31 março 2009

Piada pronta...

Os concursos de Miss são, por si só, piadas prontas, ainda mais quando as moçoilas desfilam com seus trajes típicos e são obrigadas a responder às perguntas elaboradas por uma seleta banca de intelectuais (sim, isso é ironia). Além das vestimentas e do "intelectualismo" das moçoilas, há as notícias de envolvimento com drogas, descoberta de casamento pré-concurso, etc., etc., etc... novidades estas aparentemente comuns nesse universo.

Hoje, tudo ia na santa paz do Senhor, quando me deparo com esta noticiazinha. Como diria Maysa, meu mundo caiu, e me fez ficar perplexa. Tive de fazer respiração cachorrinho para poder deglutir a seguinte frase: "Eu não queria sair de lá. É um lugar para relaxar, calmo e lindo". Pequenino detalhe: a fofa da Miss Universo estava fazendo turismo (???) em Guantanamo (não, linda, não é aquele spa fantááááááááááástico para onde seu seu esteticista - vulgo personal sex - quer te levar).

Lendo a reportagem, tive a nítida sensação que a Miss Universo (agora estou começando a acreditar nas previsões de fim de mundo) tinha ido a Disney e estava em algum parque temático no estilo Iraque ro(fu)cks!!! (eu avisei que estava sendo dificílimo manter a quaresma).

Numa boa, esse e outros tipos de comentários da lindíssima (outra ironia) ofendem meus neurônios. Os organizadores deveriam recrutar candidatas que tenham, pelo menos, o MOBRAL em conhecimentos gerais. Já imaginou se a moça resolve ir fazer um churrasquinho na Índia???

Das duas uma, ou a moçoila vem nos confirmar que o lado intelecutal é deveras (des)valorizado nos concursos de Miss ou ela é sádica e deveria ter participado de concursos de dominatrix.

Tsc, tsc, tsc... e eu achando que os lucros cessantes tinham sido o ápice do ano...

No primeiro trimestre de 2009...

... descobri que:

a) essa vida de trabalhar de dia e estudar de noite é realmente estressante

Ano novo, vida nova, emprego novo, carro novo (depois conto como foi a saga para comprar o carro) e horário novo...

Com tudo novo, há também um novo desafio, trabalhar o dia todo (pra compensar o horário do estágio obrigatório) e estudar à noite.

Nessas horas, penso que não seria má idéia ser filhinha de papai e só estudar...

b) ninguém respeita o limite de velocidade.

Tirei minha carteira de motorista em janeiro e desde então venho tentando arduamente mantê-la (estou no "estágio probatório" do DETRAN - um ano sem cometer infrações graves ou gravíssimas), mas os fulanos com mais tempo de carteira e que juram que dirigir bem é descobrir até que profundidade vai o pedal do acelerador tentam arduamente me empurrar.

O mais legal disso tudo é ver carros da polícia e do próprio DETRAN (sem a sirene ligada, diga-se) desrespeitando as regras!!!

Não há melhor lugar e ocasião para você descobrir o quanto a gente se sente otário em ser honesto.

c) Jesus realmente deve ter sofrido naqueles 40 dias que passou no deserto.

Aos não cristãos e àqueles que não se lembram de onde surgiu a quaresma. Quaresma se refere aos quarenta dias em que Jesus passou no deserto sendo tentado pelo demônio.

Apesar de ser espírita e não acreditar em demônio (não da maneira como o Catolicismo prega), resolvi fazer meu sacrifício na quaresma de 2009: não falar nenhum tipo de palavrão, tanto na forma oral quanto na de sinais.

A intenção realmente era muiiiiiiiiiiiiiiiito boa, mas digamos que não parei 100% (se bem que diminuí em 99,99% os palavrões da forma oral e o gesto indicativo de que algo realmente pôs ou porá tudo a perder, e 100% a indicação do dedo médio em ocasiões que requerem tal indicação).

O motivo da não paralisação integral são os maravilhosos, iluminados, fofos, lindos, cuti-cuti motoristas que ainda não descobriram que dois corpos não ocupam, ao mesmo tempo, o mesmo espaço (são aqueles seres etéreos que te fecham, que não conseguem fazer uma curva na faixa que escolheram, e outros do gênero).

Acho que na próxima quaresma vou optar por coisas mais simples como ficar 40 dias sem comer chocolate e sem beber coca-cola.

Até a próxima!!!

19 março 2009

Emendando a bobagem 1

Como eu e meus amigos de faculdade gostamos de ir a fundo numa questão, analisamos o trabalho post mortem (aquele realizado no céu ou no inferno. Lembre-se, o purgatório foi extinto pelo Papa Bento XVI).

Trabalho no céu: não cabem lucros cessantes para o trabalho realizado pelas almas que vão para o céu, pois a natureza jurídica do trabalho realizado por lá é de trabalho voluntário (ou caridade).

Trabalho no inferno: também não cabem os lucros cessantes, pois a natureza jurídica desse tipo de labor é de trabalho escravo.

Em suma, morreu, não cabem lucros cessantes!!!

Até mais!!!

Ps.: se você é advogado e continua sem entender a piada, não se preocupe, mais uma vez você não foi o único

Ps 2: não sei o que foi pior, a pergunta em si ou o fato de eu contar o ocorrido e muitos advogados não entenderem. Numa estimativa, acho que 10% entenderam a piada.

Ouvindo bobagens e cometendo gafes...

Bobagem 1:
Ouvindo uma entrevista dada por uma "famosa quem" na Jovem Pan - "Eu conto na palma da mão os amigos de verdade que eu tenho". Não sei você, caro leitor, mas eu ainda conto nos dedos e, por se tratar de amigos verdadeiros, uso os dedos de uma mão (ou u'a mão, para os antigos)

Bobagem 2:
Aula de Estágio I. Tarefa: fazer a petição inicial de um caso hipotético em que o personagem morre em decorrência da queda de um aparelho de ar condicionado, que estava sendo imprudentemente manejado por um comerciante. Cabia danos morais, materiais e alimentos, com pedido de antecipação de tutela. Do nada, ouço "cabe lucros cessantes?". Como sou uma pessoa delicadíssima, respondi "Helloooooooooooooooo, o cara morreeeeeeeeeeeeeeeeu!!!".

OBS.: Se você não é advogado e não entendeu a bobagem, não se preocupe. Se você é advogado e ainda assim não entendeu a bobagem, também não se preocupe, você não foi o único.

Gafe única:
Tenho uma colega que sempre anda muito bem maquiada. Rímel, lápis, batom, etc. Certo dia, ela me procurou para desabafar, pois estava muito chateada. Começou a chorar copiosamente. Eu, por outro lado, comecei a consolá-la. Todavia, não pude me furtar à seguinte observação: apesar da torrente de lágrimas, a maquiagem não borrou. Nada, nadinha, nem um filetezinho de rímel diluído, nem um sinalzinho de lápis escorrendo. E continuava o choro.

Lá pelas tantas, depois de todos os consolos possíveis, disparei:
- Olha, Sandra, eu sei que você está triste, mas, garota, que maquiagem é essa??? Um espetáculo!!! Você tá que chora e ela não borra nadinha!!!

Não precisei de mais nenhuma frase. Ela começou a rir...

E por enquanto é só!!!