02 junho 2011

Sempre defendi que, dos sete pecados capitais, o orgulho é o mais pernicioso, por nos impedir de concretizar a missão terrena: aprender.

O orgulhoso possui uma soberba imensa. Ele não acha que sabe tudo, ele tem certeza. Além disso sempre tem razão, motivo por que todos devem se curvar a seus pés e a seus comandos.

É pena, pois desperdiçam essa trajetória magnífica que é a vida!!!

Uma historinha me fez relembrar essa defesa:

Houve uma vez dois amigos:
Eles eram inseparáveis, eram uma só Alma. Mas por alguma razão seus caminhos tomaram dois rumos distintos e se separaram.

E ISTO INICIOU ASSIM:
Eu nunca voltei a saber do meu amigo até o dia de ontem, depois de 10 anos, que caminhando pela rua me encontrei com a mãe dele.
A comprimentei e perguntei por meu amigo. Nesse momento seus olhos se encheram de lágrimas e me olhou nos olhos dizendo:
-Morreu ontem...
Não soube o que dizer a ela, ela seguia me olhando e então perguntei como ele tinha morrido.
Ela me convidou a ir a sua casa, ao chegar ali me chamou para sentar na velha sala onde passei grande parte de minha vida, sempre brincávamos ali, meu amigo e eu.
Me sentei e ela começou a contar-me a triste história.
Fazia 2 anos que diagnosticaram uma rara enfermidade, e sua cura dependia de receber todo mês uma transfusão de sangue durante 3 meses, mas... Recorda que seu sangue era muito raro?
Sim, eu sei, igual ao meu...

Ele dizia que da única pessoa que receberia sangue seria de ti, mas não quiz que te procurássemos, ele dizia todas as noites:
-Não o procurem, tenho certeza que amanhã ele virá...
Assim passaram os meses, e todas as noites se sentava nessa mesma cadeira onde estás tu sentado e orava para que te lembrastes dele e viesse na manhã seguinte.
Assim acabou sua vida e ontem na última noite de sua vida, estava muito mal, e sorrindo me disse:
-Mãe, eu sei que logo meu amigo virá, pergunta pra ele por que demorou tanto e entrega a ele esse bilhete que está na minha gaveta.
A senhora se levantou, regressou e me entregou o bilhete que dizia:
Meu amigo, sabia que virias, tardastes um pouco mas não importa, o importante é que viestes. Agora estou te esperando em outro lugar, espero que demores a chegar aqui, mas enquanto isso quero dizer desde o céu tens um amigo cuidando de ti, meu querido melhor amigo. Ah, por certo, te recordas porquê nós nos distanciamos? Sim, foi porque não quiz te emprestar minha bola nova, rsrs, que tempos heim... Éramos insuportáveis, bom pois quero dizer que te dou ela de presente e espero que gostes muito. Amo você! Teu amigo de sempre e para sempre!

"Não deixes que teu orgulho possa mais que teu coração...
A amizade é como o mar, se vê o princípio mas não o final..."


Deixar que o orgulho suplante o amor é permitir que as trevas apaguem a luz que ainda resta em cada um de nós.

Boa luz (ou boa escuridão, dependendo da sua escolha)

23 maio 2011

Boteco animal...

E a gente pensando que as amizades de boteco eram exclusividade dos humanos.

Veja aqui que elefante, macaco, minhoca e vários outros bichos também conseguem fazer amizades de boteco (com direito a pernas trançadas)

19 maio 2011

Porque até Madre Teresa tinha seus lampejos de ironia...

Há determinadas qualidades que, sabe-se lá por que, transmutam-se em defeitos. Infelizmente a ironia está entre elas.

Trata-se de um recurso estilístico que permite ao autor de frases ou textos mais complexos em manter a elegância mesmo quando a situação não recomendaria discrição.

Ao irônico, o ruim é ter de "explicar a piada", para que o alvo da ironia possa tentar entender o que se passa. Entretanto, ironicamente, essa displasia mental pode ser extremamente deliciosa, quando o objetivo é deixar o outro à deriva.

Confesso que, apesar de muitas vezes ser irônica, também tinha um certo receio em me fartar dessa qualidade. Isso durou até semana passada, quando vi que até Madre Teresa tinha seus lampejos de ironia, o que fez alçar Machado de Assis, Nelson Rodrigues e tantos outros autores maravilhosos à condição de quase santos.

Certa feita, Madre Teresa respondeu ao comentário de um determinado senhor que afirmava não dar banho num leproso nem por um milhão de dólares. A elegante senhora (elegante na postura e não nas vestes) respondeu: "O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso."

Observem, leitores, a humilde freira manteve a sobriedade e a altivez sem se furtar em dar seu recado cristão.

Por não ter a mesma elegância, altivez e santidade de Madre Teresa, minha ironia nem sempre possui o condão de ensinar algo. Na maior parte das vezes, ela apenas visa a colocar determinados assuntos ou indivíduos em seu devido lugar. Entretanto, em (des)virtude da limitação de alguns, não consigo alcançar meu intento. Isso não me deixa chateada, apenas corrobora minha tese de que, para se fazer ironia é necessária muita inteligência e perspicácia; para entendê-la, precisa-se do dobro da medida.

Finalizando essa ode em forma de prosa à ironia, seguem algumas frases deliciosamente irônicas (se você não entender alguma(s), não se entristeça, provavelmente você está cercado de indivíduos que igualmente precisariam da tecla SAP):

Os verdadeiros suicidas da intelectualidade, não são os que desprezam com cinismo a literatura (e caminham em passos largos pra o abismo da ignorância), mas são aqueles que mesmo tendo uma vida devotada aos livros, revistas e jornais; têm preguiça de pensar

... Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis ...
(esta é batida, mas a adoro!!!)

Não te irrites se te pagarem mal um benefício; antes cair das nuvens que de um terceiro andar. (com uma pitadinha de sarcasmo)

Dentre as manias que eu tenho, uma é gostar de você. Mania é coisa que a gente tem mais não sabe por que.

O artista tem que ser gênio para alguns e imbecil para outros. Se puder ser imbecil para todos, melhor ainda.

Invejo a burrice, porque é eterna.

Convém não facilitar com os bons, convém não provocar os puros. Há no ser humano, e ainda nos melhores, uma série de ferocidades adormecidas. O importante é não acordá-las.
(tá, não é irônico em último grau, mas traz um alerta bastante profícuo)

Não confunda jamais conhecimento com sabedoria. Um o ajuda a ganhar a vida; o outro a construir uma vida. (ok, esta só é válida para quem tem uma vida própria, de preferência)

Vou cuidar da minha saúde, porque da minha vida tem muita gente cuidando


E a cereja do bolo: campanha pela vida, cada um cuida da sua. Adira você também!!!

Sem mais, fui!!!

09 maio 2011

Solidariedade...

Sabe aquele ditado "sempre fica um pouco de perfume nas mãos de quem oferece rosas"??? É verdade verdadeira. Tudo o que a gente faz de bom para outras pessoas, faz com que nos sintamos mais leves. Em vez de só ajudar também somos ajudados. É gratificante ver que nossas boas ações e bons pensamentos produzem frutos e se perpetuam!!! Não é só o "gentileza gera gentileza" é muito mais do que isso. Veja neste links se não estou falando a verdade:

http://fundocristao.blogspot.com/2011/04/depoimento-madrinha-satisfeita.html?utm_source=Mailee&utm_medium=email&utm_campaign=Multiplicadores+Fundo+Crist%C3%A3o+02&utm_term=&utm_content=Multiplicadores+Fundo+Crist%C3%A3o+02

Ainda usando as palavras alheias "Tudo vale a pena se a alma não é pequena" e não há nada mais libertador para a alma que o amor. Diante dele, orgulho, materialismo, vaidade e outras pequenezas voltam às proporções microscópicas e engrandecem sua vida e a dos que lhe são próximos. Aliás, engradecem a vida de todos os que, de uma forma ou de outra, entram em contato com você... Seja realmente grande e engrandeça os outros...

20 abril 2011

Banco é banco...

Recebido por e-mail, o texto abaixo nos mostra que, quando a cabeça não pensa, a gente passa uma vergooooooooooonha lascada...


PEDIDO DE EMPRÉSTIMO

Um advogado de Nova Orleans pediu um empréstimo em nome de um cliente que perdera sua casa quando do furacão Katrina e queria reconstruí-la. Foi-lhe comunicado que o empréstimo seria concedido logo que ele pudesse apresentar o título de propriedade original da parcela da propriedade que estava a ser oferecida como garantia. O advogado levou três meses para seguir a pista do título de propriedade datado de 1803. Depois de enviar as informações para o Banco, recebeu a seguinte resposta:

"Após a análise do seu pedido de empréstimo, notamos que foi apresentada uma certidão do registro predial. Cumpre-nos elogiar a forma minuciosa do pedido, mas é preciso salientar que o senhor tem apenas o título de propriedade desde 1803. Para que a solicitação seja aprovada, será necessário apresentá-lo com o registro anterior a essa data."
Irritado, o advogado respondeu da seguinte forma:

"Recebemos a vossa carta respeitante ao processo nº.189156. Verificamos que os senhores desejam que seja apresentado o título de propriedade para além dos 194 anos abrangidos pelo presente registro. De fato, desconhecíamos que qualquer pessoa que fez a escolaridade neste país, particularmente aqueles que trabalham na área da propriedade, não soubesse que a Luisiana foi comprada, pelos E.U.A à França, em 1803.
Para esclarecimento dos desinformados burocratas desse Banco, informamos que o título da terra da Luisiana antes dos E.U.A. terem a sua propriedade foi obtida a partir da França, que a tinha adquirido por direito de conquista da Espanha. A terra entrou na posse da Espanha por direito de descoberta feita no ano 1492 por um capitão da marinha chamado Cristóvão Colombo, a quem havia sido concedido o privilégio de procurar uma nova rota para a Índia pela rainha Isabel de Espanha.
A boa rainha Isabel, sendo uma mulher piedosa e quase tão cautelosa com os títulos de propriedade como o vosso Banco, tomou a precaução de garantir a bênção do Papa, ao mesmo tempo em que vendia as suas jóias para financiar a expedição de Colombo. Presentemente, o Papa - isso temos a certeza de que os senhores sabem - é o emissário de Jesus Cristo, o Filho de Deus, e Deus - é comumente aceito - criou este mundo. Portanto, creio que é seguro presumir que Deus também foi possuidor da região chamada Luisiana.
Deus, portanto, seria o primitivo proprietário e as suas origens remontam a antes do início dos tempos, tanto quanto sabemos e o Banco também. Esperamos que, para vossa inteira satisfação, os senhores consigam encontrar o pedido de crédito original feito por Deus. Agora, que está tudo esclarecido, será que podemos ter o nosso empréstimo? "

O empréstimo foi concedido.

22 março 2011

Todas as mães e todos os filhos

É bem verdade que as famílias de hoje são bem mais miscigenadas que as de antigamente. Há uma gama de pais, mães e filhos. Nossos filhos não são mais apenas os que nascem da nossa barriga, mas também nossos enteados.

Sinceramente, não consigo entender os pais e mães que fazem distinção entre seus filhos: "meus filhos são Pedrinho o Joãozinho, o Lucas e filho do meu marido". Ora, ou você é mãe ou você não é mãe.

As "digníssimas" que separam seus filhos são excelentes estrategistas, mas péssimas mães de família. Família é união, não segmentação. Se seus parentes fazem essa distinção, tá na hora de você falar em alto e bom som "TODOS são meus filhos!!!"

E é aos meus filhos, tenham eles vindo ao mundo pela minha ou pela barriga alheia, que dedico o poeminha lindo que recebi de uma amiga:

"Quero ser mãe de um menino
Que ande de boné pela casa empurrando um carrinho, que trombe nos móveis às risadas, brinque com panelas e todas as coisas que não pode, faça histórias pros seus bonequinhos de plástico...
Quero ser mãe de um garotinho que fique com as bochechas coradas de correr. Que suba em árvores... um moleque bonitinho, que coma fruta do pé e limpe a boca na manga da blusa de moleton, que tome sopa fazendo barulho sem querer. Quero ser mãe de um menino de lindo olhar, que ria escondido, que pregue peças, muitas peças...
Que brinque de vídeo-game e que fique bravo quando perder e quando tiver de tomar bronca, que saia a correr descalço pela casa, que goste de sorvete com chantili. Que seja o primeiro da classe e seja elogiado por isso, e que tb seja o ESPULETA DA SALA!
Que um dia cole na prova de matemática. Quando adolescente, que chore vendo seu time perder ou ganhar, que ganhe sua primeira MOTO, que não escove os dentes para dormir, que queira namorar e sair, que chore no meu ombro a primeira decepção, que peça permissão para chegar mais tarde em casa, que quando HOMEM, se case um dia e que sua esposa tenha a mesma sorte que eu...
Seja mãe de um MENINO!"


É, nesse ponto, Deus foi coerente: "filha, você acha mesmo que vou dar uma menina a uma mulher que, quando criança, detestava boneca, trocava o 'brincar de casinha' pela bola e pela pipa???"

Parabéns a TODAS as mães e a TODOS os filhos!!!

16 março 2011

Novo emprego: cartomante

Decidi fazer bom uso do um aninho de caratê que fiz há 20 anos e também do intensivão (desde q. me entendo por gente até 1997), patrocinado por meu querido e amado irmão e mudei de emprego.

É um emprego light, esotérico. Coloca-me em contato com o cosmo, comigo mesma e com os outros. Se precisar de uma orientadora nos campos amoroso, profissional e pessoal (com a devida distância, claro), pode me procurar.

Eis aí o marketing de meu novo empreendimento:


E 2012 vem aí... pelo menos aparentemente

15 março 2011

Há (ou havia) juízes e JUÍZES

Quem é do ramo jurídico bem sabe da máxima: "o indivíduo faz concurso para juiz e toma posse para Deus".

Infelizmente, o que não só o juiz, mas qualquer servidor publico se esquece é de que todos devem ser humildes. O próprio nome diz SERVIDOR PÚBLICO: servir ao público, servir ao bem da comunidade.

Tá, eu sei que isso é utopia, mas vivo essa utopia todos os dias. Tento fazer um trabalho bem feito, para que ele possa repercutir, ainda que minimamente, na vida do próximo e na minha também (afinal, também faço parte da comunidade).

Só que a grande maioria (a redundância é necessária devido à gravidade do problema) dos juízes se esquecem desse pequeno detalhe e se arrogam em direitos que não possuem, inclusive no de terem certeza de serem melhores que seus iguais, de estarem acima da comunidade. Nesse mesmo contexto, temos policiais, políticos e outros que têm certeza de que são mais que os demais.

Trago o texto abaixo, extraído do www.espacovital.com.br, para tentar ajudar a diminuir a "grande maioria" (mesmo que seja apenas um) e conscientizar os "demais" de que ninguém é melhor que outrem.

Sentença que mudou a rota de uma vida

Por João Baptista Herkenhoff,
magistrado aposentado e pesquisador.

Dentre as milhares de decisões que proferi na carreira de juiz, há uma que me traz uma lembrança especial porque mudou a rota de uma vida.

A sentença a que me reporto veio a se tornar muito conhecida porque pessoas encarregaram-se de espalhá-la: por xerox, primeiramente; depois por mimeógrafo; depois por e-mail; finalmente, veio a ser estampada em sites da Internet. Primorosos trabalhos de arte foram produzidos a partir do caso, por pessoas que não conheço pessoalmente: Odair José Gallo e Mari Caruso Cunha (versões sonoras e com imagens).

A protagonista do caso judicial chamava-se Edna.

Hoje, aos 74 anos, a memória visual me socorre. Sou capaz de me lembrar do rosto de Edna e do ambiente do fórum, naquela tarde de nove de agosto de 1978, há trinta e dois anos portanto. Uma mulher grávida e anônima entrou no fórum sob escolta policial. Essa mesma mulher grávida saiu do fórum, não mais anônima porém Edna, não mais sob escolta porém livre.

Após ouvir, palavra por palavra, o despacho que a colocou em liberdade, Edna disse que se seu filho fosse homem ele iria se chamar João Batista. Mas nasceu uma menina, a quem ela colocou o nome de Elke, em homenagem a Elke Maravilha.

Edna declarou no dia da sua liberdade: poderia passar fome, porém prostituta nunca mais seria.

Passados todos estes anos, perdi Edna de vista. Nenhuma notícia tenho dela ou da filha. Entretanto, Edna marcou minha vida. Primeiro, pelo resgate de sua existência. Segundo, pela promessa de que colocaria no filho por nascer o nome do juiz. Era o maior galardão que eu poderia receber, superior a qualquer prêmio, medalha, insignia, consagração, dignidade ou comenda.

Lembremo-nos de Jesus diante da viúva que lançou duas moedinhas no cesto das ofertas: “Eu vos digo que esta pobre viúva lançou mais do que todos, pois todos aqueles deram do que lhes sobrava para as ofertas; esta, porém, na sua penúria, ofereceu tudo o que possuía para viver.” (Lucas, 21, 1 a 4).

Edna era humilde e pobre. Sua maior riqueza era aquela criança que pulsava no seu ventre. Ela não me oferecia assim alguma coisa externa a ela, mas algo que era a expressão maior do seu ser.

Se a promessa não se concretizou isto não tem relevância, pois sua intenção foi declarada. O que impediu a homenagem foi o fato de lhe ter nascido um menino.

Em razão do que acabo de relatar, se eu encontrasse Edna, teria de agradecer o que ela fez por mim. Edna me ensinou a ser juiz. Edna me ensinou que mais do que os códigos valem as pessoas. Isso que eu aprendi dela tenho procurado transmitir a outros, principalmente a meus alunos e a jovens juízes.

Segue-se a íntegra da decisão extraída da folha 32 do Processo número 3.775, da Primeira Vara Criminal de Vila Velha:

‘A acusada é multiplicadamente marginalizada: por ser mulher, numa sociedade machista; por ser pobre, cujo latifúndio são os sete palmos de terra dos versos imortais do poeta; por ser prostituta, desconsiderada pelos homens, mas amada por um Nazareno que certa vez passou por este mundo; por não ter saúde; por estar grávida, santificada pelo feto que tem dentro de si, mulher diante da qual este juiz deveria se ajoelhar, numa homenagem à Maternidade, porém que, na nossa estrutura social, em vez de estar recebendo cuidados pré-natais, espera pelo filho na cadeia.

É uma dupla liberdade a que concedo neste despacho: liberdade para Edna e liberdade para o filho de Edna que, se do ventre da mãe puder ouvir o som da palavra humana, sinta o calor e o amor da palavra que lhe dirijo, para que venha a este mundo tão injusto com forças para lutar, sofrer e sobreviver.

Quando tanta gente foge da maternidade; quando milhares de brasileiras, mesmo jovens e sem discernimento, são esterilizadas; quando se deve afirmar ao mundo que os seres têm direito à vida, que é preciso distribuir melhor os bens da Terra e não reduzir os comensais; quando, por motivo de conforto ou até mesmo por motivos fúteis, mulheres se privam de gerar, Edna engrandece hoje este Fórum, com o feto que traz dentro de si.

Este Juiz renegaria todo o seu credo, rasgaria todos os seus princípios, trairia a memória de sua Mãe, se permitisse sair Edna deste Fórum sob prisão.

Saia livre, saia abençoada por Deus, saia com seu filho, traga seu filho à luz, que cada choro de uma criança que nasce é a esperança de um mundo novo, mais fraterno, mais puro, algum dia cristão.

Expeça-se incontinenti o alvará de soltura.’

25 fevereiro 2011

Entrevista interessante...

Antes de colar a entrevista que a Istoé fez com o Roberto Shinyashiki, é bom deixar claro algumas coisinhas:
- não sou fã do sujeito nem gosto de seus livros (não sou muito chegada a auto"ajuda");
- apesar disso, a entrevista realmente muiiiiiiiito boa e, por incrível que pareça, eu concordo com cada uma daquelas palavras.

Pra variar, coloquei em destaque as melhores frases!!!

So, enjoy it!!!

O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.

ISTO É: Quem são os heróis de verdade?
Roberto Shinyashiki: Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de
sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

ISTO É: O Sr. citaria exemplos?
Roberto Shinyashiki: Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai,
órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito "100% Jardim Irene". É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.

ISTO É: Qual o resultado disso?
Roberto Shinyashiki: Paranóia e depressão cada vez mais precoces. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTO É: Por quê?
Roberto Shinyashiki: O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência. Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei-a na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

ISTO É: Há um script estabelecido?
Roberto Shinyashiki: Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um Presidente
de multinacional no programa O aprendiz? "Qual é seu defeito?" Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: "Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar". É exatamente o que o Chefe quer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder. O vice-presidente de uma as maiores empresas do planeta me disse: "Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir". Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

ISTO É: Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Roberto Shinyashiki: Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência.

CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS - Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

ISTO É: Está sobrando auto-estima?
Roberto Shinyashiki: Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa. Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTO É: Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Roberto Shinyashiki: Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta. O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: "Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham". Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

ISTO É: O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Roberto Shinyashiki: Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram. A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

ISTO É: Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Roberto Shinyashiki: Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo. Um amigão me perguntou: "Quem decidiu publicar esse livro?" Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.

ISTO É: Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Roberto Shinyashiki: O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

ISTO É: Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Roberto Shinyashiki: A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias. A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo. Jeito certo não existe! Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema. Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: "Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz". Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.

17 fevereiro 2011

Apaixonar-se por um grande homem...

Tá, eu sei que tem um teeeeeeeeeeempão q. não venho aqui. Só que hoje eu recebi um e-mail que implora compartilhamento.

Antes que os paranóicos de plantão resolvam achar que é post direcionado, é bom deixar claro: NÃO, NÃO É, é mesmo um texto maravilhoso que merece ir além da minha caixa de e-mail.

E por que ele merece ser partilhado. Simples: porque tem uma série de passagens nele que vão ao encontro do que eu sempre defendi (e defendo, apesar dos pesares) e para evitar que alguém deixe de seguir os conselhos por ignorância ou ingenuidade("ah, isso vai passar/mudar/melhorar").

Enjoy it!!!


Nós homens nos caracterizamos por ser o sexo forte, embora muitas vezes caiamos por debilidade.

Um dia, minha irmã chorava em sua casa... Com muita saudade, observei que meu pai chegou perto dela e perguntou o motivo de sua tristeza.

Escutei-os conversando por horas, mas houve uma frase tão especial que meu pai disse naquela tarde, que até o dia de hoje ainda me recordo a cada manhã e que me enche de força.
Meu pai acariciou o rosto dela e disse: “Minha filha, apaixone-se por Um Grande Homem e nunca mais voltará a chorar".

Perguntei-me tantas vezes, qual era a fórmula exata para chegar a ser esse grande homem e não deixar-me vencer pelas coisas pequenas...

Com o passar dos anos, descobri que se tão somente todos nós homens lutássemos por ser grandes de espírito, grandes de alma e grandes de coração, O mundo seria completamente diferente!

Aprendi que um Grande Homem... Não é aquele que compra tudo o que deseja, porque muitos de nós compramos com presentes a afeição e o respeito daqueles que nos cercam.

Meu pai lhe dizia:
"Não se apaixone por um homem que só fale de si mesmo, de seus problemas, sem preocupar-se com você... Enamore-se de um homem que se interesse por você, que conheça suas forças, suas ilusões, suas tristezas e que a ajude a superá-las.

Não creia nas palavras de um homem quando seus atos dizem o oposto.

Afaste de sua vida um homem que não constrói com você um mundo melhor. . Ele jamais sairá do seu lado, pois você é a sua fonte de energia...

Foge de um homem enfermo espiritual e emocionalmente, é como um câncer matará tudo o que há em você (emocional, mental, física, social e economicamente)

"Não dê atenção a um homem que não seja capaz de expressar seus sentimentos, que não queira lhe dar amor.


Não se agarre a um homem que não seja capaz de reconhecer sua beleza interior e exterior e suas qualidades morais.

Não deixe entrar em sua vida um homem a quem tenha que adivinhar o que quer, porque não é capaz de se expressar abertamente.

Não se enamore de um homem que ao conhecê-lo, sua vida tenha se transformado em um problema a resolver e não em algo para desfrutar”.

Não se apaixone por um homem que demonstre frieza, insensibilidade, falta de atenção com você, corra léguas dele.

Não creia em um homem que tenha carências afetivas de infância e que trata de preenchê-las com a infidelidade, culpando-a, quando o problema não está em você, e sim nele, porque não sabe o que quer da vida, nem quais são suas prioridades.

Por que querer um homem que a abandonará se você não for como ele pretendia, ou se já não é mais útil?

Por que querer um homem que a trocará por um cabelo ou uma cor de pele diferente, ou por uns olhos claros, ou por um corpo mais esbelto?

Por que querer um homem que não saiba admirar a beleza que há em você, a verdadeira beleza… a do coração?

Quantas vezes me deixei levar pela superficialidade das coisas, deixando de lado aqueles que realmente me ofereciam sua sinceridade e integridade e dando mais importância a quem não valorizava meu esforço?

Custou-me muito compreender que GRANDE HOMEM não é aquele que chega no topo, nem o que tem mais dinheiro, casa, automóvel, nem quem vive rodeado de mulheres, nem muito menos o mais bonito.

Um grande homem é aquele ser humano transparente, que não se refugia atrás de cortinas de fumaça, é o que abre seu CORAÇÃO sem rejeitar a realidade, é quem admira uma mulher por seus alicerces morais e grandeza interior.

Um grande homem é o que cai e tem suficiente força para levantar-se e seguir lutando...

Hoje minha irmã está casada e feliz, e esse Grande Homem com quem se casou, não era nem o mais popular, nem o mais solicitado pelas mulheres, nem o mais rico ou o mais bonito.

Esse Grande Homem é simplesmente aquele que nunca a fez chorar… É QUEM NO LUGAR DE LÁGRIMAS LHE ROUBOU SORRISOS…

Sorrisos por tudo que viveram e conquistaram juntos, pelos triunfos alcançados, por suas lindas recordações e por aquelas tristes lembranças que souberam superar, por cada alegria que repartem e pelos 3 filhos que preenchem suas vidas.

Esse Grande Homem ama tanto a minha irmã que daria o que fosse por ela sem pedir nada em troca...

Esse Grande Homem a quer pelo que ela é, por seu coração e pelo que são quando estão juntos.

Aprendamos a ser um desses Grandes Homens, para vivenciar os anos junto de uma Grande Mulher e NADA NEM NINGUÉM NOS PODERÁ VENCER!