29 setembro 2007

Fim do mistério que abalou o Brasil...

... quem matou Taís foi o Olavo!!!

Mas o mais interessante foram duas cenas nada fictícias que ocorreram no último capítulo:

Cena 1: Daniel diz a Olavo que a polícia está vindo. Pois bem, Olavo teve tempo de confessar todos os crimes (com todos os detalhes sórdidos), de ser baleado pelo "irmão" e de assassinar o "irmão"... e nada de a polícia chegar.

(Teria sido interessante se os autores tivessem se preocupado em inserir mais uma hora de novela, mostrando a dura tentativa dos mocinhos de serem atendidos pelo 190.)

Cena 2: Bebel, finalmente, achou o seu lugar!!! Foi ao Congresso Nacional, mais especificamente ao Senado, e se sentiu em casa!!! (e podia ser diferente???) . Ah, nada contra as prostitutas, ok???

E é só!!!

Ps: sentindo falta de posts longos??? Semana de provas e chefe que descobriu que eu tenho cérebro me fizeram ter pouquíssimo tempo para postar.

26 setembro 2007

Por que não me tornei professora?

Todo mundo bate (denotativa e conotativamente falando) em professor. Sou licienciada em Letras, mas optei por não dar aulas, por não ser adepta do masoquismo. Afinal, aluno bate em professor, pai de aluno bate em professor, tia de aluno bate em professor e, agora, a nova modalidade magistrado bate em professor.

É (literalmente) de doer!!!

Se bem que no caso deste professor japonês, sua atuação sádico-educadora está dando resultados (é, porque se fosse brasileiro, apanhava!):

"Cadeiraço - Um professor japonês que jogou uma cadeira nos alunos foi aclamado como "superprofessor" pelo comitê de educação local - embora tenha sido repreendido diversas vezes por usar punições corporais. O mestre, 52 de idade, trabalha em Kyoto (Japão) e ganha prêmios todos os anos desde 2005, apesar de seu histórico de agressões em sala de aula. O detalhe é que seus métodos de ensino têm melhorado a performance dos alunos. Ele foi punido três vezes entre 1997 e 2001, incluindo a vez em que jogou uma cadeira no time de vôlei que estava treinando. Foi apontado como um modelo por causa de sua "notável conquista na liderança do time de voleibol", segundo documentos oficiais. O professor, que não foi identificado pela agência de notícias, está agora de licença médica. "

Se os pais não fazem...

Seria cômico se não fosse trágico 2

Dando continuidade à recém-inaugurada seção "seria cômico se não fosse trágico", eis que Suzanne Von Richtoffen, um ser cândido, puro, belo, que, por uma tremenda injustiça, não foi canonizada ainda em vida, resolve dar o ar da (des)graça na justiça: leia aqui

Sobre a canonização: pelo que se lê da reportagem, bem que as demais detentas quiseram colaborar com a canonização da moçoila, encomendando-a para São Pedro (não, o diabo não mudou de nome)

Sobre a saúde mental da pseudo-santa: só pra ver se eu continuo entendendo tudo bem direitinho, quer dizer que dar uma de doida varrida pro Fantástico pode (para relembrar o episódio, leia isto)??? Assim sendo, onde é mesmo que está a sanidade mental da moça??? (ao responderem este questionamento, sejam polidos, ok???).

Comentariozinho impertinente: toda santa tem o altar que merece, o dela fica na casa de detenção... o problema é que quem ajoelha é ela!!!

Outro comentariozinho: os fiéis da santa (leia-se "advogados") precisam de uma noção básica do que vem a ser uma cadeia, pois eu nunca vi uma rebelião controlada (se controlou, é porque a rebelião acabou).

Até mais!!!

Ps.: se não fosse a colaboração de um quase anônimo (omito o nome por não ter tido autorização para divulgá-lo), este post não seria possível.

25 setembro 2007

Seria cômico se não fosse trágico...

Muito interessante a chamada para a matéria veiculada no site do Conjur: "Chamar irmãos Cravinhos de delinqüentes não ofende" (leia mais aqui)... resta perguntar a quem não ofende: aos irmãos ou aos delinqüentes.

Falando sério agora, dá pra acreditar que os irmãos Cravinhos resolveram processar uma revista, alegando dano moral, por terem sido chamados de delinqüentes??? Eles queriam que se referissem a eles como??? Ah tá, deixa ver se entendi bem direitinho, pode chamar de assassinos, monstros, etc, mas delinqüente não!!!

É de lascar, viu.

Até mais!

06 setembro 2007

Tiradas discentes

Falando em lerdeza na faculdade, lembrei de algumas tiradas em sala de aula:

(Professor explicando o princípio da divisibilidade no processo penal)
- (...) por exemplo 5 pessoas cometeram um crime, assim, a ação teria de ser proposta contra os 5 suspeitos ao mesmo tempo (princípio da indivisibilidade). Mas, havendo necessidade nas investigações, faz-se a denúncia contra uns, geralmente os autores de crime de rápida prescrição, e se continua a investigação contra outros, para, saber, por exemplo, quem financia o tráfico
- Uai, o Belo!!!
(não, o Belo não vai poder me processar porque ele foi condenado por esse crime)

(aula de Processo Civil II, não sei como, chegou-se a uma tartaruga)
- (...) mas eles são muito lentos, parecem tartarugas
(e eu, associando tartaruga a Barrichelo, resolvo pensar alto)
- É, bem que o Rubinho poderia ser garoto-propaganda do projeto Tamar

(ainda na aula de Processo Civil II, em que o professor fala segundo a norma culta)
- O que seria o recurso adesivo?
- é quando uma parte pensa que a outra não vai recorrer, a outra recorre, e a parte que ficou pensando vai na onda.
(não sei por que, mas não consigo falar de acordo com a norma culta nessa aula)

... e pra finalizar, uma tiradinha mórbida e infame de um docente:

(aula sobre participação em suicídio)
- É, mas tem um shopping aqui que é bem conhecido pela quantidade de suicídios ocorridos por lá (uma explicaçãozinha, as pessoas se jogam dos parapeitos, marquises, etc.). A quantidade é tamanha que já estão pensando no slogan "dê um pulinho no shopping"

Inté!!! (já em ritmo mineirês!!!)

Lerdeza, teu nome é Andrea...

Hoje está sendo um dia especial para a minha lerdeza, é simplesmente impressionante como ela está "saidinha" (vai ver é a alegria da véspera do feriado, da viagem pra Uberlândia, da felicidade de saber que vou matar saudade dos primos que eu amo de paixão, e por ir com duas pessoas maravilhosas: meu filho e meu namorado - só faltou a minha mãe. Tá, mas teve gente que disse ser estresse... vai saber...)

Logo cedo, mais precisamente às 8h da matina, entro feliz e faceira na sala de aula. Até aí, tudo normal... bem, quase tudo. Primeiro não encontrei minha galera ("ué, será que o povo resolveu antecipar o feriado?"), segundo umas pessoas começam a conversar comigo como se me conhecessem há muito tempo ("nossa, preciso me entrosar mais com as pessoas das minhas turmas, porque não tô reconhecendo ninguém")... passados uns 5 minutos, pergunto para um aluno:

- Ei, aqui vai ter aula do que?
- Direito Penal III
(hum, pelo menos tô na sala certa)

Mais 5 minutos depois:

- Er... e quem é o professor que vem dar aula aqui?
- Daniel blá-blá-blá
(ops, I did it again!!! Mas... qual é mesmo a primeira aula de hoje??? - 10 minutos depois descubro qual era a aula: Processo Penal I).

Chegando na minha real sala, fiquei tão feliz em ver o meu pessoal que, mal entrando, falei:
- Gente, vocês nem imaginam o que acabou de me acontecer!!!
Como ninguém respondeu e estavam todos com uma cara muiiiiiiiiiiiito séria, resolvi virar para o quadro... estava escrito algo como "prato do dia: teste surpresa" (além de me ver noutra situação esdrúxula, notei que não sou a única sarcástica na sala). Pedi desculpas ao professor e falei que ia terminar de contar o episódo. Depois da narração, a risada foi geral (inclusive do professor, com direito àquela cara de "putz, como ela consegue?").

Por terem sido dois furos em menos de 20 minutos, achei que estivesse imune o resto do dia. Tsc, tsc, tsc... ledo engano. Chego no trabalho e vejo que a sala ao lado está com as luzes apagadas. Não me contendo de felicidade, pergunto a um colega "ué, nossos amiguinhos que sempre falam com a gente (eles não falam com ninguém) não vieram hoje não?". Meu colega começou a agir de modo estranho, não sabia se tomava a água ou se apontava pra sala. Antes que a ficha caísse, eis que a luz da sala se acende... sem comentários...

Depois disso tudo, resolvi que vou passar o dia bem quietinha...

Até!