"Querido diário"
Depois de alguns séculos, fui ao teatro (fui sob protestos do meu filho, pois estávamos no meio de um campeonato de futebol de botão em que Argentina e Brasil empatavam em 1 x 1. Um doce pra quem adivinhar quem era a Argentina... o que a gente não faz por um filho, não é mesmo???). Assisti à peça “Renato Russo”, um monólogo brilhantemente interpretado por Bruce Gomlevsky (apesar do nome, o sujeito me pareceu bem brasileiro). Ah, está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil aqui em Brasília. Vale realmente a pena ir. Como já dá pra desconfiar, a peça trata da vida de Renato Russo, um dos ícones da minha geração. Mas o legal não é falar da peça em si, e sim do que deu graça ao espetáculo. Por exemplo, o gelo seco estava na promoção e o teatro não se fez de rogado, usou e abusou do artifício. Não sei bem qual foi a intenção, mas parecia uma sauna de tanto vapor. Ou a garota que estava ao meu lado e, na hora em que todos acompanhavam as músicas com palmas, a menina se mostrou uma comp...