05 dezembro 2010

Cumpadi...

... oi, cumpadi, tô aqui, com muita saudade de você. Olha, hoje o nosso Fluzão ganhou o campeonato brasileiro. Bem, você não está aqui pra comemorar comigo, mas, assim que o juiz apitou o fim do jogo, além da felicidade enorme de ver nosso time campeão, pensei em você...

Beijão!!!

Você realmente faz muita falta!!!

Te amo muitão, cumpadi!!!

26 novembro 2010

Um convite fantástico!!!

Há alguns meses, lendo o blog da Cris Guerra, deparei-me com uma história fantástica: a de uma madrinha e de um afilhado. Como adorei o "conto da vida real", resolvi participar também.

Hoje, eu faço parte dessa história, que narra a vida de afilhados e padrinhos, de encontro, de esperança, de parceria. Recebo cartas, fotos, carinho, amor, aconchego. Confesso que recebo muito mais do que dou, porque integrar uma nova família não tem preço.

Estendo a vocês o convite que recebi da Cris. Desejo que tenham a mesma alegria que eu e ela temos.

Sou a Cris Guerra, do blog Hoje Vou Assim.

Queria fazer um convite pra você se juntar a mim numa rede de blogs por uma causa muito bacana.

Há 8 anos eu tenho um afilhado no Fundo Cristão para Crianças. Para ser madrinha do Fernando, tudo o que faço é contribuir com 42 reais do meu orçamento, todo mês. Sei que esse dinheiro é usado para assistir o Fernando, de quem sei o nome, fisionomia, cidade em que mora, matérias preferidas na escola, história familiar e muitos outros detalhes que me ajudam a acompanhar seu desenvolvimento. Já trocamos fotos, novidades, alegrias e tristezas e, em breve, vamos nos conhecer.

Na verdade, o que eu faço é muito pouco. O que me leva a pensar que muito mais pessoas poderiam fazer o mesmo. Então resolvi criar uma rede de blogs divulgadores da ideia do apadrinhamento.

Veja um exemplo de post aqui:

http://www.hojevouassim.com.br/2010/10/11/o-dia-das-criancas/

Porque muita gente não conhece a instituição e não sabe que essa maneira de ajudar alguém realmente faz diferença. Não sabe que o Fundo é uma organização respeitada mundialmente, auditada, que presta as contas do seu trabalho e realmente traz resultados, tirando milhares de crianças da situação de pobreza no Brasil. Para conhecer melhor o trabalho do fundo, acesse www.fundocristao.org.br

Você, com a força formadora de opinião do seu blog, pode fazer parte da nossa rede de blogs e contribuir significativamente para espalhar esta ideia.

Tudo o que você tem a fazer é escrever para espalheessaideia@fundocristao.org.br para receber o selo da campanha e, semanalmente, os posts que vamos fazer em conjunto. Você pode adaptar cada texto e post para a linguagem do seu blog pra ficar mais espontâneo. O importante é fazer do seu blog um veículo de informação que faça chegar a cada vez mais pessoas a ideia simples do apadrinhamento. E o quanto ela pode fazer diferença para muitas crianças em situação de pobreza no Brasil.

O poder da internet é mobilizar muitas pessoas por uma causa maior. E o que você precisa fazer para isso acontecer também é muito pouco.

Desde já eu te agradeço, de coração.

Um beijo,

Cris Guerra.


Beijo grande!!!

12 novembro 2010

Calem a boca, nordestinos!!!

O texto abaixo não é meu, mas corroboro cada palavra.

Por José Barbosa Junior

A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o
que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles
religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira
violenta, sádica e contraditória.

Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na
internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações
da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma
declaração no twitter: Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um
nordestino afogado!

Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros brasileiros também
passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das
eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui
corrigido por muitos e convencido pelos amigos Houaiss e Aurélio) do nosso
país.

E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em
suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!

Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste! Que
coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?

Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira
nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego
e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel
Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de
Queiroz?

Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur
Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos
presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus
encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?

Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do
genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante
e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais
votado pelos pasmem PAULISTAS!!!

E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores
como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano
Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont
ou de Marco Nanini, pernambucano.

Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado
pelo carioca Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer,
povo analfabeto e sem cultura.

Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora
simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas
canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu
Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos
paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner dentre tantos outros...

E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas
melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia.

Ah! Nordestinos!

Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que
nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força
opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que
vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na
sofrida e linda história do seu povo?

Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo
civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes
ensinar.

Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender
e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de
cachorras. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e
musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que
a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!

Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda
poderiam levar suas meninas para um dia de princesa (se não apanharem no
caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!

Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso
do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário coisa da melhor
qualidade!

Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo
civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil!
Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho
infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse
trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas
crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as
afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque
ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e
sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida
totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso
mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de
Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!

Minha mensagem então é essa: "Calem a boca, nordestinos!"

Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a
tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado
por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das
mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao
vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção
desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.

Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a
importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na
música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu
povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: O sertanejo é, antes
de tudo, um forte!

Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos
irmãos nordestinos!


José Barbosa Junior, na madrugada de 03 de novembro de 2010

15 outubro 2010

Tirando as teias...

Só pra tirar as teias de aranha... Afinal, tem um tempão q. não apareço por aqui.

E como (pra variar) tô correeeeeeeeeeeeeeeendo, aí vai uma musiquinha.

Ah, agora é efetivo, dia 21/10 vou receber a tão suada carteirinha da OAB!!!

Agora sim, a musiquinha:

Iris

And I'd give up forever to touch you
'Cause I know that you feel me somehow
You're the closest to heaven that I'll ever be
And I don't want to go home right now
And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
And sooner or later it's over
I just don't want to miss you tonight

And I don't want the world to see me
'Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am

And you can't fight the tears that ain't coming
Or the moment of truth in your lies
When everything feels like the movies
Yeah you bleed just to know you're alive

And I don't want the world to see me
'Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
And I don't want the world to see me
'Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am

And I don't want the world to see me
'Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am

29 setembro 2010

Enfim, advogada!!!

Nossa, há quanto tempo!!!

Novidades do front: finalmente me formei!!!

Como sempre digo, Comissão de Formatura é realizar o sonho de todos, apesar de alguns. No geral, fazer parte de comissão de formatura é trabalhoso, mas vale a pena, pois ver a alegria dos formandos é indescritível.

Entretanto, também terá de aturar alguns indivíduos são selecionados a dedo por algum espírito de porco só para encherem o saco da comissão, da empresa do restante dos formandos. Geralmente esses indivíduos (ou indivíduas) sofrem de algum (ou alguns) tipo de carência (mental, afetiva, intelectiva etc.). Se você está disposto a suportá-los (diuturnamente, pois além da carência, geralmente não tem nada mais interessante para fazerem da vida a não ser se ocupar em torrar a paciência alheia), vai valer muito a pena fazer parte de uma comissão.

Além desses "iluminados", há o pessoal que apenas integra a comissão. Não fazem nada (a não ser posar para a foto do convite), mas amam dar opinião em tudo.

Como boa malabarista, neste último semestre consegui conciliar revisão de texto do livro do Jorge Sabongi, trabalho, pós-graduação e comissão de formatura. E, como diria um amigo meu, "e, de quebra, ainda passou na OAB".

Taí porque há tempos não posto nada... Pra falar a verdade, hoje foi só pra tirar a teia de aranha do blog. Depois me detenho em todos os assuntos.

Fui!!!

06 agosto 2010

Nem sei o que dizer...

Há exatos 3 dias, meu querido compadre, carinhosamente chamado "cumpadi", resolveu que era hora de conhecer outras paragens, conquistar e encantar outras pessoas e esbanjar sua elegância em outros lugares.

Ele me deixou aqui, mas não me abandonou. Continua comigo, no meu coração. Aonde quer que eu vá, levo comigo a lembrança maravilhosa da sua inteligência, da sua simplicidade mesclada com uma finesse inigualável.

Lembro-me de achar incrível alguém ter tão bem dosado atributos que sempre admirei num ser humano. Aliás, ele foi exatamente isso: extremamente humano.

Apesar da saudade imensa e apertada, sou infinitamente grata a Deus por ter tido o privilégio, a honra de tê-lo como amigo, por ter sido amiga dele, por ter confiado tanto, mas tanto nele, ao ponto de dar-lhe meu filho como afilhado. Ah, como ele soube muito bem fazer jus à minha confiança...

A saudade de você, cumpadi, vai me acompanhar sempre. Quando falei com sua irmã, não consegui dizer muito, só me lembrei de agradecer a ela e sua mãe por ter presenteado o mundo com a sua presença. Só que agora eu venho te agradecer aqui a felicidade que eu sinto em poder dizer que, além de amigos, somos e seremos sempre cumpadi e cumadi.

Ainda guardo os e-mails que trocamos por mais de uma década. Eles me trazem um tiquinhozinho de você. Obrigada por ter iluminado a nossa vida com a sua amizade, com o seu carinho.

Sei que você não poderá cumprir seu compromisso comigo em setembro, mas tenho certeza que se Deus não permitir que você dê uma espiadinha, Ele vai pedir para algum anjo gravar tudinho e mostrar a sua cumadi dançando a valsa da formatura com o seu afilhado. E pode ter certeza, cumpadi, nós estaremos pensando em você e lhe desejando toda a felicidade que você nos trouxe. Para dizer a verdade, desejaremos bem mais, pois você realmente merece tudo de bom.

Nem preciso dizer "Vá com Deus", pois Ele sempre esteve com você e você com Ele. A sua delicadeza, o seu cuidado com o próximo demonstraram o quanto vocês eram íntimos.

Um beijo enorme, aliás, um montão de beijos para você!!!

24 julho 2010

Crepúsculo...

Quando vi "Crepúsculo", a única coisa que me vinha à cabeça era "Putz, q. coisa mais gay!!!". Só que agora, uma dupla de renome mundial confirmou minha tese:






imagem devidamente surrupiada de www.jacarebanguela.com.br

12 julho 2010

Escapando dos estereótipos

O texto abaixo é de autoria de Miguel Falabella. Fala de um outro lado da Marilyn Monroe (da qual sou fã incondicional), um lado que não convém aos que vivem às custas da imagem "femme fatale"...

Sinto muitíssimo por eles, mas é bacana ver o real por trás dos estereótipos... e sentir um certo orgulho em ver que a história vai bem além do que aquilo que se conta...

Outra criança linda

A gente lê biografia pra tentar ver se todo mundo tem tanto problema ou se a coisa é pessoal .

Houve uma época em que li compulsivamente todo e qualquer tipo de relato biográfico, como se a vida dos outros fosse capaz de justificar e explicar a minha. Foi uma época interessante em que descobri relatos sinceros de personalidades que eu já admirava ou estava prestes a receber em meu panteão. Durante quase uma década, li relatos de escritores, diretores, atores, atrizes, empresários, membros da nobreza, enfim, tornei-me um aficionado do gênero, tentando descobrir a humanidade escondida atrás da máscara. Na verdade, biografia a gente lê pra tentar ver se todo mundo tem tanto problema ou se a coisa é pessoal. Enfim, no meio de tanta história, algumas se mantiveram frescas, como as rosas colhidas naquela mesma manhã, e são elas que eu gostaria de dividir com vocês.

Truman Capote, por exemplo, tem um bonito relato sobre Marilyn Monroe em "Música para Camaleões", de 1980. O pequeno conto chama-se "Uma Criança Linda" e, nele, descobrimos uma Marilyn que perambula com Truman por Nova York, após o funeral de sua professora de teatro, Constance Collier, ambos atrás de algum champanhe. Os dois têm uma divertida conversa sobre a nobreza inglesa e Marilyn mostra-se surpresa com o fato de a rainha da Inglaterra não poder tocar em dinheiro, uma dama de companhia caminha atrás, atendendo aos desejos da majestade. Antes de fechar sua história, Capote adivinha a artista e mulher atrás da máscara e entende o que fez Arthur Miller apaixonar-se por ela. Marilyn era, segundo Capote, uma criança linda.

Mas não era só isso. Era uma mulher fascinante. Dia desses tomei conhecimento de outra história de Miss Monroe, que reafirma o relato de Capote, de certa forma. Quando saiu de Los Angeles rumo a Nova York, cansada dos papéis medíocres que lhe eram oferecidos, Marilyn mergulhou na efervescência cultural da grande maçã e acabou fã de Ella Fitzgerald, que vibrou uma corda no coração da estrela, como vibrou no de todos nós. Marilyn resolveu pedir pessoalmente a Charlie Morrison, dono do Mocambo, o maior clube noturno da costa oeste, em meados dos anos 50, que contratasse Ella, suspendendo, assim, a política segregacionista da casa. Miss Monroe, sabedora de sua imbatível popularidade, prometeu que ocuparia uma mesa de pista durante todas as apresentações e que a publicidade gerada pelo evento, por si só, justificaria a transgressão de Morrison. Ele concordou e o resto é história.

- Eu devo muito a Marilyn, Ella Fitzgerald declarou mais tarde - Depois que cantei no Mocambo, nunca mais fui obrigada a cantar só onde me deixavam. Marilyn era uma mulher surpreendente. Muito à frente de seu tempo, é claro. Mas ela nunca soube disso.

É por isso que gosto dos relatos biográficos. Eles são como a nova lâmina, que aplicada ao fundo confere profundidade ao desenho. Despeçome esperançoso de que Norma Jean, num paraíso tão mítico quanto sua existência, tenha ido procurar Charles Dickens, pois ele, como sói acontecer com homens de letras, saberia amar aquela linda criança sem pai.

Apenas mais uma de amor...

É isso aí mesmo... é só mais uma musiquinha sobre o amor, daquelas que a gente demora uns anos, umas experiências e muiiiiiiiiiiiiiiita cara na porta pra poder entender.

Antes não entendia, achava terrível a música, coisa de quem não tinha cojones o suficiente pra arregaçar as mangas e ir atrás do que se quer. Mas hoje vejo o tanto que a música, na verdade, é leve. É diferente amar e só você saber o quanto aquela pessoa é amada.

Pode ser paradoxal, mas chega a ser divertido, é um segredo só seu, só você saber o tanto aquele alguém é importante para você. Pode ser também que um belo dia tudo isso acabe (ou tenha acabado), e só a gente vai saber o tanto que curtiu, o tanto que aproveitou, sem que isso represente um peso ou uma cicatriz.

Tá parecendo papo de pequeno gafanhoto (ou, na versão MPB, tá parecendo texto caetaneado)... mas é isso mesmo!!!

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz

É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Da série "teses ridículas de defesa" V

Fato: um Rottwailler mata um Poodle Micro Toy

Tese ridícula de defesa: culpa exclusiva da vítima, pois o Poodle Micro Toy latiu agressivamente para o Rottwailler (com direito a estudos a respeito da agressividade patente dos cães da raça Poodle Micro Toy)

Resultado: C-L-A-R-O que o proprietário do Rottwailler foi condenado a pagar a indenização pleiteada

Cereja do bolo: em que pese ter fundamentado o acórdão, o diligente desembargador preocupou-se em averiguar a possibilidade de um Poodle Micro Toy matar um Rottwailler. O mais interessante é que ele encontrou um jeito!!! (leia o que grifamos abaixo).


Empresa terá que indenizar por Poodle morto por Rottweiller

(12.07.10)


A empresa de segurança Protecães Sistemas Eletrônicos foi condenada ao pagamento de R$ 18 mil (corrigidos monetariamente) de reaparação por danos morais em decorrência da morte de um cãozinho Poodle Micro Toy atacado por cão Rottweiller de propriedade da companhia. A decisão é da 9ª Câmara Cível do TJRS, confirmando condenação de primeiro grau e elevando a quantia a ser indenizada.

As autoras - uma mãe e suas duas filhas menores, de oito e 12 anos à época - ajuizaram ação de indenização por danos morais e materiais em Porto Alegre depois do ataque seguido da morte de Dudu, o cachorrinho da família atacado pelo Rottweiller de propriedade da empresa ré. A família passeava com três Poodles de estimação nas proximidades de um prédio em construção, quando chegou ao local um veículo da empresa - que presta serviço de segurança mediante a locação de cães. Após desembarcarem do carro, os cães de guarda partiram para o ataque aos cãezinhos.

Apesar de pegar um dos Poodles ter sido segurado no colo, um dos Rottweillers da empresa atacou o animal mesmo assim, mordendo Dudu, que veio a morrer em razão das lesões. A outra cadelinha, chamada Lua, sofreu lesões mas conseguiu escapar. Traumatizadas, as crianças fugiram do local, sendo localizadas somente após 45 minutos de busca, fazendo-se necessário tratamento psicológico.

A empresa alegou que o cão de guarda não causou ferimentos em humanos. Afirmou que os três animais das autoras começaram a latir e demonstrar atitude agressiva, provocando o Rottweiler, que se livrou do vigilante e abocanhou um dos Poodles. Depois de discorrer sobre o temperamento agressivo da raça Poodle, a empresa afirmou que o ataque foi provocado pela má conduta dos cães agredidos e suas proprietárias. Pediu que o caso fosse analisado "sem sentimentalismo" e requereu o reconhecimento da culpa exclusiva das autoras, que deixaram os seus cães afrontarem um cão maior.

Na sentença, o juiz Heráclito José de Oliveira Brito fixou o valor da indenização por danos morais em R$ 15 mil, além de R$ 298,00 por danos materiais referentes às despesas com a cadelinha que sobreviveu. As autoras pleitearam aumento do valor da reparação.

No entendimento do relator da apelação, desembargador Tasso Caubi Delabary, apesar da linha defensiva da empresa, o conjunto probatório não aponta no sentido da ocorrência de culpa da vítima ou força maior. "Referir que foram os Poodles que provocaram o Rottweiller e, portanto, a culpa é exclusiva das autoras, não tem sentido", observou o relator em seu voto, citando a sentença. Há apenas um modo de um Poodle Micro Toy matar um Rottweiller: engasgado!

O desembargador Tasso salientou os argumentos da sentença no sentido de lembrar que os cães de guarda estavam em via pública sem a necessária focinheira, contrariando o disposto na Lei Estadual nº 12.353/2005. O próprio empregado da ré, ao testemunhar, contou que o supervisor declarou que, se comprasse focinheira para todos os cães, a empresa viria a falir.

"O caso insere-se na responsabilidade especial disciplinada pelo artigo 936 do Código Civil, a qual prevê a responsabilidade do dono ou detentor do animal, sendo esta decorrente de culpa presumida, disse. Ficou comprovado que as autoras sofreram lesões psicológicas em razão do ataque dos animais de propriedade da ré, bem como demonstrado que o cachorro de estimação das demandantes foi morto em decorrência desse ataque."

O desembargador Mário Crespo Brum votou vencido quanto ao valor da reparação, que pretendia minorar para R$ 6 mil. (Proc. nº 70034692855 - com informações do TJRS).


texto extraído do site www.espacovital.com.br

09 julho 2010

Vivendo e brincando, brincando de viver...

Minha infância aconteceu numa época em que grandes compositores faziam músicas para crianças. Cantava todas as músicas, mas, óbvio, não atentava tanto para as letras, para a mensagem.

Uma dessas músicas, cantada magistralmente por Maria Bethânia, dá uma receita simples de como é viver. O curioso é a ambiguidade do título: "Brincar de viver". Não sei quem a compôs, mas ele (ou ela) tinha total razão, o que não é a vida senão uma grande brincadeira?

Para quem não se lembra ou não conhece, aí vai a letra.

Quem me chamou
Quem vai querer voltar pro ninho
E redescobrir seu lugar
Pra retornar

E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar
Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não


Você verá que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
E não esquecer, ninguém é o centro do universo
Que assim é maior o prazer


Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não

E eu desejo amar todos que eu cruzar pelo meu caminho
Como eu sou feliz, eu quero ver feliz
Quem andar comigo, vem
Lá - lá - lá- lá - lá...

Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não.

Lá - lá - lá- lá - lá...

05 julho 2010

Escrever nem sempre é fácil.

Adoro escrever, mas tem horas que eu preciso respirar para escrever.

Textos respirados não são fáceis de escrever. Travam nossa garganta, enchem nossos olhos de lágrima e expõem uma parcela infinintesimal daquilo que verdadeiramente gostaríamos de expressar. Pecamos pela falta na escrita e pelo excesso na alma.

Difícil, muito difícil.

Padrinhos e compadres...

Padrinhos e madrinhas... não sei como os pais costumam escolhê-los, mas os do meu filho foram escolhidos a dedo, de acordo com aquela velha receita, passada por nossos avós, bisavós, de que o padrinho é aquele que fará as vezes de pai, caso este venha a faltar, e a madrinha será a representante da mãe.

A madrinha foi fácil, pois eu e minha melhor amiga fizemos uma promessa, ainda no colegial, de que seríamos a madrinha do primeiro filho da outra. Fizemos esse pacto antes mesmo de conhecermos os pais dos nossos filhos. Já o padrinho, foi daquelas escolhas que Deus nos proporciona. Nem sei se chegou a ser uma escolha, acho que foi tão perfeito, mas tão perfeito, que encaixou direitinho no enredo. Não poderia ter sido outro, tinha de ser ele!

Certa vez, ele (o padrinho) me ligou para questionar por que escolhemos ele e não determinado suposto amigo para essa tarefa. Depois de achar essa pergunta muitíssimo estranha, ainda mais depois de 10 anos, e tornar claríssimo que nunca, nunquinha imaginei o suposto amigo como padrinho do meu filho (acho que era meu sexto sentido agindo), contei a verdade: de certo, só tinha a madrinha, mas quando meu ex-marido sugeriu o nome dele, foi como se uma luz gigantesca brilhasse, como se algo extremamente óbvio se revelasse.

Não sei bem o que aconteceu, o que o levou a indagar, mas fico feliz de tê-lo deixado tranquilo a respeito da minha certeza e do meu não arrependimento da escolha.

Ele é um padrinho fantástico. É muito tocante ver a alegria, o orgulho com que ele exerce o seu papel. Não tive um padrinho assim, mas sou muito feliz por meu filho ter.

Meu filho ganhou o melhor padrinho e eu ganhei um amigo. Um amigo que está ensaiando para me abandonar, para deixar este mundo e conquistar outros. Não desisto e nem vou desistir de pensar que você vai voltar, que você vai ler isso tudo aqui e pensar "nossa, como ela é boba!"

Vou torcer muito para que meu filho possa continuar sendo beneficiado por sua maravilhosa companhia, para que respeito à equação comportamento + boas notas = presente continue sendo respeitado, e eu possa continuar usufruindo da sua amizade.


Volta logo, estamos com saudade!

Um beijo gigantesco da sua cumadi!

18 maio 2010

Solidariedade.

Gostaria de prestar minha solidariedade aos que viram o mausoléu de suas famílias virar cinzas no último final de semana.

(ok, ok, ok... já voltei ao meu estado normal. Este post foi só um desabafozinho...)

Momento publicidade...

... e uma singela homenagem às nossas amigas ruminantes: as vaquinhas (!!!) estejam elas em seu estado normal ou em situação alucinógena.

Vaquinha em estado normal (no melhor estilo publicitário):

"Quer fazer aqueeeeeela viagem pra conhecer mais a fundo o vulcão da Islândia??? Acesse http://vakinha.uol.com.br/ e comece a angariar fundos para sua inesquecível viagem!!!"


Queridos, este post é só um treino acadêmico, para buscar slogans originais de viagens que seriam deveras interessantes, tá???


Fui!!!

12 maio 2010

Há atitudes que chocam...

... não pela maldade, mas pelo excesso de bondade (algo que está em falta hoje em dia).

Gosto da ironia, do sarcasmo, de deixar determinados seres calados, usando uma ou duas palavras (e fazendo um imenso favor à humanidade... bom, pelo menos por alguns minutos). Mas, lendo o e-mail abaixo, emudeci... é, ainda tenho muito a aprender.


O autor e conferencista Leo Buscaglia certa ocasião falou de um concurso em que tinha sido convidado como jurado.

O objetivo era escolher a criança mais cuidadosa.




Eis alguns dos vencedores:




1. Um garoto de 4 anos tinha um vizinho idoso ao lado, cuja esposa havia falecido recentemente.

Ao vê-lo chorar, o menino foi para o quintal dele, e simplesmente sentou-se em seu colo.

Quando a mãe perguntou a ele o que havia dito ao velhinho, ele respondeu:

- Nada. Só o ajudei a chorar.




2. Os alunos da professora de primeira série Debbie Moon estavam examinando uma foto de família.

Uma das crianças da foto tinha os cabelos de cor bem diferente dos demais. Alguém logo sugeriu que essa criança tivesse sido adotada.

Logo uma menina falou:

- Sei tudo sobre adoção, porque eu fui adotada.

Logo outro aluno perguntou-lhe:

- O que significa "ser adotado"?

- Significa - disse a menina - que você cresceu no coração de sua mãe, e não na barriga!




3. Sempre que estou decepcionado com meu lugar na vida, eu paro e penso no pequeno Jamie Scott.

Jamie estava disputando um papel na peça da escola. Sua mãe me disse que tinha procurado preparar seu coração, mas ela temia que ele não fosse escolhido.

No dia em que os papéis foram escolhidos, eu fui com ela para buscá-lo na escola. Jamie correu para a mãe, com os olhos brilhando de orgulho e emoção:

- Adivinha o quê, mãe!

E disse aquelas palavras que continuariam a ser uma lição para mim:

- Eu fui escolhido para bater palmas e espalhar a alegria!




4. Conta uma testemunha ocular de Nova York :

Num frio dia de dezembro, alguns anos atrás, um rapazinho de cerca de 10 anos, descalço, estava em pé em frente a uma loja de sapatos, olhando a vitrina e tremendo de frio.

Uma senhora se aproximou do rapaz e disse:

- Você está com pensamento tão profundo, olhando essa vitrina!

- Eu estava pedindo a Deus para me dar um par de sapatos - respondeu o garoto...

A senhora tomou-o pela mão, entrou na loja e pediu ao atendente para dar meia duzia de pares de meias para o menino. Ela também perguntou se poderia conseguir-lhe uma bacia com água e uma toalha. O balconista rapidamente atendeu-a e ela levou o garoto para a parte detrás da loja e, tirando as luvas, se ajoelhou e lavou seus pés pequenos e secou-os com a toalha.

Nesse meio tempo, o empregado havia trazido as meias. Calçando-as nos pés do garoto, ela também comprou-lhe um par de sapatos.

Ela amarrou os outros pares de meias e entregou-lhe. Deu um tapinha carinhoso em sua cabeça e disse:

- Sem dúvida, vai ser mais confortável agora.

Como ela logo se virou para ir, o garoto segurou-lhe a mão, olhou seu rosto diretamente, com lágrimas nos olhos e perguntou:

- Você é a mulher de Deus?

23 abril 2010

Intitulando tirinhas...

Aproveitando a onda das tirinhas, vou fazer bom uso das do Níquel Náusea, conferindo-lhes títulos interessantes:

"Você diz que sabe muito, vagalume sabe mais (...) kkkkkkkkkkkkkkkkk"




Eu conheço gente assim




Ditos populares (para loiras)




Quando o tédio se apossa das operadoras de telefonia




Moda: aula magna




Design de interiores (aula 1): decoração natural




Aulas de otimismo (ou nem tanto...)

22 abril 2010

Faço minha...

... a tirinha abaixo:




* devidamente surrupiada de www.jacarebanguela.com.br e (muito bem) elaborada por http://www.inaki-e.blogspot.com/

20 abril 2010

Da série "teses ridículas de defesa" IV

Fato: indivíduo entra na Justiça do Trabalho requerendo indenização por danos morais, pois o gerente da empresa obrigava-o a marchar, além de desferir socos, tapas e proferir palavrões.

Defesa: "as marchas não eram humilhantes" e que "as palavras de baixo calão não eram direcionadas a um ou outro funcionário, e sim proferidas a esmo, com a finalidade de motivar os vendedores"

Acho que deve ter havido uma discussão a respeito do conceito de "motivação"...

Resultado: empresa obrigada a pagar R$ 15.000,00 de indenização

Se eu fosse advogada dessa empresa, também entraria na justiça contra o gerente, afinal a burrice deveria ser ofensiva, não é???

Quer saber mais, leia a reportagem aqui.

13 abril 2010

Ironia das ironias...

Euzinha, (semi)revoltada com o mundo, recebo hoje a primeira prova do convite de formatura. Das 5 mensagens que sugeri, apenas uma foi aceita e justamente qual??? Aos que amamos!!!! Se isso não for ironia, não sei mais o que é ironia!!!

Fui!!!

Ps.: tá certo que é ironia e tudo, mas a mensagem realmente ficou linda!!!

12 abril 2010

Não parece, mas já tô um tiquinho mais calma...

Após minha (não tão) breve desilusão na humanidade (aliás, ela está quase passando, acho que até 2012 - nova data para o armagedon - ela vai passar), eis que recebo um e-mail de dicas para o trânsito.

Como estou pagando promessa para não falar mais palavrão (uma espécie de quaresma estendida), gostaria de ressaltar que não se estende ao ctrl+c ctrl+v... Agora os FDP's são chamados de "iluminados", "fofos" e "queridos" (se bem que hoje escapou um "parabéns, monsieur cagada", só que "cagada" não é palavrão, né???).

Enfim, chega de embromação e passemos às dicas:

Dicas rápidas para você aprender com os outros motoristas que sabem dirigir no trânsito caótico brasileiro.

# 1. No semáforo, deixe a porra da primeira marcha engatada e quando o sinal abrir arranque. Não espere que o motorista de trás tenha que te lembrar.

# 2. Quando um outro motorista ligar a seta avisando que precisa entrar na pista que você está, deixe de ser filho da puta e deixe o cara passar.
Certamente vai acontecer com você um dia e tu vai ficar puto(a) e histérico(a) se o outro não deixar você entrar.

# 3. Se você não sabe fazer baliza, tenha humildade e procure uma vaga mais fácil ao invés de ficar fodendo a vida de quem está com pressa. Ah! Se você não gosta do seu carro, problema é seu.. Isso não quer dizer que os outros motoristas acham legal que fiquem dando totó nos seus carros para estacionar.

# 4. Largue de ser cavalo e aprenda que se a merda da placa do radar diz 60Km/h, é 60 de verdade e não 20 Km/h disfarçado, seu bosta, roda presa do caralho.

# 5. A vida anda muito corrida, por isso, se você gosta de passear pelas vias a 30Km/h, faça isso as 05h00 da manhã babaca, e na pista da direita ta legal, idiota.

# 6. Que tal dar sinal de que vai entrar em alguma rua se você percebe que tem algum motorista esperando sua importante escolha?

# 7. Se o seu namorado vai te deixar na frente do shopping, deixem as preliminares para um local apropriado. Certamente não vai ser a última vez que você vai vê-lo, portanto, pare de esfregação, dê tchau e suma do carro, caralho!

# 8. Nossa, um acidente !!! Será que machucou alguém conhecido?? Qualé, nunca viu uma porra de uma lanterna quebrada? Então anda logo seu viado que você não precisa ficar olhando com cara de otário pra ver a desgraça dos outros ou qualquer coisinha que acontece no trânsito e andando como se estivesse num cortejo fúnebre, fodendo quem está atrás e com horário a cumprir.

# 09. Especial para nossos amigos da Polícia Militar e do DETRAN: Se é horário de movimento intenso, que tal escolher um local apropriado, parar a merda do carro e não fazer todo mundo andar a 40 Km/h prá ver a viatura nova com a porra das luzes ligadas se não tem nada acontecendo? Que tal cuidar de quem anda pelo acostamento ou tá com aquele Kombão fumacento fazendo lotação e atrapalhando todo mundo, ao invés de ficar revirando o carro dos outros pra achar uma lâmpada queimada e dizer: Ahaaaaa!!!! Como é que a gente vai fazer agora?

ISTO NÃO É UMA CORRENTE... SE VOCÊ NÃO PASSAR, SEU BRAÇO NÃO VAI CAIR E VOCÊ NÃO VAI FICAR 7 ANOS SEM TRANSAR, MAS QUANDO FIZEREM UMA CAGADA NA FRENTE DO SEU CARRO... LEMBRE-SE QUE VOCÊ NÃO COLABOROU E NÃO ADIANTA RECLAMAR


Como toda boa cidadã, passei a corrente pra frente...

Fui!!!

Atendendo a pedidos...

Depois de alguns posts, nos quais destilei minha completa desilusão na humanidade, (e atendendo às "broncas" de uma leitora que eu adoro muito), tento voltar às boas com a raça (des)humana.

Como ainda não estamos completamente "de bem" (além de estar em semana de prova e fazendo monografia), só vou postar uma musiquinha...


American Pie

A long long time ago
I can still remember
How that music used to make me smile
And I knew that if I had my chance
I could make those people dance
And maybe they'd be happy for a while

Did you write the book of love
And do you have faith in God above
If the bible tells you so?
Now do you believe in rock n roll
And can music save your mortal soul
And can you teach me how to dance real slow?
Well I know that you're in love with him
Cause I saw you dancing in the gym
You both kicked off your shoes
Man, I dig those rhythm and blues
I was a lonely teenage broncin' buck
With a pink carnation and a pick-up truck
But I knew that I was out of luck
The day the music died
I started singing

CHORUS:
Bye bye miss. american pie
Drove my chevy to the levee
But the levee was dry
And good ol´ boys were drinking whiskey and rye
singing
This will be the day that I die
This will be the day that I die

I met a girl who sang the blues
And I asked her for some happy news
But she just smiled and turned away
Well I went down to the sacred store
Where I'd heard the music years before
But the man there said the music wouldn't play
Well now in the streets the children screamed
The lovers cried and the poets dreamed
But not a word was spoken
The church bells all were broken
And the three men I admire the most,
The father, son, and the holy ghost
They caught the last train for the coast
The day the music died
We started singing

07 abril 2010

Ainda na tentativa...

Queriiiiiiiiiiiiiiiiiiida!!!

Essa é pra você que deseja se casar. É C-L-A-R-O que você não vai aceitar o pedido de qualquer um (lembra das diquinhas???). Então, fofa, nada de caridade, tá???

A foto abaixo é o rascunho de um início... se o amor da $ua vida substituir as moedinhas por cartões de crédito master-gold-platinum-plus-adamantium e o quartinho for a suíte presidencial do Hotel Burj Al Arab, case-se NA HORA (pois é amor a primeira vi$ta e pra vida toda)!!!




Ah, e lembre-se de pagar os honorários da consultora aqui, viu (cobro em libras esterlinas)???

Fui!!!

06 abril 2010

Mau humor??? Eu??? Magina!!!!

Ok, ok, ok... eu sei que, no post anterior, prometi me adaptar aos novos valores. Maaaaaaaaaaaaaas, eu não resisti:



foto devidamente surrupiada de www.jacarebanguela.com.br

Então, queriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiidos, desejo tudo de bom a todos vocês!!!

Fui!!!

Ps.: Nem todo mundo é queriiiiiiiiiiiiiiiiido, viu??? Mas se você se sentiu incomodado com isso, sinal de que você se fez queriiiiiiiiiiiiiido por mim...

Ps. 2: Ao pessoal com 2 neurônios: "sim, fofos, estou sendo irônica" (descobriram a América agora???).

Ps. 3: Ainda estou tentando me adaptar ao "não ser tão inteligente". É que hoje em dia é difícil ser mediana, pois a mediocridade é tanta que o homem/mulher médio(a) é tido por gênio.

04 abril 2010

Para a próxima enca(de)rnação

Alguns lembretes para a próxima enca(de)rnação:

1 - Não seja tão legal (a não ser que deseje ser usada pelos não-tão-legais);

2 - Não seja tão inteligente (basta saber que alguns talentos se medem pela disponibilidade de alguns orifícios ou pelo vale night que se distribui. Há pessoas que gostariam de dar era um vale life, mas lhes faltam cojones para tanto.);

3 - Não se aproxime das pessoas pelo caráter delas;

4 - O valor das pessoas é diretamente proporcional às suas contas bancárias;

5 - As pessoas boas não necessariamente se dão bem ou têm reconhecimento pelo que fizeram de bom (pra falar a verdade, elas, definitivamente, não se dão bem);

6 - Não se apaixone por pessoas, mas por salários alheios (e o que eles - os salários - podem lhe proporcionar, of course);

7 - No final, as moçoilas interesseiras se dão bem (as boazinhas se f****);

8 - Não se esforce tanto para ajudar nem para não atrapalhar (aliás, atrapalhe mais, atrapalhe sempre!!!);

9 - Seja falsa;

10 - Seja dissimulada (faça muito bom uso do bordão "Queriiiiiiiiiiiiiiiiida(o)").

Como diriam os twitteiros #ficaadica.

Fui!!!

Ps.: Será que ainda dá tempo de aprender tudo isso para esta enca(de)rnação???

Ps. 2: Antes que eu me esqueça: Feliz Páscoa para os que eu conheço, para os que eu achava que conhecia (mas diuturnamente me mostram que não conheço p*** nenhuma) e para os que eu não conheço!!!!

23 março 2010

Um (infeliz) acontecimento

Nesta terça-feira, uma amiga muito querida presenciou algo chocante, que a fez refletir e a chegar a algumas tristes conclusões. Sinto muitíssimo pela vítima, por minha amiga e, principalmente por nós mesmos.

Acontecimento
por Alcione de Paula

Hoje, presenciei uma cena que ainda não consegui substantivar ou ainda adjetivar... Estava eu dentro do ônibus... E em meio aquele engarrafamento na altura de Sobradinho uma mulher dá sinal para descer... O motorista do ônibus parou, na via, perto da parada, mais especificadamente na faixa da direita... Abriu a porta... Assim que abriu a porta a passageira desceu... Vem um carro pelo acostamento (ao que me pareceu na velocidade da via!). Não vi nada, somente ouvi um grande barulho de freio, com gente, misturado com gemido de dor. Alguém do ônibus grita: “Ai, meu Deus!”.

Alguém do meu lado diz: É minha vizinha. Pega o telefone liga pra família para avisar... A família recebe a notícia... O alguém desliga... Não diz mais nenhuma palavra.

Eu digo: que cretino andando pelo acostamento! Logo, outro alguém toma partido, tentando achar um culpado: O motorista do ônibus deveria ter parado na parada! Calo-me. Não quero encontrar culpados...

O motorista do ônibus - acho que - olha pelo retrovisor faz uma pequena manobra para não passar por cima da mulher agonizante. Continua o percurso. Ninguém reclama. Faz-se silêncio.

O que me espanta nessa cena é a indiferença!

A mulher fica no chão. Outro alguém que estava na parada tenta ajudar, pergunta algo para mulher no chão que eu não consigo identificar...

Que estranho... Percebo que estamos cada vez mais alheios a dor do outro. Trancados no nosso individualismo.

Diante daquele quadro pintado em cores cinza (Nada fácil de ver!) fiquei pensando: sobre a bondade, sobre o direito – ciência viva! – sobre o próximo, sobre os ensinamentos da minha mãe: “Filha, seja gentil com as pessoas, ajude o próximo...”

13 março 2010

Ô coisa difícil!!!

Lidar com o ser humano é complicado. Lidar com gente falsa é muito ruim. Lidar com vacas de presépio é dose. Lidar com gente invejosa é um horror. Agora lidar com gente que não faz absolutamente nada, posa de bacana e ainda faz o (des)favor de emitir sua ignóbil opinião, é de lascar, viu???

Mais alguém aí é obrigado a conviver com isso???

Lamentável...

Isso me remete a uma fábula bastante interessante:

Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vagalume. Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava em desistir. Fugiu um dia e ela nao desistia; dois dias e nada. No terceiro dia, ja sem forças, o vagalume parou e disse à cobra:
- Posso lhe fazer três perguntas?
- Nao costumo abrir esse precedente para ninguém, disse a cobra, mas já que vou lhe devorar mesmo, pode perguntar.
- Pertenço à sua cadeia alimentar? Perguntou o vagalume.
- Nao. Respondeu a cobra.
- Eu lhe fiz algum mal? Redarguiu o vagalume.
- Nao. Respondeu novamente a cobra.
- Entao, por que você quer acabar comigo? Perguntou novamente o vagalume.
- Porque nao suporto ver você brilhar. Disse finalmente o ofídio.


O bom é que, para tudo, há uma boa resposta. Às pessoas invejosas, aí vai o meu revide:

A melhor vingança é viver bem

E podem acreditar, essa é a única vingança que realmente me dá prazer em saborear!!!

Assim, sorry envies, but I still be better than you!!!

E, como diz o sinal da Santa Cruz, "pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos"

12 março 2010

Por que o homem tem que pagar a conta???

Recebi por e-mail e, apesar de ter rolado muiiiiiiiiiiiiiiiiiiito de rir, o assunto é sério, merece nossa total atenção (e adesão).

Beijos!!!

Homens chamam mulheres para sair e não sabem o estresse que isso gera em nossas vidas. Saibam , rapazes, o que se passa nos bastidores...

Ele te chama para jantar. Você sorri: 'Claro, vamos sim'. Inferno na Terra. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar no que fazer para estar impecável até lá; cancela até seus compromissos. Começa a odisséia...

Você pára de comer, claro. Tem que estar magra no dia do jantar e mulher sempre está gorda. Começa a dieta do queijo: ficar sem comer nada o dia inteiro e, quando sente que vai desmaiar, come uma fatia de queijo.

Fazer pé e mão. Homens perguntam: 'Por quê pé? Ela pode usar sapatos fechados?'. Lei de Murphy: Sempre dá merda...

Um infeliz me levou num restaurante japonês. Tirei o sapato para sentar nos tatames. Tomei no c_ bonito! Mostrei meu esmalte semi-descascado... Tem que fazer pé e mão, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino. OBS: Isso me emputece. Horas de academia e o cara tem tara na porra do pé...

Hidratação, escova, chapinha, tintura, retoque de raiz, etc. Aí tem a depilação: perna, axila, virilha, sobrancelha, etc. Puta que pariu... lá se vai mais uma hora (DOLORIDA) do seu dia.

Chegou o grande dia! Cedo tem a passadinha na academia para malhar desumanamente até quase cuspir o pulmão.

O Zé Ruela não disse onde ia levar a gente... Dilema: 'Será que estou bem vestida?...' Se te serve de consolo, ele não vai perceber.

Aliás, ele não vai perceber quase NADA. Você pode aparecer de Chanel ou enrolada em um pano qualquer. Eles não reparam em detalhes. Bom , pelo menos sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê).

Depois de passar rímel, a babaca fica separando cílio por cílio com palito de
dente pra ficar com um olhar mais bonito...

Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. Sério! Ontem o corpo estava lindo, e hoje... PORCA! Juro que acontece. Você compra uma roupa para um evento. Na loja fica linda, mas na hora de sair fica um c_.

Se for um desses dias em que seu corpo está um c_ e o espelho de sacanagem com sua cara, você acaba com uma pilha de roupas em cima da cama, chorando e gritando: 'EU NÃO TENHO ROOOOOUUUUUPAAAA'. Aí tem que refazer a maquiagem.

E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar, a calça perfura o pâncreas.

Lingerie feminina ou é bonita, ou é confortável. Você quer usar sua calcinha de
algodão, surradinha e confortável, mas totalmente ati-tesônica... Pensa: 'Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se foooda'. 'Mas e se, mesmo sem dar para ele, eu subir uma escada e ele acabar vendo a minha calcinha...Broxará para todo o sempre comigo...'.

Puta da vida, você tira sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que vão ficar entrando na sua bunda a noite toda...

Você decide usar o sapato assassino. Lei de Murphy de novo... No meio da noite o animal solta um 'Sei que você adora dançar, vamos dançar! Ao dançar, você tenta fazer parecer que as lágrimas são de emoção.

Uma vez um sapato me machucou tanto, que fiz um bilhete e colei nele, para
lembrar de nunca mais usar!. Pergunta masculina: Por quê você não deu o sapato?????
Porra... custou caro pra cacete. Vou guardar. Eu sei, eu sei, materialista do
caralho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação e comer muito cocô para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica!

Pronto! Você tá linda, apenas lutando mentalmente com o dilema 'Será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar... Começa a bater a ansiedade. Liga para a melhor amiga e diz que não quer mais ir, que saír com homens é muito estressante e que quer voltar tartaruga na próxima encarnação. Ela, coitada, escuta pacientemente e tenta te acalmar.

Agora imaginem se depois de tudo isso, o filho da puta liga e cancela o encontro? 'Surgiu um imprevisto, podemos remarcar?'. Gente, eu fico PUTA com isso! Não, não podemos remarcar. Tá louco?! A essas alturas, a dieta radical do queijo já faz com que você enxergue tudo turvo..

Eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro
deles, lindas desse jeito. Se fode aí, meu! Vem me buscar de maca, cadeira de
rodas, no soro, mas NUNCA desmarque com uma mulher. Só em caso de morte de pai ou mãe por AVC no trânsito. Mas isso foi só um pesadelo paranóico. Ele liga e diz que está chegando. Você se perfuma, escova os dentes, entra no carro e ele sequer olha sua roupa. Não repara em NADA, nadinha... Acha que você é assim ao natural e só diz: 'Hummm, tá cheirosa'.

Pior é quando ele tira sua calça junto com a calcinha e nem vê. Pois é, Minha
Amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada... Homens, uma calcinha de marca custa o mesmo que um MP4!! Favor tirar sem rasgar.

No meio da noite, já não sinto os dedos do pé, é o princípio de gangrena em
função do sapato bico fino. Ele conta piadas e ri . Eu também estaria rindo se
não fosse essa calcinha intra-uterina raspando o colo do meu útero'..

Sinto meu estômago fagocitando meu fígado, mas só belisco a comida de leve, constrangida dele achar que eu como muito.

Para finalizar, veja quanto custa esse jantarzinho para nós, mulheres:

Roupa.................R$ 200,00
Lingerie..............R$ 80,00
Maquiagem.............R$ 50,00
Sapato................R$ 140,00
Depilação.............R$ 50,00
Mão e pé..............R$ 30,00
Perfume importado.....R$ 130,00 (se for o de 30
ml...)


JOGANDO O VALOR PARA BAIXO, gastamos uns R$ 700,00. Entendem por que o homem TEM QUE PAGAR A CONTA?

Tem mais: Os homens que nunca dão o primeiro passo (ou seja, ainda não entenderam o que é SER HOMEM em nossa sociedade), perdem o interesse em nós quando tomamos a iniciativa. AGORA.... QUEM NESSE MUNDO ENTENDE OS HOMENS?


E antes de virem dizer que vocês também não nos entendem, segue logo a resposta:

'Mulheres existem para serem amadas, não para serem entendidas.'
(Vinicius de Moraes).

Ô homenzinho sábio!!


TAMOS ENTENDIDOS?

09 março 2010

Senhoras EX's!!!

Porque há ex-maridos e EX-MARIDOS e porque a inveja é uma merda, deviam instituir o dia internacional da ex-mulher (mas só para as ex maravilhosas, lindas, poderosas, inteligentes, independentes, elegantes, merecedoras de um Oscar!!!)





*foto devidamente surrupiada de www.kibeloco.com

04 março 2010

Fazendo a boa ação de hoje...

A carta abaixo é de um desesperado pai que está se vendo tolhido da convivência com o filho.

Se você possui um blog, divulgue essa missiva, para que muitos saibam que nem sempre a mãe é uma "coitadinha-que-cuida-sozinha-do-filho" e o pai "um-desalmado-que-nem-liga-para-a-criança". Aqui, os papéis tomam outra dimensão.

Ah, a cópia foi retirada do site espaço vital

Eu tenho o direito de ver meu filho!

(04.03.10)


Por J.C., pai

Conheci minha ex-esposa quando estava trabalhando em Porto Alegre, em 1999. Casamos em 19 de outubro de 2001 e tivemos um filho, nascido em 21 de janeiro de 2005.

Morávamos em Porto Alegre, mas após um traumático assalto, vendemos todos os nossos bens, colocamos o dinheiro em uma conta corrente conjunta e nos mudamos para a França. Nosso período de adaptação não foi fácil e acabamos rompendo nosso relacionamento em janeiro de 2008, quando ela retornou com nosso filho ao Brasil, para Porto Alegre.

Após o retorno de minha ex-mulher e meu filho ao Brasil, fui visitá-los em agosto de 2008 e, na oportunidade, começamos a discutir as questões relacionadas ao nosso filho, à partilha de bens e à separação. Concordei que, em um primeiro momento, o nosso filho – que contava com apenas 3 anos de idade – permanecesse com a mãe no Brasil, desde que eu pudesse visitá-lo e mantivesse um contato diário com ele.

Não chegamos a um acordo quanto aos termos da separação, sobretudo porque todo o dinheiro que tínhamos – que era todo o nosso patrimônio (em parte heranç minha)– ficou numa conta corrente conjunta, cuja titular era minha ex-mulher, e ela já havia sacado todo o nosso dinheiro.

Ingressei com a ação de separação litigiosa em novembro de 2008. Naquele final de ano, quando estava já com a passagem comprada para visitá-los, tive a informação que minha ex-mulher havia viajado com meu filho, para impedir que eu estivesse com ele.

Meus advogados ingressaram com um outro processo – chamado de medida cautelar – para obrigar a mãe de meu filho a me deixar visitá-lo. Naquela oportunidade, consegui visitar meu filho, de apenas 3 anos, mas sempre na presença de minha ex-esposa e/ou seus familiares.

Na audiência em dezembro de 2008, ficou determinado pela juíza que eu poderia buscar meu filho às 9h. da manhã e devolvê-lo até as 21 horas. Também ficou determinado que minha ex-mulher se comprometeria a conversar com o nosso filho para sair na minha companhia e, se fosse o caso, eu poderia pernoitar com meu filho.

Cheguei a alugar um apartamento (para não ficar em hotel) e um carro para passear com meu filho. Mas nada do que foi determinado pela juíza foi cumprido e, para não desgastar a relação com meu filho e com minha ex-mulher, tudo que pude fazer foram ocorrências policiais de descumprimento de ordem judicial.

Fiquei em Porto Alegre de 18 a 27 de dezembro de 2009 e tive de registrar quatro ocorrências policiais. Sofri agressões físicas e psicológicas. Tudo está informado no processo.

Pedi uma avaliação social, designada para maio de 2009. Mesmo desempregado, juntei esforços e viajei até o Brasil para comparecer a audiência com a assistente social e para, de novo, tentar um acordo e conseguir conviver normalmente com meu filho. A assistente social concluiu que é importante garantir o convívio do meu filho com o pai e familiares franceses. Também que é importante que a mãe prepare e incentive o filho para um convívio mais autônomo com o pai.

A assistente social também recomendou o aprendizado do idioma francês, visitação progressiva e autônoma comigo e, quando já houver um convívio mais autônomo de meu filho comigo, uma ida à França para que ele visite o irmão e os avós franceses. O laudo concluiu que meu filho tem condições de ter visitas independentes com o pai até aproximadamente 15 dias.

Mas, novamente e infelizmente, minha ex-mulher não permitiu que eu estivesse com meu filho: marcava lugares e não aparecia; desligava o celular; se atrasava; não preparava o menino para sair comigo; dificultava ao máximo nosso encontro. Novamente, fiz ocorrências policiais que foram informadas ao Juízo.

Fiz o que estava a meu alcance: fui na escola onde meu filho estuda, fui na consulta com a psicóloga que o atende, fui a entrevista com a assistente social, fui a audiências, fui a delegacias. Nestes dois anos, estive com o meu filho apenas três vezes. Ele ainda é muito pequeno e não tem condições de se conectar sozinho ao computador, nem de pegar um telefone e falar comigo.

O Poder Judiciário, com tantas ações para julgar, não está levando em consideração as peculiaridades do meu caso. Para mim, essa situação é uma tortura. Para a Justiça, é mais uma ação de separação litigiosa.

Peço uma convivência sadia e normal com meu filho, mas não encontro nenhum eco: nem no Judiciário, nem fora dele. Passaram-se dezembro, janeiro, fevereiro - e não consigo ter a mínima previsão para estar com o meu filho apesar de numerosos pedidos à minha ex-esposa e ao seu advogado.

Entristece-me ver que nenhuma força é dada aos pais para ver os seus direitos respeitados e que meu filho se vê amputado da sua dupla nacionalidade, sem que isto gere nenhuma reaçao. Parece, depois de dois anos, que ninguém tem força para fazer valer a lei e as decisoes do Poder Judiciário.

Hoje frente a esta situaçao não sei mais a que santo queimar uma vela. Aceito qualquer tipo de ajuda para que o meu filho possa me abraçar de novo.

.........................

A mensagem dos advogados do pai

"Ao Espaço Vital .

Tratando-se de um processo com segredo de justiça, pedimos que seja preservada a identidade das partes. Sugerimos indicar os nomes como aparece no saite do TJRS (autor J.C. e ré L.G.); processo nº 10803075387 , da 2ª Vara Cível do Foro Regional Sarandi, Porto Alegre; agravos de instrumento nºs 70032649030 e 70033468703, da 7ª Câmara Cível).

O genitor tem enviado sua carta solicitando ajuda a associações de pais, ONGs, embaixada francesa etc.

Cirne Lima & Cirne Lima Advogados Associados"

E-mail - cirnelimaadv@terra.com.br

03 março 2010

Pra quem acha que é fácil substituir pessoas

Essa recebi por e-mail. Não me foi indicado o autor, mas, ainda assim, gostaria de parabenizá-lo por conseguir elaborar um texto que traduz minhas idéias.

Será mesmo que você é substituível ?????

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.

Agita as mãos, mostrar gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível".

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.

Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim. E Beethoven?

- Como? - o encara o gestor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem
substituiu Beethoven?


Silêncio.

O funcionário fala então:

- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.

Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da "máquina"(organização) e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico?

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico...

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro.

Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto. Se seu
gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as
pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . . . . apenas peças.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.... Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível"

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te
substituirá!


Ah, sem esquecer de que (infelizmente) existe sim uma galera que não faz a menor diferença e, portanto, também não faz a menor falta. Ainda bem que é uma minoria!!! Ou uma maioria??? É... definitivamente não fazem falta nem na contabilidade...

Fui!!!

Mas volto...

02 março 2010

A diferença entre pessoas sem caráter e mau caráter...

Há situações com as quais a gente se depara que nos trazem algumas surpresas.

Isso aconteceu comigo há pouquíssimo tempo.

Antes, ao observar as pessoas, tentava distinguir o caráter delas entre bom, ruim e tendente a... Creio que todos fazem isso, até mesmo como modo de se preservar, para evitar ou, pelo menos se distanciar de pessoas de caráter duvidoso.

Entretanto, a soberba é algo aniquilador... e a soberba, no caso, foi minha, em achar que conseguia diferenciar bem esses indivíduos, a fim de me manter a salvo deles.

Pois bem, eis que fui surpreendida (para dizer o mínimo, tentando arduamente manter a polidez) por alguém mau caráter e por uma pessoa que inaugurou uma nova espécie: os sem caráter.

O "sem" aqui é no sentido de ausência mesmo. Pessoas que não sabem a que vieram, que ocupam o espaço, espalham sua (inútil) futilidade e são massas de manipulação para os seres que detêm o mínimo de caráter (bom ou ruim). Possuem o apelido de "maria-vai-com-as-outras" e, em termos de inaptidão para tomar uma decisão por si mesmas, conseguem sacanear os demais indivíduos, podendo chegar ao estágio de jogar a própria filha da janela, por ordem de outrem.

Voltando à vaca fria, no caso que me trouxe à escrita, de uma lapada só, uma mau caráter resolveu voltar atrás na palavra dada (como sói acontecer com essa espécime), sendo endossada (é claro), por alguém sem caráter (que muito provavelmente sequer consegue expressar o significado da frase "manter a palavra dada")!!!

Resultado: preciso ter cuidado com pessoas fúteis, cuja única utilidade que possuem é a de serem vacas de presépio (ou massa de modelagem) de quem fizer bom uso (ou mal mesmo, pois elas sequer sabem diferenciar). Ah, sem esquecer do lembrete básico: mau caratismo também ocorre em quem se faz de amigo.

É, aprendendo antes tarde do que nunca!!!

Fui, mas volto... e, como diria minha mãe, ainda vou ver o fim dessa história (e quando acontecer, posto aqui - se valer a pena, claro).

18 fevereiro 2010

Saudade...

Descobri que saudade é igual cebola, vem em camadas...

Quando perdemos alguém ou somos forçados a dar um "tchau" mais longo, começamos a sentir saudade dos beijos, abraços, do contato que tínhamos com essa pessoa. Depois essa saudade passa e vem aquela que nos faz sentir falta da convivência. Depois da palavra. Depois do cheiro. Depois do olhar. E assim vai indo até que nos resta a saudade da pessoa, só dela.

O mais legal (ou cruel) disso tudo é que, ao contrário da cebola, as camadas se renovam: quando chegamos ao ponto de nutrirmos saudade apenas da pessoa, volta a saudade dos beijos, abraços, contato, convivência, palavra, cheiro, olhar...

E enquanto essa roda da fortuna fica girando, a gente fica aguardando o momento de matar toda essa saudade e construir novos caminhos, tomar novos rumos, decidir novas estratégias, mas sem ter essa falta a nos afligir.

Xiiiii... devaneei agora...

Fui (mas volto)!!!

01 fevereiro 2010

Tentando entender Clarice...

Gosto de Clarice Lispector desde há muito tempo. Antes mesmo de fazer a faculdade de Letras, já era apaixonada por ela, mas nunca entendi por que. Lia seus textos e achava que sua escrita ia muito adiante do seu tempo. Quando relia esses mesmos textos, achava que se encaixavam perfeitamente a sua época... aí começava o paradoxo: como gostar de alguém que não se conseguia entender???

Continuei gostando, continuei lendo... mesmo sem entender o porquê de tanta admiração, permanecia admirando. Eis que, numa crônica, na qual ela conseguia conciliar um acontecimento diuturno (o extermínio de um assassino) com aspectos sociológicos, jurídicos e diversos outros que me escapam, construindo um texto magistral, ela se revela no último parágrafo "O que eu quero é muito mais áspero e mais difícil: quero o terreno."

Até chegar nesse desejo, houve toda uma desconstrução, linha por linha, tijolo por tijolo. E o que ela queria era justamente isso, a desconstrução, a crueza. Ela queria o real e não o construído, a máscara, o disfarce.

Eu também desejo a mesma coisa: a realidade. Não a atuação somente, mas o que move aquela atuação. Eu sei reconhecer o que é disfarce, mas saberei ver o que é real? Por vezes creio que sim, mas nem sempre o que penso ser real é a verdade.

As máscaras me cansam, entediam-me sobremaneira. Canso-me facilmente de pessoas que se inebriam de suas próprias ilusões (exceto uma pessoa), alimentando-as até não poder mais, passando aos incautos a imagem que lhe convém, ocultado aquilo que ela tem de mais interessante: ela mesma.

Minha admiração por Clarice vem justamente daí, dos interesses afins. Ela, magistralmente, revelava-nos em seus textos, ao passo que eu tento desvendá-los no dia-a-dia.

Palmas para Clarice.

“Crônica da morte de Mineirinho”, em 1962, de Clarice Lispector.

É, suponho que é em mim, como um dos representantes de nós, que devo procurar por que esta doendo a morte de um facínora. E por que é que mais me adianta contar os treze tiros que mataram Mineirinho do que os seus crimes. Perguntei a minha cozinheira o que pensava sobre o assunto. Vi no seu rosto a pequena convulsão de um conflito, o mal-estar de não entender o que se sente, o de precisar trair sensações contraditórias por não saber como harmonizá-las. Fatos irredutíveis, mas revolta irredutível também, a violenta compaixão da revolta. Sentir-se dividido na própria perplexidade diante de não poder esquecer que Mineirinho era perigoso e já matara demais; e no entanto nós o queríamos vivo. A cozinheira se fechou um pouco, vendo-me talvez como a justiça que se vinga. Com alguma raiva de mim, que estava mexendo na sua alma, respondeu fria: 'O que eu sinto não serve para se dizer. Quem não sabe que Mineirinho era criminoso? Mas tenho certeza de que ele se salvou e já entrou no Céu.' Respondi-lhe que 'mais do que muita gente que não matou'.

Por que? No entanto a primeira lei, a que protege corpo e vida insubstituíveis, é a de que não matarás. Ela é a minha maior garantia: assim não me matam, porque eu não quero morrer, e assim não me deixam matar, porque ter matado será a escuridão para mim.

Esta é a lei. Mas há alguma coisa que, se me fez ouvir o primeiro tiro com um alívio de segurança, no terceiro me deixa alerta, no quarto desassossegada, o quinto e o sexto me cobrem de vergonha, o sétimo e o oitavo eu ouço com o coração batendo de horror, no nono e no décimo minha boca está trêmula, no décimo primeiro digo em espanto o nome de Deus, no décimo segundo chamo meu irmão. O décimo terceiro tiro me
assassina - porquê eu sou o outro. Porque eu quero ser o outro.

Essa justiça que vela meu sono, eu a repudio, humilhada por precisar dela. Enquanto isso durmo e falsamente me salvo. Nós, os sonsos essenciais. Para que minha casa funcione, exijo de mim como primeiro dever que eu seja sonsa, que eu não exerça a minha revolta e o meu amor, guardados. Se eu não for sonsa, minha casa estremece. Eu devo ter esquecido que embaixo da casa está o terreno, o chão onde nova casa poderia ser erguida. Enquanto isso dormimos e falsamente nos salvamos. Até que treze tiros nos acordem, e com horror digo tarde demais - vinte e oito anos depois que Mineirinho nasceu - que ao homem acuado, que a esse não nos matem. Porque sei que ele é o meu erro. E de uma vida inteira, por Deus, o que se salva às vezes é apenas o
erro, e eu sei que não nos salvaremos enquanto nosso erro não nos for preciso. Meu erro é o meu espelho, onde vejo o que em silêncio eu fiz de um homem. Meu erro é o modo como vi a vida se abrir na sua carne e me espantei, e vi a matéria de vida, placenta e sangue, a lama viva. Em Mineirinho se rebentou o meu modo de viver. Como não amá-lo, se ele viveu até o décimo terceiro tiro o que eu dormia? Sua assustada
violência. Sua violência inocente - não nas conseqüências, mas em si inocente como a de um filho de quem o pai não tomou conta. Tudo o que nele foi violência é em nós furtivo, e um evita o olhar do outro para não corrermos o risco de nos entendermos. Para que a casa não estremeça. A violência rebentada em Mineirinho que só outra mão de homem, a mão da esperança, pousando sobre sua cabeça aturdida e doente, poderia aplacar e fazer com que seus olhos surpreendidos se erguessem e enfim se enchessem de lágrimas. Só depois que um homem é encontrado inerte no chão, sem o gorro e sem os sapatos, vejo que esqueci de lhe ter dito: também eu.

Eu não quero esta casa. Quero uma justiça que tivesse dado chance a uma coisa pura e cheia de desamparo e Mineirinho - essa coisa que move montanhas e é a mesma que o faz gostar 'feito doido' de uma mulher, e a mesma que o levou a passar por porta tão estreita que dilacera a nudez; é uma coisa que em nós é tão intensa e límpida como uma grama perigosa de radium, essa coisa é um grão de vida que se for pisado se
transforma em algo ameaçador - em amor pisado; essa coisa, que em Mineirinho se tornou punhal, é a mesma que em mim faz com que eu dê água a outro homem, não porque eu tenha água, mas porque, também eu, sei o que é sede; e também eu, não me perdi, experimentei a perdição. A justiça prévia, essa não me envergonharia. Já era tempo de, com ironia ou não, sermos mais divinos; se adivinhamos o que seria a bondade de Deus é porquê adivinhamos em nós a bondade, aquela que vê o homem antes de ele ser um doente do crime . Continuo, porém, esperando que Deus seja o pai, quando sei que um homem pode ser o pai de outro homem. E continuo a morar na casa fraca. Essa casa, cuja porta protetora eu tranco tão bem, essa casa não resistirá à primeira ventania que fará voar pelos ares uma porta trancada. Mas ela está de pé, e Mineirinho viveu por mim a raiva, enquanto eu tive calma. Foi fuzilado na sua força desorientada, enquanto um deus fabricado no último instante abençoa às pressas a minha maldade organizada e a minha justiça estupidificada: o que sustenta as paredes de minha casa
é a certeza de que sempre me justificarei, meus amigos não me justificarão, mas meus inimigos que são os meus cúmplices, esses me cumprimentarão; o que me sustenta é saber que sempre fabricarei um deus à imagem do que eu precisar para dormir tranqüila, e que os outros furtivamente fingirão que estamos todos certos e que nada há a fazer. Tudo isso, sim, pois somos os sonsos essenciais, baluartes de alguma coisa. E sobretudo procurar não entender.

Porque quem entende desorganiza. Há alguma coisa em nós que desorganizaria tudo - uma coisa que entende. Essa coisa que fica muda diante do homem sem o gorro e sem os sapatos, e para tê-los ele roubou e matou; e fica muda diante do S. Jorge de ouro e diamantes. Essa alguma coisa muita séria em mim fica ainda mais séria diante do homem
metralhado. Essa alguma coisa é o assassino em mim? Não, é o desespero em nós. Feito doidos, nós o conhecemos, a esse homem morto onde a grama de radium se incendiara. Mas só feito doidos, e não como sonsos, o conhecemos. É como doido que entro pela vida que tantas vezes não tem porta, e como doido compreendo o que é perigoso compreender, e como doido é que sinto o amor profundo, aquele que se confirma quando
vejo que o radium se irradiará de qualquer modo, se não for pela confiança, pela esperança e pelo amor, então miseravelmente pela doente coragem de destruição. Se eu não fosse doido, eu seria oitocentos policiais com oitocentas metralhadoras, e esta seria a minha honorabilidade.

Até que viesse uma justiça um pouco mais doida. Uma que levasse em conta que todos temos que falar por um homem que se desesperou porque neste a fala humana já falhou, ele já é tão mudo que só o bruto grito desarticulado serve de sinalização. Uma justiça prévia que se lembrasse de que nossa grande luta é a do medo, e que um homem que mata muito é porque teve muito medo. Sobretudo uma justiça que se olhasse a si própria, e que visse que nós todos, lama viva, somos escuros, e por isso nem mesmo a maldade de um homem pode ser entregue à maldade de outro homem: para que este não possa cometer livre e aprovadamente um crime de fuzilamento. Uma justiça que não se esqueça de que nós todos somos perigosos, e que na hora em que o justiceiro mata, ele não está mais nos protegendo nem querendo eliminar um criminoso, ele está cometendo o seu crime particular, um longamente guardado. Na hora de matar um criminoso - nesse instante está sendo morto um inocente. Não, não é que eu queira o sublime, nem as coisas que foram se tornando as palavras que me fazem dormir tranqüila, mistura de perdão, de caridade vaga, nós que nos refugiamos no abstrato.

O que eu quero é muito mais áspero e mais difícil: quero o terreno.

29 janeiro 2010

Operador de telemarketing...

Essa foi (literalmente) de matar!!!

Observe a ênfase do redator quando colocou "com tempo de sobra"...

Fui!!!

Ps. perdão pelo trocadilho infame

26 janeiro 2010

Irritadiça??? Que nada!!!

Maria Confusão, eeeeeeeeeeeeeeeuuuu??? Imagina!!! Está cientificamente comprovado que é só a minha beleza dando mostra de sua fúria!!!

Fui!!!

25 janeiro 2010

BBBichas!!!

... ou BBBurros!!!

Que o BBB 10 tá apinhado de bibas, todo mundo já sabe... a novidade é que alguns projetos de bibas estão mostrando seu lado burro!!! Veja o exemplo do Eliezero (tirei daqui): a guria com quem ele tá ficando duvida de sua masculinidade; não satisfeita, ela resolve tirar a dúvida com a biba-mãe da casa; mas o mais interessante é que, quando o Eliezero vai desabafar com o maromba da casa, ele solta algo como "pô, e ela vai falar com o Dicesar que é homossexual também..."

Peraí, "também"... como assim "também"... é mesmo de se duvidar da masculinidade de um cara desses, né não??? Até pq da burrice, a gente já tem certeza!!!

Grossa, eu????

Quando eu penso que sou um ícone da grossura, chega alguém e me tira do trono!!!

Nem eu seria tão direta, tão indubitável!!! De toda sorte, não aconselho testes, ok???

Fui!!!

21 janeiro 2010

Nova série!!! Vídeos bregas...

Esta série é uma singela homenagem a alguns pretensos cantores, dançarinos e adjacências que, num belo dia, acharam que podiam fazer sucesso... Alguns conseguiram, outros me divertem horrores.

Eles merecem nossa atenção e nosso aplauso, pois, em momentos dramáticos, soturnos e tristonhos de nossas vidas, seus vídeos nos dão a certeza de que yes, it could be worst!!!

Nossa primeira homenageada é Kate Bush, em seu clip Wuthering Heights. Pra quem não sabe, Wuthering Heights é título de um livro famosésimo que, na tradução para o Português, ficou O morro dos ventos uivantes. Pode até não parecer, mas o livro é um drama, uma tragédia que nossa Kate Bush conseguiu transformar em comédia, inaugurando o que, anos mais tarde, foi repetido em Todo mundo em pânico...

Nunca pensei que diria isto, mas divirtam-se com Wuthering Heights

Comentários:
- logo no início, ela "surge"
- a florzinha moribunda no cabelo dela ameaça abandonar a produção
- no pescoço,há uma planta carnívora...
- reparem em como a sombra verde combina com o vestido vermelho-bitch
- depois de algumas expressões (???) e movimentos (???) manuais, ela resolve atacar de sonambulismo (no livro não tinha nenhum sonâmbulo, só mesmo a falecida da Katherine... ops, contei um dos trunfos da obra)
- percebe-se ainda um protótipo do AB Toner na cintura da moça
- a freada no menor estilo carreta, passando para um giro "mamãe-a-vodka-acabou" é um dos pontos fortes da coreografia
- após, percebemos os passos jurássicos do jazz
- seguem alguns trejeitos tooooooooooooooooscos de mímica


(nomeando alguns passos)
- 1:18, eis que surge o passinho "locomotiva"
- em 1:20, temos o "striper-xepa" (ou vulgívaga de fim de feira)
- 1:26, "sim, eu fiz ginástica ritmica" ("ritmica" aqui é figura de linguagem, ok??)
- 1:27 a 1:32, what a f... is that???
- 1:45, "eu também fiz patinação artística, tá???" ("artistica" tb é figura de linguagem)
- 1:47, "manhê!!! Achei a vodka!!!"
- 2:16, mais mímica
- 2:21, ofendendo o beija-flor
- 2:33, mineiro atrás do toco
- 3:14, empolgação na despedida (ou what a fu... that??? part II)

3:27 ela FINALMENTE desaparece!!!
Epa!!! Ela ressurge... e desaparece... e ressurge... socoooooooooooooorro!!!

E olha que a florzinha aguentou tudinho até o final!!!

Da série "teses ridículas de defesa III"

Fato: empresa especializada em treinamentos envia inúmeros "spams" a um usuário. O sujeito envia fax, e-mail etc, solicitando que a empresa cometa a gentileza de excluí-lo da lista de propagandas. Bem, nada deu certo...

Tese ridícula de defesa: traduzindo para o bom Português, foi algo mais ou menos assim "Ô Excelência, o negócio é o seguinte, a gente temos o direito de propagandear pra quem a gente queremos. Se o autor não tá gostando é só mudar de e-mail!!! Simples, né???". (Com uma tese canhestra dessas, o palavreado do "adevogado" deve ter sido bem semelhante a esse).


Certas teses de defesa me fazem querer saber qual faculdade teve a coragem de dar o diploma de bacharel a determinados indivíduos. Essa curiosidade é para que eu saiba bem onde fica a instituição de (des)ensino, para que eu possa passar beeeeeeeeeeeeeeeem longe... Vai que a burrice é osmótica!!!

Resultado: a empresa ficou R$ 1.500,00 mais pobre (se eu fosse o autor, recorria)

20 janeiro 2010

Fofoca "jurisprudenciada"

Se não me engano, quando alguém lhe conta um fato e pede segredo, mas você vai lá e conta pra todo mundo, há a fofoca. Segundo o Dicionário Online Priberam, um dos significados de "fofoca" é Facto ou coisa contada em segredo, sem conhecimento do(s) visado(s) ou sem conhecimento real ou efectivo

Feitas essas considerações, vamos ao que interessa. Diogo Mainardi, autointitulado "jornalista", resolve fazer uma fofoca na Veja. O ofendido ajuíza uma ação e vê, na sentença, a institucionalização do mexerico, pois, no entender da magistrada, divulgar informações recebidas por terceiros não configura excesso.

A fofoca em si já é condenável. Usar uma revista para divulgar uma fofoca é coisa de pessoas com algum tipo de atrofia. (Sigilo da fonte é algo desconhecidíssimo pelo "jornalista".) Agora ver que o Judiciário acoberta esse tipo de coisa, a despeito da legislação, é de doer!!!

Fui!

14 janeiro 2010

Contos de fada...

Até parece que fui eu que escrevi!!!

Só modificaria algumas coisinhas:

- Cinderela - denunciaria sua madrasta e irmãs à polícia e exigiria indenização por dano moral e deixaria que comesse as perdizes que quisesse;
- Bela Adormecida - fundaria um SPA de relaxamento que seria um sucesso.
- Branca de Neve - abriria uma boate GLS (ou GLBT). Na noite de estréia, haveria uma fila quilométrica.

Por enquanto, só seria isso mesmo!!!

13 janeiro 2010

Novos conceitos de ditados populares...

Ditos populares são bastante interessantes, mais interessantes são as releituras de alguns deles. Aproveitando um insight de humor afrodescendente, apresento a releitura de "em boca fechada não entra mosquito"

12 janeiro 2010

Vocês vão ter que me engolir...

... por muiiiiiiiiiiiiito tempo...

Como bem lembrado por alguém, cientistas comprovaram que terei vida longa!!!

Legal mesmo foi a paciência de quem achou essa pérola de reportagem em me explicar onde ela estava... era de deixar Dalai Lama roxo de inveja!!!

Fui... mas, segundo os cientistas, voltarei!!!

08 janeiro 2010

Fast food...

Apesar de o pronome possessivo ser de primeira pessoa, é bom deixar claro que não diz respeito à dona deste blog, ok???



Conheço gente cujo rosto é... deixa pra lá...

Poison... ou Activia!!!



Porque tem gente que é um veneno em pessoa... hum, dependendo do(a) sujeito(a) é o laxante em pessoa...

Fui!!!

Marketing pessoal...

Isso sim é marketing pessoal...

Fui!!!

07 janeiro 2010

Meu sósia...

Em termos de gafe e baratas, acabo de encontrar minha cara metade...

Fui!!!

Paraíso...

Alguém aí tem uma panela tamanho gigante???

04 janeiro 2010

In love again...

Estou novamente apaixonada... o objeto de minha nova paixão é falecida há 32 anos, mais precisamente desde 16 de setembro de 1977. Minha nova paixão chama-se Cecilia Sophia Anna Maria Kalogeropoulos ou simplesmente Maria Callas.

A controvérsia que seu nome suscita deu-me a motivação necessária para me interessar por sua vida e obra (unanimidades não são bem a minha praia). Outro ponto que me despertou fervorosa curiosidade foi a indagação de como uma mulher fantástica como ela pôde amar tão calorosamente um sujeito tão desinteressante como Aristóteles Onassis. Sim, ela amou o homem, pois não precisava da fortuna dele (coisa bem diversa ocorre hoje em dia, mas isso é assunto para outro post).

Os "entendidos" de música erudita dizem que a voz de Maria Callas não era essa coca-cola toda. Os defensores de Renata Tebaldi, sua rival durante anos, colaboraram para que essa visão se perpetuasse. Em verdade, fizeram enorme favor a La Callas, pois, se sua voz deixava a desejar e, ainda assim, ela é uma das maiores divas de todos os tempos (se não a maior), é de se presumir que ela tinha algo de extraordinário, que transcendia sua voz.

Passei uma tarde inteira procurando um vídeo que se compare a este: O Mio Bambino Caro. Fui desde Renata Tebaldi a Monsserat Caballet. Realmente a pureza da voz de Monserrat e Tebaldi se destacam, mas a emoção que a voz de La Callas carrega não deixa dúvida sobre sua extraordinariedade... se quiser testar, ouça a ária sem ver o vídeo e perceba o desespero em sua voz, a tristeza, o "desisto", nas outras, vê-se somente a técnica perfeita, desmotivada, "desemocionada"...

Não bastasse isso, nota-se que o corpo inteiro de Maria Callas canta... tire o som dos vídeos linkados e observe a expressão de cada uma das cantoras. A entrega de La Callas é divina...

Ainda não consegui descobrir o que a fez amar Onassis, mas sei bem o que ele perdeu ao deixá-la por Jackie O. Aliás, ele próprio sabia, porém já era tarde...

Fui...