16 maio 2007

Escandalizando (pra variar)

E hoje eu não resisti, escandalizei...

Seguinte: todos os dias vou ao colégio do meu filho. É um colégio tradicional, com direito a mamães empoadas (exceto, claro, essa que vos fala), parecem ladys, mulheres comportadíssimas e acima de qualquer suspeita.

As crianças... bem, crianças são elas mesmas em qualquer lugar; assim sempre têm as brincadeiras antes de entrar para a aula, a correria desabalada, essas coisas lindas da infância.

Pois bem, Deus esqueceu de me tirar da infância e me fez gostar de crianças tardiamente (embora elas sempre tenham gostado de mim). (Um adendo para maiores explicações: até meus 18 anos fugia de crianças, não gostava muito de ficar perto delas, pois sempre fui muito desajeitada e achava que mais hora menos hora iria machucar alguma delas. Mas parecia que tinha ímã para elas, que sempre davam um jeitinho de ficarem perto de mim.) Então, eis que paquerava há dias a famosa brincadeira "pular corda", aquela em que uma menina fica no centro girando a corda enquanto as outras pulam. Hoje foi o dia!!! Não resisti, tirei o salto e comecei a brincar: ora era eu quem girava a corda, ora estava na turma do pulo. Quando meu filho chegou, não se fez de rogado, foi logo se enturmando e entrando na brincadeira.

Algumas pequeninas coisas que percebi: as crianças ADORARAM ter uma criançona lá pulando com elas (estatisticamente falando, quando brincavam só elas, tinham, no máximo, 5 crianças; hoje, o número de puladores triplicou - e olha que a corda era pequena!!!), as mães pareciam incrédulas e meu filho achou o máximo!!! Mas a cereja do bolo foi uma cena que ninguém viu: eu lavando os pés na pia do banheiro... foi simplesmente hilário!!! (Calma, deixei tudo limpinho e sequinho depois.)

Acho boas essas minhas loucuras, essas minhas insanidades. Dizem os entendidos que nosso caráter se forma na infância, concordo com eles. Na minha infância, adorava quando minha mãe dava o ar da graça para brincar com a gente na rua (queimada, pique-bandeira, etc.), lembro que me sentia uma mini-rainha (o mini perdura; o rainha, não sei). Gosto de saber que estou proporcionando boas lembranças ao meu filho, que um dia ele vai poder dizer que a mãe pulava corda com os amigos dele, que jogava bola, futebol de botão, enfim, que aproveitava a infância dele com ele. Mas, graças a Deus, ele não vai poder dizer que a louca da mãe dele lavou os pés na pia do banheiro (acho que vou comprar um pacote de lenços umedecidos, porque há tempos também ando paquerando o jogo de futebol dos meninos).

E isso é tudo, pessoal!!!

Ah, só pra tentar finalizar com alguma "moral da história" grandiosa: amo crianças, por conta de suas principais virtudes - a espontaneidade e a sinceridade. Nunca vi criança falsa, nunca vi criança armando por debaixo dos panos. Embora eu freqüentemente quebre a cara, Ele sabe a criança que pôs no mundo e me ajuda a seguir em frente.

Tentando mais uma vez finalizar a conversa: falando nEle, Ele me aprontou uma muito boa!!! Como achava que Ele não ia me dar um namorado, resolvi fazer uma brincadeirinha. Uma bela noite, nas nossas conversas, disse que já que Ele não ia mesmo me dar um namorado tão cedo, que o próximo tivesse as seguintes características: (não dá pra pôr a lista aqui, pois fiquei uma semana inteira listando os requisitos do pretendente). E não é que Ele atendeu mesmo??? Mas essa história é para um outro post. Vamos ver como será o andar da carruagem (por enquanto, posso afirmar que a carruagem vai bem, obrigada, do jeito que Ele quis). Brigadão, Pai!!!

Agora é só mesmo!!!

Fui!!!