31 maio 2005

Diogo Mainardi (bleargh!) e alguns outros...

Se tem um fulaninho que consegue acabar com o jornalismo, este é o cara: Diogo Mainardi. Ele consegue a proeza de mesclar falta de assunto, preconceito, completa ausência de modéstia e ganhar dinheiro com isso!!!

Isso sem contar que clareza e coesão passam loooooooooooooooooooooonge das colunas "produzidas" por ele. Muito me admira que a Editora Abril desperdice, toda semana, meia página com os comentários ridículos (pra dizer o mínimo) de um sujeito desses. Coloca qualquer coisa lá, até as intermináveis propagandas veiculadas na revista Veja...

Espera-se de qualquer colunista a exposição de um fato ou uma opinião (até mesmo dos colunistas sociais). Entretanto, Diogo Mainardi, não se detém a fatos e, quando incorre no erro de tentar transmitir alguma opinião, não concatena as argumentações (raramente existentes). Seus textos se resumem ao egocentrismo, ao seu umbigo (algo como me, myself and I).

Já o colunista André Petry é dotado de uma capacidade e sensibilidade ímpar. Suas opiniões são precisas. É incrível como ele consegue dizer tanta coisa em meia página! Deve ser porque o foco de sua coluna exorbite o seu umbigo.

Aproveitando o assunto "revistas", no início deste ano conheci um periódico aparentemente desprentensioso, de leitura leve, agradável e, por vezes, interessante. A tal revista chama-se "Vida Simples". Mas (toda história tem um "mas", lembram-se?) algumas coisas eram antagônicas ao título: 1) o preço - (algo em torno de R$ 11,00); 2) tem uma seção de "consumo zen" e o achado deste mês (uma cadeira de balanço) custava apenas R$ 2.500,00.

Observando essa disparidade, fui ler as matérias. Todas são cunhadas de despretensiosidade. Mais uma adversidade: não existe texto desprentensioso, todos querem algo.

Continuando minha leitura, deparei-me com um texto sobre religiosidade. Tecia diversos comentários sobre o crescimento da oferta de religiões. Apesar de, no início, o repórter dizer que a religião da moda é o budismo, todos os comentários feitos na reportagem foram baseados em mestres budistas!!! (outro contra-senso!).

Finalmente, pude constatar que o público alvo da revista são pessoas abastadas, que querem ser vistas como "ah, e riquinho, mas é legal" ou "tem dinheiro, mas é desapegado". Enfim, é destinado àquelas pessoas, cuja "vida simples" se resume em fazer um retiro espiritual num spa ou num resort qualquer.

Não tiro da revista o mérito de tentar apaziguar consciências ou de tentar mostrar ao leitor que exite vida além da conta bancária, mas chamar a revista de "Vida Simples" é, como diriam os antigos, pular um corregozinho do tamanho do amazonas.

Chega por hoje!!!

29 maio 2005

O anti-romantismo!!!!

Olha só q. frasesinha mais meiga q. recebi por e-mail:

"Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiração, pois um dia você se decepciona. Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação"

A falta do que fazer nos leva a cada coisa... em especial postar frasesinhas "a la Pollyanna" no blog... e, numa boa, como ficam a cirurgia plástica e o marketing???? Essa frase chega a ofender Ivo Pitangui e Washington Olivetto!!!!

Mal resolvido...

Foi-se o tempo que assuntos mal resolvidos e dores-de-cotovelo em geral rendiam músicas cantadas por Dolores Duran, Maysas, Nelson Gonçalves, etc... agora esses temas dão rock! (literalmente falando!!!).

Um grupo que vem fazendo relativo sucesso, denominado CPM 22 (não me perguntem o q. significa essa sigla!!! Eu realmente não sei), tem uma boa parte de seu repertório constituído de músicas até então dominada pelos ditos "românticos".

O bom da coisa é: se vc foi largado, lembre-se, vc não foi o único e (infelizmente) não será o último. Monte sua banda, escreva uma letra, e cante no próximo baile de formatura. Ou (além do "mas" sempre existe um "ou" na história) use as já compostas para mandar o seu recado... a 'minha' eleita do dia é Regina let's go

Em muitas vezes procurei tentar achar
onde eu errei em coisas que nem têm porque
Naquela vez te perguntei,
você não soube responder
o que eu tinha feito pra você

Agora como eu vou saber
Tem hora que é melhor esquecer
Espera o dia amanhecer
Pra ver o que a gente vai fazer

Não me importa mais não ter como voltar
É, eu não vou mais me importar
Qualquer coisa faz sua idéia mudar
A gente ainda pode se entender

Em muitas vezes eu pensei em tentar falar
o que eu nem sei de coisas que eu já quis saber
Naquela vez te perguntei,
você não soube responder
o que eu tinha feito pra você

Agora como eu vou saber
Tem hora que é melhor esquecer
Espera o dia amanhecer
Pra ver o que a gente vai fazer

Não me importa mais não ter como voltar
É, eu não vou mais me importar
Qualquer coisa faz sua idéia mudar
Quem sabe a gente pode se entender
Daqui a pouco é tarde demais.

Só para que vocês possam ver q. a dor-de-cotovelo terá mercado em qualquer faixa etária, dê uma olhadinha na letra destas (ambas foram um estrondoso sucesso): http://cpm-22.letras.terra.com.br/letras/77391/, http://cpm-22.letras.terra.com.br/letras/64344/

22 maio 2005

Star Wars

Diálogo curioso no filme "Star Wars Episódio III - A Vingança dos Sith"

"Cena:
Anakin Skywalker, após se juntar ao lado negro da força, luta contra seu antigo mestre Obi-Wan Kenobi

Diálogo
AS - Se você não está comigo, você é meu inimigo!
OWK - Somente um Sith seria tão radical"

Qualquer semelhança com o episódio pós 11 de setembro, proferido pelo Bush Jr. é mera coincidência. (Lembro-me que foi algo parecido com Se você não está comigo, você está contra mim!. Convém ressaltar que eu, pra variar, fui a única que riu da "lembrança" de George Lucas. O cinema inteiro olhou para ver quem era a louca que estava rindo de uma cena tão dramática!)

Caridade...

O Espiritismo tem um ditado bastante interessante: "Fora da caridade não há salvação", pois bem, lendo uma matéria que saiu hoje na Folha de São Paulo, observei que o município de São Paulo vem fazendo obras extremamente caridosas aos necessitados dos condomínios de luxo.

Um morador de rua que, segundo alguns dos entrevistados, cometera o vil pecado de ter um cheiro que ofendia o olfato dos moradores dos condomínios de luxo e, pior ainda, resolveu estabelecer residência em uma praça próxima aos ditos condomínios, foi "institucionalizado". Entenda-se por institucionalizado "recolhido ao sanatório", e por ordem de uma das Secretarias daquele município, cujo titular (vejam só que ironia!) residia num dos condomínios.

Pelos relatos contidos na reportagem, o cidadão, exceto pelo mau cheiro, não incomodava ninguém, não provocava ou participava de badernas, não bebia... enfim, os únicos delitos cometidos foram falta de higiene, ser pobre e morar na praça. Ah, no sanatório foi diagnosticada demência!!!!

Agora, a demência é de quem???

20 maio 2005

Hoje está sendo um dia particularmente complicado, tá uma montanha russa sentimental q. chega a ser irritante!!! Pela manhã (como acontece em todas as sextas-feiras) estava feliz pelo simples fato de hoje ser uma sexta-feira. Só q. agora estou sinestésica :oS.

Numa tarde de céu lindo, um sol maravilhoso, eu estou com aquela sensação de tristeza funda, fina. Não chega a me derrubar, mas tira uma parte boa de mim (ainda q. temporariamente): meu sorriso. O pior é q. é uma tristeza, teoricamente, desmotivada, pois o q. tinha de me acontecer de ruim já aconteceu :oS. Vai entender!!!!

Xô me recuperar, afinal ainda há a MARAVILHOSA sexta-feira à noite ;o)

19 maio 2005

Assim não dá!!!!

Fluminense x 13 da Paraíba... Ninguém merece um gol "impedido" aos 46 do 2º tempo e essa sofrível cobrança de pênaltis!!!

18 maio 2005

Pensamentos de uma aquariana e outros devaneios...

Em 1998, qdo comecei a engatinhar nessa história de "navegação pela net" usava o nickname Psique. Como de psicólogo e louco, todos temos um pouco, a primeira pergunta surgida era: "Vc é psicóloga". Não, não sou e nunca fui psicóloga (ao menos q. eu saiba). Tirei o tal nick da mitologia grega: A História de Eros e Psique, na minha opinião, a história mais bonita inventada pelos gregos.

Hj, seis anos depois, encontrei uma bela observação sobre o mito de Psique: "Psique - mulher do Cupido ou do amor, personificação da alma. O mito da psique é de origem platônica; simboliza o destino da alma decaída, que depois de muitos anos se une para sempre ao amor divino. Muitos viram nele a promessa de um renascimento, de uma vida futura e de uma felicidade eterna. Psique tinha por símbolo, a borboleta, que parece imortal por causa de sua transformação de lagartixa em borboleta". Lendo a transcrição, vi que Psique se parece em muito com uma aquariana.

Aquarianos são seres que prezam a liberdade, a originalidade, a criatividade, o riso e "viajam" muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito. Tem uma ligação muito forte com o lado espiritual. É comum ouvir dos nativos desse signo pontos de vista que os demais integrantes do zodíaco jamais pensariam q. pudessem existir. Recusam-se a viver na tristeza, nem q. para isso tenham q. sorrir tristemente (uai, é um sorriso, né?). Temos nossos períodos de casulo, simplesmente sumimos, mas não esquecemos nunca aqueles q. nos são caro. E sim, acreditamos em amor eterno, em príncipe encantado, histórias da carochinha e outras baboseiras do gênero (Paulo Coelho tá fora do rol, hein!). Desnecessário dizer que, diuturnamente, damos com a cara na parede... mas não tem problema, a cirurgia plástica taí pra isso!

Dificilmente os aquarianos são entendidos, só sendo do signo pra sentir o qto somos incompreendidos, parece q. falamos gregos ou agimos como et's. É mais ou menos como dizia Renato Russo: "Não falo como vc fala, mas vejo bem o q. vc me diz. Se o mundo é mesmo parecido com o q. vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito. E vc (no caso, nós, os aquarianos) estava esperando voar, mas como chegar até às nuvens com os pés no chão?".
A bem da verdade, a gente crê, piamente, q. um dia voaremos, e com nossas próprias asas.

Apesar dos pesares, ADORO ser de Aquário; amo a nossa espontaneidade, o nosso aspecto humanitário, a nossa recusa em acreditar q. a tristeza é algo necessário ou comum; sou apaixonada pela nossa vivacidade; na capacidade de, mesmo nos sentindo arruinados internamente, tirarmos um largo sorriso de alguém que está igualmente arruinado; de conseguirmos sair de nós mesmos, de deixarmos nossos problemas de lado só pra curtir um pôr do sol, a companhia de um amigo querido, o sorriso de um filho; de chorarmos de alegria e de sorrirmos na tristeza, só para não compartilharmos com o outro o q. nos aflige e o brindarmos com o que nos emociona. Enfim, da fé que temos em Deus (pra quem acredita), em nós mesmos e no nosso poder de transformar os nossos dias e o dia dos outros. Somos capazes de amar eternamente, mas não logramos êxito em odiar pelo resto dos nossos dias.

Chega de devaneios por hj!

Até a próxima!!!

11 maio 2005

Frasesinha q. faz pensar

"O maior erro do ser humano é tentar tirar da cabeça aquilo que não lhe sai do coração"

Só o Gil mesmo...

Havia decidido não postar nada até resolver definitivamente o problema dos meus cabelos. É, depois de uma bela lavada, meu cabelo assumiu toda a sua revolta, não decide se fica liso ou se volta a ser encaracolado... a boa nova é q. o volume baixou muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito, mas agora encasquetei q. os quero lisos. Mas aconteceram "coisas" q. me fizeram postar, veja abaixo.

Nunca fui fã fanática do Caetano Veloso. Sempre o achei meio passado, com cara de pastel e jurando de pés juntos q. ele é "o cérebro, o standart, o ícone" da MPB. Entre Gil e Caetano, não titubeava, sempre fui mais Gil. Qdo o Lulalelé deu o Ministério da Cultura a ele, Gil, pensei: "Agora lascou, o cara vai se queimar por inteiro!!!". Ok, ok, concordo q. o seu ministério não é lá nenhuma brastemp, mas tenho de reconhecer, o fulano tem cojones.

Lendo, pra variar, o Correio Braziliense, deparei-me com a seguinte manchete " Gil diz que apóia greve dos servidores da Cultura" (http://noticias.correioweb.com.br/ultimas.htm?codigo=2638952). Dá pra imaginar o Caetano fazendo isso??? Claro q. não! O máximo que ele diria: "É, os servidores podem estar com a razão ou não! Tudo depende da dependência que os servidores têm de depender dessa dependência... No contexto dessa dependência e enqto o mundo é mundo, essa greve tem sentido... ou não!". Já o Gil falou com todas as letrinhas q. apóia a greve. Pode não ser muito, mas não me lembro de nenhum ministro ou autoridade equivalente ter os cojones necessários pra dar uma declaração dessas. (Como é praxe, só falta ele desmentir tudo amanhã e eu ter q. voltar a blogar só pra dizer coisas nada agradáveis sobre a atitude... resta-me esperar).

Até a próxima

08 maio 2005

Como rir de situações não-risíveis...

Na última quarta-feira, decidimos eu, uma amigona e uma amiga dessa amigona fundarmos um clube em prol de todas as mulheres que já tomaram um fora homééééééééééérico de maridos, namorados, rolos, etc... Tirando nossa propensão à preguiça extrema para acionar a tal fundação, partimos para tarefas mais simples como bolar o estatuto e criar um nome para a nossa ONG (yeah, será de utilidade pública e não-ligada a governo).

Como nossa preguiça é imensurável, deixamos o estatuto para depois e nos ativemos em adotar um slogan: "Não fique triste, lembre-se que até mesmo um pé-na-bunda te empurra pra frente" (frasesinha que nos faz pensar, apesar de ser um tanto quanto sacana).

O nome, por sua vez, saiu de um bate-papo destinado a levantar o astral: estávamos conversando sobre o autor do fora dela e, em determinado momento, ela me revelou algo tremendamente incômodo (q., óbvio, não será divulgado aqui, até pq não me lembro o que foi). Não resisti e disse: "Chuta que é macumba".

Tudo bem, sei que o nome tá mais que batido, mas não encontrei nenhum outro que se adequasse melhor às situações experimentadas pelas fundadoras. Como (ainda) não houve nenhuma objeção e o estatuto não saiu da cabeça para o papel, vai ficando a ONG "Chuta que é macumba!".

Sei que levar fora não é uma situação agradável, sei que, qdo isso ocorre, passamos por diversos estágios, mas tb sei que o dia não pára de amanhecer pq a gente tá recolhendo o que sobrou da gente. O negócio é não deixar que a auto-estima se junte aos cacos e fique por lá e não encontrei remédio melhor que o riso para nos auxiliar nesse trabalho sinistro.

Apesar de ainda não termos o estatuto em mãos (na verdade, nem no cérebro) posso adiantar algumas atitudes a se tomar em caso de um fora, qualquer fora (virtual, via embratel, via mensagem de celular, pessoalmente, etc.):
1 - Veja se é realmente a última palavra do autor (aqui vale a máxima "quem cala, consente". Se o autor ficou caladinho é sinal de que é um PONTO e não uma vírgula).
2 - Não fique imaginando onde vc errou. Se errou ou não, não interessa mais, tá feito e não tem volta
3 - Chore tudo de uma vez só
4 - Nada de ouvir baladas, músicas de conteúdo romântico ou assistir a dramas ou comédias românticas (há o sério risco de desitratação em decorrência da torrente de lágrimas que virá). O negócio é conhecer estilos musicais que fogem a esse parâmetro. Filmes só se for de comédia pastelão (sem beijos de mocinhos e mocinhas) e filmes de ação (yeah, Jean Claude Van Damme serve pra alguma coisa. Se seu estilo for cult, vale assistir aos filmes de Bruce Lee - invariavelmente TODOS têm "dragão" no nome).
5 - Conte com Deus e seus amigos. Se não entender (ou não quiser ouvir) o que eles dizem, peça para repetir quantas vezes forem necessárias, uma hora vc vai assimilar. (É uma tática semelhante ao método Pavlov. Se os ratos aprenderam, pq não aprenderemos???)

Por enquanto estou me lembrando dessas, qdo me lembrar de mais, posto aqui.

Ah, continuo devendo o poema da Clarice, pode até tardar colocá-lo aqui, mas não falhará.

Até a próxima

Ps.: Em tempo, a fundação do clube será devidamente anunciada e, pq não, comemorada. Muita coca-cola, Nightwish, confabulações, etc. Novas adesões tb serão oportunamente divulgadas. Mas isso não impede que, nesse intervalo, possamos dar um help pra quem precisar.

05 maio 2005

Mais um texto interessante...

Outro texto interessante. Este é de Hilda Hilst. Não conheço muito bem a obra dela, mas sinto fortes vibrações que comprarei alguns livros da autora.

Dez Chamamentos ao Amigo

Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse

Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero

Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.

Cotidiano...

Meus cabelinhos lisinhos ainda estão rendendo. Ainda tem gente que não viu como ficaram, mas já ouviu falar que meus cabelos não são mais os mesmos (com isso, comprovei, mais uma vez a eficácia da rádio-corredor). As expressões de "oh!" e os comentários de "nossa seu cabelo tá enooooooooooooooooorme" e "como você ficou diferente" já se tornaram uma constante (alguns mais exaltados pedem para eu jogar o cabelo pra lá e pra cá, mas ainda me falta know how para me submeter a tão útil tarefa).

Além disso, percebi que as pessoas realmente olham para mulheres de cabelos claros e lisos. Quando meus cachinhos estavam na ativa, os transeuntes mal notavam a minha existência (e era ótimo!), agora a realidade é outra: olham e esquecem de parar de olhar (o negócio beira o incômodo).

Deixando a cabeleira de lado, fiz uma interessantíssima descoberta: estou vivendo uma guerra não-declarada com uma recém-amiga. Explico, ambas gostamos dos mesmos tipos de livro. De fevereiro pra cá, li, aproximadamente, uns dez livros que ela me emprestou. Mas, resolvi emprestar um e até hoje ela não me deu mais notícias :oS. Já o considero uma espécie de refém, só que eu também tenho alguns reféns (hehehehehe!). Sei que isso é coisa de "menina má", mas livro é livro (os amantes da literatura certamente me entendem ;oD).

Falando em livros, procurei o tal texto da Clarice Lispector e não encontrei, vou ficar devendo. Caso haja interesse, o tão falado texto chama-se "Como matar baratas" e, salvo melhor juízo, está na coletânea "Felicidade Clandestina" (minha futura aquisição).

Em tempo e retornando ao assunto cabeleira, descobri porque o Dr. C. se empolgou com a "cabeluda que estava sentada na mesa da Andrea", é que o cabelitcho da moçoila aqui ficou praticamente idêntico ao da funcionária dele (uma amigona minha, muito linda e gente boa! Além de ser uma funcionária extremamente competente. Considerei um elogio.)

Até a próxima.

04 maio 2005

Não custa nada divulgar...

Textozinho interessante este q. repasso, recebi-o por e-mail. Pode ser verdade ou mentira, mas me fez lembrar de outro texto, escrito por Clarice Lispector (assim q. eu encontrar o da Clarice na minha montanha de papéis, eu posto aqui, por enquanto segue o do e-mail):

<>"'Nós namoramos seis meses, terminamos por uma incompatibilidade e, por orgulho, nos mantivemos <>afastados. Há nove meses ela sofreu umacidente de carro, faleceu aos 25 anos. Todas as noites eu digo que a amo, <>e repito todas as manhãs, na esperança de que em algum lugar ela ouça, mas sei que não é suficiente. <>Hoje eu sei que devia ter ido atrás dela, telefonado dizendo que ela era a luz de minha vida, mandado flores, <>bombons, cartões, ter pendurado uma faixa na porta da casa dela, pichado o muro com o nome dela, fazer de <>tudo para demonstrar meu verdadeiro amor, mas eu não fiz.
Os meus "amigos" diziam, seja homem, não se humilhe <>para ela. Não É preciso ser "homem" para ser orgulhoso e sentir medo, pois isso não requer força, é preciso <>ser "homem" para ser humilde e ter coragem, isso sim é difícil. <>Ela me amou, morreu me amando e sei disso. Eu a fiz chorar muitas vezes e tenho vontade de me bater qdo <>penso nisso. Queria poder reverter cada lágrima dela num momento de alegria, mas, já não posso fazer isso. <>
Eu penso nos filhos que poderíamos ter tido, na velhice juntos, com a qual eu nunca deixei de sonhar, no filme <>romântico que ela queria ver e eu achava bobagem, nos momentos que eu desperdicei estando longe dela. Eu <>me enganei, achei que ela sempre estaria ali, me esperando, mas, ela não esperou. Eu hoje procuro a paz <>de muitas formas, religião, já passei por todas, psicólogos, ioga, e sportes, de nada adianta. <>Uma vez fui visitar uma cidadezinha chamada Lorena, fiquei num Sítio com amigos. <>Numa noite, na beira da fogueira, qdo se contam "causos", eu Contei minha história, havia umas 15 <>pessoas, todos jovens, só um senhor bem de idade, todos se emocionaram, menos ele, eu achei que nem <>estava Prestando atenção, parecia ser um homem muito simples, achei que fosse incapaz de entender o que eu <>estava dizendo. Eu terminei minha história dizendo que o pior de tudo era saber que não havia nada a fazer. <>Alguns se levantaram, e eu fiquei lá, até o fogo acabar, todos foram embora, menos o senhor, ele ficou lá comigo <>e me disse que ainda havia o que fazer, contar minha história, a tantas pessoas qto conseguisse, ser chato, <>insistente, tentar fazer com que entendessem e não errassem como eu errei. Desde então, eu envio a minha <>história por e-mail e peço que as pessoas repassem para tantas pessoas qto conheçam.
Se você ama alguém, telefone <>e diga, escreva uma carta, faça uma serenata, mande um cartão, mande um e-mail, com três palavras: EU AMO VOCÊ. <>Pouco importa que ela ou ele estejam com outro, pouco importa que <>Vc esteja com outra, o amor só acontece uma vez, e sabemos qdo acontece, se vc tem a opção que eu não <>tenho, não a deixe passar.'
Carpe DIEM"

Leiam...

A todos os que são ou foram alunos e aos professores em geral, vale a pena dar uma lida no texto: http://www.adolargangorra.com.br/t8.php. Não se surpreendam caso se identifiquem com as frases ali expostas... certamente já ouvimos todas.

Não resisti...

Finalmente criei coragem e fui fazer a tal escova progressiva. Ficou liiiiiiiiiiiiiiiiiindo! Meu cabelo tá lisinho, macio e mais claro :oS. Além de deixar a pobre da cabeleireira com tendinite, pude observar a engraçadíssima reação das pessoas.

80% foram favoráveis ao meu cabelo lisinho. O restante defendeu ardorosamente a manutenção dos meus cachinhos. Houve ainda quem perguntasse se esse cabelo todo era meu mesmo ou era aplique (explico: agora meu cabelo está na cintura, na época dos cachinhos eles ficavam nos ombros). Não poderiam deixar de faltar os que nem me cumprimentaram porque simplesmente não me reconheceram (todos os dias digo, pelo menos, 30 "ois", hj não cheguei a 10!).

Minha chefe tomou um susto, passou uns bons dois minutos tentando articular o que ia me pedir com o que estava vendo. A expressão dizia mais ou menos: "Ué, cadê a Andrea???"

Agora, a reação hour concour foi a do Dr. C que perguntou à minha colega de sala quem era a cabeluda sentada na mesa da Andrea.

A reação mais calorosa foi a do meu filho. Ele adorou tanto que deseja ter sua mãe permanentemente de cabelos lisos.

Eu estou me sentindo bem, apesar de, ao me olhar no espelho, ver um poodle molhado :oS

03 maio 2005

Há jornalistas e jornalistas...

Se tem um pessoal que define bem a expressão "um saco" é aquele bando que esquenta os bancos das faculdades de Comunicação Social e, ao sair de lá, já se acha o próprio Paulo Francis. Isso sem contar que eles têm absoluta certeza que entendem de todas as áreas. Cometem erros crassos de português (se quiser saber o que é "crasso" consulte o dicionário) e outros mais ridículos ainda, como pode-se constatar na seguinte manchete: "Um quarto das Adins são motivadas por leis inconstitucionais" (http://noticias.correioweb.com.br/ultimas.htm?codigo=2637973).

Se o dito "jornalista" tivesse a preocupação de traduzir a palavra "Adin" tomaria um baita susto ao descobrir que quatro quartos das Adins são motivadas por leis inconstitucionais, pois Adin nada mais é que Ação Direta de INCONSTITUCIONALIDADE.

Olha, nem eu, mera licenciada em Letras, cometeria um erro tão bobo, nem mesmo estando quebrada a cansada depois de um maravilhoso workshop de dança do ventre que durou apenas cinco horinhas (tudo dói :oS).

Queridos aspirantes a jornalistas, aqui vai um conselhinho báááááááááááááásico: ler nunca fez mal a ninguém. (Ops, esqueci, depois do PC da literatura, vulgo Paulo Coelho, ninguém mais lê coisa séria nesse país. Também com um presidente da República sofrendo de diarréia pelo orifício errado, nada mais tem salvação. Mas isso é uma outra história)