21 dezembro 2012

Feliz fim do mundo!!!

Que momento mais curioso. Estou aqui, em pleno fim do mundo (21/12/2012), ouvindo Never Say Goodbye (Bon Jovi) e fazendo planos e mais planos para 2013.

Alguns não deixei para 2013, já dei início. Um deles é ressuscitar meu bloguinho (bloguinho com carinho, não de menosprezo). A dúvida é: contar "causos" ou escrever textos sobre Direito??? Uma coisa é certa, vou dar um tempinho das musiquinhas que paginaram o blog.

05 junho 2012

Músicas em atraso

Tem sempre aquela música que todo mundo curte, todo mundo canta, todo mundo sabe, menos você. O tempo passa, todos se esquecem da música, não pensam mais tanto nela assim e é aí que eu entro: quando todos já não se lembram, a música dá um jeito de chegar em mim e bater em cheio!!! E foi exatamente isso o que aconteceu com "Vento no Litoral".

No auge da canção, achava a música um saquinho: aquela melodia tristinha, aquela voz de quem sofreu horrores e por isso fez a música. Simplesmente não a ouvia. Quando tocava nas rádios, logo mudava de estação.

Mas eis que (é, definitivamente o detalhe da vida está no "mas"), um belo dia, estava dirigindo, pensando em tudo o que tinha de fazer durante o dia e a música toca na rádio.

Absorta em meus pensamentos, um trechinho me tira do meu mundinho: "Dos nossos planos é que tenho mais saudade".

Voltei logo para e realidade e dei à canção a atenção que nunca havia dado.

Todos já tivemos sonhos desfeitos, todos já tivemos planos não concretizados... o problema é quando esses planos te martirizam de certa forma. Não, não é deixar de seguir, é pensar no "e se...". E se tivesse rolado a chance, e se tivesse aceitado a proposta, e se, e se, e se... é aí que entra o trecho "dos nossos planos é que tenho mais saudade".

É estranhíssimo sentir falta de alguma coisa que não foi além, que não se realizou, que acabou morrendo (ou sendo morta). Só que falar isso para uma pessoa que sente saudade de épocas que sequer viveu (como eu sinto saudades dos anos de 1950, 1960), é dizer absolutamente nada...

Então fui me dando ao luxo de analisar outros trechos...

"Sei que faço isso pra esquecer". Puxa, perdi a conta de quantas vezes me envolvia em vários projetos, para esquecer frustrações que me custaram muito. Tudo ao mesmo tempo agora (e tudo muito bem feito) era minha meta... minhas melhores notas na vida são da época em que me separei...

Na minha opinião, a estrofe mais forte, mais incisiva, mais doída é:

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...


Agimos certo sem querer, foi só o tempo que errou... é justamente isso!!! Eureka, Renato Russo, em duas frases, descobriu o que eu levei anos para descobrir!!! E descobriu antes mesmo que eu vivesse uma situação assim... agora entendo muito bem o que ele quis dizer e o que ele sofreu com tudo isso: tudo para dar certo, mas tudo dando errado.

Vai ser difícil sem você, porque você está comigo o tempo todo...

"Existe algo que diz que a vida continua e se entregar é uma bobagem". Essa frase é uma releitura do lema que resolvi adotar para mim mesma há muito, muito tempo. Com base nessa orientação, sigo em frente, não por força ou por determinação, mas só porque não tenho outra alternativa: o passado não volta, o futuro não me pertence, só me resta o presente. Fazer algo agora, neste instante, neste momento... depois pode ser muito tarde. Afinal, agimos certo sem querer, foi só o tempo que errou. Adiou-se muito o que nunca poderia ser adiado... aí entra o trechinho de outra música:

You could've tried to see the distance between us
But it seemed to far for you to go
Do you remember?
 
Mas aí já é outra história...
 
Enquanto isso, curtam "Vento no Litoral"
 
 

27 maio 2012

Tempo...

Louca de vontade de escrever, mas completamente sem tempo...

Calma, os textos voltarão... a vontade está me obrigando a tentar suplantar o tempo (se é que isso é possível)...

E por falar em tempo, descobri que o maior bem que todos temos é o tempo. Sei que muitos de vocês já sabiam disso, mas, pela primeira vez, eu parei por alguns instantes para analisar essa frasezinha "o maior bem é o tempo".

Devemos aproveitar o tempo de que dispomos, pois, uma vez perdido, não se consegue recuperar. Recuperamos absolutamente tudo (desde que o orgulho, a ira ou a vaidade não interfiram, claro): amores, carros, casas, dinheiro, amizades... tudo, absolutamente tudo!!! Agora tenta reaver o minuto que passou. Tenta recuperar a hora que você perdeu, discutindo com gente que não valia a pena...

Não dá, não tem como!

Sou um dos seres mais estressados da face da terra, mas descobrir que perder tempo é perder mais que ouro e diamante juntos, fez com que eu revisse muito da minha postura. Não é que eu ande mais calma, só que meu tempo está sendo mais bem gasto.

"Gasto" muito tempo com meus filhos. Brincadeiras, conversas, divagações, carinhos, beijos, abraços, broncas, ensinamentos (de ambas as partes)... Deixo de fazer, de ir, de pesquisar, de voltar, de produzir... deixo isso tudo para "perder" meu tempo com meus filhos.

Por quê??? Ora, porque, além de essas fases não voltarem, é justamente essa época pela qual eles estão passando que marcam a memória, que eles carregarão consigo e contarão a seus filhos: "Nossa, eu e minha mãe passávamos horas papeando", "Isso que estou te ensinando agora, minha mãe me ensinou quando eu tinha a sua idade", "Costumava vir aqui com minha mãe, ela gostava do sanduíche X", "Ali tinha um parquinho, minha mãe ia para o balanço e eu para o escorregador"... e por aí vai...

Quero me fazer sempre presente na vida deles, pois só assim a vida é eterna, na lembrança, sendo carregada para sempre no coração de quem nos ama.

Outra vantagem de "perder" seu tempo com seus filhos é aproveitar o momento "heroína". Nessa fase, somos as heroínas deles, as super-mães. Por enquanto, eles não conseguem ver efetivamente nossos defeitos. Aliás, os que eles enxergam rapidamente se transformam em charme ou em super-poder. Somos necessárias na vida deles, não só porque preparamos o lanche, cuidamos deles, mas porque eles nos admiram. Somos as mulheres mais admiráveis do universo inteirinho!!! Mulher Maravilha não chega aos nossos pés...

Além de ser a mulher mais admirada do universo, também somos a melhor amiga. Não só porque damos apoio, mas, principalmente, porque orientamos. Mesmo que essa orientação signifique "ai, vou levar uma tremenda bronca". Eles vêm e nos contam o que fizeram, por que fizeram, como fizeram e a quem fizeram, e ficam ali, depois de toda a narrativa, esperando nosso comentário. A partir daí, estabelece-se um imenso diálogo que durará a vida toda, pois, mesmo que a conversa acabe depois de quinze minutos, ela irá se repetir na cabeça deles (e na nossa) durante toda a vida, produzirá frutos, servirá de modelo, de exemplo... Quinze minutos "perdidos" e uma vida inteira ganha!!!

Nada, nada mesmo é mais importante q. isso!!! Por isso não troco nenhum minuto ao lado dos meus filhos por nada nesse mundo. Se é algo bacana, posso fazer com eles. Se não posso fazer com eles, então não é tão bacana assim e me fará perder um tempo imenso. Pode ser a viagem dos sonhos, se eles não estão juntos, então não é do meu sonho que estamos falando ;o)

O melhor tempo é ao lado dos meninos, a melhor viagem é vê-los se transformarem em homens magníficos justamente por você os ensinou assim.

Afinal, tem coisa que te encha mais de orgulho do que ver seu filho tendo uma atitude linda, você perguntar "nossa, filho, onde foi que você aprendeu isso?" e ouvir "ué, mãe, você que me ensinou!!!". Mesmo que você nem se lembre se foi você mesma quem ensinou ou quando você ensinou, de uma coisa você tem a mais absoluta certeza: soube "gastar" bem o seu tempo!!!

24 janeiro 2012

Quase de volta...

Não adianta, não abandono de vez o blog. Sumo, mas sempre volto, afinal, uma das poucas coisas que realmente adoro fazer é escrever.

Passeando pelas antigas postagens (na verdade estava atrás de uma, vocês entenderão mais abaixo... ah, e não encontrei essa "uma"), vi o tanto que minha vida mudou nesses anos todos, o tanto que eu mudei e o tanto que as pessoas que me rodeiam (ou rodeavam) mudaram. Vi milagres, vi desastres, vi gente passando do vinagre ao vinho, vi gente passando do vinho ao vinagre. Mudei de emprego, conquistei nova profissão... aconteceu tanta coisa...

E hoje, escolhendo o perfume, descobri que, definitivamente, I'm the devil (eis o post que não encontrei). E a vida continua e o pintinho piu.

Fui, mas como deu pra perceber, volto!!!

10 janeiro 2012

Nostalgia ou melancolia...

Sempre tive desses momentos, aqueles em que tudo está andando e eu resolvo parar no meio do caminho pra ficar ruminando, relembrando e revivendo o passado. Às vezes volto a lugares e tempos bem distantes, uns poucos felizes da minha infância; noutras retorno a passados não muito remotos, em situações muito sofridas e difíceis; e há aqueles em que volto tanto lá atrás quanto um atrás mais pertinho.

Apesar de saber que a vida se vive olhando pra frente, sempre volto meu olhar para o passado. Não sei explicar por que, mas sei que sempre volto. E hoje voltei, voltei para outro janeiro, um janeiro de 26 anos atrás. Acabei me dando conta de que as coisas passam sem passar. Pessoas que deveriam ter ido simplesmente ficam e você não consegue se desvencilhar. Aí aprende a conviver com uma ausência-presença de alguém que já se foi sem nunca efetivamente ter ido.

Lembrei daquele janeiro e dos dias felizes que antecederam àquele janeiro. Do último Natal lá em casa, da última vez em que a família se reuniu sem aquela sensação de falta. Da última ida à casa da vovó, cantando músicas do Roupa Nova. Do último planejamento para a viagem que iria se iniciar. Da viagem em si. Do casamento da Maria Hilda. Da fazenda do Tio Osíris. De sair correndo em desabalada carreira depois de descobrirmos que a vaca "Banana" de banana não tinha nada. De um choro inexplicável e inconsolável que me fez tremer o coração. De ficar ouvindo a Turma do Balão Mágico na casa da Tia Ivone. Do quanto "Se enamora" embalava os nossos sonhos de encontrarmos nossos príncipes encantados. Da batida, da perda, de se ver obrigada a (mais uma vez) renascer...

E quantas vezes eu renasci a partir daí... perdi a conta, não sei mais contabilizar as inúmeras vezes em que tive de me reinventar para poder continuar. Enfrentar as imensas decepções da vida quando tinha certeza de que tudo estava caminhando. De passar por cima de tanta coisa e de, ao mesmo tempo, odiar imensamente e ser eternamente agradecida por ser forte.

Há dias em que quero colo, mas ninguém ainda achou que eu o mereça (talvez por terem a ilusão de que sou forte, de que aguento o tranco ou de que a situação não é tão dolorosa assim). Acabei encontrando meu colo nesses retornos, um colo um tanto quanto nostálgico e melancólico, mas um colo que me foi permitido.

A boa nova, segundo um astrólogo, é: "foi muito difícil chegar até aqui, né? As coisas para você não foram nada fáceis. Mas a boa notícia é que acabou." Depois de tanto tempo passando por tantas rupturas, vou me dar o direito de duvidar, pois ainda não sei bem o que significa a palavra "fácil".

Qualquer coisa, meu colo está lá onde ele sempre esteve, num longínquo passado, que começou a desmoronar e a ser reconstruído há 26 anos.

"A vida tem sons que pra gente ouvir precisa aprender a começar de novo. É como tocar um mesmo violão e nele compor uma nova canção"