se defender de um brutamontes??? asfixiar (que, magicamente, deixou de ser meio cruel), estuprar, etc. pode, desde que só se dê um golpe de pá??? Ah tá... vou processar a faculdade, que tá me ensinando tudo errado!!!
Em tempo, o prêmio Mãe Dinah (lembram dela?) vai para a co-autora, que, apesar de não ter participado em momento algum do crime, intuiu onde estaria o celular da vítima.

Já deu, né???

Fui!!!

05 dezembro 2007

E a ciência finalmente me consola!!!

Depois de uma temporada estudando feito louca, enfim férias da faculdade!!! Mas como toda boa nerd, continuo estudando... Tô viciada em livros de Direito!!! Não acho mais nenhum outro livro interessante e vejo Direito em tudo!!! Bem, se isso não for um indício de que serei uma boa advogada, certamente será um carimbo no passaporte para o manicômio... (mas isso vai depender de um processo de interdição, o problema é quem poderá ser o legitimado ativo da ação). Ah, chega de Direito (pelo menos no blog).

Mudando de assunto...

Ontem a ciência (finalmente) me deu uma excelente notícia!!! Seguinte: japoneses (des)ocupados fizeram um teste de memória entre humanos e chimpanzés... a macacada levou a melhor, e levou de lavada!!! A explicação científica para o placar "macacos 1.000 x humanos 0" foi a de que os homens perderam parte da memória ao desenvolverem outras habilidades. Ou seja, os estudiosos asiáticos encontraram uma justificativa perfeita para algo que eu tentava há anos: minha completa falta de memória.

Resumo da ópera, posso até não ter a memória de um chimpanzé (depois do teste, os elefantes perderam o primeiro lugar no ranking), mas certamente essa deficiência se deve ao amplo desenvolvimento de outras habilidades... agora só me falta lembrar quais são!!!


Fui!!!