24 novembro 2008

Para eu me lembrar de vez em quando...

... aí vai uma daquelas mensagens otimistas, que costumamos receber por e-mail. Enjoy it!


"Você conhece a lenda do rito de passagem da juventude dos índios Cherokees?

O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho.

O filho se senta sozinho no topo de uma montanha toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte. Ele não pode gritar por socorro para ninguém. Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem.

Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido. O menino está naturalmente amedrontado.

Ele pode ouvir toda espécie de barulho. Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele. Talvez alguns humanos possam feri-lo.Os insetos e cobras podem vir picá-lo.Ele pode estar com frio, fome e sede.

O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda. Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.

Finalmente...Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida. Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele. Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.

Nós também nunca estamos sozinhos! Mesmo quando não percebemos Deus está olhando para nós, 'sentado ao nosso lado'. Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que ELE está nos protegendo."

18 novembro 2008

Oportunidade de ficar calado...

... ou, no mínimo, com os dedos reclusos.

Antes de começar o post, convém frisar que não sou admiradora de nenhum dos envolvidos na trama, não ia nem falar nada a respeito do assunto, mas a oportunidade que José de Abreu perdeu de ficar quietinho no seu cantinho é que não dá pra deixar passar.

Seguinte, segundo um site de fofocas, o ator fez em seu blog (o qual sequer me dei ao trabalho de olhar, mas não duvido que esteja realmente lá) este comentário:

"José de Abreu continua, contando que acha discutível a aplicação da pena nesse caso, pois tudo teria acontecido em uma balada após uma briga de namorados, e não é a situação de uma mulher que apanha constantemente do marido ou companheiro e não tem a quem recorrer."

Resumindo o "pensamento" do ator, para uma mulher poder recorrer à Lei Maria da Penha, ela tem de ter sofrido, pelo menos, duas agressões físicas do marido, namorado, companheiro, etc.

Então, peraí... se numa primeira agressão o sujeito não chega a matar a mulher, mas faz com que ela faça uma bela visitinha ao hospital, não há a necessidade de se registrar ocorrência na delegacia??? Ah, então só se a primeira agressão constituir um homicídio é que se poderá tomar alguma providência???

Puxa, ainda bem que nosso legislador pensou diferente, pois o art. 5º da Lei Maria da Penha diz exatamente o contrário. Para uma melhor visualização do ator, caso um dia ele venha a ler este blog, vou destacar as partes mais importantes, com um comentariozinho básico ao lado:

Art. 5o Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer (qualquer quer dizer qualquer e não a milésima quinta agrassão) ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico (ou seja, não é só bater que faz o agressor responder pelo contido na lei, mas todo e qualquer sofrimento físico, sexual ou psicológico) e dano moral ou patrimonial:

(...)

III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação (e isso inclui namoro).

Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual

Ou seja, se seu namorado achou bonitinho te bater no meio da boate, DENUNCIE; se seu marido acha fofo te rebaixar com palavras de baixo calão, DENUNCIE!!! Não dê a qualquer um deles uma segunda chance...

Seria interessante analisar se o que aconteceu com Luana Piovani tivesse acontecido com a filha do José de Abreu, se a conclusão e o pedido seriam os mesmos.

Ah, só pra constar, o que está escrito aqui não configura dano algum, pois não denegri a imagem de ninguém e usei algo que foi alardeado por toda a net para fazer um alerta a toda mulher que descobre o namoradinho que tem (vai que ele acha bonitinho me processar...).

Apesar de nunca ter apanhado de homem nenhum, certamente denunciaria o primeiro fulaninho que se atrevesse.

Até mais!!!

17 novembro 2008

Segunda bizarra...

Digamos que ou Deus realmente quer que eu passe a segunda-feira sorrindo ou os jornalistas estão deveras inspirados:

a) ao ler esta reportagem, só consegui pensar numa coisa: "quem mandou escolhar a tintura errada";
b) humor marrom, mas que me fez pensar em adquirir um iPod e num trocadilho ridículo (mas que não resisto), não Pho* e ainda leva um iPodada (eu disse que era ridículo);
c) humor pra lá de negro. Depois de ler a reportagem quase inteira, e ficar pensando em como a vida pode ser irônica, sarcástica e, dependendo, cínica, vi-me arrancada (na base da gargalhada) dessas profundas reflexões ao ler a notícia sobre o destino do gato;

Se esta segunda-feira continuar assim, volto a postar!!!

E Deus existe...

Sabe aqueles dias que você está precisando dar aquelas risadas espontâneas, mas todos os filmes besteirol que você já viu não vão dar o efeito desejado???

Mas eis que Deus, em Sua infinita misericórdia, resolve se compadecer de sua ovelhinha aqui e me faz encontrar esta reportagem. Foi um manjar do riso...

Boas risadas!!!

16 novembro 2008

Imaginação fértil

Sempre soube que tinha uma imaginação bem fértil... aliás, esse é um dos principais motivos de eu ter montado este blog. E eis que ela me prega nova peça...

Estava eu, no colégio do meu filho, quando encontro uma das amiguinhas dele com um livreto na mão.Como sou uma das maiores entusiastas em leitura, logo pedi para ver o livrinho. Era um desses mini-roteiros de um certo centro cultural, que falava sobre diversos paisagistas e artistas plásticos, numa linguagem bem simples, própria para crianças.

Fui folheando o livrinho e me deparo com um texto sobre Yoko Ono. Ah, já na primeira fase, minha imaginação vôo longe, mas foi tão longe que tive de conter o riso, para não frustrar a menina e também para não parecer louca (dessa vez eu consegui o meu intento!!!).

O texto começava assim: blá-blá-blá "A Yoko Ono faz muitas coisas...". Como a linguagem era muito simples, eu imaginei a professora do jardim da infância lendo para as crianças, numa voz doce e melodiosa. Só que a minha frase não terminava como termina a do livro, na minha fértil imaginação, a carinhosa e dileta professora falava, naquele tom maternal, o seguinte: "A Yoko Ono faz muitas coisas, por exemplo, ela separa os Beatles!!!".

Fala a verdade, nem dava pra ler o resto, né???

Fui!!!

06 novembro 2008

In memoriam


Como não estou em condições de escrever qualquer coisa a respeito de Ana Maria Schiavinato, vou tomar por empréstimo o post de alguém que, assim como eu, foi e continua sendo aluno dessa brilhante mulher.


Assim que conseguir me recuperar do susto, presto-lhe a homenagem devida e merecida.


Te amo, Ana!!!


"Guardo com bastante nojo as memórias do meu tempo de estudante de Direito. Nada contra o ofício ou a academia, por favor, é que simplesmente aquele não era meu lugar. Já que tomava a faculdade como algo tão interessante quanto um campeonato de bocha, eu obviamente não me envolvia. Faltava a maioria das aulas e quando ia era para tomar cerveja e bater papo com o pessoal da Administração, Contabilidade e flertar com as meninas da Pedagogia. Minhas notas eram de uma mediocridade tão embaraçosa que sinto-me péssimo só de lembrar. No entanto, meu desinteresse excluia uma cadeira.


As primeiras provas consegui um relativo sucesso graças aos truques que todo estudante vagabundo e desinteressado cria num ato de desespero. Funcionou muito bem. Menos para a matéria de Ciências Políticas. Olhei descrente a prova, composta por cinco questões dissertativas onde deveria escolher três para responder. Todas elas pediam-me opinião sobre pessoas que ouvi falar tangencialmente e, se repondesse, seria certo eu derrubar ali alguma abobrinha grossa, algo como "Bacon, além de não ser kosher, é maquiavélico para o coração". Ao invés de responder com esse nível de brilhantismo, resolvi preservar meu orgulho escrevendo nada além do meu nome completo, o dia e o nome da professora. Um zero, mas um zero digno.


A professora, que era uma das poucas que parecia realmente levar a sério suas aulas e que me passou uma imagem de ser tão flexível quanto um bloco de quinze toneladas de chumbo, chamou-me depois da aula que entregou as notas (onde recebi o meu zero) e perguntou o motivo de eu não escrever absolutamente nada, nem abobrinhas, em minha prova. Calhorda que era - e, confesso, bastante surpreso com a atitude solícita da professora - fiz um drama completo e respondi que sua matéria me confundia e que a dificuldade com meu curso se resumia a essa cadeira. Mentira deslavada e ambos sabíamos disso. Ainda assim, com uma atenção quase materna que distoava totalmente da forma que dava aulas, ofereceu-me uma chance. Eu teria dois dias para ler um trecho de "O Principe" de Maquiavel e discursar, em frente a turma e num tempo de cinco minutos, sobre a crueldade na visão maquiavélica.


Para um turista acadêmico e leitor exclusivo de quadrinhos e frases de porta de banheiro, foi um desafio. Li numa dificuldade absurda e, não sei, numa dada hora a coisa começou a fazer sentido e até tomei um certo gosto pelo que estava lendo. Apresentei e meu zero tornou-se 8,5.


Ana Maria Schiavinato despertou minha curiosidade e voltei a assistir suas aulas. As notas melhoraram mas não se comparavam ao resultado mais prático de suas lições, um pouco de consciência cidadã. Ao longo do semestre, escutei uma série fatos sobre política, coisa que abominava, e como ela deveria nos servir, quais os nossos deveres e quão intrínseca estava em meu cotidiano. Apontando os erros da prática e colocando-nos para raciocinar antes de qualquer resposta a questões que levantava, as aulas tornaram-se para mim, gradualmente, encontros que iam além do aprendizado simplesmente acadêmico . Na verdade, Ana Maria ensinou-me, inclusive, a corretamente identificar o que odiava (e odeio) . Foi dessa mulher que escutei, há dez anos, a frase que repito aos que dizem que odeiam politica; "Suspeito que você não odeia política, suponho que você odeia política partidária". Carrego comigo até hoje a base que essa impressionate cientista política me deu.


Devo me desculpar aos dois leitores desse blog por ter me prolongado novamente. No entanto, compreendam que é muito difícil ser grato de modo sucinto, especialmente a alguém que semeou algo que criou raízes tão fortes. Culpem a gratidão. Se a autora desse post fosse a tristeza que me bate, por saber hoje que Ana Maria Schiavinato faleceu há um mês, eu não conseguiria escrever nada além do meu nome completo, o dia e o nome da professora. Seria um zero horroroso.


Obrigado, Ana Maria"

04 novembro 2008

A assunção

Agora é oficial, somos um país governados por bêbados....

Explico, saiu no Diário Oficial da União, supostamente o veículo que divulga todos os atos de interesse da população e do governo, a receita oficial da caipirinha!!!!

Em vez do cafezinho, nos gabinetes a oferta será da brasileiríssima (agora mais do que nunca) caipirinha...

Saúde!!! e alcóolicos anônimos depois!!!