24 julho 2010

Crepúsculo...

Quando vi "Crepúsculo", a única coisa que me vinha à cabeça era "Putz, q. coisa mais gay!!!". Só que agora, uma dupla de renome mundial confirmou minha tese:






imagem devidamente surrupiada de www.jacarebanguela.com.br

12 julho 2010

Escapando dos estereótipos

O texto abaixo é de autoria de Miguel Falabella. Fala de um outro lado da Marilyn Monroe (da qual sou fã incondicional), um lado que não convém aos que vivem às custas da imagem "femme fatale"...

Sinto muitíssimo por eles, mas é bacana ver o real por trás dos estereótipos... e sentir um certo orgulho em ver que a história vai bem além do que aquilo que se conta...

Outra criança linda

A gente lê biografia pra tentar ver se todo mundo tem tanto problema ou se a coisa é pessoal .

Houve uma época em que li compulsivamente todo e qualquer tipo de relato biográfico, como se a vida dos outros fosse capaz de justificar e explicar a minha. Foi uma época interessante em que descobri relatos sinceros de personalidades que eu já admirava ou estava prestes a receber em meu panteão. Durante quase uma década, li relatos de escritores, diretores, atores, atrizes, empresários, membros da nobreza, enfim, tornei-me um aficionado do gênero, tentando descobrir a humanidade escondida atrás da máscara. Na verdade, biografia a gente lê pra tentar ver se todo mundo tem tanto problema ou se a coisa é pessoal. Enfim, no meio de tanta história, algumas se mantiveram frescas, como as rosas colhidas naquela mesma manhã, e são elas que eu gostaria de dividir com vocês.

Truman Capote, por exemplo, tem um bonito relato sobre Marilyn Monroe em "Música para Camaleões", de 1980. O pequeno conto chama-se "Uma Criança Linda" e, nele, descobrimos uma Marilyn que perambula com Truman por Nova York, após o funeral de sua professora de teatro, Constance Collier, ambos atrás de algum champanhe. Os dois têm uma divertida conversa sobre a nobreza inglesa e Marilyn mostra-se surpresa com o fato de a rainha da Inglaterra não poder tocar em dinheiro, uma dama de companhia caminha atrás, atendendo aos desejos da majestade. Antes de fechar sua história, Capote adivinha a artista e mulher atrás da máscara e entende o que fez Arthur Miller apaixonar-se por ela. Marilyn era, segundo Capote, uma criança linda.

Mas não era só isso. Era uma mulher fascinante. Dia desses tomei conhecimento de outra história de Miss Monroe, que reafirma o relato de Capote, de certa forma. Quando saiu de Los Angeles rumo a Nova York, cansada dos papéis medíocres que lhe eram oferecidos, Marilyn mergulhou na efervescência cultural da grande maçã e acabou fã de Ella Fitzgerald, que vibrou uma corda no coração da estrela, como vibrou no de todos nós. Marilyn resolveu pedir pessoalmente a Charlie Morrison, dono do Mocambo, o maior clube noturno da costa oeste, em meados dos anos 50, que contratasse Ella, suspendendo, assim, a política segregacionista da casa. Miss Monroe, sabedora de sua imbatível popularidade, prometeu que ocuparia uma mesa de pista durante todas as apresentações e que a publicidade gerada pelo evento, por si só, justificaria a transgressão de Morrison. Ele concordou e o resto é história.

- Eu devo muito a Marilyn, Ella Fitzgerald declarou mais tarde - Depois que cantei no Mocambo, nunca mais fui obrigada a cantar só onde me deixavam. Marilyn era uma mulher surpreendente. Muito à frente de seu tempo, é claro. Mas ela nunca soube disso.

É por isso que gosto dos relatos biográficos. Eles são como a nova lâmina, que aplicada ao fundo confere profundidade ao desenho. Despeçome esperançoso de que Norma Jean, num paraíso tão mítico quanto sua existência, tenha ido procurar Charles Dickens, pois ele, como sói acontecer com homens de letras, saberia amar aquela linda criança sem pai.

Apenas mais uma de amor...

É isso aí mesmo... é só mais uma musiquinha sobre o amor, daquelas que a gente demora uns anos, umas experiências e muiiiiiiiiiiiiiiita cara na porta pra poder entender.

Antes não entendia, achava terrível a música, coisa de quem não tinha cojones o suficiente pra arregaçar as mangas e ir atrás do que se quer. Mas hoje vejo o tanto que a música, na verdade, é leve. É diferente amar e só você saber o quanto aquela pessoa é amada.

Pode ser paradoxal, mas chega a ser divertido, é um segredo só seu, só você saber o tanto aquele alguém é importante para você. Pode ser também que um belo dia tudo isso acabe (ou tenha acabado), e só a gente vai saber o tanto que curtiu, o tanto que aproveitou, sem que isso represente um peso ou uma cicatriz.

Tá parecendo papo de pequeno gafanhoto (ou, na versão MPB, tá parecendo texto caetaneado)... mas é isso mesmo!!!

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz

É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Da série "teses ridículas de defesa" V

Fato: um Rottwailler mata um Poodle Micro Toy

Tese ridícula de defesa: culpa exclusiva da vítima, pois o Poodle Micro Toy latiu agressivamente para o Rottwailler (com direito a estudos a respeito da agressividade patente dos cães da raça Poodle Micro Toy)

Resultado: C-L-A-R-O que o proprietário do Rottwailler foi condenado a pagar a indenização pleiteada

Cereja do bolo: em que pese ter fundamentado o acórdão, o diligente desembargador preocupou-se em averiguar a possibilidade de um Poodle Micro Toy matar um Rottwailler. O mais interessante é que ele encontrou um jeito!!! (leia o que grifamos abaixo).


Empresa terá que indenizar por Poodle morto por Rottweiller

(12.07.10)


A empresa de segurança Protecães Sistemas Eletrônicos foi condenada ao pagamento de R$ 18 mil (corrigidos monetariamente) de reaparação por danos morais em decorrência da morte de um cãozinho Poodle Micro Toy atacado por cão Rottweiller de propriedade da companhia. A decisão é da 9ª Câmara Cível do TJRS, confirmando condenação de primeiro grau e elevando a quantia a ser indenizada.

As autoras - uma mãe e suas duas filhas menores, de oito e 12 anos à época - ajuizaram ação de indenização por danos morais e materiais em Porto Alegre depois do ataque seguido da morte de Dudu, o cachorrinho da família atacado pelo Rottweiller de propriedade da empresa ré. A família passeava com três Poodles de estimação nas proximidades de um prédio em construção, quando chegou ao local um veículo da empresa - que presta serviço de segurança mediante a locação de cães. Após desembarcarem do carro, os cães de guarda partiram para o ataque aos cãezinhos.

Apesar de pegar um dos Poodles ter sido segurado no colo, um dos Rottweillers da empresa atacou o animal mesmo assim, mordendo Dudu, que veio a morrer em razão das lesões. A outra cadelinha, chamada Lua, sofreu lesões mas conseguiu escapar. Traumatizadas, as crianças fugiram do local, sendo localizadas somente após 45 minutos de busca, fazendo-se necessário tratamento psicológico.

A empresa alegou que o cão de guarda não causou ferimentos em humanos. Afirmou que os três animais das autoras começaram a latir e demonstrar atitude agressiva, provocando o Rottweiler, que se livrou do vigilante e abocanhou um dos Poodles. Depois de discorrer sobre o temperamento agressivo da raça Poodle, a empresa afirmou que o ataque foi provocado pela má conduta dos cães agredidos e suas proprietárias. Pediu que o caso fosse analisado "sem sentimentalismo" e requereu o reconhecimento da culpa exclusiva das autoras, que deixaram os seus cães afrontarem um cão maior.

Na sentença, o juiz Heráclito José de Oliveira Brito fixou o valor da indenização por danos morais em R$ 15 mil, além de R$ 298,00 por danos materiais referentes às despesas com a cadelinha que sobreviveu. As autoras pleitearam aumento do valor da reparação.

No entendimento do relator da apelação, desembargador Tasso Caubi Delabary, apesar da linha defensiva da empresa, o conjunto probatório não aponta no sentido da ocorrência de culpa da vítima ou força maior. "Referir que foram os Poodles que provocaram o Rottweiller e, portanto, a culpa é exclusiva das autoras, não tem sentido", observou o relator em seu voto, citando a sentença. Há apenas um modo de um Poodle Micro Toy matar um Rottweiller: engasgado!

O desembargador Tasso salientou os argumentos da sentença no sentido de lembrar que os cães de guarda estavam em via pública sem a necessária focinheira, contrariando o disposto na Lei Estadual nº 12.353/2005. O próprio empregado da ré, ao testemunhar, contou que o supervisor declarou que, se comprasse focinheira para todos os cães, a empresa viria a falir.

"O caso insere-se na responsabilidade especial disciplinada pelo artigo 936 do Código Civil, a qual prevê a responsabilidade do dono ou detentor do animal, sendo esta decorrente de culpa presumida, disse. Ficou comprovado que as autoras sofreram lesões psicológicas em razão do ataque dos animais de propriedade da ré, bem como demonstrado que o cachorro de estimação das demandantes foi morto em decorrência desse ataque."

O desembargador Mário Crespo Brum votou vencido quanto ao valor da reparação, que pretendia minorar para R$ 6 mil. (Proc. nº 70034692855 - com informações do TJRS).


texto extraído do site www.espacovital.com.br

09 julho 2010

Vivendo e brincando, brincando de viver...

Minha infância aconteceu numa época em que grandes compositores faziam músicas para crianças. Cantava todas as músicas, mas, óbvio, não atentava tanto para as letras, para a mensagem.

Uma dessas músicas, cantada magistralmente por Maria Bethânia, dá uma receita simples de como é viver. O curioso é a ambiguidade do título: "Brincar de viver". Não sei quem a compôs, mas ele (ou ela) tinha total razão, o que não é a vida senão uma grande brincadeira?

Para quem não se lembra ou não conhece, aí vai a letra.

Quem me chamou
Quem vai querer voltar pro ninho
E redescobrir seu lugar
Pra retornar

E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar
Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não


Você verá que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver
E não esquecer, ninguém é o centro do universo
Que assim é maior o prazer


Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não

E eu desejo amar todos que eu cruzar pelo meu caminho
Como eu sou feliz, eu quero ver feliz
Quem andar comigo, vem
Lá - lá - lá- lá - lá...

Você verá que é mesmo assim, que a história não tem fim
Continua sempre que você responde sim à sua imaginação
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não.

Lá - lá - lá- lá - lá...

05 julho 2010

Escrever nem sempre é fácil.

Adoro escrever, mas tem horas que eu preciso respirar para escrever.

Textos respirados não são fáceis de escrever. Travam nossa garganta, enchem nossos olhos de lágrima e expõem uma parcela infinintesimal daquilo que verdadeiramente gostaríamos de expressar. Pecamos pela falta na escrita e pelo excesso na alma.

Difícil, muito difícil.

Padrinhos e compadres...

Padrinhos e madrinhas... não sei como os pais costumam escolhê-los, mas os do meu filho foram escolhidos a dedo, de acordo com aquela velha receita, passada por nossos avós, bisavós, de que o padrinho é aquele que fará as vezes de pai, caso este venha a faltar, e a madrinha será a representante da mãe.

A madrinha foi fácil, pois eu e minha melhor amiga fizemos uma promessa, ainda no colegial, de que seríamos a madrinha do primeiro filho da outra. Fizemos esse pacto antes mesmo de conhecermos os pais dos nossos filhos. Já o padrinho, foi daquelas escolhas que Deus nos proporciona. Nem sei se chegou a ser uma escolha, acho que foi tão perfeito, mas tão perfeito, que encaixou direitinho no enredo. Não poderia ter sido outro, tinha de ser ele!

Certa vez, ele (o padrinho) me ligou para questionar por que escolhemos ele e não determinado suposto amigo para essa tarefa. Depois de achar essa pergunta muitíssimo estranha, ainda mais depois de 10 anos, e tornar claríssimo que nunca, nunquinha imaginei o suposto amigo como padrinho do meu filho (acho que era meu sexto sentido agindo), contei a verdade: de certo, só tinha a madrinha, mas quando meu ex-marido sugeriu o nome dele, foi como se uma luz gigantesca brilhasse, como se algo extremamente óbvio se revelasse.

Não sei bem o que aconteceu, o que o levou a indagar, mas fico feliz de tê-lo deixado tranquilo a respeito da minha certeza e do meu não arrependimento da escolha.

Ele é um padrinho fantástico. É muito tocante ver a alegria, o orgulho com que ele exerce o seu papel. Não tive um padrinho assim, mas sou muito feliz por meu filho ter.

Meu filho ganhou o melhor padrinho e eu ganhei um amigo. Um amigo que está ensaiando para me abandonar, para deixar este mundo e conquistar outros. Não desisto e nem vou desistir de pensar que você vai voltar, que você vai ler isso tudo aqui e pensar "nossa, como ela é boba!"

Vou torcer muito para que meu filho possa continuar sendo beneficiado por sua maravilhosa companhia, para que respeito à equação comportamento + boas notas = presente continue sendo respeitado, e eu possa continuar usufruindo da sua amizade.


Volta logo, estamos com saudade!

Um beijo gigantesco da sua cumadi!