30 dezembro 2008

A importância da segunda chance...

Venho tentando escrever este texto desde o início de dezembro, mas ainda não cheguei a uma conclusão de como ele deveria sair, o que exatamente ele deve dizer... enfim, será um texto totalmente experimental.

De início, convém distinguir a "chance". Quando damos uma, duas, mil, milhões de chances a uma pessoa, sem que ela nos peça, eu creio se tratar de uma "meia-chance". Por quê? Ora, a pessoa não pediu por nenhuma delas, não teve a reflexão necessária acerca daquela oportunidade que lhe foi dada. Óbvio que ela compreendeu se tratar de uma benevolência sua, mas não reviu as próprias atitudes. Diferente daquela pessoa que pede uma nova chance. Para mim, essa é a verdadeira "segunda chance".

O problema é que damos gratuitamente tantas chances a uma pessoa que, quando ela realmente quer uma, achamos que não devemos dar, pois se ela já falhou uma infinidade de vezes, certamente falhará de novo!!! E é exatamente aí que nós falhamos!!! Falhamos em não dar à pessoa a oportunidade que ela pede, justamente por termos concedido milhões de outras chances não solicitadas...

Claro que já pedi muitas "segundas chances", mas nem sempre as tive. Uma dessas segundas chances que me foi negada me fez avaliar o quanto o orgulho pode ser pernicioso. Eu realmente estava determinada a mudar por completo minha postura, e de fato mudei. Mudei por mim, por achar que deveria melhorar, que deveria crescer, que deveria ir em frente. Apesar de não me ter sido concedida a desejada chance, não deixei de evoluir, minha determinação independia da chance.

E aqui que está o cerne, a vontade real de seguir de outro modo ou por outro caminho... quando alguém lhe pede uma outra oportunidade, a semente da mudança está plantada e germinará, mesmo que você diga "não, não vou lhe dar outra chance". Ao passo que, quando a oportunidade é dada, sem que seja requerida, pode haver a vontade de mudar, mas também pode não existir esse desejo.

Ao dizermos "não, não vou lhe dar outra chance", normalmente estamos querendo mostrar o quanto a pessoa nos magoou, o quanto ela nos decepcionou, etc. Ué, mas que bobagem, ela já sabe disso!!! Tanto que nos pede outra oportunidade!!! Além das entrelinhas, também queremos nos sentir por cima, fechando as portas, deixando a outra pessoa com o gosto ruim do "não, você não merece que eu lhe dê outra chance" (como se tivéssemos pedido as anteriores). Tudo isso achando que aquele indivíduo irá nos magoar novamente. Não digo que isso não ocorrerá, mas as chances serão muito pequenas. Afinal, para alguém deixar todo o orgulho de lado e rogar por mais uma oportunidade é um claro sinal de que essa pessoa fará de tudo para mudar seu conceito sobre ela.

Quando fechamos a porta para quem nos pede uma segunda chance, fechamos também a porta para nós e corremos o sério risco de, mais adiante, nos questionarmos "e se eu tivesse dado a chance que me foi solicitada?". Vemos que a pessoa seguiu seu rumo, que ela realmente mudou, que está tentando errar menos, etc... Será que se você tivesse dado aquela chance, ela teria realmente lhe magoado ou decepcionado, ou será que ela teria feito de tudo para lhe tornar o ser mais feliz de que se tem notícia??? Isso é uma coisa que, muito provavelmente, você nunca mais saberá... Ou seja, você também fechou a porta para você...

Ah, e por que eu tô falando tanto de segunda chance??? Por alguns poucos motivos:
1 - também já me disseram "não" quando pedi a minha segunda chance;
2 - eu pude, neste final de ano, dar uma segunda chance em duas oportunidades e estou curtindo muito ter feito isso, estou realmente em paz, durmo tranqüila (vou sentir falta do trema), e me dá a maior felicidade ver essas duas pessoas fazendo de tudo para errarem menos, bem menos; e
3 - às vezes, nós temos de nos dar uma segunda chance.

E aproveitando que 2009 tá chegando, eu desejo a todos que sempre tenham suas "segundas chances" e que também sejam hábeis em ceder "segundas chances".

Felicidade, saúde e paz!!!

19 dezembro 2008

A Física e a Metafísica do vazio...

Um(a) "brilhante" artista resolveu, na Bienal deste ano, que deixar um andar inteiro vazio seria uma forma de arte. Se bem me lembro das minhas aulinhas de Educação Artística, e algumas de Teoria Literária (acreditem, literatura também é arte!!! Só frisando, eu escrevi L-I-T-E-R-A-T-U-R-A), a arte serve para o deleite de seus apreciadores ou para seu oposto: chocar, fazer questionar, causar estranhamento... Sinceramente, tudo o que um andar vazio, independentemente do contexto em que esteja, não me causa é deleite, menos ainda estranhamento, as únicas coisas que me vêem à cabeça é "os pedreiros devem estar de folga" ou "faltou verba para terminar a obra".

Falando sério, acho que pendurar uma plaquinha dizendo "não tive tempo ou inspira$$ão para criar nada" seria mais artístico que o ar. Se bem que em se tratando de São Paulo, se o ar contido no andar fosse puro, não seria exatamente uma arte, mas um milagre!!!

E por falar em ar, recordo-me também das minhas aulinhas de Física, quando o professor mostrava um copo aparentemente vazio e perguntava "há algo dentro do copo?", e a turma respondia em coro "nããããããããããoooo". Aí, ele nos olhava com aquela expressão de piedade e nos tirava de nossa apnéia mental ao nos revelar que havia algo dentro do copo, havia AR!!! Ou seja, o copo NÃO estava vazio!!!

Assim, o andar, por mais que o "artista" desejasse, não estava vazio, ele estava PLENO de AR!!!! (poeira, dejetos, micróbios e outros microorganismos). Se ele realmente desejasse que o vazio causasse impacto nos observadores, deveria ter se candidatado a auxiliar na construção do acelerador de partículas que reproduzirá o Big Bang, pois o vazio absoluto só existe nos buracos negros (e na caixa craniana de algumas pessoas).

Mas eis que alguns "artistas" menos consagrados resolveram dar um toque grafite ao andar cheio de ar. Deu-se a confusão e, de aproximadamente 40 indivíduos, a eficiente polícia só conseguiu capturar um!!! (É por essas e por outras que defendo a tese de se realizarem exames físicos semestrais no âmbito das polícias. Há determinados "profissionais" que me lembrar as rosquinhas de Hommer Simpson... outros me lembram o próprio Hommer Simpson).

A moçoila passou exatos 54 dias na cadeia... preencheu um espaço no cárcere, um lugar que deveria ter sido preenchido por 40!!! O melhor de tudo é que levou diversos vazios absolutos (lembram das caixas cranianas?) a se encherem de alguma coisa... ainda não discerni bem o que é, mas agitou uma discussão infundada sobre "oh, ficou presa", "coitada", "nem Daniel Dantas ficou tanto tempo preso"... Textos foram dedicados à defesa da jovem... E o mais curioso de tudo isso é que a balbúrdia poderia ter sido resolvida com sabão em pó, água e vassoura!!! Coloquem a artista não-consagrada para limpar o que um artista mais consagrado supostamente não teve a capacidade ou a vontade de preencher (ressalvado o ar, claro)...

Se olharmos por essa ótica míope de que qualquer baboseira pode ser arte, o prédio incendiado do INSS aqui em Brasília merece bem mais atenção que a Esplanada dos Ministérios inteira!!! Sim, porque, o edifício está completamente cheio de ar!!!

Quando eu passar pela L2 Sul, acho que vou admirar o prédio do INSS e certamente vou pensar no quão perigoso é carregar constantemente um vazio absoluto (if you know what I mean)...

05 dezembro 2008

Superando medos...

Era para ser um dia comum. Acordar, espreguiçar, escovar os dentes... Assim, saí do meu quarto, para preparar o café da manhã, quando me deparo com uma barata na parede da sala.

Até aí, (quase) tudo normal, tirando o fato de eu ter PAVOR de baratas e de estarmos só eu e ela em casa. Tentei achar o maravilhoso spray de veneno e, para meu desespero, não o vi. Quase em estado de choque, liguei para minha mãe e perguntei:
- Onde está o spray?

(Um adendo: sprays de veneno são uma das criações mais fantásticas da humanidade, pois nos permite matar as "ditas-cujas" a uma distância bem segura)

- Acabou... (silêncio medonho)

Depois de achar que eu tive uma síncope, minha mãe resolve me dar um quê de esperança:

- Se tiver, está lá na janela da área de serviço

Adivinha pra onde fui? E adivinha o que eu não encontrei?

- Mãe, só tem um bom-ar aqui

- Ah, mata com o bom-ar e uma vassoura...

- Mas nem a pau!!! Vou deixá-la aqui pra senhora matar.

Matutando com meus botões, imaginei que a barata não ia esperar o final do expediente (afinal, eram 8h da manhã), e eu não iria dormir, imaginando que ela iria se alojar no meu quarto.

Enchi-me de coragem, muni-me do bom-ar e da vassoura.

Nesse ínterim, a barata continuava lá, achando-se o Picasso da parede...

Fui me aproximando, beeeeeeeeeeeeeeeem devagar... lancei um jato de bom-ar, ela bateu as asas (ecaaaaaaaaaaaaaaaaa, ela ainda era das voadoras!!!), mas não voou por estar com as asas encharcadas (e deviam estar cheirosas também). Em vez de facilitar as coisas, a "dita-cuja" resolveu se refugiar debaixo do sofá. E lá vou eu arrastar o sofá. Ela corre para debaixo do móvel da TV. Aí eu fiquei de saco cheio. Passei a vassoura por baixo do móvel e, enfim, ela se posicionou perto do rodapé, em local visível (e matável). Não titubeei, "taquei" a vassoura nela.

Orgulhosa do feito, liguei para minha mãe, vangloriando-me "matei, matei"... tá, confesso que ela deu risada do outro lado da linha, mas ainda teve tempo de me dizer que eu deveria pegar papel higiênico, recolher a "ecaaaaaaaaaaaaaa", jogar no vaso e dar descarga. Bom, como achei o papel higiênico muito frágil, peguei algumas folhinhas de papel toalha e dei fim a minha missão!!!

Se você achou esse post banal e está pensando "ô raio de mulher fresca", é porque você definitivamente não faz idéia do meu pavor de baratas... mas agora, isso e algumas outras coisas prometem mudar... aliás, muita coisa já mudou, mas isso é assunto para um outro post...

Presentinho...

Aos meus amigos...

Este ano está sendo um tanto diferente dos anos anteriores, pois vi diversos amigos em situações em que pude auxiliá-los. A oportunidade que cada um me deu de poder estar ao lado deles nas circunstâncias mais difíceis, foi, para mim, mais uma relevante experiência de vida, e uma das melhores: mostrar minha amizade, poder compartilhar minha atenção, meu carinho, meu cuidado, fazer com que todos eles soubessem que eu realmente me importo e o tanto que são importantes para mim.

Além de agradecer tão precioso presente, quero dizer meu "muito obrigada" a todos os amigos que também me estenderam a mão em horas complicadas, que me disseram coisas maravilhosas e deixaram um toque, uma palavra, emprestaram-me seu ombros e me mostraram o quanto são valiosos.

A esses amigos, divinos amigos, meu presente:

I'll Be There For You
The Rembrandts

Música - Tema de Friends

So no one told you life was gonna be this way
Your job's a joke, you're broke, your love life's D.O.A.
It's like you're always stuck in second gear
When it hasn't been your day, your week, your month, or even your year,

but I'll be there for you (When the rain starts to pour)
I'll be there for you (Like I've been there before)
I'll be there for you ('Cause you're there for me too)

You're still in bed at ten and work began at eight
You've burned your breakfast so far, things are going great
Your mother warned you there'd be days like these
But she didn't tell you when the world has brought you down to your knees

I'll be there for you (When the rain starts to pour)
I'll be there for you (Like I've been there before)
I'll be there for you ('Cause you're there for me too)

No one could ever know me, no one could ever see me
Seems you're the only one who knows what it's like to be me
Someone to face the day with, make it through all the rest with
Someone I'll always laugh with
Even at my worst, I'm best with you
Yeah!

24 novembro 2008

Para eu me lembrar de vez em quando...

... aí vai uma daquelas mensagens otimistas, que costumamos receber por e-mail. Enjoy it!


"Você conhece a lenda do rito de passagem da juventude dos índios Cherokees?

O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho.

O filho se senta sozinho no topo de uma montanha toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte. Ele não pode gritar por socorro para ninguém. Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem.

Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido. O menino está naturalmente amedrontado.

Ele pode ouvir toda espécie de barulho. Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele. Talvez alguns humanos possam feri-lo.Os insetos e cobras podem vir picá-lo.Ele pode estar com frio, fome e sede.

O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda. Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.

Finalmente...Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida. Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele. Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.

Nós também nunca estamos sozinhos! Mesmo quando não percebemos Deus está olhando para nós, 'sentado ao nosso lado'. Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que ELE está nos protegendo."

18 novembro 2008

Oportunidade de ficar calado...

... ou, no mínimo, com os dedos reclusos.

Antes de começar o post, convém frisar que não sou admiradora de nenhum dos envolvidos na trama, não ia nem falar nada a respeito do assunto, mas a oportunidade que José de Abreu perdeu de ficar quietinho no seu cantinho é que não dá pra deixar passar.

Seguinte, segundo um site de fofocas, o ator fez em seu blog (o qual sequer me dei ao trabalho de olhar, mas não duvido que esteja realmente lá) este comentário:

"José de Abreu continua, contando que acha discutível a aplicação da pena nesse caso, pois tudo teria acontecido em uma balada após uma briga de namorados, e não é a situação de uma mulher que apanha constantemente do marido ou companheiro e não tem a quem recorrer."

Resumindo o "pensamento" do ator, para uma mulher poder recorrer à Lei Maria da Penha, ela tem de ter sofrido, pelo menos, duas agressões físicas do marido, namorado, companheiro, etc.

Então, peraí... se numa primeira agressão o sujeito não chega a matar a mulher, mas faz com que ela faça uma bela visitinha ao hospital, não há a necessidade de se registrar ocorrência na delegacia??? Ah, então só se a primeira agressão constituir um homicídio é que se poderá tomar alguma providência???

Puxa, ainda bem que nosso legislador pensou diferente, pois o art. 5º da Lei Maria da Penha diz exatamente o contrário. Para uma melhor visualização do ator, caso um dia ele venha a ler este blog, vou destacar as partes mais importantes, com um comentariozinho básico ao lado:

Art. 5o Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer (qualquer quer dizer qualquer e não a milésima quinta agrassão) ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico (ou seja, não é só bater que faz o agressor responder pelo contido na lei, mas todo e qualquer sofrimento físico, sexual ou psicológico) e dano moral ou patrimonial:

(...)

III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação (e isso inclui namoro).

Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual

Ou seja, se seu namorado achou bonitinho te bater no meio da boate, DENUNCIE; se seu marido acha fofo te rebaixar com palavras de baixo calão, DENUNCIE!!! Não dê a qualquer um deles uma segunda chance...

Seria interessante analisar se o que aconteceu com Luana Piovani tivesse acontecido com a filha do José de Abreu, se a conclusão e o pedido seriam os mesmos.

Ah, só pra constar, o que está escrito aqui não configura dano algum, pois não denegri a imagem de ninguém e usei algo que foi alardeado por toda a net para fazer um alerta a toda mulher que descobre o namoradinho que tem (vai que ele acha bonitinho me processar...).

Apesar de nunca ter apanhado de homem nenhum, certamente denunciaria o primeiro fulaninho que se atrevesse.

Até mais!!!

17 novembro 2008

Segunda bizarra...

Digamos que ou Deus realmente quer que eu passe a segunda-feira sorrindo ou os jornalistas estão deveras inspirados:

a) ao ler esta reportagem, só consegui pensar numa coisa: "quem mandou escolhar a tintura errada";
b) humor marrom, mas que me fez pensar em adquirir um iPod e num trocadilho ridículo (mas que não resisto), não Pho* e ainda leva um iPodada (eu disse que era ridículo);
c) humor pra lá de negro. Depois de ler a reportagem quase inteira, e ficar pensando em como a vida pode ser irônica, sarcástica e, dependendo, cínica, vi-me arrancada (na base da gargalhada) dessas profundas reflexões ao ler a notícia sobre o destino do gato;

Se esta segunda-feira continuar assim, volto a postar!!!

E Deus existe...

Sabe aqueles dias que você está precisando dar aquelas risadas espontâneas, mas todos os filmes besteirol que você já viu não vão dar o efeito desejado???

Mas eis que Deus, em Sua infinita misericórdia, resolve se compadecer de sua ovelhinha aqui e me faz encontrar esta reportagem. Foi um manjar do riso...

Boas risadas!!!

16 novembro 2008

Imaginação fértil

Sempre soube que tinha uma imaginação bem fértil... aliás, esse é um dos principais motivos de eu ter montado este blog. E eis que ela me prega nova peça...

Estava eu, no colégio do meu filho, quando encontro uma das amiguinhas dele com um livreto na mão.Como sou uma das maiores entusiastas em leitura, logo pedi para ver o livrinho. Era um desses mini-roteiros de um certo centro cultural, que falava sobre diversos paisagistas e artistas plásticos, numa linguagem bem simples, própria para crianças.

Fui folheando o livrinho e me deparo com um texto sobre Yoko Ono. Ah, já na primeira fase, minha imaginação vôo longe, mas foi tão longe que tive de conter o riso, para não frustrar a menina e também para não parecer louca (dessa vez eu consegui o meu intento!!!).

O texto começava assim: blá-blá-blá "A Yoko Ono faz muitas coisas...". Como a linguagem era muito simples, eu imaginei a professora do jardim da infância lendo para as crianças, numa voz doce e melodiosa. Só que a minha frase não terminava como termina a do livro, na minha fértil imaginação, a carinhosa e dileta professora falava, naquele tom maternal, o seguinte: "A Yoko Ono faz muitas coisas, por exemplo, ela separa os Beatles!!!".

Fala a verdade, nem dava pra ler o resto, né???

Fui!!!

06 novembro 2008

In memoriam


Como não estou em condições de escrever qualquer coisa a respeito de Ana Maria Schiavinato, vou tomar por empréstimo o post de alguém que, assim como eu, foi e continua sendo aluno dessa brilhante mulher.


Assim que conseguir me recuperar do susto, presto-lhe a homenagem devida e merecida.


Te amo, Ana!!!


"Guardo com bastante nojo as memórias do meu tempo de estudante de Direito. Nada contra o ofício ou a academia, por favor, é que simplesmente aquele não era meu lugar. Já que tomava a faculdade como algo tão interessante quanto um campeonato de bocha, eu obviamente não me envolvia. Faltava a maioria das aulas e quando ia era para tomar cerveja e bater papo com o pessoal da Administração, Contabilidade e flertar com as meninas da Pedagogia. Minhas notas eram de uma mediocridade tão embaraçosa que sinto-me péssimo só de lembrar. No entanto, meu desinteresse excluia uma cadeira.


As primeiras provas consegui um relativo sucesso graças aos truques que todo estudante vagabundo e desinteressado cria num ato de desespero. Funcionou muito bem. Menos para a matéria de Ciências Políticas. Olhei descrente a prova, composta por cinco questões dissertativas onde deveria escolher três para responder. Todas elas pediam-me opinião sobre pessoas que ouvi falar tangencialmente e, se repondesse, seria certo eu derrubar ali alguma abobrinha grossa, algo como "Bacon, além de não ser kosher, é maquiavélico para o coração". Ao invés de responder com esse nível de brilhantismo, resolvi preservar meu orgulho escrevendo nada além do meu nome completo, o dia e o nome da professora. Um zero, mas um zero digno.


A professora, que era uma das poucas que parecia realmente levar a sério suas aulas e que me passou uma imagem de ser tão flexível quanto um bloco de quinze toneladas de chumbo, chamou-me depois da aula que entregou as notas (onde recebi o meu zero) e perguntou o motivo de eu não escrever absolutamente nada, nem abobrinhas, em minha prova. Calhorda que era - e, confesso, bastante surpreso com a atitude solícita da professora - fiz um drama completo e respondi que sua matéria me confundia e que a dificuldade com meu curso se resumia a essa cadeira. Mentira deslavada e ambos sabíamos disso. Ainda assim, com uma atenção quase materna que distoava totalmente da forma que dava aulas, ofereceu-me uma chance. Eu teria dois dias para ler um trecho de "O Principe" de Maquiavel e discursar, em frente a turma e num tempo de cinco minutos, sobre a crueldade na visão maquiavélica.


Para um turista acadêmico e leitor exclusivo de quadrinhos e frases de porta de banheiro, foi um desafio. Li numa dificuldade absurda e, não sei, numa dada hora a coisa começou a fazer sentido e até tomei um certo gosto pelo que estava lendo. Apresentei e meu zero tornou-se 8,5.


Ana Maria Schiavinato despertou minha curiosidade e voltei a assistir suas aulas. As notas melhoraram mas não se comparavam ao resultado mais prático de suas lições, um pouco de consciência cidadã. Ao longo do semestre, escutei uma série fatos sobre política, coisa que abominava, e como ela deveria nos servir, quais os nossos deveres e quão intrínseca estava em meu cotidiano. Apontando os erros da prática e colocando-nos para raciocinar antes de qualquer resposta a questões que levantava, as aulas tornaram-se para mim, gradualmente, encontros que iam além do aprendizado simplesmente acadêmico . Na verdade, Ana Maria ensinou-me, inclusive, a corretamente identificar o que odiava (e odeio) . Foi dessa mulher que escutei, há dez anos, a frase que repito aos que dizem que odeiam politica; "Suspeito que você não odeia política, suponho que você odeia política partidária". Carrego comigo até hoje a base que essa impressionate cientista política me deu.


Devo me desculpar aos dois leitores desse blog por ter me prolongado novamente. No entanto, compreendam que é muito difícil ser grato de modo sucinto, especialmente a alguém que semeou algo que criou raízes tão fortes. Culpem a gratidão. Se a autora desse post fosse a tristeza que me bate, por saber hoje que Ana Maria Schiavinato faleceu há um mês, eu não conseguiria escrever nada além do meu nome completo, o dia e o nome da professora. Seria um zero horroroso.


Obrigado, Ana Maria"

04 novembro 2008

A assunção

Agora é oficial, somos um país governados por bêbados....

Explico, saiu no Diário Oficial da União, supostamente o veículo que divulga todos os atos de interesse da população e do governo, a receita oficial da caipirinha!!!!

Em vez do cafezinho, nos gabinetes a oferta será da brasileiríssima (agora mais do que nunca) caipirinha...

Saúde!!! e alcóolicos anônimos depois!!!

30 outubro 2008

Injúria

Já estava para desligar o computador, quando, ao ler um jornal aqui na net, deparo-me com a seguinte manchete "Jornalista que disse que ex de Menem tinha caso com Paulo Coelho é condenado".

É OBVIO (!!!!) que o jornalista seria condenado. Alguém aí tinha alguma dúvida???

Tá, eu não gosto...

... não gosto da tal Maísa (a tal garota pseudo-prodígio do SBT), mas tenho que me render a este vídeo. Reparem na atitude da garota, quando Silvio Santos resolve expelir a pérola "então você é uma vaca?"

Achei fantástica a maneira como a menina mastiga as palavras, tenta engolir e, depois de uma respiração pensada, devolve a pergunta "vaca?". Pela primeira vez eu admirei Maísa (e muito provavelmente será a última)

29 outubro 2008

Meus momentos Amy Winehouse

Aproveitando a idéia do Pânico e a falta de tempo para escrever coisa séria, vou fazer uma listagem daquelas horas em que me dá uma vontade quase incontrolável de ser Amy Winehouse:



1 - eu, na fila do banco, pra sacar o $$ meu de cada dia. 4 caixas com opção para depósito, pagamento, transferência, enfim TUDO menos saque. Os 3 caixas de saque ocupados por indivíduos pagando contas!!!!



2 - eu, esperando pacientemente, debaixo de um sol escaldante, para atravessar a rua. Eis que só falta um carro pra dar aquele espaço livre, antes da romaria que vem atrás. O iluminadíssimo passa a 20 km/h só pra dar uma cantada tosca e ridícula que, além de me deixar fulésima da vida, me faz ficar esperando mais mais hora pra atravessar a pista.



3 - professor (in)feliz, dizendo no meio do semestre que a prova dele é cumulativa!!! Sendo que ele teve todo o primeiro dia de aula pra dizer TODAS as regras do jogo (inclusive avaliação) e esqueceu de falar esse detalhe (nesse dia, tive meu momento Amy Winehouse versão light!!! E a prova, como que por encanto, deixou de ser cumulativa)



4 - fila de supermercado. O ser à sua frente vai comprar 10 mil litros de cerveja e, do nada, resolve levar aquela lingüiça (o trema só morre ano que vem) feita de carne de testículo de boi que está no extremo oposto do caixa. Ah, e como o fulano já tá calibrado, vai pegar a lingüicinha a passo de tartaruga!!!



5 - ainda no supermercado. O patinador resolve achar que é a Lu patinadora e inventa de dar uma demonstração de suas parcas habilidades e por pouco não te atropela.

6 - outra no supermercado (mas também vale pra shoppings, em especial, na entrada ou saída da escada rolante). Grupinho de bípedes resolve se reunir no MEIO do corredor. A precisão deles chega a impressionar!!!

7 - mais uma de supermercado. Garotinho ou garotinha arma o maior escândalo porque a mãe não quer levar o iogurte que vem com a tatuagem do Low School (un)Musical!!!

(um adendo: tô começando a perceber porque não gosto de supermercados)

8 - na faculdade, o "tarado do ar condicionado" ligava o aparelho, na temperatura mínima, durante o período de frio. Hoje, calorzão de rachar, de tanto o iluminadíssimo matar a saudade da Sibéria, queima o gerador e não há como ligar o aparelho. Ah, pequeno detalhe, eu tendo que apresentar trabalho sobre crimes no Código de Trânsito.


Ah, tá bom, né...


Até!!!

23 outubro 2008

Isaurinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa...

Estou completamente sem tempo para escrever... o regime escravocrata reina absoluto (tanto que o toque do meu celular é "lerêêêê, lerêêê, lerê, lerê, lerê").

Mas isso passa... ah, passa...

Enquanto isso, mais musiquinha. Mas essa é uma senhora musiquinha, cantada por uma moça pequena no tamanho mas de uma fibra gigantesca.

Non, rien de rien
Non, je ne regrette rien
Ni le bien qu'on m'a fait,
ni le mal
Tout ça m'est bien égal

Non, rien de rien
Non, je ne regrette rien
C'est payé, balayé, oubliéJ
e me fous du passé

Avec mes souvenirs
J'ai allumé le feu
Mes chagrins, mes plaisirs
Je n'ai plus besoin d'eux

Balayés mes amours
Avec leurs trémolos
Balayés pour toujours
Je repars à zéro

Non, rien de rien
Non, je ne regrette rien
Ni le bien qu'on m'a fait,
ni le mal
Tout ça m'est bien égal

Non, rien de rien
Non, je ne regrette rien
Car ma vie
Car mes joies
Aujourd'hui
Ça commence avec toi...

14 outubro 2008

A música da vez

Amado
(Vanessa da Mata)

Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do Sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Sinto absoluto o dom de existir, não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você

08 outubro 2008

Diferenças de ensinamento...

Se eu tivesse um diário materno, hoje escreveria o seguinte:

Hoje aprendi com meu filho:
1 - que as pintas das girafas e as listras das zebras se assemelham à impressão digital dos humanos.

O que hoje ensinei a meu filho:
1 - o que é um "cambista"
2 - o que é "falsa comunicação de crime"
3 - a diferença entre "prova" e "indício de prova"

E certamente chegaria à conclusão de que, às vezes, eu deveria ser menos maníaca com o Direito.

30 setembro 2008

Como complicar o sentimento altruísta do seu filho.

Antes mesmo de engravidar, prometia a mim mesma que nunca mentiria para meu filho. Nem mesmo nas coisas mais singelas. Óbvio que tentaria dizer a verdade de uma maneira que ele entendesse e não achasse complicado. Acho que venho cumprindo bem até demais a promessa, pois foi assim que quase compliquei o sentimento altruísta dele.

Dia desses, estávamos conversando e ouço-o dizer:

"Mãe, se eu fosse mágico, faria chover dinheiro. Assim, ninguém passava fome".

Eis que, apesar de ter achado lindo o pensamento dele, bate o sininho do 'não minta para seu filho' e, quando me dei conta, já tinha dito o seguinte:

"Filho, adorei o que você falou, mas se você falasse isso a um economista (pausa para vocês imaginarem a breve explanação que fiz sobre o que é um economista, qual o objeto de estudo da Economia, tudo numa linguagem para um mocinho de quase 9 anos entender), ele te chamaria de louco.
Olha só, quando há muito dinheiro em circulação, aumenta um troço chamado 'inflação'. A 'inflação' faz os preços subirem. Se os preços subirem, o dinheiro que chover vai poder comprar pouca coisa, quase nada, e os pobres continuarão pobres. Então, peça pra chover comida que é melhor".

A intenção foi boa, mas uma dúvida me bateu: será que ele vai querer ser economista???

That's all folks!!!

Fui!!!

24 setembro 2008

E se as pesquisas não adiantam...

Você, meu leitor, que está cansado de pesquisas non sense, e por conta disso, já começa a duvidar da ciência, não se desespere!!! Apele para o esoterismo.

(Definitivamente, não falta mais nada neste mundinho virtual, mas, enfim, se a ciência não dá jeito, quem sabe com uma forcinha do além as coisas se resolvem).

Ps.: a cereja do bolo do link acima é a promessa de upgrade!!! Não basta ser macumba virtual, tem que ser 2.0!!!

Como eu adoro...

... pesquisas "sem noção"!!!

E com relação a esta, cheguei à conclusão de que definitivamente não sou normal. Chego ao mesmo resultado sem me matar no salto alto.

23 setembro 2008

Mastercard...

Se eu fosse uma expert em informática, conseguiria colocar em figuras o que só consigo por palavras. Assim, a minha propaganda fajuta mastercard vai ficar só no âmbito das letras mesmo...

1 - comprar máscaras, luvas e outros acessórios, para não ser reconhecido - R$ 200,00

2 - se embrenhar no mercado negro e adquirir armas para assaltar o banco - R$ 1.500,00

3 - ser reconhecido pelo tamanho do derrier e das "poderosas coxas" - (definitivamente) não tem preço...

E por enquanto é só!!!

Ps.: considerando que as européias são meio desbundadas, o que podemos considerar como bumbum grande e poderosas coxas??? A mulher-melancia ou a Ana Michels???

Ps.2: imagine a assaltante respondendo à seguinte pergunta (em entrevista coletiva, claro): qual a emoção em ser reconhecida pelo bumbum???

22 setembro 2008

A evolução da espécie

A teoria de Charles Darwin, acerca da evolução da espécie, pode até ter suas falhas, mas em alguns pontos ela é indiscutivelmente certa. Dando uma pincelada sobre a tal teoria, Darwin percebeu que os seres distanciam-se de seus ancestrais em diversos aspectos, sobretudo o físico.

Restringindo o campo, tem-se o ser humano. Sua evolução é patente e, unindo a teoria com meus pensamentos, creio que atualmente um dos grandes diferenciais entre os homo sapiens é o fino sarcasmo, a requintada ironia, pois requer um uso tão decantado do cérebro, que poucos alcançam esse patamar. Mas eis que noto que essa utilização não se resume aos seres humanos.

Reparem na refinada esperteza do pássaro que, após muito tolerar, em vez de fazer escândalos, promover uma luta entre seus "companheiros" de cela (ou gaiola, como queiram), optou por um recurso simples, de esforço mínimo, e de eficácia máxima... simplesmente show!!!

É isso aí!!!

19 setembro 2008

Traumatizando o analista


Não preciso dizer nada. A tirinha do Angeli é auto-explicativa.
Fuiiiiiiiiiiiiii!!!!

18 setembro 2008

Opala 76

O ano de 1976 foi, definitivamente, o segundo melhor ano do século passado, perdendo apenas para 1989 e 1999 (empatadíssimos em primeiro lugar). Além de ser o ano do dragão de fogo (evento raríssimo no calendário chinês), trouxe ao mundo esta que vos escreve e um carro (sim, naquele ano o Opaleira ainda era um carro) que, com o passar do tempo, entrou para o folclore de certas pessoas e de um certo instituto.

Reza a lenda que uma vez tentaram furtar o Opaleira, mas os ladrões não lograram êxito em sua empreitada em virtude de um moderníssimo sistema de alarme anti-furto: o câmbio saía!!! Não, não desistam de ler este post, achando ser história de pescador, o câmbio realmente saía!!! O Opaleira era daqueles veículos cuja marcha ficava localizada ao lado do volante. Mas sabe-se lá por que motivos, o parafuso que a prendia era algo inexistente!!! Assim, o então possuidor levava consigo um pedaço de seu tão amado carro.

Outra característica interessante era a ausência de cor. Na Física, dizem ser o branco a presença de todas as cores e o preto, a ausência. Pois bem, o carro possuía dois tons de branco com um tertium genus beirando o creme, de modo que a simples pergunta "qual a cor do Opaleira" era de deixar louca a própria Esfinge (se isso tivesse sido perguntado a ela, ia rolar uma auto-esfingofagia). Ah, isso tudo sem que ainda fosse moda dar mil nomes para as nuances das cores. Definitivamente, era um auto fashion!

A lataria... pulemos essa parte...

O motor era um investidor frustrado. Desejava sobremaneira ser sócio da Bosch. Por não ter conseguido realizar seu sonho de infância, obrigava seu possuidor a verter riachos de dinheiro na troca semanal de velas... todas da marca Bosch.

Ah, um pequeno comentário sobre a lataria. Barcos modernos possuem um belíssimo piso feito de uma material altamente resistente e transparente, com o fulcro de dar aos passageiros o regalo de visualizarem o fundo do mar. O passageiro do Opalera também era presenteado com algo semelhante, pois conseguia visualizar o asfalto por um furinho que existia no assoalho.

O banco... ah, o banco!!! O banco era o chantili do bolo!!! Era um banco inteiro (inteiro = não havia a divisão entre banco do motorista e do passageiro, não é "inteiro" de "inteiro", sacaram?) com uma peculiaridade fantástica: o encosto do lado do motorista era escorado pelo estepe do carro!!! Ou seja, se furasse um pneu (o que, Graças a Deus e a todos os santos, beatos e aspirantes, nunca aconteceu enquanto eu usufruía do auto) o motorista teria de dirigir sem poder se recostar!!! Mágico, não???

Bem, se o banco era o chantili, qual seria a cereja??? A cereja era o porta-mala!!! O porta mala era moderníssimo, possuía um dispositivo que, à época, media 1,30m, pesava cerca de 26kg, falava, andava, lia, escrevia e conseguia passar pelo encosto do banco traseiro e abria o porta-mala por dentro!!! A chave era absolutamente desnecessária.

Outro dispositivo modernérrimo e chiquetérrimo eram as orelhinhas do Opaleira!!! Sim, o carro podia não ter uma audição aguçada, mas possuía orelhas de fazer inveja a Dumbo!!! (Não, não pense que por conta disso o auto voava, nem mesmo conotativamente. Por uma questão de lógica, e olha que eu nem sou tão lógica assim, chega-se facilmente à conclusão de que um carro com um motor de personalidade boschiana não é dotado de asas). Seguinte, em vez daqueles retrovisores redondinhos, característicos dos Opalas normais, o Opaleira tinha dois retrovisores de caminhonete!!! (eu sempre achei que eram de caminhão Scania 18 mil rodas, mas o possuidor jurava que eram de caminhonete... vamos agraciá-lo com o benefício da dúvida).

Ah, e devido aos meus dons mediúnicos, certa vez, conversando com seu possuidor, antes mesmo de saber que ele detinha tão peculiar auto, pego-me comentando do Opala do meu tio. Teci comentários fantásticos sobre: "já reparou nos faróis??? parecem cuia de índio!!!", "pior ainda se o carro for preto, fica parecendo carro de funerária!!!", "já viu o tanto que ele é quadrado??? parece uma banheira ambulante!!! só perde para o Landau e para o Galax!!!"... e ia fazendo outros comentários (pertinentes, diga-se), até que o possuidor revela "ah, eu tenho um Opala!!!"... E antes que eu pudesse ouvir minha cara se quebrando ao chão, tive presença de de espírito de falar "é, mas tem um motorzão, né???". Bem, eu ainda não conhecia a personalidade do motor do Opaleira.

E é só!!!

Ps.: convencidos de que não posso ser chamada de "maria gasolina"???

Tem ladrão que é pai...

Quando você pensa que já viu de tudo, eis que surge um ladrão de carro (se é que se pode chamar um Monza 83 de carro... pensando melhor, pra quem já andou - e muito - em Opala 76, com direito à placa com a data do aniversário, há a presunção de suspeição pra fazer qualquer afirmação sobre carro alheio) que, revoltadíssimo, liga para a polícia a fim de denunciar o crime de abandono de incapaz.

Explicando: o larápio estava a exercer o seu (des)ofício, quando foi frustrado pela presença de um garoto de 5 anos dormindo no banco traseiro do Monza/83 (carrão, hein!), enquanto sua chocad... genitora (mãe essa senhora certamente não é) e seu companheiro (marido ou algo que o valha) bebiam num botequim qualquer. Inconformado com a situação, o meliante resolve telefonar à polícia (diálogo, melhor, monólogo extraído da Folha de São Paulo):

- Fala pro filha da puta do pai dele pegar ele [sic] e levar pra casa o piázinho [menino]. (...) E diz pro filho da puta do pai dele que a próxima vez que eu pegar aquele auto [carro] e tiver um piá lá eu vou matar ele. (perceba que se trata de um ladrão consciente, pois nem ele consegue chamar o Monza de carro)

Segundo o referido jornal, o perplexo policial que atendeu a ligação só conseguiu dizer "ok".

Sempre disseram que estamos na era da especialização, taí uma pessoa que indica bem a tendência dessa nova época: ele furta carros, só carros!!!! Não seqüestra crianças, não rouba, não assalta bancos... o "negócio" dele são os veículos automotores dotados de 4 rodas (quadriciclo entra: pra quem furta Monza 83, quadriciclo é quase uma Mercedes Benz).

Chega de falar bobagem!!!

Fui!!!

Ps.: as palavras supostamente de baixo calão não foram substituídas por não haver encontrado adjetivos à altura.

Ps 2: podem me chamar do que quiserem, mas, por dedução, nota-se que "maria gasolina" não seria nada adequado (o Opala 76 é prova disso!!! Ah, para fins de ambientação, andava de Opala 76 nos anos 90!!! Aliás, esse auto merece um post!!!)

15 setembro 2008

Retificando...

no post anterior onde se lê: "- Desejo, sim, se você encontrar por lá um tal de La Fontaine, mande ele tomar no c......", leia-se "- Desejo, sim, se você encontrar por lá um tal de La Fontaine, mande ele fazer uma hidroterapia de cólon"

Exposição de motivos

A mudança é necessária, pois este é um blog com ambiente familiar. Assim, não ficaria nada bem uma formiguinha trabalhadeira, batalhadora, guerreira mandar um escritor da estirpe de La Fontaine tomar em lugares nada aprazíveis.

Ressalto, por oportuno, que se fosse o PC, tal correção seria dispensável.

14 setembro 2008

Para começar bem a semana...

Em homenagem à maravilhosa segunda-feira que se aproxima (e à total e completa falta de idéias para postar), uma fábula...

"A cigarra e a formiga

Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas.

Durante todo o outono a formiguinha trabalhou sem parar a fim de armazenar comida para o período de inverno. Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem do bate papo com os amigos ao final do expediente de trabalho para tomar uma cerveja. Seu nome e sobrenome era trabalho.

Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos, nos bares da cidade. Não desperdiçou um minuto sequer, cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu para valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir.

Então, passado alguns dias, começou a esfriar, era o inverno que estava começando. A formiguinha exausta, entrou em sua singela e aconchegante toca, repleta de comida. Mas, alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca e quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu. Sua amiga cigarra estava dentro de uma Ferrari com um maravilhoso casaco de vison.

E a cigarra falou para a formiguinha:
- Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. Será que você podia cuidar de minha toca?
E a formiguinha respondeu: - Claro, sem problemas, mas o que aconteceu que você está com esta Ferrari! ; e vai para Paris?
No que a cigarra responde:
- Imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada e um produtor gostou de minha voz e fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. A propósito, amiga, deseja algo de lá?
- Desejo, sim, se você encontrar por lá um tal de La Fontaine, mande ele tomar no c......"

É ou não é uma fábula apropriadíssima para uma segunda-feira?????????

That's all, folks!!!

04 setembro 2008

Psicologia de choque!!!!

Minha mãe é uma mulher, no mínimo, esplêndida. Certa vez usou em mim uma psicologia singular...



Quando era pequena (tá bem, tá bem... quando era infanta), dava um trabalhinho para comer. Minha mãe, então, comprou um livro, em cuja ilustração da capa havia um homem com uma expressão corporal que denotava intenso sofrimento e uma fogueira bem perto dele. Mostrando-me a capa com rapidez, tive a impressão de que a barriga do homem estava pegando fogo. Assim que ela percebeu meu espanto, disse-me "Olha o que acontece com quem não come". E lá se vão alguns anos que não dou trabalho algum para comer...



Usando essa mesma psicologia, sugiro aos homens que leiam o texto abaixo (devidamente recebido por e-mail, claro), e vejam o que acontece com quem não levanta a tampa da privada para fazer xixi...



Três mulheres no Norte da Flórida morreram em vários hospitais em um período de 5 dias, todas com os mesmos sintomas. Febre, calafrios e vômitos, seguido pelo colapso muscular, paralisia e, finalmente, a morte. Não houve nenhum sinal de trauma.


As autópsias mostraram resultados de toxicidade no sangue e uma pequena fístula causada por picada de inseto na região das nádegas ou parte posterior da coxa. Essas mulheres não conheciam umas às outras e parecia que nada tinham em comum. Foi descoberta, no entanto, que elas tinham visitado o mesmo restaurante (Olive Garden) no dia da sua morte. O Departamento de Saúde foi ao restaurante, para desativá-lo e investigá-lo. Os alimentos, água, ar condicionado e tudo o mais foram inspecionados e testados, em vão. A grande surpresa veio quando uma garçonete do restaurante foi levada às pressas para o hospital com sintomas semelhantes. Ela disse que havia trabalhado nas férias, que haviam se encerrado no dia anterior àquela noite, e tinha ido ao restaurante naquele dia para pegar seu cheque do pagamento...
Ela não comeu nem bebeu nada, enquanto ela estava esperando, mas tinha usado o banheiro.
Mediante isso, um toxicólogo do Departamento de Saúde, lembrando de um artigo que tinha lido, dirigiu-se para os banheiros do restaurante e levantou o assento do vaso, sob a tampa o que viram era fora do normal, eram umas pequenas aranhas. As aranhas foram capturados e levadas para o laboratório, onde foi determinado ser: Dois Striped Telamonia (Telamonia Dimidiata), assim chamada por causa de sua cor rosada salmom avermelhada.



DO VENENO. A picada é indolor, o veneno desta aranha é extremamente tóxico, podendo fazer efeito de imediato, mas pode demorar de 1 a 2 dias para fazer efeito. Elas vivem no frio e no escuro, climas e ambientes úmidos, como dentro de vasos sanitários que fornecem o ambiente propício para seu habitat.


Alguns dias mais tarde, um advogado de Jacksonville deu entrada em uma sala de emergência hospitalar. Antes de sua morte, disse ao médico que havia saído em viagem de negócios, tinha tomado um vôo da Indonésia, mudando de avião em Singapura, antes de voltar para casa. Ele não visitou o (Olive Garden). Em sua autópsia encontraram um ferimento por picada de inseto no órgão genital (assim como todas as outras vítimas). Os investigadores descobriram que ele estava no vôo que tinha se originado na Índia. A Aeronáutica Civil Board (CAB) ordenou uma inspeção imediata dos banheiros de todos os vôos da Índia e dai a descoberta das aranhas Dois Striped Telamonia (Telamonia Dimidiata), haviam ninhos em 4 diferentes planos do avião! Está sendo cogitado que estas aranhas estejam em todos os países do mundo, trazidas nos vôos internacionais, pois elas são originárias da Índia.


Acredita-se agora que estas aranhas podem estar em qualquer parte de todos os países pois elas se alojam no interior dos aviões, mais precisamente no compartimento de bagagens e nos vasos sanitários.



Portanto, por favor, antes de você usar um toalete público, mesmo em bares e restaurantes, lojas, em qualquer lugar mesmo em sua casa, caso tenha feito viagem de avião recentemente, levante o assento do vaso para verificar se não há aranhas ...... Estas aranhas podem vir nas bagagens sem serem detectadas. Esta atitude pode salvar a sua vida!



Hum... depois de ler, fiquei intrigada:

a) os homens estadunidenses já levantam a tampa??? Perceba que só as mulheres foram vítimas

b) será que, além dos sensores de metal, dos raios-x, agora os viajantes também terão de passar por um banho de pesticida???

c) será que essa mulherada é meio porca??? Porque eu não sento num vaso de banheiro público nem com reza brava!!!



Até!!!



Ah, faltou a foto da aranhinha






Eu em dias de TPM



Se uma imagem vale mais que mil palavras, uma tirinha deve valer, pelo menos, três mil... bem, acho que não preciso dizer mais nada, né???

Inté!!!

Ps.: Só pra constar, não estou de TPM...

01 setembro 2008

E-mail q. me faz rir até hoje!!!

Recebi esse e-mail há muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito tempo. Toda vez que preciso dar boas risadas, recorro a ele... não, ele não tem nada de esotérico, de inspirador, mas me ajuda muito a não enlouquecer, ainda que as pessoas insistam em me tornar concorrente de manicômio.

Como notei que várias pessoas lêem este blog (e isso pra mim foi uma grata surpresa), resolvi dividi-lo com vocês. Assim, toda vez que alguém (ou "alguéns") quiser fazer de você motivo de inveja para os pinéis, leia "Festa de Fim de Ano"

Assunto: Organização da Festa de Fim de Ano
DE: Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
PARA: Todos os Funcionários
Data: 1º de dezembroAssunto: Festa de Natal

Tenho o prazer de informar que a Festa de Natal da empresa será no dia 23 de dezembro, com início ao meio-dia, no Salão de Festas privativo da Churrascaria Grill House.

O bar estará aberto com várias opções de bebidas.... Teremos uma pequena banda tocando canções tradicionais de Natal! Sinta-se à vontade para se juntar ao grupo e cantar!

Não se surpreenda se nosso Vice-Presidente aparecer vestido de Papai-Noel!

A árvore de Natal terá suas luzes acesas às 13h.

A troca de presentes de amigo secreto pode ser feita a qualquer momento, entretanto, nenhum presente deverá exceder R$20,00, a fim de facilitar as escolhas e adequar os gastos a todos os bolsos.

Este encontro é exclusivo para funcionários. Nesta ocasião, nosso Vice-Presidente fará um discurso bastante especial!

Feliz Natal para vocês e suas famílias!!!

Patrícia


DE: Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
PARA: Todos os Funcionários
Data: 2 de dezembro
Assunto: Festa de Final de Ano

De maneira alguma nosso Memo datado de 1º de dezembro pretendeu excluir nossos funcionários judeus! Reconhecemos que o Chanukah é um feriado importante e que costumam coincidir com o Natal, mas isso não aconteceu este ano. De qualquer forma, passaremos a chamá-la de "Festa de Final de Ano".

A mesma política se aplica a todos os outros funcionários que não sejam cristãos e àqueles que ainda celebram o Dia da Reconciliação.

Não haverá Árvore de Natal. Nada de canções de Natal, nem coral. Teremos outro tipo de músicas para o seu entretenimento.

Felizes agora?

Boas Festas para vocês e suas famílias,

Patrícia


DE: Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
PARA: Todos os Funcionários
Data: 3 de dezembro
Assunto: Festa de Final de Ano

Com relação ao bilhete que recebi de um membro dos Alcoólicos Anônimos solicitando uma mesa para pessoas que não bebem álcool... você não assinou seu nome! Fico feliz em atender o pedido, mas se eu puser uma placa na mesa "Exclusivo para AA", você não será mais anônimo... Como faço então?

Esqueçam a troca de presentes. Nenhuma troca de presentes será permitida, uma vez que os membros do sindicato acham que R$20,00 é muito dinheiro e os executivos acham que R$20,00 é muito pouco para um presente.

NENHUMA TROCA DE PRESENTES SERÁ PERMITIDA, certo?

Patrícia


DE: Patricia
PARA: Todos os Funcionários
Data: 7 de dezembro
Assunto: Festa de Final de Ano

Nossa, que grupo heterogêneo somos!!! Eu não sabia que no dia 20 de dezembro começa o mês sagrado doRamadan para os muçulmanos, que proíbe comer e beber durante as horas do dia. Lá se vai a festa!!!

Agora sério, entendemos que uma refeição nesta época do ano seja um problema sem precedentes para a crença de nossos funcionários muçulmanos..... Talvez a da Churrascaria Grill House possa segurar o serviço de buffet até o fim do dia - ou então, embalar tudo para que vocês levem para casa nas marmitex. O que vocês acham disso?

Novidades: Neste meio tempo, consegui que os membros do Vigilantes do Peso sentem-se o mais longe possível do buffet de sobremesas e as mulheres sentem-se o mais perto possível dos banheiros; homossexuais podem sentar-se juntos. Mulheres homossexuais não têm que sentar-se com homens homossexuais, que terão sua própria mesa.

E sim, haverá um arranjo de flores no centro da mesa dos homens homossexuais. Para as pessoas que pediram permissão para trocarem de roupa, nenhuma troca de roupa será permitida.

Teremos assentos mais altos para pessoas baixas.

Comida com baixa-caloria estará disponível para os que estão de dieta. Nós não podemos controlar a quantidade de sal utilizada na comida, desta forma, sugerimos às pessoas com pressão alta que "provem" a comida antes. Haverá frutas frescas de sobremesa para os diabéticos - o restaurante não dispõe de sobremesas sem açúcar.

Nossas profundas desculpas.

Esqueci de alguma coisa?

Patrícia


DE: Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
PARA: Todos os Funcionários Filhos da P*
Data: 7 de dezembro
Assunto: Festa de Final de Ano do Caralho

Vegetarianos!?!?!??! Sim, vocês também tinham que dar sua opinião de m* ou reclamar de alguma coisa!!! Nós manteremos o local da festa na Churrascaria Grill House; quem não gostar, f*-se!

Então, como alternativa, seus p*, vocês podem sentar-se quietinhos na mesa mais distante da "churrasqueira da morte", conforme vocês se referiram, de forma bastante depreciativa, ao utensílio, e vocês terão a sua mesa de saladas de m*, incluindo tomates hidropônicos da casa do c* & arrozinho grudento pra comer com pauzinhos. Mas aqueles (e naturalmente haverão..) que não concordarem em usá-los, podem enfiá-los no c*.

Mas como vocês devem saber, os tomates, eles também têm sentimentos! Os tomates gritam quando vocês os fatiam. Eu mesma os ouvi gritar! Eu os estou ouvindo gritar agora mesmo!!!!!

Ah !!!! Espero que vocês todos tenham uma bosta de final de ano! Dirijam muito, muito bêbados e morram todos, escutaram?????

A Vaca, diretamente da p* que os pariu


DE: Jonas Bispo - Diretor Interino de Recursos Humanos
PARA: Todos os Funcionários
Data: 14 de dezembro
Assunto: Patrícia Gomes e Festa de Final de Ano

Tenho certeza que falo por todos desejando para a Patrícia um rápidor estabelecimento para sua crise de stress e continuarei a encaminhar suas mensagens para ela no sanatório. Por conta deste fato, a diretoria decidiu cancelar a Festa de Final de Ano e dar folga remunerada para todos na tarde do dia 23 de dezembro.

Boas Festas!

Jonas

25 agosto 2008

Folhetim

Fala a verdade, pra que novela se a nossa Suprema Corte está a nos agraciar com seu folhetim... e dividido em capítulos (ou deveria dizer "rounds"???)...

capítulo 1 - não é bem o capítulo 1. Pela leitura da matéria, dá pra perceber que esse deve ser o décimo capítulo. Nesse fascículo do folhetim há de tudo: intrigas, bate-boca, comentários irônicos (que me fizeram inveja), e, por muito pouco, não se vai às vias de fato...

capítulo 2 - reparem no tapa (a bem da verdade tá mais é pra murro mesmo) com luva de pelica, na classe do outrora ofendido...

É isso aí...

Ps.1: Não li o livro ou os livros do E. Grau, mas se até mesmo o PC está na ABL, qual o mal em se ter o EG lá???

Ps.2: Acho que lá se vão minhas chances de ser ministra do Supremo...

22 agosto 2008

Eu não queria...

... não queria que ser irônica, mas a Sofia (filha da Maureen) deu uma declaração quase detonou com minha intenção (ainda bem que fiz o post "Mais um milagre" antes de ler a frase da garota) ao dizer:

"Mamãe, eu queria a prata!!!"

É difícil agradar filho!!! (Marco é uma exceção, viu???)

Mais um milagre...


Ps.: foto devidamente "seqüestrada" do msn
texto longo... com algumas reflexões

Maurren Higa Maggi ganha medalha de ouro no salto em distância. Um milagre??? Sim, mas não um milagre olímpico. É o milagre da crença, da persistência...

Sem desmerecer a medalha de ouro do Cielo, a da Maurren foi mais do que merecida. Vi a reprise da vitória dessa mulher e ainda assim fiquei arrepiada. Foi simplesmente incrível!!! Tive ainda a oportunidade de vê-la num bate-bola promovido pela Sport TV, ocasião em que ela leu a carta que escreveu ao treinador antes da prova. Nos termos finais da epístola, lembrou-se de agradecer àqueles que não desistiram dela, mesmo quando ela havia desistido de continuar no atletismo, devido a um suposto dopping.

O milagre aqui veio das pessoas que realmente a amam, que não abriram mão dela por nada, nem mesmo quando tudo parecia ter ruído. Assemelha-se à fênix, mas ela não renasceu sozinha das próprias cinzas, ela foi renascida por aqueles que a apoiaram, que fizeram da ruína um bom aprendizado (doloroso, porém aprendizado).

Durante o tempo do renascimento, ela também deu à luz sua filha. Isso torna a vitória hoje conquistada num verdadeiro presente. Além daqueles que sempre estiveram ao lado dela, ela gerou alguém que lhe deu forças. É uma ironia fina e linda da vida, alguém tão pequeno ser a fonte principal da força dessa mulher. Sei bem o que é isso.

Mas não foi só a Sofia (nome da pequenina fonte), foram todos, todos os que a fizeram acreditar, mesmo nos momentos em que ela já não acreditava mais; todos aqueles que não desistiram dela, ainda quando ela mesma havia desistido de si. Sofia não foi a única, houve um elenco por trás: mãe, pai, amigos, treinador e marido. Nenhum se achou no direito de abandoná-la, de permitir que ela abrisse mão de si. Ao contrário! Encararam a persistência como uma obrigação, daquelas obrigações prazerosas... e hoje tiveram o fruto dessa construção. Souberam como ninguém fazer o que diz um certo ditado: "quando eu menos merecer, é justamento quando eu mais precisarei que você(s) me ame(m)".

A minha emoção, assim como a dela (guardadas as devidas proporções) não vem apenas da medalha, vem da luta, da perseverança, do acreditar e da não-desistência. É dessa mescla que se fazem os amigos, as famílias e os amores.

Assim, meus parabéns não vêm somente pela medalha ou para a atleta, vêm pelos amigos, pela família e pelos amores que não se apartaram de Maurren Higa Maggi... cuja batalha e a medalha mostraram seu verdadeiro nome Maurren Rica Maggi.

Parabéns, Maureen, por toda sua riqueza, que jamais desistiu de você...
Ps.: é a representação máxima do I don't believe im many things, but in you I DO!!!

21 agosto 2008

A deselegância...

...ou como achar que está abafando quando, na verdade, está assinando um belo atestado de incompetência... ou simplesmente putz!

Infâmia...

Manchete no site UOL: "Homens polígamos podem viver mais que monógamos"

Manchete pensamentossimples.blogspot.com: "Mulheres de polígamos têm maior tendência a formação de quadrilha que as dos monógamos". Afinal, alguém, algum dia, terá de dar cabo do sujeito, né não??? (brincadeirinha...)

Elegância 2...

Na verdade, este post deveria ser intitulado "discussões fora de lugar", mas a elegância acaba sobressaindo.

Estava na aula de Direito Tributário, quando surgiu a discussão profícua a respeito do sumiço da vara da atleta brasileira. Um dos mais ardorosos debatedores disse ter visto num desses canais de esporte uma análise a respeito da "não-preparação dos atletas brasileiros para superação de obstáculos".

Afirmou que o tal canal chegou a contar com a colaboração de uma psicóloga-desportiva (nem sabia que existia essa especialidade), que chegou à brilhantíssima conclusão de que o episódio "onde está minha vara" foi suficiente para comprometer a auto-estima da esportista. Eis o motivo do insucesso da saltadora.

Pois bem, creio que não foi beeeeeeeeeeeeeeeeeem isso que detonou a pobre, mas sim a elegância com que o técnico da atleta russa, atualmente considerada a melhor da modalidade, justificou a impossibilidade de emprestar uma das varas de sua pupila (segundo fonte segura, houve a veiculação da tal justificativa em canal aberto). (Vou tomar a liberdade de imaginar como foi o diálogo):

técnico brasileiro: Pô, sumiram com a vara da minha treinanda... dá pra você emprestar a da sua atleta

técnico russo: Seria um imenso prazer em emprestar, mas minha pupila só trouxe varas para saltar alturas superiores a que sua atleta deseja...


That's all!!!

Ps.1: caros leitores, em (in)sã(na) consciência, qual das duas ocorrências vocês acham que detonou a auto-estima da moça???

Ps.2: acredito que o técnico russo deu uma aula de "como detonar alguém sem sair do salto" (com ou sem trocadilhos. Juro que quando pensei na frase nem atinei para o infame trocadilho)...

Ps.3: Pode ter matado de inveja os ingleses, mas continuo achando o cúmulo chutar cachorro morto ou até mesmo os moribundos...

20 agosto 2008

Elegância...

Como mandar alguém tomar em lugar nada aprazível, com garbo e elegância:
1 - abra uma conta de e-mail;
2 - aguarde pelos spams;
3 - seja "agraciado" com algo parecido com o e-mail abaixo:







Eu não mereço isso!!!

18 agosto 2008

Olimpíadas do milagre!!!

Por incrível que pareça, essas Olimpíadas estão procedendo a diversos milagres:

- o milagre número um assemelha-se à máxima "matou dois coelhos com uma cajadada só"
cajadada 1: a primeira (e temporariamente única) medalha de ouro
cajadada 2: primeiríssima de ouro da natação em Olimpíadas...

(Acho que não dever ser à toa que o sobrenome do autor do feito é "Cielo");

- o mais importante dos milagres!!! Finalmente, descobriu-se a utilidade do DCE e do CA de Direito da Unidf!!! Fornecer televisores para que os alunos que desejem matar aula possam assistir aos jogos, torcer pelo Brasil e mandar aquela energia positiva aos nossos atletas e dirigentes!!!

Como diria Ana Carolina e sua cover mictoriana (depois conto essa história, se é que já não contei): é isso aí!!!

14 agosto 2008

E depois...

... tem gente que fica pasmado quando eu digo que gente burra tem mais é que pastar...

Fala sério: tem como defender a atitude de um imbecil desses??? Tem mais é que pastar por ter contratado um fulano assim!!!

13 agosto 2008

Um presente...

... para meu filho lindo e para todas as pessoas que moram no meu coração

For your babies (como o blog é meu, fica sendo For my babies)

You've got that look again
The one I hoped
I had when I was a lad
Your face is just beaming
Your smile got me boasting, my pulse roller-coastering
Anyway the four winds that blow
They're gonna send me sailing home to you
Or I'll fly with the force of a rainbow
The dream of gold will be waiting in your eyes
You know I'd do most anything you want
Hey I, I try to give you everything you need
I can see that it gets to you
I don't believe in many things
But in you I do
Her faith is amazing
The pain that she goes through contained in the hope for you
Your whole world has changed
The years spent before seem more cloudy than blue
In many ways your baby's controlling
When you haven't laid down for days
For the poor no time to be thinking
They're too busy finding ways
You know I'd do most anything you want
Hey I, I try to give you everything you need
I'll see that it gets to youI don't believe in many things
But in you I doYou know I'd do most anything you want
Everyday I, I try to give you everything you need
We'll always be there for you
I don't believe in many things
But in you I do

Antes eu cantava "you are my sunshine, my only sunshine. You're make me happy when skies are gray. You never know, dear, how much I love you. Please don't take my sunshine away". Aliás, continuo cantando... mas, quando resolvi prestar atenção na música do Simple Red, uma frasesinha me chamou a atenção: "I don't believe in many things, but in you I do".

Pensei em dedicar só ao meu filho, mas como sei que ele não é egoísta, vou dividir a homenagem a todos aqueles que realmente me amam, a todos os que eu amo de paixão (mesmo que essas pessoas nem desconfiem disso)...

Até!!!

11 agosto 2008

Dia dos pais!!!!

Minha singelíssima homenagem ao Dia dos Pais (eu sei que estou atrasada na homenagem, mas o que vale mesmo é a intenção):

Todos já ouvimos aquela máxima "não basta ser pai, tem que participar", pois bem, taí um pai que participa efetivamente do crescimento profissional da filha, mesmo sem saber...

08 agosto 2008

Obras na Venezuela...

Um Presidente que obra muito, e não tem a menor vergonha disso!!!

Um autêntico espetáculo escatológico transformado num sarau!!!

06 agosto 2008

Thanks, Toddynho!!!


Creia-me, Daniela, we will survive...

Distribuição de Valium em Brasília

Daniel Dantas está "angustiado" e quer "desabafar", diz defesa

Sinto fortíssimas vibrações de que mais da metade da população parlamentar sofrerá males-súbitos com a angústia do banqueiro...

04 agosto 2008

Perguntar não ofende...


Saiu na Istoé:
"Eleita "o corpo" no último São Paulo Fashion Week, a top Ana Claudia Michels, 27 anos, tem exibido suas curvas tanto nas areias quentes das praias da Grécia, onde esteve com o namorado, Tato Malzoni (ex da apresentadora Daniella Cicarelli), quanto em editoriais de moda. Com 62 kg (seis a menos que na temporada anterior) e 1,80m, Ana foi clicada para a edição de agosto da Vogue. "Fico feliz com o resultado, me esforcei muito para ficar assim", diz.

Aqui vão:


1 - minhas dúvidas:

a) onde estão as curvas?

b) como assim "o corpo"???


2 - meu pequeno dicionário:

a) defina "o corpo", no texto acima

( ) modelo para anoréxicos, bulímicos e adjacências

( ) imitando os etíopes

( ) se o camelo não passa no buraco da agulha, eu passo!!!


3 - meu comentário impertinente

"se isso é 'o corpo', gostaria de saber o que serão d'os ossos'"


4 - meu link para a reportagem

Àquelas que amam uma salada, recomenda-se um ingrediente especial que deixará você bem perto do seu sonho de magreza...


O chato não é ser bonito

... é ser gostoso!!!

E esse cara deve ser tudibão!!!

Dá ou não dá vontade...

... de matar seu advogado??? ou o(a) estagiário(a)???

Olha só isto

O mais legal não é a decisão!!! O site resolveu dar uma canja e publicar a matéria objeto do litígio (veja o "leia a íntegra").

Que chatô!!!

31 julho 2008

Signos, física e psicologia

Os físicos dizem que os opostos se atraem...

Os psicólogos dizem que os opostos se repelem. Os que se atraem são os semelhantes...

Eu digo que os opostos vivem em mim (calma, não é um caso de dupla personalidade...). Duvida??? Então leia abaixo:


Signo Solar: AQUÁRIO

Oração do aquariano: "Oi, Deus! Alguns dizem que você é homem. Outros dizem que você é mulher. Eu digo que todos nós somos DEUS. Então, por que rezar? Vamos fazer uma festa!"

Provérbio: "Aquário Já estou a juntar dinheiro, para construir a NOSSA bela casa lá na LUA"

O que espera do parceiro: Busca um amigo e amante que seja socialmente adaptável, tenha preocupações sociais, goste de seus amigos, bem-humorado, e não seja pegajoso. Dá muito valor à liberdade e à afinidade intelectual dentro de um relacionamento.

O que diz depois da transa: "Agora vamos tentar sem roupas."

Como irritá-lo: Torne-se pessoal e íntimo. Ao encontrá-los, dê um longo abraço e fique apertando-o contra o peito, emocionado, lacrimejante. Insista para que eles liguem várias vezes por dia para posicioná-los de seus movimentos. Mude-se para a casa dele (a).Faça-se passar por burro, tapado, e ainda queira ter razão. Diga a eles o que "têm que fazer "e "quando e como fazer". Exiba seus valores materiais na cara deles, tipo carro, jóias, dinheiro, posição social. Pergunte sempre - "O que é que você está pensando?" Cite seus amigos sempre pelo nome e sobrenome.

Por que atravessou a rua: Porque isso faz parte de uma experiência que trará incontáveis avanços tecnológicos no futuro.

Você conta a um aquariano que foi assaltado, ele responde: "- Ah, pessoal, já que tá todo mundo bem, por que não esquecemos essa história e vamos jogar Banco Imobiliário?"

Adesivo do carro de um aquariano: "Não tenho tudo que amo, mas estou pouco me lixando para posses"

Quantos aquarianos são necessários para trocar uma lâmpada? - Vão aparecer centenas, todos competindo para ver quem será o único a trazer a luz ao mundo.



Signo ascendente (ou descendente, sei lá...): CAPRICÓRNIO

Oração: "Querido Pai, eu estava indo rezar, mas acho que devo descobrir as coisas por mim mesmo. Obrigado de qualquer forma.

Provérbio: "HOJE, assumi o cargo de vice-diretor de uma empresa que ORGANIZAREI, e será um sucesso.Daqui a 10 ANOS."

O que espera do parceiro: Busca um parceiro que seja equilibrado e que possa ajudá-lo a alcançar uma posição de destaque e de status na vida. A lealdade e o apoio são mais importantes para ele do que a paixão.

O que diz depois da transa: "Você tem cartão de visitas?"

Como irritá-lo: Organize tudo para que se sintam inúteis. Lembre-os de sua baixa posição social. Embarace-os em público: faça escândalos, berre com eles, brigue com o caixa por causa deles. Deixe-os esperando, nunca chegue na hora marcada. Perca ou esqueça coisas importantes que ele (a) confiar você: documentos, chaves, carteira. Repita sempre "Você não tem responsabilidade!" ( Nada chateia tanto um capricórnio como ser chamado de irresponsável). Insinue que ele(a) está saindo com o (a) chefe(a) para crescer na empresa. Repita de tempos em tempos - "Você é um chato!"

Por que atravessou a rua: Na verdade ele estava tentando se matar por atropelamento.

Você conta a um capricorniano que foi assaltado, ele responde: "- Quanto levaram ???"

Adesivo do carro de um capricorniano: "Tenho tudo que amo, e trabalho para ter mais ainda"

Quantos capricornianos são necessários para trocar uma lâmpada? - Nenhum. Capricornianos não trocam lâmpadas - a não ser que seja um negócio lucrativo.


É e ainda tem gente que acha que sua vida é complicada...

A todos os que têm um signo "terra" e outro "ar", meus sinceros "eu te entendo..."

Fui!!!

Ps.: para os não-antenados em astrologia
a) signos - elemento terra: Touro, Virgem e Capricórnio;
b) signos - elemento ar: Gêmeos, Libra e Aquário.

Ps. 2: agora sei porque meu filho me entende tão bem... o signo solar dele é ar e o ascendente é água.

Ps. 3: ainda bem que não puxou o cabo-de-guerra zodiacal da mãe. Ar e água combinam mais que ar e terra.

22 julho 2008

Mulheres... (aquelas com M maiúsculo!!!)

Mulheres... mulheres fortes, desafiadoras, permanentemente insatisfeitas, querendo mudar o mundo – não a partir de si mesmas, pois há muito haviam mudado ou já nasceram mudadas – mulheres que intrigam a humanidade com seus enredos, suas forças inabaláveis e a impermeável fé em si mesmas...

Nesse período de férias da faculdade, resolvi fazer uma incursão diferente: pesquisar a vida de personagens ilustres. Hoje me dei conta de que pesquisei a vida de mulheres, só mulheres. Tudo começou com uma curiosidade sobre o que haveria na net sobre Cláudia Magno, uma linda atriz a quem foram dados papéis coadjuvantes na TV e uma protagonista no cinema, faleceu prematuramente, em decorrência de AIDS, no ano de 1994 (ou 1997, não me recordo agora). Daí para pesquisar a vida de diversas outras mulheres foi um pulo!

Passeei pela vida de Aracy de Almeida, uma mulher altamente perspicaz (daquelas que só às grandes mentes é permitida tamanha perspicácia e sagacidade), dotada de um humor ácido e de uma sinceridade ímpar. Antes, dei uma espiada na breve existência de Dolores Duran, uma cantora sem igual, cuja vida foi ceifada aos 29 anos, após uma bravata profética dita à empregada “não me acorde, dormirei até morrer”. Fui ao teatro com Cacilda Becker, uma estonteante atriz, de beleza singular ; pelo que li, parecia que seu maravilhoso dom era algo que lhe vinha das entranhas, iniciou sua marcha para o fim da vida no palco, após um derrame. Visitei as irmãs Aurora e Carmem Miranda, esta nascida no mesmo dia que eu: 09 de fevereiro. Sambei ao som de Clara Nunes, sua voz portentosa, sua vida plena, mas a quem a vaidade cobrou caro preço: a própria vida. Mae West, mulher que chocou enquanto viveu, tive a impressão de que se divertia deveras enquanto deixava seus interlocutores boquiabertos. Tentei desvendar o mistério de Clarice Lispector, e descobri ser impossível, assim, deixei-me levar pela suas mãos a conhecer novos personagens, a vestir suas roupagens e ver que realmente “viver ultrapassa qualquer entendimento”...

Fui à vida de tantas mulheres e todas elas me trouxeram algo de novo, emprestaram-me sua coragem em desafiar, o aprendizado de seus tropeços, a gana que tinham em viver. Não pude dar nada a elas...

Apesar de sempre ouvir que mulher é bicho complicado, pude perceber em todas elas as qualidades relatadas no primeiro parágrafo. Todos aqueles adjetivos são comuns em todas as mulheres, mas ganham um extraordinário destaque naquelas que insistem em levantar a cabeça e seguir na vida de queixo erguido, transformando suas quedas (algumas abissais) em lições para si e para os que a rodeavam.

Enfim, posso resumir tudo numa frase atribuída a Simone de Beauvoir: “mulher não nasce, torna-se” (apesar de existirem algumas exceções, há mulheres que já nascem mulheres e suas vidas demonstram isso)

10 julho 2008

Porque há "umbrellas" e ambrelas

Taí mais uma musiquinha que me surpreendeu. Antes eu ficava de saco cheíssimo com aquele "ella, ella, eh, eh, eh" (isso D-E-F-I-N-I-T-I-V-A-M-E-N-T-E me torrava a paciência), mas eis que resolvo prestar atenção na letrinha da música (na verdade foi mais pra ver se compensava o maldito eco). Qual não foi o meu susto em ver que a música traduz booooooooooooooooa parte daquilo que entendo por amor, por amizade e coisas boas afins.

Ok, ok... esses são assuntos recorrentes neste blog... mas fazer o que se eu resolvi estudar o ser humano??? Tendo entender as pessoas, compreendê-las sinceramente. Tudo o que vejo até agora é um monte de gente se policiando sobremaneira, usando disfarces, forjando situações, ostentando orgulhos... e todas elas são bastante infelizes... contudo, são também fantásticas personagens de uma trama: suas próprias vidas. Suas representações, para esconder o que lhe vai estampado na face, são dignas de Oscar (alguns desses atores são tão bons que possuem "botox auto-orgânico"... nem a expressão facial é capaz de dizer o que está em suas mentes).

A bem da verdade, só vi uma pessoa que realmente tem um relacionamento feliz. Notei ainda que ele (o relacionamento dela) não se pauta em exibir o marido como um troféu, ou "sou infeliz, mas tenho marido"... ela é feliz de verdade (e com o marido que tem!!!).

Voltando a minhas conjecturas (eu sei q. o "c" caiu, mas acho linda a sonoridade da palavra "conjectura"), tudo o que sempre imaginei para o pós-"e eles viveram felizes para sempre" foi o companheirismo. Não aquele companheirismo do "eu te aturo porque não consegui achar nada melhor", ou "ai, se eu agüento isso há mil anos, consigo tolerar mais alguns séculos", ou pior (!!!) "ah, se sua conta bancária não fosse tão atrativa...", mas aquela pareceria cúmplice do "olha, pode contar comigo sempre". É claro que se você está com alguém, presume-se que você pode contar com esse alguém... mas é aí que tá a chave da questão: P-R-E-S-U-M-E - S-E

Essa presunção é válida, pois, caso contrário, não haveria namoros, casamentos, e sim um "cada um por si e Deus por ninguém" (tá, eu sei muitíssimo bem que existe o "cada um por si, blá-blá-blá", mas vamos tentar ser otimistas e "presumir" que isso seja uma porcentagem beeeeeeeeeeeeeem pequena...). Dessa forma, a presunção representaria uma escala, que já começaria no seu patamar mais alto: a confiança plena de que você pode contar com seu parceiro pra absolutamente tudo!!! Entretanto, esse patamar vai caindo (e decaindo) a cada vez que você efetivamente faz uso do "tô precisando de você": se a pessoa estiver ao seu lado, o patamar máximo se mantém, se ela for do tipo "vai lá que eu tô assistindo" e assiste, impassível, a sua fragorosa queda, o patamar vai baixando... a depender da paciência do "quedante", a escala pode ir de 100 a 0 em questão de segundos ou séculos!!!

Não sei se felizmente ou infelizmente, sou bem no estilo descrito na música. Tá certo que ela é bem clima "início de relacionamento" ou então é válida enquanto não se precisa realmente do outro, mas no meu caso, é constante (em condições normais de temperatura e pressão, óbvio!)...

Vou pegar só o refrão (sem o chatíssimo eco, é claro!!!):

When the sun shines
We’ll shine together
(quando tudo está bem, é facinho, facinho, presumir que a pessoa estará lá pro que der e vier)

Told you I'll be here forever
Said I'll always be your friend
Took an oath Imma stick it out 'til the end
(isso é dito praticamente por todas as pessoas que você conhece - eu, inclusive! Mas uma coisa eu garanto, eu realmente cumpro... até o instante em que eu perceba que estou sendo feita de capacho ou coisas do gênero)

Now that it's raining more than ever
Know that we'll still have each other
You can stand under my Umbrella
(é aqui!!!! é aqui que você vê se é valida ou não a promessa feita acima!!! Bem, eu já cansei de ouvir algo beeeeeeeeeeeeeeeeeeeem diferente de you can stand under my Umbrella, principalmente when it's rain more than ever...)

É por isso que muita gente estranha meu processo árduo de seletividade... na verdade ele é bem fácil!!! Assim como o de qualquer pessoa... pensando bem, não como o de qualquer pessoa, mas como a daquelas que não jogam para a platéia, que já aposentaram as máscaras e resolveram viver com a cara (e a personalidade) que Deus lhes deu...

Diante dessas observações todas, há horas em que me sinto um verdadeiro ET!!! Parece que tô perdida no mundo. Eu sei que é cômodo, altamente confortável viver de disfarces, mas é tão superficial, tão sem sentido, que eu não consigo!!! Muitos dizem que isso pode representar um ponto fraco, só que eu vejo exatamente o oposto, é o meu ponto forte. Saber quem eu sou, o que eu quero (custei a chegar nesse estágio, mas cheguei!!!!)

... e nesse território, eu quero o pós-"e eles viveram felizes para sempre" podendo dizer (e perceber no outro) não só:

When the sun shines
We’ll shine together

(é, porque, se for pra brilhar, devemos brilhar não só com o sol, mas nós dois juntos)

Told you I'll be here forever
Said I'll always be your friend
Took an oath Imma stick it out 'til the end

(se tô dizendo isso, é porque não fui feita de capacho de "seu" ninguém)

Now that it's raining more than ever
Know that we'll still have each other
You can stand under my Umbrella

(e sempre que precisar, você sabe - sabe mesmo!!! - que pode contar comigo, eu eu também sei - sei mesmo!!! - que posso contar com você)


mas pode dizer (e perceber no outro) também:

When I'm feeling blue, all I have to do
Is take a look at you, then I'm not so blue
When I'm in your arms, nothing seems to matter
My whole world could shatter, I don't care

(Groove kind of love - Phil Collins)

Romântico demais??? Não!!! Realista demais!!! Tão realista que só hoje percebo o quanto é difícil encontrar alguém assim, pois isso exigiria um profundo auto-conhecimento... ou pelo menos o suficiente para entender que se doar a alguém não fará com que a você fique vulnerável ou seja "menos" pessoa por conta disso...

E por enquanto é só...

Ps.: Recomendo Nunca é tarde para amar. Uma amigona me emprestou o filme, levei meses pra ver, por puro preconceito. Quando o assisti, arrependi-me de não o ter feito antes!!! Comédia-romântica (mais comédia que romance). Ah, prestem atenção às versões que a filha da protagonista faz de músicas de Britney Spears e Alanis Morissette. Outra questãozinha, acho que a "Mãe Natureza" é um alterego da TPM da personagem da Michele Pfeifer (ou, muito provavelmente, dei aqueeeeeeeeeeeeeeeeela viajada psicológico-filosófica-transcendental-mística-esotérica-ontológica-episcopal).

09 junho 2008

Ufa, cansei...

Como estou cansada!!! Provas, provas e mais provas... não agüento mais estudar!!! Mas... calma, isso só dura até o próximo semestre.

E cansada de estudar, comprei minha revistinha "Seleções", e li uma reportagem intitulada "para ver a morte com leveza" ou algo do gênero. Enfim, um título que una leveza e morte, merece ser lido. Contava uma história que ainda está em construção... de uma moça a quem a morte pregou algumas peças, tirou-lhe pessoas amantíssimas, até que teve a audácia de levar-lhe a alma gêmea, o amor procurado a vida inteira (não sei se procurou, mas certamente encontrou). Só que a vida também mandou seu recado, enquanto a morte lhe arrancava o homem, a vida dava-lhe o filho desse homem. Ela entendeu o recado da vida e decidiu manter vivo o homem, o amor e, especialmente, o pai... fez um blog para seu filho (http://www.parafrancisco.blogspot.com/), para que ele conhecesse e pai... acho que ela ainda não sabe, mas escrever é um perigo!!! Quem escreve, revela-se, desnuda-se... O menino conhecerá seu pai, mas será um especialista na mãe.

Ler é sempre um exercício... um filme lhe mostra tudo, não há o esforço em imaginar e, talvez por isso, as sensações sejam mais esmaecidas. Quando se lê, é diferente... as sensações das personagens passam a ser as suas sensações, as emoções por elas vividas também são vividas por quem lê... Imaginem o meu estado depois de ler tanto a reportagem quanto os belíssimos e delicados posts do blog. Confesso que fiquei longe (bem longe) de me sentir leve, fui incapaz de aliar "leveza" a "morte". Fico feliz por ela ter conseguido, eu também superei perdas, mas não devido a qualquer leveza que dei à morte, mas porque não tive outra opção.

Opção... taí uma palavrinha que a morte não lhe deixa... ela simplesmente leva embora sonhos, planos, construções... tudo em suspenso, em por vir... e não nos deixa outra opção se não a de continuar vivendo. É um paradoxo a morte deixar a vida como única opção, mas é isso o que ocorre. Superar o que essa mulher superou, sei não, não é coisa de gente não.

Como ela há milhares de não-gentes por aí... pessoas que seguem vivendo, ainda que uma vida partida, uma vida replanejada... um rascunho daquilo que se projetava. Esses não-gente têm da morte a mesma audácia, pois não basta seguir vivendo, há de se colocar um tom alegre nessa vida, um colorido, qualquer mensagem que valha para dizer "ei, ainda estou aqui. E enquanto eu aqui estiver, não há o que me tire o brilho". E brilham, como brilham!!! Vingam-se da morte brilhando pelos seres amados, os que foram e os que ficaram. Respeitam-lhe a escolha de ter levado aqueles que tinham de mais caros, mas não se curvam ao ponto de lhe devotar a própria vida. Não! Admiro tudo isso, mas não sei se faço parte dos não-gente, não sei se tenho essa força... Como já disse em certo post, perdi muita coisa pra morte, mas também já perdi muito para a vida. Hoje não quero mais vencer, só não quero mais a guerra... e chegar a esse ponto, foi uma verdadeira vitória.

Ai, não sei mais o que escrever... perdi a fala...

09 maio 2008

Dúvidas...

Já vou avisando que a redação pode ficar confusa devido à revolta mesclada com a incredulidade.

Uma dúvida imeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeensa me assola: não dói ter cara de pau não??? E ser falso, dói??? (aceito respostas, lembrando que os comentários do meu blog admitem anonimato)

Sempre fui da opinião de que as pessoas têm dons... alguns são bastante aparentes. Por exemplo, a pessoa, para ser brega, tem de ter um dom incomum; para ser piriga (apelidinho carinhoso para piriguetes) também... enfim, para ser quem você é, você tem um dom. Daí surge minha dúvida: o falso não se assume, e por não se assumir, mal deve saber quem ele é. Logo, não tem um dom!!!

Apesar de supostamente não possuírem um dom, os falsos têm uma cara de pau de dar inveja a Pinóquio!!! Eles te sacaneiam, se fazem de amigos, te apunhalam com maestria e agem como se nada disso tivesse acontecido, como se ainda fossem seus melhores amigos!!! Sério mesmo, gostaria de saber como eles conseguem!!! De onde vem isso???

Será que não dói não ser sincero??? Erros, todos cometem, mas a falsidade, para eles, não é um erro. Será que eles a consideram uma dádiva??? Que dádiva é essa que turva o autoconhecimento??? Que impulsiona às sacanagens indiscriminadas??? Que analisa e julga os outros não pelo que eles são e sim pelo que eles têm??? Que te põe à venda por pouco ou menos que isso???

Disse e repito, sei bem quem são os meus amigos. Sei exatamente com quem posso e com quem não posso contar. Não é pelo fato de eu ser educada (tem horas que eu quero ter uma conversa séria com minha mãe sobre isso...) que eu não saiba quem é quem. Já passei por diversas situações sombrias que, por mais paradoxal que possa parecer, iluminaram (e muito) meu círculo de amizades de outrora. Iluminou tanto que ofuscou uma boa parcela. Em compensação, deu mais luz àqueles que realmente a mereciam.

Por gentileza, caros falsos, poupem-me de suas artimanhas vis e traiçoeiras, pois decidi poupá-los de minha educação (não, ainda não desisti de ter aquela conversinha séria com minha mãe). Façam um gigantesco favor a si mesmos (e a mim), continuem seus contatos sociais com aqueles que lhes são semelhantes ou com aqueles que, por terem efetuado a compra de vossas pessoas, tornaram-se seus donos. Sou dona apenas da minha vida, e isso já é mais que o suficiente para:
a) não me pôr à venda;
b) não me imiscuir no seu habitat;
c) não me agredir, ao ponto de voltar a me cegar, achando que vocês realmente são meus amigos;
d) etc., etc., etc.

Se você chegou até aqui, deve estar pensando que não sei perdoar. Não é isso, é que realmente estou embasbacada com o que a falsidade pode fazer. Perdôo sim, não sou devotada ao orgulho. Todavia, também não sou tão ingênua assim. Posso perdoar, mas não quero ser novamente alvo de peçonhas.

Falando em orgulho... e mudando um pouco de assunto...

Outra dúvida: por que tem gente que, por orgulho, perde uma excelente oportunidade, perde um amor verdadeiro, perde coisas e pessoas que certamente fariam (e fazem, mas eles não admitem) a diferença nas suas vidas???

Sim, há seres que são capazes de perder o bilhete premiado da megasena acumulada 1000 x só pelo (des)prazer de manter seu orgulho intacto!!! Ou de deixarem ir o amor de sua vida só para garantir a incolumidade de seus orgulhos (por favor, não me venham com o clichê "se fez isso é porque não amava". Isso é discurso de Cinderela mal-amada que ainda crê no príncipe encantado. Se você pertencer a este time, junte-se à Bela Adormecida).

Orgulho e consciência são coisas bem diversas. Estão em extremos opostos!!! Por preferir minha consciência, optei por deixar meu orgulho nocauteado. Perdôo, dou segundas-chances (terceiras, quartas, quintas...), mas sempre respeitando os princípios do "não me façam de otária" e do "como eu também erro, os outros podem errar".

Já fiz burrada, já me arrependi, mudei sinceramente (de abalar as estruturas), mas nem sempre tive lá minha segunda-chance (ou terceira, quarta, quinta...). Se sofro com isso??? Às vezes, mas como quem dorme comigo é a consciência e não o orgulho, todos os dias levanto e sigo... sem pesos, sem penduricalhos, sem "veja bem" (não é uma alusão à certo alguém que adora essa expressão, e sim à idéia que ela passa de ter de ficar explicando para si mesmo, tentando desesperadamente se convencer de que fez uma boa escolha... boa para o orgulho, sem dúvida).

Se você continua lendo isso, fico por aqui. Não sem antes me desculpar pelo tom soturno do post. Estava realmente precisando desabafar...

28 abril 2008

Dotôra adevogada

Há coisas certas sobre os estudantes de Direito que apregoam por aí: a gente se acha e todo mundo da família sempre pede uma consultinha grátis. Sim, isso tudo acontece comigo (pô, estudo pra caramba e tenho todo o direito de me achar, né???).

Pois bem, aí vai um exemplozinho do "se acha".

Quem me conhece sabe o quanto eu adoooooooooooooooooooooooooooooro operadores de telemarketing. Minha adoração é tanta que já cheguei a conseguir fazer com que uma desligasse o telefone na minha cara (em tempo, eu estava certa e ela errada, porque a dita cuja queria me tirar 2 dias do prazo de pagamento!!! Quando perguntei, pela milésima vez, "qual parte do 'eu vou pagar' você ainda não entendeu???", ela desligou).

Eis que um cartão de um certo supermercado, patrocinado por um certo banco, pensou que poderia cobrar de minha mãe uma dívida de um cartão que ela nunca recebeu. Óbvio, liguei para o SAC e expliquei a história (anotando, claro, o nome do atendente e o horário da ligação). Nessa odisséia para conseguir cancelar cartão e dívida, constatei o seguinte:

1 - levei 4 dias pra que alguém dissesse as palavras mágicas "vamos estar cancelando o cartão e estornando a fatura"
2 - os operadores de telemarketing não têm sobrenome. Assemelham-se à Madonna, basta dizer o nome da criatura para saber de quem se trata. Sei disso porque perguntei o nome e o sobrenome de todos eles
3 - devido ao meu insucesso em arrancar o sobrenomezinho dos sujeitos, passei a gravar as ligações (estudante de Direito + tecnologia = produção incessante de provas)
4 - eram hilárias as "demonstrações de afeto" dos operadores ao serem informados das gravações. Acho que por seus pensamentos surgiam frases como "m***, essa f*** da p***, tinha que estar gravando" , mas tudo o que conseguiam falar era "nós também"
5 - mais hilárias ainda eram as tais demonstrações quando soltava "cobrança indevida". Cheguei a ouvir o absurdo de que a cobrança do cartão que minha mãe nunca recebeu não era indevida (não, ele não sabia da minha sobredita adoração)
6 - ao dizer "código do consumidor", "jurisprudência", "doutrina" e "juizado especial", o operador resolveu não mais tentar me ludibriar com a (i)licitude da cobrança (foi nesse exato instante que ele notou o quanto eu os adorava)
7 - sim, eles simplesmente O-D-E-I-A-M quando a gente, além de entender de defesa do consumidor (ou fingir bem pra caramba que entende), ainda sabe do que está falando e como falar!!!

Assim, Andrea 2 x 0 operadores de telemarketing!!!

Mudando um tiquinho de assunto:

Sempre fui fãzoca de propagandas criativas. A bola da vez é a do Posto Ipiranga. Muito bem sacado o diálogo:
- Pai, o Tony me chamou de Maria Gasolina
(pausa e suposta expressão de compaixão paterna)
- Mas gasolina comum ou original aditivada...
Me acabo de rir toda vez que vejo...

Outra propaganda que nem é lá tão engraçada, mas confirma algo que sempre afirmei (explico a história depois, ainda neste post), é a de uma marca de cimento (acho que é Tocantins). Trata-se de uma escala de níveis de perigo acionada cada vez que o mestre-de-obras diz "veja bem"

Explicando a história: toda vez que pressionava um certo alguém, cuja fama de bagre ensaboado é internacionalmente conhecida, a ser reto e direto, observava entre divertida e irada (a depender da TPM), a tentativa desesperada do indivíduo sair pela tangente dizendo "veja bem". Assim que ele terminava de proferir essas palavrinhas, eu já sabia que ia ter trabalho. Diversas vezes, eu alertava "xiiiiiiiiiiiiiiiii, já começou mal". Bem, agora a propaganda confirma minhas certezas!!!


Tá certo que fiquei um tempão sem escrever, mas por enquanto é só!!!

Ps.: uma de minhas melhores amigas é operadora de telemarketing... mentira, ela é supervisora desses fantásticos seres... mas nem isso tira o brilho de minha adoração.