28 abril 2008

Dotôra adevogada

Há coisas certas sobre os estudantes de Direito que apregoam por aí: a gente se acha e todo mundo da família sempre pede uma consultinha grátis. Sim, isso tudo acontece comigo (pô, estudo pra caramba e tenho todo o direito de me achar, né???).

Pois bem, aí vai um exemplozinho do "se acha".

Quem me conhece sabe o quanto eu adoooooooooooooooooooooooooooooro operadores de telemarketing. Minha adoração é tanta que já cheguei a conseguir fazer com que uma desligasse o telefone na minha cara (em tempo, eu estava certa e ela errada, porque a dita cuja queria me tirar 2 dias do prazo de pagamento!!! Quando perguntei, pela milésima vez, "qual parte do 'eu vou pagar' você ainda não entendeu???", ela desligou).

Eis que um cartão de um certo supermercado, patrocinado por um certo banco, pensou que poderia cobrar de minha mãe uma dívida de um cartão que ela nunca recebeu. Óbvio, liguei para o SAC e expliquei a história (anotando, claro, o nome do atendente e o horário da ligação). Nessa odisséia para conseguir cancelar cartão e dívida, constatei o seguinte:

1 - levei 4 dias pra que alguém dissesse as palavras mágicas "vamos estar cancelando o cartão e estornando a fatura"
2 - os operadores de telemarketing não têm sobrenome. Assemelham-se à Madonna, basta dizer o nome da criatura para saber de quem se trata. Sei disso porque perguntei o nome e o sobrenome de todos eles
3 - devido ao meu insucesso em arrancar o sobrenomezinho dos sujeitos, passei a gravar as ligações (estudante de Direito + tecnologia = produção incessante de provas)
4 - eram hilárias as "demonstrações de afeto" dos operadores ao serem informados das gravações. Acho que por seus pensamentos surgiam frases como "m***, essa f*** da p***, tinha que estar gravando" , mas tudo o que conseguiam falar era "nós também"
5 - mais hilárias ainda eram as tais demonstrações quando soltava "cobrança indevida". Cheguei a ouvir o absurdo de que a cobrança do cartão que minha mãe nunca recebeu não era indevida (não, ele não sabia da minha sobredita adoração)
6 - ao dizer "código do consumidor", "jurisprudência", "doutrina" e "juizado especial", o operador resolveu não mais tentar me ludibriar com a (i)licitude da cobrança (foi nesse exato instante que ele notou o quanto eu os adorava)
7 - sim, eles simplesmente O-D-E-I-A-M quando a gente, além de entender de defesa do consumidor (ou fingir bem pra caramba que entende), ainda sabe do que está falando e como falar!!!

Assim, Andrea 2 x 0 operadores de telemarketing!!!

Mudando um tiquinho de assunto:

Sempre fui fãzoca de propagandas criativas. A bola da vez é a do Posto Ipiranga. Muito bem sacado o diálogo:
- Pai, o Tony me chamou de Maria Gasolina
(pausa e suposta expressão de compaixão paterna)
- Mas gasolina comum ou original aditivada...
Me acabo de rir toda vez que vejo...

Outra propaganda que nem é lá tão engraçada, mas confirma algo que sempre afirmei (explico a história depois, ainda neste post), é a de uma marca de cimento (acho que é Tocantins). Trata-se de uma escala de níveis de perigo acionada cada vez que o mestre-de-obras diz "veja bem"

Explicando a história: toda vez que pressionava um certo alguém, cuja fama de bagre ensaboado é internacionalmente conhecida, a ser reto e direto, observava entre divertida e irada (a depender da TPM), a tentativa desesperada do indivíduo sair pela tangente dizendo "veja bem". Assim que ele terminava de proferir essas palavrinhas, eu já sabia que ia ter trabalho. Diversas vezes, eu alertava "xiiiiiiiiiiiiiiiii, já começou mal". Bem, agora a propaganda confirma minhas certezas!!!


Tá certo que fiquei um tempão sem escrever, mas por enquanto é só!!!

Ps.: uma de minhas melhores amigas é operadora de telemarketing... mentira, ela é supervisora desses fantásticos seres... mas nem isso tira o brilho de minha adoração.