12 fevereiro 2009

2009

Todo reveillon, toda passagem de ano, é a mesma coisa: "ano novo, vida nova". Todos esperam uma renovação. Eu esperava uma continuidade...

2008 foi um ano relativamente calmo, até perto do seu final. Fiz vários novos amigos, solidifiquei amizades iniciadas em 2007, fui vivendo um ano como há muito não vivia... um ano de calmaria... Mas perto do final, começou uma agitação inesperada. Não muito feliz, mas agitação de qualquer modo. Quando estava ingressando no novo "modus vivendi" a que fui jogada, eis que ocorre um retorno...

Retornos... retornos nunca são efetivamente retornos... volta-se, mas não se volta para uma similitude, e sim para o novo, uma novidade surgida de conflitos, de angústias, de incertezas... as mesmas que geraram a certeza daquilo que se quer, mesmo correndo o risco de se perder...

Aliás, falando em retornos, similitudes e perdas, é curioso perceber o quanto nos enganamos sobre as pessoas... não sou do tipo camaleônica... tá certo que me adapto, não sei se com tamanha facilidade, mas me adapto... no entanto, continuo com a mesma essência. Todavia, conheço pessoas que me assombram pela capacidade de modificarem absolutamente tudo, inclusive sua essência. Não arrisco dizer que isso seja bom ou ruim, mas essa mudança repentina, quase cigana me assusta... não sei como alguém consegue mudar tanto a própria essência ao ponto de me fazerem exprimir um pensamento temeroso "puxa, convivi tanto tempo com essa pessoa, tinha certeza que a conhecia... mas hoje, ela me parece uma completa estranha"...

Mas voltando ao tempo: o final de 2008 deu início a um turbilhão. Entretanto, 2009 prenunciava, pelo menos em sua primeira semana, uma calmaria, não sei se merecida, mas certamente desejada. Ledo engano!!! A vida me pega de surpresa, desprevenida. Dá-me uma alegria assombrada, mas desmedida... e tira-me. Quando penso em me entregar à tristeza, outra novidade, uma novidade urgente, que não me permitirá grandes reflexões, e sim atitudes imediatas. Ajo conforme a música acelerada que a vida me apresenta, dando aos meus pensamentos o mesmo ritmo alucinante. E quando tudo parece se encaminhar, quando a porta do novo ameaça se abrir, eis que vem a necessidade do aguardo. O que estava na minha mão, aquilo que parecia depender só de mim é enviado a mãos alheias. Resta-me tão somente esperar...

E olha que ainda estamos em fevereiro!!!

Não sei mais o que 2009 me reserva. Não faço mais tantos planos. Aliás, faço alguns planos, todos simples. O que me absorve mais é plantar sempre as boas sementes, para que minha colheita seja farta, e preservar (e proteger) minha essência, para permitir aos que verdadeiramente me amam saibam quem sou.